Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Sexta-feira

Querido diário, hoje é sexta-feira. Pena não ser a da semana que vem.
Sim, o mês de novembro está acabando, mas pelo jeito esses três dias que faltam vão valer por mais três semanas.
Faz uns quatro dias que eu estava oferecendo um dedo pela chegada do dia 1º de dezembro. Hoje, to oferecendo as duas mãos, os dois pés e até a cabeça...
Ta sendo corrido no trabalho. Muitos eventos, muita coisa pra organizar, muita gente pra gerenciar e, o que é pior, muita incompetência pra atrapalhar o bom andamento do meu trabalho. Sim, porque eu dependo da competência de diretores de outros departamentos, para que o meu trabalho na Comunicação aconteça.
Hoje o trabalho começou cedo. Foi lançado em Quatis o internato rural, que vai manter 20 estudantes do último ano de Medicina do UniFOA prestando atendimento nas unidades de saúde da cidade.
Depois teve a entrega do espaço onde vai funcionar o Núcleo de Atendimento Jurídico e a nova sala da OAB. E foi difícil fazer este evento acontecer... acho que só eu sei.
Mais tarde tem a Campanha Anti-Tabagismo do Dia Mundial Contra o Câncer. E, como se tanto não bastasse, ainda tem festa pelo 12º aniversário do Grupo da Maior Idade "É Tempo de Viver".
Por enquanto é isso... prometo só passar por aqui de novo em Dezembro.
Se eu sobreviver.

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

O dia infernal

Sim, o dia mal começou e já está infernal.
Tão infernal, mas tão infernal...
que eu parei pra pensar e constatei que to, na verdade, de TPM.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Plural

Sim, estou me referindo aos preços, mas prometo que logo logo venho falar do plural de óculo. To me prometendo isso há dias.

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Não seria "mãos"?


Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Somos um país...

Hoje, de novo, eu tava lá, me aprontando pra ir para o trabalho, com a televisão da copa ligada. Aliás, bem lembrado... a televisão tem feito parte constante da minha vida. Preciso rever essa minha necessidade de barulho enquanto me arrumo ou pesquiso coisas na internet ou leio ou durmo ou como ou falo ao telefone.
Eu estava distraida. Pelo menos até ouvir que o Governo ainda não deu explicações - aceitáveis - sobre o apagão da semana passada. Em "explicações" leia-se justificativas. É. De acordo com o que estava dizendo, ta todo mundo ávido por entender as causas de boa parte do país ter ficado às escuras por boa parte da noite.
Depois disso, fiquei pensando no assunto e constatei que eu não me importo nem um pouco com as causas do apagão. Pode ser que o governo se importe, afinal, é formado por homens do governo, mas eu, simples mortal, não quero saber o que causou o problema.
As pessoas podem até pensar e me julgar - mal ou bem, sei lá - e achar que eu to sendo muito pouco preocupada com questões importantes para o país, mas eu não me importo mesmo!
Aliás, muito mais que isso. Acho que, afora o Governo, o Ministério Público, o Operador Nacional do Sistema - que têm que se preocupar por serem quem são e se não se preocupassem não estariam desempenhando bem suas funções - e quem sofreu consequências graves devido ao apagão, ninguém mais precisa, de fato, se preocupar com isso.
E sabe por que? Eu digo. Porque somos um país que tem por princípio não se preocupar com coisas sérias, dessas que abalam as estruturas políticas, sociais, econômicas - ou o que quer que seja - do país.
Somos um país que não se importa em trabalhar - muito - para manter milhões de pessoas improdutivas, por meio de uma bolsa, a que chama bolsa-família. Melhor: somos um país que sequer pensa que trabalha para manter milhões de improdutivos mantidos pelo bolsa-família.
Somos um país sem memória histórica, econômica, cultural e tudo o mais que disser respeito à memória de um povo. Elegemos Collor pro Senado, não sabemos quem é Hildebrando Paschoal nem Jorgina de Freitas. Também não sabemos quem foi Mário Covas.
Não conhecemos livros. Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles ou José de Alencar. E se alguém sabe de Monteiro Lobato é, no máximo, que foi ele quem escreveu o Sítio do Pica-pau amarelo. E, sim, Paulo Coelho todo mundo conhece, mas quem liga?
Sabemos muito mal realizar as quatro operações e ler. Falar então... Deus nos livre. Somos um povo que não sabe falar. Vai ver, porque não lemos.
E tudo isso não é culpa nossa. Nascemos assim, crescemos assim e morreremos assim. Querem que sejamos assim e nos impõem esta forma de ser.
Mas há também partes boas. Somos um povo lindo, que ama a si mesmo e aos outros, que ama o país. Somos um povo que não cansa de ter esperança.
É... mas essa esperança não está em descobrir as causas do apagão, mas em mudar a realidade que nos foi imposta, sem que tivéssemos o direito de questionar.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Na televisão, novela

Não gosto de novela. Nunca escondi isso de ninguém. Já até falei isso aqui no brog.
Aí, to em casa agora, fazendo umas pesquisas na internet, com a televisão ligada, tentando me decidir por assistir ao CQC ou ao filme Missão Impossível, que vem logo depois da novela.
Sim, a novela. Enquanto eu to aqui, pesquisando, a novela do Manoel Carlos ta rolando ali. Aliás, bem a cara do Manoel Carlos... alguma outra já pareceu tanto assim com ele?
É, mas isso não vem ao caso.
O que me chamou mesmo a atenção foi a cena entre as personagens de Lilia Cabral e Thais Araújo. A mãe da menina mimada, que nunca soube o preço de se conquistar nada na vida, cobrando da outra uma dívida que, com absoluta certeza, só é dela porque a história está na televisão e não na vida real.
Uma cena emocionante pra boa parte das pessoas que estão assistindo (e acompanhando) a trama, o que não é o meu caso. Ta, mas emocionante é a primeira palavra no dicionário do autor.
Os meus três leitores podem estar se perguntando o que é que me trouxe, então, a escrever sobre isso. E eu respondo (se é que alguém está, de fato se perguntando. É nisso que eu estou me baseando: na curiosidade das pessoas... rs). Respondo, sim.
Não estou julgando a atitude da mãe, que está com a filha recém diagnosticada tetraplética. Absolutamente. E por vários motivos. Dois deles: não sou mãe e nunca passei por nada semelhante com alguém próximo de mim. Sem julgar a atitude dela como mãe (porque não seria capaz), to me referindo à cena mesmo, ao diálogo, ao fato em si.
Pra começo de conversa, pra que aquela cara de sofrimento da Helena? Já não sou tãão fã da Thais Araújo, mas confesso que algumas cenas que vi com ela antes de hoje, me passaram a imagem de uma mulher de fibra, com vontade própria, princípios, firme, que fala o que pensa, que não deixa outra pessoa falar o que quer sem ouvir o que merece.... essas coisas.
Pois hoje eu vi que me enganei no julgamento quanto à personagem. Ela é nada disso. Ela é uma otária, boba, imbecil, pequena, sem personalidade, volúvel e qualquer outra característica ligada a uma 'pessoinha' que venha à sua mente neste momento.
Aonde já se viu, uma pessoa ouvir tudo aquilo, com tamanha arrogância, ironia e ira, e ficar quieta? E eu nem to falando em meter a mão na cara da mãe da menina mimada lá (que, aliás, deveria ter tido a boca tapada, quando soube que ia ficar tetraplégica. Naquele hospital não tem mais nenhum paciente? Ah, não tem não... pelo menos não tem vivo. Os gritos dela mataram todos de susto). To falando em revidar, conversar, falar, discutir e mostrar a mesma firmeza que ela teve com a menina mimada lá no estrangeiro, quando lascou aquele sonoro tapa na cara dela.
A Helena se ajoelhou para pedir perdão pra mãe da menina mimada. Pedir perdão de joelhos! Ah, faça-me o favor, ô garota.
Alguém tinha que ter dito a ela que não há culpados nessa história. Há fatalidades. Há destino, mão de Deus, pagamento de pecados... sei lá. Há alguma coisa que eu não sei, mas que há, há.
Ela até mereceu a bofetada que levou da mãe da menina mimada. Ela deu a face a ela, gente. Ajoelou-se, numa atitude sem explicação, como assumindo a culpa com uma frase do tipo: "Sim, eu poderia ter evitado, mas preferi que sua filha ficasse tetraplética". Ow... cala todo mundo a boca.
Depois de ajoelhar e dizer: "Sim, eu sou Deus e permiti que essa desgraça sobreviesse sobre sua família", ela mereceu o tapa. E mereceu também que a mãe da menina mimada não derramasse nenhuma lágrima e ainda descontasse o casamento. É, porque ela aproveitou pra descontar... rs.
E agora chega. To irritada com essa história.
Deixa eu ver Missão Impossível. Muito melhor que eu faço.

Domingo, Novembro 15, 2009

Domingo

Hoje é Domingo
Pede cachimbo
Cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é fino
Bate no sino
O sino é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Comidas

Comer é bom. Não... comer é bom demais.
Só que tem coisas que nem são tão boas assim.
É... pensa aí. Rapidinho. Tem coisa que a gente não come de jeito nenhum. Tem aquelas que a gente come porque não tem opção. Tem outras que a gente come porque tem alguém comendo. Há o que a gente come porque tem vontade, não porque gosta. E mais um monte de outros tipos de coisas.
O que é que você não come de jeito nenhuma? Pra você, são coisas ruins. E aquilo que você comeria todos os dias... são as boas. E é aí que entra este post: pra enumerar, pra mim, o que é bom e o que é ruim, sobre comidas.
Pra começo de conversa, doces. Sim, doces. Eles estão na lista dos bons. Exceto os de goiaba e os de marmelo, todos os outros são bons. A qualquer hora do dia ou da noite, não há nada que os tire da lista dos bons. Aliás, da lista dos melhores, posso assegurar.
Strogonoff é bom. Batata frita é bom.
Chuchu é nada. Jiló é ruim. Sanduíche de mortadela é ruim.
Bacalhau é ruim. Camarão é bom. Pizza é melhor ainda. Se for frita, também é bom.
Bife de fígado é horrível. Ovo frito ou cozido ou assado ou cru é horrível.
Bolo é bom. E se for de chocolate, é melhor até com os olhos fechados.
Macarrão é só ruim. Com atum é péssimo.
Salsicha é o pior dos piores. Churrasco é o melhor dos melhores.
Biscoito é ruim. Qualquer que seja ele.
Pão é ruim. Se for pão de queijo, não. Queijo também é bom.
Presunto é ruim. Castanha é bom. Nozes também.
O frango é bom de vez em quando. Empadão é bom sempre. Coxinha não.
Comer é bom, ta vendo? Se não for um desses da categoria dos ruins... é bom mesmo.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Gerundismo

Alguém aí está gostando deste título? Ah, pode ir parando! Não está dando tempo ainda... eu estou começando a estar escrevendo... (aff... essa ta lascando!).
Pois muito bem. Tem coisa pior que estar ouvindo esse sonzinho característico do finzinho do tempo verbal? Caraca... na língua portuguesa, poucas coisas soam tão mal assim. Pelo menos pra mim.
E os meus três leitores podem estar se perguntando o que é que está me fazendo escrever sobre isso... e eu estarei respondendo: ontem eu estava assistindo a uma entrevista de alguém do marketing de uma empresa, que disse, em apenas uma frase, quatro dessas pérolas.
Obviamente, agora eu não vou estar me lembrando do que ela esteve dizendo, mas... deve ter sido algo assim: "é bom que todos estejam vindo e estejam participando, porque o evento estará sendo um sucesso. E eu estou garantindo, podem estar acreditando na palavra que eu estou dando, pra esse repórter que está me entrevistando".
Não, gente... não foi isso o que ela disse. Eu é que fui me empolgando e quando estive percebendo, já estava passando do limite...E, agora, sem tanto gerundismo... vou estar continuando o que estive raciocinando antes de estar escrevendo e postando...

É comum a gente ouvir gerundismos por aí. E atenção, porque eu não estou dizendo, com isso, que o 'feio', ou 'estranho' ou seja lá o que for, o gerúndio, em si. Absolutamente. O gerúndio é um tempo verbal, perfeitamente aceitável pela Língua Portuguesa. O que o faz doer nos ouvidos é exatamente a banalização. E não é banalização naquele sentido de todo mundo falar, sem dar importância ao significado, mas a banalização no sentido de que um tempo verbal, importante com o Gerúndio, ter se transformado nisso que a gente escuta aí pelas ruas. E pelos escritórios. E pelos telefonemas. E pelos ônibus. E pelas redações. E pela televisão. E pelas conversas com amigos. E por mais um monte de lugares por aí.
O Gerúndio virou um vício de linguagem. E que o digam operadores de telemarketing, que viraram exemplos pra todo mundo que precisa falar no assunto.
Eu sempre encho a paciência de quem está perto de mim sempre e de vez em quando fala que vai estar ligando, ou vai estar retornando e, em caso de jornalistas, vai estar apurando, vai estar escrevendo... essas coisas.
Pra que dizer que vai estar ligando, em vez de dizer que vai ligar. "Vou te ligar" soa muito melhor que "Vou estar te ligando". É fácil perceber por quê. É só ler em voz alta e constatar. Experimenta, vai: "Quero estar te encontrando, pra gente estar conversando", e: "Quero te ligar pra gente conversar". Viu só? É simples... e a diferença é notável.
Alguém aí tem coragem de estar discordando? Eu to duvidando...

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Tudo no escuro

Sim, assim o povo foi dormir ontem.
Tava tudo apagado. A iluminação nas casas, só velas. No céu, pelo menos aqui na cidade, a iluminação que a liberação de gases tóxicos da CSN provocou: parecia aurora boreal, só que sem aquelas cores doidas.... rs.
Isso não seria muita coisa, até porque tava todo mundo achando que o apagão era só aqui. É. Cada um dos moradores dos quase mil bairros que ficaram sem energia elétrica, tava pensando que só tinha problemas em sua cidade. Consequência de qualquer coisa... isso acontece de vez em quando.
Tudo só tomou proporções graves logo que o dia clareou. Aí, sim, telejornais do país todo fizeram público o fato de que a situação, na verdade, foi muito mais séria. Sim, porque os jornais eu só leria mais tarde. Pra mim, foi aí que se tornou público (porque os telefonemas do Devan e do Marcelo de madrugada não fizeram jus à proporção do fato).
Ta. E foi nessa hora - a dos telejornais - que eu me diverti.
Parecia piada. Todos eles entrevistando especialistas em energia elétrica, economistas, testemunhas, gentes que ficaram pelas ruas sem transporte coletivo e tudo mais.
A diversão veio mesmo, com os flashs ao vivo, durante a programação das emissoras. Teve cada pérola...
Algumas delas, mais sérias, daquelas que faz a gente ter vontade de dar um telefonema e avisar que a coisa não é bem assim....
Uma delas foi dita por uma apresentadora da Rede Globo. "Milhões de brasileiros são pegos de surpresa com o apagão". Ta. Mas que apagão avisa antes que ta chegando?
O prefeito de Itaverá que não quis se pronunciar. É, alguém lembre ao assessor de imprensa dele que isso não deve ocorrer... ainda mais no meio de uma crise. Ah, eu lembrando da Pós aí.
Um economista, especialista em alguma área relacionada à energia elétrica - ou produção, distribuição... sei lá - aproveitou a oportunidade em rede nacional para falar mal do Governo Federal. Sério... não dava pra acreditar.
Lá pelas 2 da tarde, uma pergunta feita a um repórter em Brasília, que parecia piada: "Afinal de contas, o que foi que aconteceu?". Gente... às 11 da manhã a assessoria de imprensa da Usina de Itaipu já tinha, finalmente, falado o que havia acontecido.

Emissora de TV emprestando gerador para manter criança viva em encubadora...
Tudo bem a cara do país, da nossa organização, da nossa realidade. Do Jornalismo aos fatos.
O dia foi todo de diversão na TV.
Foi uma piada constante... aliás, ainda ta sendo.

Acho até que o apagão foi na inteligência de algumas gentes!

Desprezo à burrice!

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Thata

E hoje? Outro dia de registrar aqui desejos.
Desejos de felicidades eternas.
Desejos de coisas boas.
Desejos de amigos. Muitos. Amores. Eternos.
Desejos de crianças. Elas são sempre sinceras.
Desejos de velhos. Os mais experientes.
Desejos de sóis. Que clareiem infinitamente seu caminhar.
Desejos de luas. Que romantizem todas as noites da sua vida.
Desejos de chuvas. Gotas que lavem e levem.
Desejos de gargalhadas. Daquelas nossas... que ecoem por todos os ouvidos possíveis. E despertem curiosidades e outros sorrisos.
Desejos de choros. Eles sempre nos renovam.
Desejos de viagens. As mais lindas.
Desejos de conversas. On line ou ao vivo e em cores. Conversas são ótimas, sempre.
Desejos de estudos, de trabalhos, de videos, fotos e inteligência.
Desejos de beijos, de abraços, afagos. Carinhos, brigadeiros e óculos escuros.
Desejos de noitadas regadas a vodka, praia regada a cerveja gelada e festas regadas a companhias agradáveis.
Desejos de cinema com pipoca e Bis, lanches extremamente calóricos e Coca Light, e caronas de madrugada para casa.
Desejos de noites de sono, de noites de insônia, de noites pensativas, de noites de aconchego, de noites de desabafo e de noites de confidências.
Desejos de tudo. Tudo. Tudo de melhor: histórias, experiências. Matérias, VTs, textos.
Desejos de Alvos alcançados. Pra sempre.
E todos, desejos pra uma pessoa só: Thaissa. Minha querida amiga do coração.
Thaissa. Sim, ela mesma.
Que ta de aniversário hoje.
Desejo de anos de vida, de anos felizes, de anos amados, de anos divididos. Com todos nós.
E que venha logo o dia dos 30... falta pouco!

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Segunda da Mary

Dia lindo, hoje. O céu está belo. O sol radiante, as flores se abriram logo cedo.
Os passarinhos estão cantando mais, desde que o dia amanheceu.
E as crianças? Andam pelas ruas sorrindo...
Cães e gatos vagabundos estão rebolando hoje, mais que ontem.
As velhinhas acordaram com uma vontade enorme de cantar a beleza da vida.
Os velhinhos andam assobiando pelas ruas as mais belas canções.
Se chover hoje, será porque os pingos fizeram questão absoluta de virem à terra.
E se não chover, será porque eles também fizeram questão. De não aborrecer a ninguém.
A brisa de todo o dia está soprando apenas pra balançar cabelos pelas ruas afora.
Tudo isso porque o dia de hoje tem que ser assim.
Simplesmente porque é o dia em que, pouco mais de 3 décadas atrás, Deus trazia ao mundo a Marilene.
A querida Marilene que depois de grande virou Mary. E depois de um pouquinho 'mais grande' (ou mais velha, já que até hoje ela nunca mais ficou grande), ela virou minha fotógrafa na prefeitura de Quatis.
Sim, desde então, formamos uma dupla perfeita. Em todos os sentidos... somos amigas, somos parceiras. É questão pessoal. A gente se deu bem de cara. E é também questão profissional. A gente se deu bem de cara.
Mary é daquelas que a gente quer estar perto.
Mary é daquelas que a gente quer saber como está. Se está bem, a gente fica bem. Se está mal, é como fosse com um de nós. Ficamos mal também.
É exatamente assim.

Das pessoas que queremos ver feliz sempre. Que queremos ver sorrindo, cantando, falando coisas divertidas, se divertindo com os erros dos outros...
Levando a vida numa boa. Encarando o trabalho com a seriedade que ele exige, mas como fosse ele mais que isso. Ou menos: uma mera diversão.
É por isso que nos damos bem. Eu com esse meu jeito. Ela com esse meu jeito. Somos assim.
E não há mais o que se precise dizer pra explicar o motivo de tão especial dia de hoje.
É porque é o dia dela. E o dia de todos a cumprimentarmos.
E pedir a Deus que a mantenha assim. Desse jeito. E sempre perto de nós...

Domingo, Novembro 08, 2009

Domingão

Querido Diário
Que dia lindo que ta fazendo lá fora hoje... caramba!
Aliás, essa semana foi toda de dias lindos, com sol quente, céu azul e sem nuvens... legítimos dias de verão. Antes do verão, é claro. Ainda faltam meses para a estação chegar oficialmente.
Dormi mal essa noite... faz muito calor aqui.
Vou ficar sem fazer nada o dia todo. Preciso descansar. Essa semana vai acontecer... muitos eventos...
Acho que vou ver um filme, colocar uns textos em dia, umas anotações...
Almoço com papaiginho e mamãeginha, blog em dia, sorvete...
Ai, ai...

Sábado, Novembro 07, 2009

Tudo, menos esperar

Sim. O título deste post define exatamente o meu sentimento quanto a isso.
Eu prefiro tudo nessa vida a esperar.
Atrasos não fazem parte do meu dicionário. Infelizmente, porém, parece que fazem parte do vocabulário, do dicionário, do dia a dia, da rotina, dos costumes e dos vícios das pessoas com as quais eu marco alguma coisa.
É inacreditável... parece piada. Se eu estiver no meio... é atraso na certa.
Dia desses eu quase desisti de um compromisso importante.
"Já to chegando", disse a pessoa com a qual eu tinha marcado, quando eu liguei pra falar que ela já estava 15 minutos atrasada.
Abram todas as bocas neste momento, de pasmas! A pessoa, depois desse telefonema, demorou 50 minutos para chegar. Sim, outros 50 minutos, além dos 15 que ela já tinha se atrasado.
Não, não dá pra acreditar. E não dá mesmo.
"E eu fiquei brava... mas brava de um tanto....
Tenho uma amiga querida que é mestre pra fazer isso comigo. Aliás, não sei se é comigo ou com todo mundo... o caso é que ela faz. E faz com prazer.
Outro dia, ela fez isso. E pro azar da humanidade, eu tava de TPM... ow... tive que pedir desculpas pra ela (três dias depois, claro).
De vez em quando o Devan faz isso. E olha... ele sofre com as consequências. Se eu to de TPM, como quando com a Gigi (ops! Falei que foi com ela o episódio do atraso... rs), eu choro, esperneio e só me acalmo três dias depois (praxe de prazo, como podem perceber).
Puxa... nem é tão difícil me manter calma. Se marcamos às 19 horas, não pode ser difícil chegar Às 19 horas. Sim, foi marcado...
"Ah, mas aconteceu um imprevisto".
Claro, ninguém está livre disso. E, a não ser que o imprevisto inclua pane em todos os telefones da face da terra, não custa telefonar e dizer que houve um problema.
"Só vou chegar às 23 horas".
Ótimo. Mas me avise, pelo amor de Deus. Mesmo que o atraso seja de 10 minutos ou de 5 horas...
Eu não tenho problema com imprevistos. Até os entendo. Só peço um telefonema.
Como diz minha mãe, o combinado não é caro. É simples...
E como eu sofro com este problema...
É... eu prefiro tudo ao atraso. Tudo, menos esperar!

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Entre atores e atrizes...

Dia desses tava lá no quarto com a televisão ligada. Era noite e, junto com ela, também estavam ligados o laptop e o som. Era noite. E, entre um texto e outro, um mail e outro, uma fala no msn e outra, eu dava uma olhadinha para o que estava passando. Se fosse interessante, eu desviava um pouco a minha atenção, se não fosse, mudava de canal ou simplesmente ignorava.
Não empreguei muita atenção ao programa que estava passando e, mesmo que tivesse empregado, não saberia dizer aqui... minha memória não funciona mesmo... (hoje, inclusive, tenho uma consulta ao Neurologista). Só que essas olhadas me chamaram a atenção para o tanto de gente ruim que atua em novelas, seriados e até propagandas que veiculam pelos canais mundo afora. E, diante deste pensamento, me pus a criar uma lista mental sobre os bons e ruins que estão por aí, colocando caras e - pouco, às vezes - talentos à prova.
Tem gente boa! E tem gente ruim. Tem gente muito boa e, claro, gente muito ruim.
Priscila Fantin é gente muito ruim. Emílio Orcciolo Neto é gente muito boa. Viu? Foi um exemplo de gente muito ruim e de gente muito boa. No sentido profissional da crítica, que fique bem claro. Profissional e pessoal, por ser a minha opinião. Todos podem tê-la... diferente da minha também (se é que seria mesmo necessário dizer isso!).
Thais Araújo é gente ruim. Alline Moraes é gente boa, às vezes. Depende do ângulo, como sempre digo.
Glória Pires é gente boa. Glória Menezes é gente boa. Rosamaria Murtinho é gente boa.
Flávia Alessandra é gente ruim. Mariana Ximenez é gente ruim. Bruna Marquezini é ruim.
Ailton Graça é bom. Carlos Vereza é bom. Cassio Scapin é bom.
Adriane Galisteu é ruim. Daniel Boaventura é bom.
Dado Dolabela é muito ruim. Dalton Vigh é ruim. Eduardo Lago é bom. Ernani Moraes é bom.
Felipe Folgosi é ruim. Maria Flor é ruim. Ricardo Macchi é muito ruim.
Jackson Antunes é bom. Lilia Cabral é boa. Leticia Spiller é ruim. Xuxa é muito ruim.
José Mayer é quase bom. Jairo Matos também.
Stephani Brito é muito ruim. O irmão dela é quase bom.
Tem muita gente boa e muita gente ruim. Mais gente boa que ruim, é claro.
E eu fico só observando... e dando a minha opinião, claro.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Fotos

