domingo, dezembro 10, 2017

Aqui é assim...

Não é de hoje que penso em falar aqui no brog sobre alguns fatos muito interessantes - ou simplesmente diferentes do que eu vi e vivi a vida inteira no Brasil - sobre o lugar em que estamos vivendo agora. Não são poucos... por isso eu acho que vai render mais de uma postagem. Trânsito, datas comemorativas, frio, família, natal, programas de televisão, bens, tecnologia, imigração..... a forma como o povo norte americano lida com tudo isso é muito peculiar. Talvez por isso pareça, pra mim, tão diferente, ao ponto de merecer estar aqui.
Cada dia que passa, eu vou descobrindo uma coisa mais interessante - ou bizarra - sobre a vida, a cultura e os costumes das pessoas que nasceram aqui. E também daquelas que, como eu, não nasceram, mas escolheram este país pra viver.
Tem determinados costumes que são bem engraçados, outros nem tanto. A verdade é que muitos deles, todos nós já vimos em algum filme. Sim, Hollywood retrata muito bem a cultura norte americana. Como? Gorjeta, café, rosquinhas do famoso Dunkin Donuts, vans pra todo lado, noites lindas, natal cheio de neve e com a musiquinha Jingle bells tocando o tempo todo, a tradição do Dia de Ação de Graças, a formatura do High School, aqueles casamentos doidos firmados em Las Vegas, a violência de certos estados, a comida e os fast foods.... e muitos outros assuntos, são tratados em muitos filmes e seriados que todos nós já vimos.


A primeira postagem, sobre Trânsito, já está quase pronta. E a seguinte, já está devidamente pensada e montada na minha cabeça. Quero colocar logo tudo aqui.... e compartilhar com os meus três leitores um pouquinho do que vou descobrindo aqui!

quinta-feira, novembro 23, 2017

Obesidade e produtos industrializados

O americano é um dos povos mais gordos do mundo. Por aqui, há alguns anos, a obesidade passou a ser questão de saúde pública.... isso é sempre lembrado pela imprensa mundo afora. Mas por que? O que eles fazem de tão diferente?
Pra começo de conversa, as redes de fast food, ou aquelas lanchonetes que nem fazem parte de uma grande rede, mas existem. Lembro-me de passar toda a minha infância e quase a adolescência, sem que houvesse um exemplar de uma dessas lojas na cidade onde morava. Algumas delas, muita gente só conhecia de propagandas de televisão. Aqui, não é assim. Por menor que seja a cidade, há ali uma loja do Mc Donalds ou outra qualquer... todo tipo de comida rápida, não só sanduíches, como a maioria das que existem no Brasil. Frango frito, frango empanado, carne no espeto, tacos, batatas, sorvetes, doces e, claro, sanduíches. Comida vinda de vários países, tudo feito para ser consumido rapidamente. Como uma pessoa gorda que sou – é, vim engordar as estatísticas, estou sempre experimentando um tipo e posso dizer com a mais absoluta certeza: é tudo muito saboroso (pelo menos pro meu paladar, que não é 100% saudável), muito mais do que os irmãos brasileiros. Muito mais mesmo, que fique destacado.
Mas não é só isso, não são só os fast foods.
Quem come em casa, começa o dia errado. Em todas as casas, o consumo de sucos artificiais vendidos em garrafas de 3 litros, manteiga de amendoim, biscoitos de todo jeito, cor e sabor, café com diferentes tipos de leite em pó (que, pasmem, tem sabores diferentes). No prato, nada de arroz com feijão (claro). Salsichas, bacon, muffins, bolos recheados. Tudo, comprado em caixas enormes, nos supermercados. Quase não se faz bolos em casa.
Hora do almoço. Carne de hamburguer, mais bacon e alguns legumes, além de purê de batata, que, inclusive, é vendido em pó, no pacote ou na lata. Basta misturar à água.
Nos supermercados, que quase sempre são super mesmo, corredores imensos oferecem um sem-número de congelados. Coisas que a gente nunca imaginaria encontrar num freezer: doces, pães, churros, sorvetes, milho verde, batata frita, mandioca, cupcakes, marshmallows.
Outro corredor, duplicado às vezes, mostra um mundo de cores chega a ofuscar a visão. Não são legumes coloridos. São biscoitos, vendidos em botijas. Isso mesmo, como na foto. Biscoitos recheados e bolos que não daria pra contar. Sucos, refrigerantes, chocolates, balas... tudo é vendido em “family size”. Ou seja, dá pra uma família inteira comer.... mas será que come?
Legumes e frutas, não tem preços baixos. Muitos, não são nem tão saborosos como os nossos brasileiros.
E pra completar, falta tempo e sobra trabalha. Sobra correria. E com isso, o cardápio se completa, infelizmente. No inverno, então... piora. Porque é muito mais difícil sair de casa para praticar um exercício físico ao ar livre. Crianças e adultos, cada vez mais gordos. E o governo, cada vez mais preocupado.

segunda-feira, novembro 20, 2017

O frio chegou

Definitivamente não tem mais jeito. Agora o frio chegou de vez. E veio pra ficar, afinal, os quase oito meses de temperaturas baixas que temos por aqui ainda vão demorar a terminar.
Até assustei um dia desses, quando acordei e olhei o aplicativo do celular que mostra a temperatura. Eram seis horas da manhã e estava marcando -4º. Não era possível... alguns dias atrás, estávamos curtindo 28º no parque, Aurora se divertindo nos brinquedos e um calor daqueles! Se bem que era possível sim, estamos em novembro. No ano passado, chegamos quase nessa época, e o frio já estava de lascar.
Depois desse susto de 4 negativos, as temperaturas máximas não passaram mais dos 12º. As mínimas ficam perto de zero todos os dias. Quando se afastam do zero, descem..... ou seja, negativo na certa.
Ao contrário do inverno passado, eu vou me esforçar pra sair mais de casa com a Aurora. Claro que na medida do possível, já que tem dias que isso é impensável, com as ruas cobertas de neve.
Nos meses frios do inverno (e outono e primavera... rsrsrs) passado, eu saí muito pouco. Primeiro, porque ainda estávamos sem carro. Depois, porque Aurora era muito bebê e me faltava coragem de colocar ela na rua com tanto frio. Agora, ela já ta maiorzinha... e, se eu tomar por base o tanto que ela gosta de sair de cada de luva e touca, com aquele 'fonezinho' de lã que protege os ouvidos, acredito que vamos ter diversão de sobra nos dias frios.
E já prometi pra mim mesma, que na primeira acumulada de neve, vou criar coragem e sair com ela. Quero que ela se divirta com as crianças fazem nesses dias. Só me resta esperar, pra ver se vou dar conta de cumprir a promessa.
Dias frios têm sol. Lindo, claro, num céu muito azul. Ta, mas que não esquenta. Aqui em casa, ele até ajuda o aquecedor a dar uma esquentada. Logo cedo, quando ele começa a brilhar, abro as persianas da sala e ele preenche todo o espaço possível, pela minha janela grande do ambiente. Tem dias que eu me arrumo pra sair e até esqueço das temperaturas baixas, de tão quentinha que fica a casa. Só que, como já nos acostumamos a checar os termômetros antes de sair, não dá pra esquecer de vez.
Estamos em novembro e os dias frios estão apenas começando. Vamos ver como será o começo de dezembro. No ano passado, a primeira neve do inverno foi no dia 6.
Aguardando ansiosamente....


sábado, novembro 18, 2017

Vivendo o sonho americano

O tal sonho, há muito tempo, tira o sono de muita gente, nos quatro cantos do mundo. Famílias querendo curtir o clima quase tropical da Florida, outras querendo os preços bons de Miami. Há quem prefira sonhar com o glamour de parte da California ou com o interior desenvolvido do Texas. E tem ainda Nova Iorque, desejada por dez entre dez dos que não dormem, pelo sonho americano.
A realidade, porém, vai além do que as pessoas pensam sobre cada região do país. Como em qualquer lugar do mundo, tem problemas e, a olho nu, se comparamos com a realidade do Brasil... hum.... melhor até deixar pra lá.
Eu sou jornalista, saí do estado do Rio de Janeiro, e vim morar em uma pequena cidade no estado de Massachusetts, distante 400 quilômetros de Nova Iorque. Vim estudar e trouxe, além dos objetivos, marido e filha, de, agora, quase dois anos.
As coisas ainda estão acontecendo, claro, mas muito já aconteceu. E é isso o que eu quero mostrar com esse marcador. Rotina, clima, moradores, as diferenças gritantes – outras nem tanto – daquilo que estamos acostumados a viver no Brasil.
Vamos nessa, porque tem muito o que falar!



quinta-feira, setembro 28, 2017

As novidades

Tanto tempo

Pois é... parece piada, mas não é. Depois de tanto tempo sem aparecer, confesso que cheguei a pensar que este brog estaria aposentado. Então, como uma providência divina, alguns dias antes do meu aniversário, Devan chega com um laptop todinho pra mim. Siiiiim! Meu sumiço se deveu, principalmene, ao fato de que escrever postagens pelo ipad não é a coisa mais agradável do mundo. Claro que eu ando sem tempo também (e sobre isso eu falo já já), mas estava mesmo era sem ânimo. E pra comemorar mais uma volta, vamos às novidades mais importantes (até porque não vou dar conta de falar de todas).

Mudança

Como a maior novidade de todas foi e está sendo a nossa mudança do Brasil, a primeira nota tinha que ser a este respeito. Desde novembro do ano passado, estamos vivendo nos Estados Unidos. São quase doze meses de uma experiência incrível, enriquecedora, gratificante e que nos está fazendo um bem enorme. Graças a Deus tudo está correndo muito bem.

Adaptação

Todos nós precisamos nos adaptar a uma mudança, ainda mais a uma tão grande. Só que pra Aurora, a adaptação foi muito difícil. Ela parou de comer, passou a acordar seis vezes durante a noite e, pra piorar tudo, chegamos aqui no auge do inverno, ou seja, ela passou vários meses indo pouco à rua, vendo poucas pessoas. Só quando chegou o verão, as coisas melhoraram. Demorou, mas tudo entrou nos eixos. Hoje, Aurora já dorme a noite inteira, come bem, está completamente adaptada e, muito recentemente, abandonou a amamentação. Agora, não mama mais no peito. É praticamente uma mocinha!

Frio

Nossa maior dificuldade, sem dúvida nenhuma, foi o frio. Como disse, chegamos aqui em pleno inverno. Aliás, pleno não. Um pouquinho antes de toda sua plenitude, porque ele começou pra valer mesmo, em dezembro. Mesmo assim não foi fácil. O frio, eu aprendi, é muito pior do que tudo o que eu já tinha sentido e imaginado. E mesmo assim, eu ainda gusto dele. E aqui, embora faça muito frio (mesmo, de verdade), a gente acaba sentindo menos do que no Brasil. Por que? Porque aqui, em todo lugar, há aquecedores. Todo lugar: comércio, bancos e casas. Todas. Carros também. Então, frio, de fato, só quando estamos na rua, andando. Mesmo assim, não foi fácil. A parte boa é que, sete meses depois que começa, o frio acaba.



Verão

Lá pelo meio de abril deste ano, nevou pela última vez. Se não me engano, no dia 16. Depois disso, mais alguns dias de frio, e algumas semanas de preparação para o verão. Os dias quentes chegaram, com força mesmo, só no final de maio, começo de junho. Aí foi só alegria. Sorvete, tardes inteiras no parque, banho na piscina da prima Rachel, praia e muita diversão. E, diferente da demora que levou pra chegar, rapidamente o verão acabou. E agora estamos no outono. As temperaturas ainda ficam na casa dos 25 ou 26 graus, o que é quente... mas a contagem para o frio já está regressiva. No ano passado, já fazia frio na primeira semana de outubro.... vamos ver o que nos aguarda nas próximas semanas.


Dificuldades

Quem acha que só o frio e o idioma são barreiras "citáveis", eu esclareço: não é. Há outras. Pra mim, manicure. Meus queridos três leitores (se é que depois de tanto tempo eles ainda querem "me" ler) sabem como eu amo (ou amava) as minhas unhas feitas. Meu Deus! Jamais imaginei que seria tão difícil encontrar este serviço por aqui. Claro que tem, aos montes. Brasilerias, americanas, portuguesas, hispanas. Só que, pra mim, não basta ser manicure. Tem que fazer o serviço bem feito. porque sou um pouco exigente. Aí, depois de algumas tentativas, eu acabei desistindo. Em vez de sofrer, pagando 25 ou 30 dólares, eu guardo a grana e faço eu mesma as minhas unhas. Fútil essa reclamação? Pode ser pra alguns. Pra mim, não é.

Quer empadão?

Sempre amei empadão. De verdade. Desde que me lembro por gente, faço empadão. E como cheguei aqui sem conhecer muita gente e sem muita disposição pra deixar a Aurora com uma babá pra eu trabalhar, precisava arranjar alguma coisa pra fazer, sem sair de casa. E com uma ajudinha da irmã, to fazendo empadão pra vender. E faço um sucesso danado! Depois de alguns meses, já ofereço vários sabores e tamanhos. E como quero mais e mais, vivo testando novos sabores e novos prato. Pro inverno, terei novidades (só entrego num raio de 10 milhas, a quem interessar possa... rsrsrsrs).

Igreja

Outra grande dificuldade com a qual nos deparamos aqui, depois que os dirigentes da igreja que íamos desde que chegamos, fechou as portas, vendeu tudo que havia no templo e foi embora pro verão desejado da Florida (sim, muita gente que vive no inverno, sonha em morar no sul do país e curtir o clima brasileiro daquelas bandas). Ficamos sem congregar por mais de seis meses até que, recentemente e depois de muita procura, uma denominação que se encaixa na fé que professamos. Graças a Deus.

Novos textos

Agora que o computador chegou, vou voltar com força total pra minha rotina do brog. Talvez não com força total mesmo, porque tenho empadões pra fazer e Aurora pra cuidar, mas vou me esforçar pra estar sempre aqui. Inclusive, vou colocar algumas crônicas daqui... são textos que fiz sobre a vida aqui, e vou transcrever em postagens. Promessa é dívida.

quarta-feira, junho 29, 2016

Rápidas

Demora

Claro que pra eu optar por um “Rápidas”, há sumiço. Essa vida de maternidade toma muito tempo e, embora eu tenha feito rascunhos e planos, não consegui postar nenhum texto nesses quase dois meses. A parte boa é que hoje sobrou um tempinho e cá estou.

Tudo é ela

É, é bem possível que todas as minhas novidades de hoje sejam relacionadas à maternidade e à Aurora. Não há como ser diferente. Ela ocupa todos os minutos da minha vida e me faz amar isso cada vez mais.

                   Amamentação

Apesar de estar preparando uma postagem especial sobre o assunto, não posso deixar de destacar hoje, já que estou num Rápidas. Amamentação. Em pouco mais de quatro meses, descobri que não há nada mais sublime do que amamentar. E como os meus três leitores sabem, não sou de demagogias. Digo isso porque é, de fato, o que eu sinto. Não sei como acontece com as mamães que não conseguem amamentar no peito, mas uma coisa eu digo: não abra mão de ter o bebê nos seus braços, mesmo no momento da mamadeira. É perfeito.



Cabelo

Os cabelos da Aurora continuam caindo, mas em menor proporção. E, não sei se é normal, novos fios também estão nascendo. Resultado disso é que a cabecinha dela está com pouco cabelo nas laterais e muito em cima (dá até pra prender! rs). Mas, mesmo com pouco dos lados, os novos estão começando a disfarçar. E sobre a ‘natureza’ dos cabelos, estou no aguardo....

Fotos

Nunca vi uma criança mais à vontade para tirar fotos do que a Aurora. Ela sorri, mostra lingua, vira os olhinhos, grita..... e passa a impressão de que está gostando. Claro que é impressão, não dá pra ter certeza, mas com tantas carinhas lindas é difícil ter dúvidas. Não sei a quem me saiu essa menina!

Emburrada

É, ela adora fotos. Ou simplesmente fica bem nelas. Só que isso não acontece em dia de vacina. Essa semana foi assim. Parece que ela sabia que uma hora depois desse clique, ela seria vacinada. E justamente aquelas picadas dos quatro meses. Ai, que dó! Olha a cara de quem sabe o que vem por aí!



Visita

A visita do último fim de semana foi mais que especial. Os primos Jane e Eliezer vieram de Niterói pra conhecer a princesa. Nós nos encontramos em Morro Azul e passamos juntos o sábado e o domingo. Foi uma delícia!

Vovô babão

Ta todo mundo babando na Aurora, mas ninguém tanto quanto o meu pai. Ele chega e a primeira coisa que faz é procurar por ela. Como sai cedinho, avisa, no dia anterior, pra eu levá-la pra ele ver, assim que ela acordar. É inacreditável como ele fica bobo! Adora fazer cócegas e vê-la dar gargalhadas!



Aplicativo

Desde a gravidez, acompanho a evolução do bebê por meio do app BabyCenter. O aplicativo dá informações sobre gravidez, parto, amamentação, dieta e, depois do nascimento, sobre as fases do bebê. E exatamente como “prevê” o app, a Aurora está dando gargalhadas, acha que tudo no mundo é brincadeira, acabou de descobrir os dedinhos das mãos e fica olhando, sempre intrigada, levanta os dois pezinhos o tempo todo e já atende quando ouve o nome. É muito delícia!

Trabalho

Mas nem tudo são flores nesse negócio de maternidade. Ela fez quatro meses e eu... bem, eu tive que voltar ao trabalho. Para isso, adotei alguns hábitos, como amamentar a Aurora enquanto ela dorme. Por que? Bem, porque ela não aceita a mamadeira nem a custo de reza brava (mas isso é assunto pra texto específico, prometo). Nesses primeiros dias, ela mamou às 5h da manhã e só mamou novamente às 9h40, quando eu voltei.

Viagem

Em julho, vamos tirar férias. Bem, esse é o plano. E, ainda segundo nossos planos, a ideia é fazer uma super viagem. Claro que, como ainda são planos, vou manter segredo. Prometo que assim que confirmarmos, eu conto aqui, em primeira mão.

Mudando

Bem, a Aurora é assunto principal, mas não é o único assunto. A Rachel também é. Minha sobrinha está quase chegando. A Aline está lá, grandona, com um nariz enorme, e sofrendo ainda mais com o calor desta época nos Estados Unidos. A parte boa é que no final de julho a gente vai ter outro bebê na família. #VemRac #titiaama

Outro baby

O mês de junho já era especial pro meu querido-padrinho Júnior, mas este foi muito mais. Muito, infinitamente mais. No dia 13, nasceu sua filha Alice. Pelos planos dele e da mamãe Lohana, a princesa nasceria no dia 14, mas a última palavra foi dela. O casal está em êxtase. E nós também, claro, afinal de contas, a Alice, com toda certeza, será amiga da Aurora. Beijo especial aos queridos! Monte de bençãos de Deus sobre a família.

Casamento

Enquanto uns têm filhos (no caso, eu, a Aline e todas as amigas), outros se casam. E 2016 será o ano da Vaninha, amiga linda. Estamos aguardando ansiosamente a chegada de outubro para estrear a Aurora no mundo das festas. Ai, que ansiedade! Estamos contando os dias!

Casamento II


Vaninha e Fabiano casam em 2016, certo. Em 2017 será a vez da Fernanda e do Marcelo, que estão morando em Fortaleza e se casam em pleno carnaval. Tomara que esses meses passem logo! Parabéns, amigas! Que Deus abençoe desde já.

Credencial internacional

Embora minha região não tenha um sindicato reconhecido pela Federação de Jornalistas (e pela categoria, que fique claro), eu consegui minha credencial internacional. Deu trabalho, porque precisei ir a Niterói fazer a solicitação, levar documentação, assinar e tal, mas consegui!

domingo, maio 08, 2016

Mães, não é exagero

Confesso que eu tinha mania de julgar "exagero"  muita coisa que eu ouvia na vida. Não, nem só as coisas ligadas à maternidade, mas tudo. Achava exagero as gentes que dão  importância desenfreada a algo que, ao meu ver, seria perfeitamente relevável, achava exagero gargalhadas e choros extremos, achava exagero roupas de frio tiradas do armário devido às chuvas de março, achava exagero festas de um ano homéricas e mais um monte de costume de pessoas por aí.
Agora, tudo mudou. Certamente tem a ver com o fato de que eu mudei depois que a Aurora chegou. Pra mim, hoje, nada mais é exagero. Ou talvez a colocação certa seja "eu, hoje, não julgo mais nada". É, é isso. Vai ver, muitas das situações continuam sendo exagero, mas agora não me importam mais.
E não me importam, porque vi que, nas questões ligadas à maternidade, nada é exagero. Nada mesmo. E nas outras questões da vida, cada um vive como quer, ninguém - leia-se "ninguém", tem nada a ver com isso. 
E, quando o assunto é a  maternidade, nada mais exagerado, pra começar, como o que sempre ouvi de todo mundo: esse negócio de amor além do entendimento. Talvez pelo fato de me considerar razoável com as palavras, sempre acreditei que as pessoas diziam que o amor por um filho é inexplicável, eram as pessoas que não tinham muita capacidade de definir algo. Tadinha de mim. Em dois meses e meio, eu constatei que é exatamente o que todo mundo sempre disse: não há palavras para explicar. E não há exagero nenhum nisso. Dá pra tentar chegar perto, mesmo tendo certeza de que ficará longe.
Palavra como "perfeito" é uma delas, mas tenho a sensação de que não exprime com exatidão esse amor que passou a arder no meu peito. Perfeito é pouco. É um sentimento que enche de alegria e, no momento seguinte, de temor. Alegria por existir e temor por algo que possa fazer essa pessoinha sofrer, ou chorar. É uma alegria tão grande que dá vontade de chorar. E eu faço isso. Faço quando olho pra ela e ela sorri. Faço quando sinto a cabecinha dela relaxar no meu braço. Faço quando ela está mamando e, me olhando, larga o peito e sorri. Faço isso quando ela chora por algo que eu ainda não compreendo. Faço quando levanto de madrugada para ver se ela ainda respira, e, no quarto dela, a encontro adormecida serena, com os dois bracinhos posicionados ao lado da cabeça. Choro quando escrevo sobre ela, como agora. Choro sem motivo, embora tenha a clara sensação de ter ficado mais forte desde que ela chegou.


Achava exagero ouvir uma mãe dizer: "meu filho é a minha vida". Imagina se isso seria possível.no meu julgamento! "Claro que esse negócio de maternidade é intenso, lindo e cheio de amor", mas "meu filho é a minha vida" é, obviamente, um exagero, dito apenas por quem não consegue colocar esse amor em palavras. Ah, que inocência a minha... esse negócio de "meu filho é a minha vida" é literal. Sem exagero. Dizer que a Aurora é a minha vida é bem comum pra mim. Digo isso a ela o tempo todo. E repito quando alguém pergunta "e aí? Como é ser mãe?". Repito, sem medo de as pessoas pensarem que é exagero. Ainda mais se essas pessoas não tiverem filhos. Eu já julguei exagero, então, deixo que me julguem. Não me importo. A Aurora é a minha vida. E nada do que não quero pra mim, quero pra ela. Aliás, aprendi que há, sim, alguém mais importante que eu nessa vida. Alguém que merece só coisas boas, mesmo que isso custe renúncias. Aprendi que o amor que a gente tem pelo nosso pai ou nossa mãe é imenso e igualmente inexplicável, mas é menor que o amor que temos por um filho, se é que isso é possível. Quem discordar, me julgue. Não ligo.
"O choro do meu filho dói em mim", Outro célebre exagero que cansei de ouvir por aí. Bem, exagero, até que a Aurora chorou pela primeira vez. Claro que no começo, os choros todos são complicados. E ficam assim, até que a gente aprenda - ou ache que aprendeu - a entender cada choro e eliminar as possibilidades de causa. Só que, mesmo entendendo um choro como fome, frio, calor ou cansaço, qualquer que seja o choro, dói mais em mim do que nela. Com toda a certeza. Dói mesmo, de verdade. Dói como se alguém me estivesse machucando. E se o choro for sentido, daqueles com beicinho, aí a dor é de cortar. Lembro que nos primeiros dias de vida da Aurora, uma vez, enquanto dormia - e eu velava seu sono, ela fez um beicinho e começou a chorar. Não havia nada de errado, mesmo assim ela continuou com aquele choro sentido, como se estivesse triste, mas dormindo. Eu fiz o que? Tirei do berço e a acordei. É, não precisava, eu sei, mas estamos falando de exagero, certo? Na minha cabeça,  naquele momento, se eu a acordasse, a tiraria daquele - qual? - sofrimento. E eu fiz, sem pensar. Ela acordou, resmungou por alguns segundos e voltou ao sono sereno. Pronto, eu consegui tirá-la daquele sofrimento. Qualquer que fosse. Se é que era mesmo.
E se alguém dizia que se arrependeu de ser mãe,  mas não de ter aquele filho? Pra mim,, além de exagero, aquele sentimento era, no mínimo, burro. Como assim alguém pode se arrepender de ser mãe, mas não de ter tido aquele filho? Hoje eu entendo que é perfeitamente aceitável ouvir essa loucura. É possível, sim, que alguém pode se arrepender de ter decidido - ou não - por ter um filho. Entendo que isso é, de fato, uma decisão muito séria, e que vai mudar pra sempre a vida de alguém. Mas se arrepender de ter tido aquele filho, não, não é possível. Confuso, né? Pois é. burro, eu disse. Não há meio de eu me arrepender de ter tido a Aurora. De forma alguma.
Certa vez, quando ainda estava grávida, uma amiga me disse que eu acordaria para dar de mamar de madrugada, cansada, querendo dormir e, logo que visse o rostinho da Aurora, ou que começasse a dar de mamar, eu esqueceria tudo e viveria aquele momento. Mais um exagero Pelo menos até que eu vivi isso. Aquele sono pesado, das 2 horas da manhã, despertado pelo choro do mamá, que se dissipa assim que eu abro o mosquiteiro do berço e vejo aquele sorriso banguela da Aurora, me olhando e pedindo mamá. No minuto seguinte, ela nos braços, sugando freneticamente e me olhando antes de fechar os olhos e voltar a dormir. É, sim, de esquecer tudo: o sono, o frio, os problemas, o mundo. Não há nada mais maternal que o momento de amamentar. Seja na mamadeira, no copinho, na chuquinha ou no seio. Aquele olhar de agradecimento me faz a pessoa mais feliz do mundo, com a certeza de que Deus não poderia ter criado nada mais perfeito que o ciclo da vida.
E quando o assunto é o sorriso de um filho? Ah, mas decididamente não há exagero nenhum nisso. O sorriso da Aurora me faz a pessoa mais feliz que pode haver no mundo. Cada sorrisinho dela é como se o tempo parasse, como se os planetas se alinhassem, o que quer que isso signifique. Pra mim, é como se o mundo inteiro estivesse contemplando a beleza do olhar dela, a serenidade do sorriso e toda a graça daquela boca banguela. E fazer ela sorrir é pelo que eu vivo hoje. Vê-la arreganhar aquela gargalhada é a cena mais linda que eu já presenciei e com toda a certeza, me faz sorrir só de pensar. Tem como não achar isso exagero? Duvido!
E esses exageros que deixaram de ser exageros passam também pela renúncia ao trabalho para viver a maternidade durante 100% do tempo, da forma como cada mulher lida com a gravidez, a escolha do tipo de parto, como cada mãe encara e vive a amamentação, como escolhe o que dar e o que não dar de comer ao bebê, o que vestir, o que ensinar, como o faz dormir, os argumentos para convencê-lo do que é certo e errado... e por aí vai. 
Todo exagero deixou de existir no exato momento em que eu passei a experimentar o quão linda e perfeita é a benção da maternidade. E nesse negócio de Dia das Mães, percebo que a maior verdade de todas é que cada uma de nós, com seu devido exagero, com seus julgamentos, com suas possibilidades e maneiras de criar seus filhos, vive a maternidade de forma intensa. Ou, pelo menos, deveria. Com talento, como a minha mãe, minha avó e minha sogra, essas duas últimas que já dormem no Senhor, ou sem talento, como eu achava que era - e devo ser mesmo. Ou como minha querida irmã Mônica, que nasceu para ser mãe, mas Deus a recolheu antes de realizar este sonho. Não importa a habilidade de cada uma, apenas o tamanho do amor dispensado em cada momento. E não, não é exagero querer mostrar ao mundo o tamanho desse amor, o quanto ele é sublime, o quanto ele é contagiante, emocionante, verdadeiro e, mais importante que isso, simplesmente puro.
Não ligo se dizem que isso ou aquilo é exagero ou errado. Não me importo que digam que eu não deveria fazer deste ou daquele jeito. Não quero saber o que pensam sobre a "minha maternidade", caso essa opinião não vá me acrescentar nada. Não quero ouvir o que têm a dizer sobre maternidade, se essa opinião é teórica. Quero, sim, saber o que outra mãe já viveu, já sentiu. Quero saber como dorme a mãe que perdeu um filho e o que ela vive na pele. Porque, com absoluta certeza, ela não sabe explicar a dor da perda. assim como eu não sei explicar o amor. Quero que as pessoas tentem definir este sentimento, se esforcem pra colocar em palavras algo tão sublime, tão perfeito, tão sem-palavra. E se não o fizerem, que vivam. De verdade. Intensamente. Sem julgamentos. E, de preferência, da forma mas exagerada possível.


Ah, à minha mãe, toda a minha gratidão, e o meu amor. Hoje eu entendo tudo! Nada era exagero!

quinta-feira, abril 14, 2016

As novidades

Muita coisa!

Desta vez, a minha justificativa plenamente aceitável, é muito simples: a vida ta bem corrida e a falta de habilidade pra lidar com tanta correria está me deixando bem ocupada. A vida com a Aurora é uma delícia, mas não é fácil. Por isso,depois de tanto tempo, cá estou eu, com meu já manjado Rápidas.

A outra mãe



Ainda não falei isso publicamente....  mas farei isso agora. Todos dizem que quando nasce um bebê, nasce uma mãe. Provavelmente meus três leitores já ouviram isso por aí. Aqui, aconteceu um fato curioso. Em mim, a mãe ta nascendo. Um pouquinho a cada dia. Mas isso não significa que a Aurora está "órfã" de mãe. Por que? Ora, simplesmente porque a mãe nasceu completa no Devan. Verdade, gente. Nunca vi um pai com tanto talento de mãe! Banho - de chuveiro!, fraldas, cólicas, unhas, combinação de roupas com laços, hora de dormir, cabelo, remédios, vacinas.... inacreditavelmente, o pai, que antes de Aurora não tinha coragem de pegar um bebê, teve um surto e agora é mãe também!


As visitas

A parte mais legal, envolvendo gente de fora, desse negócio de ter um bebê em casa é, sem dúvida nenhuma, as visitas. Gente que a gente ama, mas que fica algum tempo sem ver, porque todo mundo tem muito o que fazer, aparece! Desde que chegamos em casa, Aurora e eu estamos recebendo cada gente linda.... obrigada a todos e todas. Amamos muito vocês!


A rotina

A vida com a Aurora, como eu disse, ta uma delícia. Não tem nada mais perfeito neste mundo inteirinho. E a rotina, embora eu já esteja me acostumando, não é simples. Nos primeiros dias, ela dormia quase o tempo todo. Depois, passou a ficar mais tempo acordada. Agora, o tempo dela "ligadona" aumentou mais um pouquinho. E isso fez a mamãe aqui ficar meio doida no começo. Passou. Até as noites, com mamadas de duas em duas horas, em média, já estão na lista dos "costumes".


Falando nisso...

Ah, falei em mamada e me lembrei que não posso, de jeito nenhum, deixar de falar no assunto. Rapidamente, claro. Não há nada mais sublime na face da terra, quando o assunto é maternidade. É perfeito e agradeço a Deus todos os dias por me permitir ter essa sensação. Ter a Aurora nos meus braços, independentemente do meu cansaço, é a parte mais linda desse negócio de ser mãe. O olhar dela, fixo em mim, é de dar vontade de chorar. Saber que eu a estou alimentando, que ela é 100% dependente de mim e que dar o peito a ela é estreitar o vínculo entre nós duas, é de emocionar. De verdade.




Crescendo

E é tanto mamá que essa menina quer todos os dias, que ela está na casa dos cinco quilos. Deliciosamente fofa! Bochechas enormes parece que estão sendo sua marca registrada. E isso vem deixando todo mundo apaixonado!



Pés
Ela ta crescendo sim. Lindamente. De um jeito que deixa todo mundo boquiaberto. O único problema, que nem é tão problema assim, são os pés dela. Com 50 dias - a idade dela hoje, quase todos os bebês já usa sapato. A Aurora, não. E não tem nada a ver com ter ou não ter sapatos (ela tem 32 pares). Tem a ver com os pés delas serem muito magros e ficarem dançando dentro de todos os sapatos. Eu não vejo a hora de começar a usar aquelas maravilhas... tem verde, preto, lilás, rosa, de verniz, de flor, de laço, tênis, bota, sapatilha.... Ai, Deus!


Família

E nós, que antes éramos um casal, agora somos uma família. A sensação de que somos mais, é muito boa. E melhor ainda é sabermos que todos os nossos parentes estão nos ajudando nessa nova composição. Meus pais, a Aline - mesmo longe, minhas tias e primos, os irmãos do Devan, os sobrinhos.... todo mundo presente. E babando, claro. Nunca vida tanta gente boba junto, quando o assunto é um bebê. Obrigada a todos.


Cuidados

A Aurora ta linda. Vive cheirosa, sempre bela, usa brinco, pulseira personalizada e, claro, já tem nos lábios um sorriso que cativa a todos. Eu, em compensação, ando quase pedindo socorro. Os cabelos andam gritando por química, como nunca antes na história deste país. E pra evitar assustar as pessoas, especialmente a Aurora, essa crina encaracolada está sempre presa, por um elástico e muito gel. É, não tem outra forma de segurar a brabera dos fios. Que Deus nos ajude por mais alguns meses....


Saídas

Essa semana, depois de dois meses, eu voltei a dirigir. Não que eu estivesse esperando completar este tempo para voltar ao volante. O caso é que, como o Devan tirou férias em março, acabei não precisando dirigir, porque estava sempre com ele. E como ele já voltou ao batente, ou eu voltava, ou voltava. E voltei com força total! Já levei a Aurora pra conhecer as titias Celuta e Angela, pra ver as titias da escola Valdir Bedê, pra almoçar no restaurante da tia Birinha. Ela já foi à casinha da tia Eliete, à rádio... sempre muito comportada!



Amiguinhos

A Aurora nasceu no dia 23 de fevereiro, no mesmo dia do Logan, dos queridos padrinhos Rony e Daniela. Antes dela, vieram outros amiguinhos...vários. O Pedro da Gisa, a Melissa da Vivi, A Helena da Aline, o Francisco da Guiliane, o Marcelinho do Marcelo, a Letícia da Patty, a Valentina da Abinoã, o João Norton da Kenia, a Mariana do Leandro e mais alguns. Depois dela, vieram o Theo da Cris e do Betinho, e o Israel da Angélica. E estão chegando a Alice da Lohana, o Carlos Henrique da Jaque, a Rachel da minha Aline, o outro do Marcelo e o primeiro da Iza e mais outros vários. Daqui a alguns anos, vai ser difícil segurar essa galera!


Fotos

E meus três leitores sabem bem da minha paixão por fotos. Não, não estou falando de tirar fotos nem se sair em fotos. To falando de revelar fotos! Sim, aquela minha paixão que já me rendeu algumas centenas de fotos no papel. E agora que a Aurora nasceu, o negócio ficou mais sério! Essa semana, chegam pra mim 200 fotos reveladas, quase todas dela. Aliás, as que não têm ela, propriamente dita, têm ela na minha barriga e ela nas mãos do médico, na hora da cirurgia. Ai, que não to aguentando de curiosidade e expectativa. Prometo texto especial sobre isso!

terça-feira, março 22, 2016

Alguém explica?

To achando que vou perder leitores. Não sei, aliás, se continuarei tendo algum, porque, se três deixarem de passar por aqui, não sobra ninguém. E to pensando nisso, porque, desde que a Aurora foi anunciada na minha vida, ela é assunto soberano aqui no brog. Peço desculpas aos meus queridos três leitores, se é que eles ainda são meus leitores, mas não consigo pensar em nada pra falar, além da Aurora. Será que isso vai mudar?
O que eu quero com essa postagem de hoje, fora o fato de lembrar que só falo de Aurora, Aurora, Aurora, é pedir que alguém explique uma foto. Uma pose. Não, um sorriso.
Vamos por partes.
O Devan aproveita cada momento com a Aurora, pra arrancar um flagrante com ela. Sendo assim, ele já deve ter feito pelo menos umas 1000 fotos. Isso, hoje, porque quando ele fez a foto à qual me refiro, a Aurora tinha 10 dias. Sim, 10 dias,.
É sabido - ou não, já que só eu leio tudo sobre bebês há vários meses - que bebês, antes de dois ou três meses, não sorriem. Claro que estou falando do sorriso propriamente dito, com graça. Os bebês recém nascidos têm algumas reações físicas, que lembram claramente sorrisos. A Aurora, por exemplo, "sorri" quando está terminando de mamar, "sorri" quando está tomando banho... mas sou plenamente consciente de que ela não sorri, de fato. Apenas tem reações. Faço festa, sorrio junto, elogio, a chamo de "princesa linda da mamãe", mas sei que ela não está achando nada engraçado.
E aí, a gente em casa, deixei a Aurora sozinha com o Devan enquanto eu tomava um banho. Foram dez minutos, porque eu ainda morria de medo de ela chorar durante a minha ausência e eu precisar dar de mamar. Hoje, não tenho mais esse medo, quando o Devan está por perto.
Certo, continuando.
E dez minutos foram suficientes. Nem um minuto a mais. 
O pai da Aurora, como todo bom flamenguista, precisava começar a 'instruir' a pequena Aurora. E fez isso com louvor.
A explicação que preciso é sobre este sorriso. Como assim, com apenas dez dias de nascida, a Aurora esboçou esse sorriso assim... tão "sorriso"? Alguém explica ou eu vou ter que ficar com o consolo de ter uma filha linda, que é linda mesmo e ponto?


sexta-feira, março 18, 2016

Como não amar?

Puxa! Faz um tempão que não passo por aqui. E os assuntos estão só acumulando... to criando uma listinha, que fica num bloco, no meu criado mudo, para, em breve, escrever sobre tudo. Ou tentar, pelo menos.
E o meu retorno merece muito mais que um resumo das novidades, numa postagem "Rápidas", como eu sempre faço. Merece um texto exclusivo.
O retorno é pra falar de quem? De quem? De quem? Como assim? Não tinha como ser de mais ninguém, além dela, a Aurora, o mais novo amor das nossas vidas.
Essa coisa deliciosamente pequena, encantadoramente calma ao mesmo tempo em que é assustadoramente brava, e que tem um poder sobrenatural de nos encantar a cada dia. E esse encanto acontece de uma forma inimaginável, impressionante e com tanta força que faz doer.
Sei que meus três leitores já devem ter lido isso em algum blog por aí, ou ouvido de alguma recém-mãe. Acho que até eu já tinha ouvido algo do tipo. Nunca achei clichê, mas também nunca tinha imaginado a dimensão deste sentimento. É louco, é inexplicável, é lindo. Mais que isso, é perfeito - pra mim, a palavra "perfeito" não deve ser usada "em vão". Só a utilizo quando tenho noção do nível da situação. E esta merece.
A Aurora é, sem dúvida nenhuma, a melhor coisa que aconteceu nas nossas vidas. E estou falando "nossas", porque falo por mim, claro, pelo Devan, e pelas pessoas bem próximas a nós, especialmente meus pais, que não se cansam de dizer que "Deus caprichou ao enviar nossa primeira netinha".
Ela é linda. Não, não é porque é minha filha. Ao contrário. Eu sempre fui muito crítica - e depois da Aurora, não farei mais isso - com os bebês, assim que nascem. Pra mim, todos têm a mesma cara, são inchados, não se parecem com ninguém.... ah, têm aquela célebre cara de joelho. E por falar isso muito, quando engravidei, disse pra todo mundo que se minha filha tivesse cara de joelho, eu diria. Meus três leitores, com certeza, sabem que eu diria mesmo. Só que não é o caso. Ela é linda mesmo. Sim, nasceu inchada, sem semelhança com nenhum de nós, mas definitivamente não tinha cara de joelho. 
E a cada dia que passa ela vai ficando mais linda. 
Nasceu clarinha e, há 24 dias vem morenando. Não sei aonde vai chegar, mas ta indo. E só fica mais linda.
Os cabelos - meu maior receio, meus três leitores devem se lembrar - são lisos. Não, gente, não sou romântica ao ponto de achar que vai ficar assim, mas o fato de ser muito cabelo, escuro e liso, ajudam a compor a beleza dela.
Ta, gente, não vou ficar falando falando falando. Vou mostrar!






quinta-feira, março 03, 2016

A escolha do nome

Nome é assunto complicado. E sempre foi na minha vida. Lembro-me de quando corrigia as pessoas que me chamavam de Fravia. Eu tinha 3 anos de idade. "Meu nome é Flavia, não Fravia". Até hoje, amigas da uma tia me chamam de Fravia, de tanto que achavam curiosa a minha correção. Embora eu já não faça mais isso... Era só uma fase (que, na verdade, nunca deve ter passado... olha aí o endereço do brog!).
Quando éramos crianças, minha mãe tinha mania de nos chamar de Valentina, pra que mostrássemos o quanto éramos valentes. "Comeu tudo, Valentina?", "assoe o nariz com força, Valentina", "que roupa linda, Valentina". E desde sempre achava lindo este nome. E ficou muito mais lindo, na minha opinião, quando, há mais de 20 anos, alguma atriz teve e uma filha linda e a chamou Valentina. Ouvi alguém dizer: "A Valentina dela é uma boneca!". Pronto, passei a associar beleza ao nome. Além de valentia, que aprendi na infância.
E desde sempre, minha filha seria Valentina.
Quando namorava, e o Devan falava em ter filhos, meus pais começaram a chamar o bebê que ainda estava muito longe de chegar, de Tininha. Ai, meu coração! Que decepção! Uma vontade imensa de chorar, cada vez que eu ouvia a "forma contrata" do meu nome preferido.
A essa tamanha decepção - e raiva por transformarem um nome tão lindo num apelido, somou-se, então, a febre que virou o nome Valentina de uns anos pra cá. Na minha vida, a priminha, a filha da manicure, a sobrinha do vizinho, a afilhada da colega de trabalho, o neném que ia nascer semana que vem, a filha da funcionária do meu pai.... De repente, toda menina que nascia no mundo era Valentina.
Foi suficiente. Desisti do nome muito antes da gravidez.
Com nomes de menino, foi mais fácil. O Devan queria Lorenzo. Eu não. Sempre quis nomes simples, brasileiros, pouco comuns. E só consegui convencê-lo de que Lorenzo não era uma boa opção, quando mostrei uma matéria mostrando que o nome estava entre os dez mais escolhidos. "Na pré escola, nosso filho vai ter cinco colegas com o mesmo nome". Meu outro argumento era de que o menino ia ser vítima de bullying, por ser mulatinho com nome italiano, embora este motivo nunca tenha surtido o efeito desejado no Devan.
Mas funcionou o outro. Ótimo.
A escolha de "Aurora" foi do Devan. A justificativa, em Provérbios 4:18: "A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito". Escolha aceita. Para menino, paramos em algumas possibilidades, porque logo descobrimos que nosso bebê seria mesmo a Aurora.
E aí, nosso velho problema. Ta, "meu" velho problema: apelido. Meus pais começaram a chamar a pobrezinha de "Rorinha". Ai, Jesus! Vontade de chorar! Primeiro que, se o nome é Aurora, chamemos de Aurora. Nada de confundir a cabeça e a personalidade da criança. E se algum especialista disser que isso não confunde, mudo de argumento: nada de apelidos, porque o nome dela é Aurora.
E pra evitar que Rorinha virasse o nome da minha filha, antes mesmo de ela nascer, sentei e conversei. Pedi por favor, expliquei. E eles acabaram, meio a contragosto, aceitando. Mas cheguei até a ouvir deles que iriam chamá-la de Rorinha quando estivessem longe de mim. Hoje não falam mais. É Aurora e pronto.
Nada de apelidos. Aurora. Simples assim.


segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Ensaio

To falando deste ensaio fotográfico desde muito antes de ele acontecer. E tive motivos pra isso.
Primeiro, foram os planos. A ideia era fazer as fotos da barrigona aos 7 meses de gestação, para que, além da barrigona, não tivesse narigão, bração, pernão e todos os outros "ão" que pudesse ter mais tarde.
Aí, os planos nos colocaram os sábados de dezembro como opções. No primeiro não, porque tínhamos o chá da Aurora, sobre o qual já falei aqui. Nos outros, sim. Inclusive os sábados de dezembro e janeiro pós-festas: 26 e 2 de janeiro, que tradicionalmente são dias de preguiça. E se eu consegui convencer minha fotógrafa amiga oficial, Mary de Paula, o que mais eu precisaria? Dias lindos, ensolarados e talz.
E foi exatamente o que não aconteceu. Acho que nunca antes na história da minha cidade, os sábados de dezembro e janeiro foram tão chuvosos. É claro que isso não é de tudo ruim, afinal de contas, foram esses dias chuvosos que me ajudaram a passar pela gravidez sem sofrer muito o calor. Só que, em contrapartida, nunca mais consegui fazer o ensaio gestante.
E a chuva só deu trégua no final de janeiro. Precisamente dia 30, às vésperas dos nove meses de gravidez.
Resultado? Fotos lindas, claro, mas nariz inchado, peitos muito maiores que o normal, pernas mais gordas, braços enorrrmes, barrigona ampliada e, como não poderia deixar de ser, um cansaço que não faz parte da minha vida.
Mesmo assim, compartilhei no Facebook e no Instragram algumas das 300 fotos. E como prometido - com um pouco de atraso - cá estão algumas outras.
Adorei cada pose! E agora que a Aurora já está por aqui, é muito mais legal ver essas fotos!







sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Ela chegou!

Nossa princesa chegou. Ta, já faz três dias... mas como é que para tudo, com uma delícia dessas em casa? Não, não dei conta. Agora, aproveitei um tempinho livre, com o Devan velando o sono da princesa, pra atualizar as novidades.
Ela nasceu às 21h30 de terça-feira, de parto cesárea. Tivemos uns contratempos no hospital, devido a um parto de emergência de outra gestante, por isso Aurora chegou tão tarde. 
Nossa pretinha, que não está tão pretinha ainda, veio a este mundo de meu Deus com 49cm e 3,450kg. E, como não podia ser diferente, nos deixou completamente apaixonados.
Faz três dias, mas ainda estamos fora de órbita e provavelmente ficaremos assim por algum tempo... mas não poderia deixar de informar aos meus três leitores que a Aurora está aqui conosco.
O parto foi tranquilo, na medida do possível, claro. O Devan ficou comigo e depois da cirurgia, quem me fez companhia, até a alta, foi a mamãe.
Em dois dias de internação, recebemos muitas mensagens pelo whatsapp, pelo Facebook e até flores lindas, da irmã caçula, que não se esqueceu de nós. Obrigada a todos os amigos pelo carinho.
Aurora é linda e saudável, cabeluda, ainda não sorri (tomara que não seja da natureza dela). Quem já viu, anda dizendo que ela é a cara do pai. Outros, que se parece comigo. E como tem sempre quem não é de uma opinião, nem de outra, há quem diga que ela é uma - bela - mistura de nós dois.
Para o parto, tivemos a companhia da minha querida "fotógrafa oficial de todas as ocasiões", o que significa que há fotos lindas para mostrar também!
Logo logo a gente faz isso, porque agora é hora de se acostumar com uma coisinha tão deliciosa na nossa vida!


Fraldas de pano, sim

Dia desses encontrei uma dessas artes que andam circulando pelo Facebook, da “Diferentona”. E eu me identifiquei. 


Claro que não tem nada a ver com a ironia, em sim, mas com o fato de eu estar diferente nessa situação. Sim, porque cada pessoa que me ouve falar que as minhas “calças plásticas” chegaram, pergunta o porquê de eu estar fazendo isso, se quero perder tempo lavando fraldas de pano, se eu não tenho mais o que fazer na vida ou se arrumei uma empregada. São tantas perguntas descabidas, que nem cabem respostas. A não ser às que eu quero responder.
Pra começo de conversa, não, as calças plásticas (que, na prática, nem são “plásticas”, como aquelas que o mundo usava 30 anos atrás) não são baratas. Ao contrário, cada jogo que eu comprei, com dois forros – no caso das diurnas – e com três – para as noturnas, foi bem caro. 
E estou falando com conhecimento de causa. Eu trabalho, ganho meu próprio dinheiro e sei o preço das coisas. E to destacando isso, porque já teve gente falando que eu não tenho noção de custo de nada.
Fiz chá de bebê, ou seja, ganhei muitos pacotes de fraldas descartáveis e sim, vou usar todas. Pelas minhas contas, porém, ainda faltam mais de 1,5 mil unidades de fraldas descartáveis para suprir toda a fase de fraldas da Aurora. Unindo este fato ao de que eu, com essa gestação, descobri o tamanho dos gastos que um bebê proporciona, cheguei à conclusão de que, de cara, me faltaria coragem para investir em fraldas. Faltaria coragem, disposição e grana.
Não sou como diz essa arte aí da Diferentona. Pelo menos em partes. Não sou desocupada nem me vejo como musa sustentável. Como incentivadora da maternidade consciente? Acho que também não... nem sou a única a optar por essa novidade que  já é tão velha... e ficou perdida nesses anos de tecnologia que a gente viveu.
É claro que a economia foi o principal atrativo, mesmo com plena consciência de que haverá gastos com outras coisas como água e energia (física e elétrica, porque sim, eu vou lavar tudo na máquina), sabão e tempo. Mas não só. Economia foi, sim, o meu principal atrativo, mas foi mais importante o fato de eu poder colaborar um pouquinho com a solução para todo esse problema infinito que o mundo está vivendo, ligado à falta de consciência das pessoas sobre a importância de cada um fazer a sua parte para que todos vivamos num mundo melhor, mais sustentável, menos poluído e menos autodestrutivo.
E com tudo isso em mente, foi mais fácil decidir.
Como eu já vinha pesquisando sobre o assunto há algum tempo, o choque de realidade dos gastos me fez tirar um tempo pra comparar, pensar, repensar, calcular, decidir e, finalmente, optar pela compra. Pela internet, como a maioria das compras que eu faço atualmente.
E alguns dias depois, eis que recebo, no conforto da minha casa, aquele pacote, com alguns jogos completos de calças e forros. Estampas lindas. Tudo, exatamente como eu queria.


Ainda é cedo pra saber como vou me sair, mas isso não tem a ver só com a rotina das fraldas de pano e calças plásticas. Tem a ver com tudo o que diz respeito à maternidade. Vou precisar de ajuda pra tudo. Algumas ajudas, inclusive, já estão prometidas e devem chegar logo nos primeiros dias da Aurora no mundo (e prometo falar sobre elas depois). Outras, podem nem vir e eu vou acabar tendo que me virar sozinha.
Mas eu não me importo. Quando decidi que queria um bebê, sabia que estava dando início à fase mais importante da minha vida, com todos os percalços que isso pode significar.
Então, com fraldas de pano ou sem, com ajuda ou sem, diferentona ou não, estou disposta. E só isso me importa. Se vai dar trabalho? Ah... alguém duvida?

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Visitas? Ainda não....

Ah, sim, o assunto é delicado e, antes de eu decidir por dedicar uma postagem a ele, pensei muito. Muito mesmo. Tive dúvidas sobre a necessidade real de falar sobre o assunto, medo de não me fazer entender, receio de inimizades... Enfim, minha preocupação era de criar problemas que não existiriam, simplesmente se eu deixasse o assunto pra lá.
Só que eu não sou dessas. E agora, que falta bem pouquinho (mesmo) pra Aurora estar aqui a gente, decidi que era hora, sim, de tocar no assunto.
Desde antes da minha gravidez, sempre tive muito medo de tudo o que envolve a gestação. Engordar muito, controlar a pressão, o açúcar no sangue, o consumo de calorias vazias, os vasinhos que surgiriam nas pernas e na barriga, estrias, pressão alta, parto, dores, anestesia, pontos, recuperação, primeiro banho pós cirurgia, alta, escadas, cuidados com o bebê, perda de peso, amamentação... E se eu ficar aqui citando, não termino este texto. O fato é que eu sempre tive medo. E quando engravidei, somei aos meus medos anteriores, o de " como lidar com visitas na maternidade e nos primeiros dias de vida do bebê".
E com este medo novo, fiz o que sempre faço em situações que me trazem dúvidas: conversar com amigos que já passaram por algo parecido - no caso, o parto - e procurar opiniões de especialistas. Conversei então com meu obstetra, minhas amigas, mães há muito tempo, outras mais recentes, sites e blogs que falam da rotina de ser mãe, da gravidez....
E foi praticamente opinião unânime. Tanto das amigas, quanto das conhecidas. Assim como daquelas pessoas que eu nunca vi, do médico e de especialistas que escrevem por aí.
A dica principal e unânime que eu recebi foi: " peça aos seus amigos, com os quais tem mais afinidade, que deixem pra ir ver o bebê na sua casa. A maternidade não é o local mais indicado". E, pensando sobre isso, me lembrei das vezes em que dei uma 'passadinha' na maternidade, pra dar um oi a amigas que tinham acabado de parir. E, nesses pensamentos, de fato, me lembrei do quanto minhas amigas visitadas estavam prostradas. Nenhuma delas me falou um oi sequer. Acho que em todas as minhas visitas à maternidade, era o primeiro parto e, em todas, as novas mães estavam apreensivas com anestesia e amamentação. Concluí, então, que o hospital não é o melhor lugar pra receber visitas. Às amigas que visitei, minhas sinceras desculpas. Por favor, só levem em conta a visita seguinte, feita, com certeza, após alguns dias do nascimento do bebê.
Sim, porque se fui, digamos, inconveniente com a visita à amiga mãe na maternidade, nunca fui após a alta. Minhas visitas ao bebê sempre foram minimamente planejadas e jamais fiz antes de 15 dias de nascido. E diante do que ouvi das pessoas com as quais conversei, é tempo suficiente pras coisas estarem nos eixos: bebê mamando sem estresse, mãe um pouco mais acostumada à nova situação....
E esta postagem é exatamente pra isso: pedir aos meus queridos amigos que me deixem passar -sozinha - pelas turbulências dos primeiros dias em casa, tentando amamentar, procurando sentido pra cada choro ou resmungo, aprendendo a dividir meu tempo entre mamadas, banhos meus e da Aurora, pratos de comida....
E, como não sou cheia de mimimi, já adianto que as lembrancinhas pra que, vier são perfeitas e, mais importante que isso, vou A-M-A-R cada visita, cada sorriso, cada preocupação.
Então, como agora a Aurora ta chegando, espero vocês dentro de alguns Ah, e existem regras escritas por "especialistas".



sexta-feira, fevereiro 19, 2016

Rápidas

Outro Rápidas?

Já justifiquei tantas postagens de notinhas num dos últimos. Tenho andado muito desanimada e contar tudo o que anda acontecendo, em textos pequenos, é mais fácil. Aí, acabo optando. Os outros, que falam de apenas um assunto, demoram muito mais pra ficarem prontos. E como estamos às vésperas de ter a Aurora por aqui, melhor eu me adiantar e optar pelo Rápidas mesmo.

Em casa

Desde a quarta-feira de cinzas, estamos em casa. Eu e a Aurora (como se fosse necessário dizer isso). O obstetra optou por me manter em casa por alguns motivos bem específicos. O primeiro deles é que, como esse neném não para (aliás, não sei a quem puxa essa menina), provavelmente as duas voltas do cordão umbilical no pescoço não se desfaçam até o parto. Ou seja, quanto mais paradinha eu ficar, melhor. E com essa escadaria da Penha que tem no prédio onde moro....

Data provável

Se tudo correr bem, como manda o figurino e a minha vontade, a Aurora chega no dia 23 de fevereiro, terça-feira da próxima semana. É claro que isso é apenas plano médico, com base no número de semanas de gestação, que estão chegando aos 10 meses (já falei disso, né?). Tudo pode mudar. Estamos à mercê desse pequeno ser, que já mudou tanto a nossa vida.  E ainda tem a tal mudança de lua no fim dessa semana. Ai, ai, ai!

Rotina

Esse negócio de ficar em casa me fez perceber o quanto a minha vida, com a gravidez, está resumida a alguns poucos afazeres. Claro que só neste final, porque até alguns dias, eu não estava tendo que fazer repouso. Pois bem. Uma semana de repouso aconselhado pelo médico e a minha vida se resume a acordar cedo pra fazer xixi, não conseguir dormir mais, comer, ler. Ficar deitada assistindo a um filme qualquer, pra dar um tempo na leitura, comer de novo. Ah, com duas paradas pra ir ao banheiro de novo. Dormir mais um pouco, dar uma olhada no que está rolando nos jornais do dia, comer, fazer xixi, ler mais um pouco. Aí anoiteceu. Um filme ou um telejornal, comer alguma coisa, deitar e demorar a encontrar uma posição pra dormir. E, ufa!, quando encontro, é hora de fazer xixi de novo. Tudo isso, com muito, mas muito calor mesmo. Haja ar condicionado, ventilador e banho frio!

Tudo pronto

Como disse na postagem anterior, a mala para a maternidade está pronta. Deu trabalho, mas esse negócio de ficar em casa acabou me animando a organizar logo tudo o que deveria levar para o hospital. Outra coisa que providenciei, com grande atraso, confesso também, foi a capa do carrinho de bebê e do bebê conforto. Os dois estavam comigo desde o começo da gestação, mas foi tanta coisa pra organizar, que acabei deixando pra depois. E agora não tive como evitar. As capas só ficam prontas na véspera da chegada da Aurora e prometo fotos!

Curiosidade

Minha irmãzinha Aline ta lá nos Estados Unidos, esperando um bebê também. Ela ta chegando ao quarto mês e ainda não sabe o sexo. A expectativa, porém, é grande. A curiosidade sobre o que anda acontecendo por aqui também. Enquanto isso, vou colocando tudo no lugar, finalizando os últimos detalhes, pra só então fazer um videozinho pra ela ver como está o quartinho da Aurora.

As fotos

Siiim! As fotos do ensaio já ficaram prontas e está comigo. Só não tive coragem de separar algumas pra colocar aqui. É que são tantas e elas ficaram tão tão lindas, que não consegui escolher três. Prometo fazer isso logo. Antes do nascimento da Aurora, claro. E se não der pra ser antes, prometo colocar depois.

Ainda mexe!


Logo no começo da gestação, falei aqui sobre a curiosidade das pessoas sobre os movimentos do bebê na barriga. Como disse, no começo, especialmente pelo fato de eu não ser uma pessoa magra na vida pré-gravidez, os movimentos demoram a ser sentidos. Aí, lá elas 15 semanas, comecei a sentir uns tremores e, um mês depois, os movimentos ficaram claros. Depois da 25ª semana, porém, o negócio ficou frenético. E é assim até hoje! Dá só uma olhada! É curtinho, mas assustador (e delicioso, vai....).