segunda-feira, dezembro 08, 2014

A hora do presente

É chegar novembro que pipocam em todos os grupos, os primeiros sorteios das brincadeiras de amigo secreto. No trabalho, na faculdade, entre amigos e familiares. Não importam o número de pessoas, se há afinidade ou amizade. O que importa é cada um tirar um papel e, no dia marcado, a tão esperada troca de presentes.
A minha temporada começou na sexta-feira da semana passada, dia 5, com o grupo do Fato Popular. No sábado, dia 6, foi a vez do grupo de outro trabalho, na segunda, das Lulutosas (as amigas mais lindas do país) e no fim da semana, será a brincadeira de outro grupo de trabalho.
É claro que não vou falar sobre os presentes de cada uma das brincadeiras, o objetivo não é este. Até porque, dificilmente as brincadeiras não são divertidas. Aliás, na minha opinião, nunca são. 
Eu quero mesmo é falar dos presentes. E com exemplos! Sim, eu tenho. Ou conheço alguém que tem.
Teoricamente, os participantes estipulam um valor mínimo e máximo, para que não haja injustiças. Em geral, os valores variam pouco, também pra evitar injustiças. Este ano, os meus presentes custaram, quase todos, cerca de 50 reais. Exceto na brincadeira das amigas, que especificou o presente: sandálias havainas.
E é aí que entra a chateação das brincadeiras.
Já dei uma coleção de bonecas de pano e ganhei um palhacinho de isopor, já vi gente dar uma caixa de produtos de beleza e ganhar uma jarra de acrílico, conhece uma pessoa que deu um par de óculos e ganhou uma caixa de sabonete. E certeza que todo mundo conhece um caso assim. Um livro impresso em páginas de papel jornal, um desodorante, uma camisa pequena, uma garrafa térmica usada, uma saia puída ou um par de brincos.
É, isso acontece. E é comum. Eu juro!
E nem me venha com este papinho de que o que vale é participar. Não, eu posso estar sendo radical, mas não  importa "apenas" participar. Importa, sim, ganhar um presente legal. Mesmo que tenha custado menos do que o que eu dei, isso, de fato, não importa. Mas que precisa ser algo 'usável', ah, precisa.
Penso que até essa escolha por presentes específicos na brincadeira, já foi criada até para evitar esses pequenos transtornos.
Se sim ou não, o que vale mesmo é a velha e admirável noção. Sim, a velha noção mesmo... do dar aquilo que eu gostaria de ganhar.

Nenhum comentário: