terça-feira, fevereiro 10, 2009

O curioso caso de Benjamin Button

Curioso mesmo. Benjamin Button nasce na New Orleans de 1918, exatamente no dia em que se anuncia o fim da I Guerra Mundial. O curioso é que o bebê nasce velho. Sim, velho. Pequeno, mas com todo o organismo de um ser humano idoso: dores, reumatismo, inflamações e a pele enrugada. Praticamente uma aberração.
Abandonado pelo pai, depois que a mãe morre em decorrência de complicações no parto, Benjamin é criado num asilo. É fim da I Guerra Mundial. Aos 7 anos, Button parece ter 70.

Inspirado num conto de F. Scott Fitzgerald, o CCBB (Curioso Caso de Benjamin Button, pra quem possa porventura ter confundido com Centro Cultural Banco do Brasil) vem disfarçado de romance, e é, na verdade, daquelas histórias que fazem pensar. Aliás, fazem todo mundo pensar, mesmo muito tempo depois do fim da exibição. Pensar em questões humanos, em relacionamentos, em começo e fim da vida, em trajetórias, incertezas acerca do futuro e pieguices como "e se a realidade fosse assim, com todo mundo nascendo velho e rejuvenescendo?".
O maior trunfo do filme são os efeitos especiais que fazem de Brad Pitt pequenininho, velhinho e jovem, como em Lendas da Paixão. São tomadas de ângulos e maquiagem que fazem o público dar um dedo por acreditar tratar-se de outro ator. É inacreditável.



Cate Blanchet vem como é. Excepcional como atriz e simples como Cate Blanchet. Também é tratada e aparece velha e nova. Como em Pitt, os truques são perfeitos e fica redundante rasgar elogios.
Como cinema, CCBB é impecável. Trilha sonora ótima, com detalhes que dão vivência e emoção às cenas. Aliás, emoção sobra em todo o filme. Emoção e humor. Quando do apse da vontade de chorar, sempre tem a pérola, dita pelo mesmo personagem: "Já te contei que fui atingido por um raio sete vezes?".
Extremamente bem roteirizado, o público fica descontraído e, ao contrário de Alemanha (Inglaterra? Reino Unido? Não... o Austrália da Nicole Kidman e do Wolverine), não olha de dois em dois minutos no relógio. Pelo menos a maioria do público (ta bom... eu sei que eu não conto). Os 166 minutos (isso mesmo. Duas horas e 46 minutos) passam facilmente.


As locações fazem da fotografia do filme a melhor coisa na minha opinião. Determinadas cenas ganharam vida, luz e muito mais romantismo devido à fotografia.
A história é linda e fascinante. Profissional, eu diria. Talvez tenha pretensões, mas pode se dar a este luxo.
O CCBB é perfeito. Esplendoroso. Pela história, pelos atores, pela emoção, pelo humor, pela produção, roteiro, imagens, fotografia, trilha. Vale a pena por tudo.
No meu caso, valeu também pela companhia de Devan, Gigi e Wandel... só faltou Danna Montana que tava curtindo cama em casa. E eu me comportando...

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