Eu adoro fotografia. Meus amigos sabem disso. Aliás, alguns deles sabem e nem gostam muito. "Já vem a Flávia com essa máquina"....
E eu gosto mesmo... depois do advento da máquina digital então... ela ta sempre lá comigo, pra todos os momentos. E todos mesmo: almoço com amigas, passeio no fim de semana, sábado na casa de um, churrasco na casa de outro, café da manhã e tudo o mais. Se tem alguém comigo, tem foto.
E a parte mais legal depois das fotos é revelar as fotos.
Ontem eu revelei 200. Sim, duzentas fotos. Algumas eu já tinha separado há um tempo, outras são mais recentes.
E, em 200 fotos... haja eventos! Tem aniversários de amigos, tem a ida a Curitiba, o casamento do Marcelo e da Ju, nossa ida a Resende, a visita do Wilson...
Olhar fotos no papel é muito melhor que mantê-las no computador. Eu sempre preferi isso, e depois do furto do notebook, que me levou duas mil fotos, prefiro ainda mais.
Toda vez que chego ao laboratório pra mandar revelar as fotos, tem sempre alguém que para e fica olhando, meio sem acreditar que eu vou revelar aquilo tudo (sim, são sempre muitas fotos).
Dessa vez, uma senhora me parou no corredor e me disse que achava ótimo ver fotos impressas, mas que, definitivamente, ela não conseguia mais revelar fotos.
Eu tenho mais de 30 cds de fotos. Além das reveladas, que devem somar mais de 10 mil... não sei ao certo, porque eu nunca parei pra contar.
Sempre gostei muito de fotografar, fazer gracinhas com a minha camerazinha, fotografar amigos, caretas, paisagens, placas... sempre fui assim. E revelar fotos também...
No meu quarto tenho um quadro com dezenas de fotos presas por ímãs. Essa semana, inclusive, é hora de dar uma renovada,
De vez em quando pego as fotos antigas pra relembrar... e dá uma saudade...
Se as fotos que guardo reveladas estivessem em CDs, nunca que eu ia ligar o computador alguma vez na minha vida, pra relembrar momentos. Isso é bom fazer com fotos no papel.
Tem cada lembrança... daquelas que ainda arrancam gargalhadas, lágrimas, um sorrisinho de canto de boca, um suspiro... cada uma do seu jeito. Cada um trazendo em si um momento. Cada imagem traduzinho uma personalidade. Um olhar. Um gesto.
Tem foto que dá vontade de olhar, e olhar de novo, e ficar olhando... até cansar. Se é que dá pra cansar...

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Apagando...

Os meus três leitores sabem a importância pequena que eu dou aos relacionamentos via internet. Não gosto muito dessas coisas...
Mesmo assim, há seis anos eu mantenho uma conta no orkut. Sim, a mais famosa de todas as redes de relacionamentos sociais via internet. E eu tenho um perfil lá, porque foi a forma mais fácil e rápida que eu encontrei de manter contato com - quase - todas as pessoas que conheci durante o tempo em que morei fora do Rio.
São policiais civis, militares, bombeiros, delegados de polícia civil e federal, deputados, produtores de TV, repórteres, diretores, cinegrafistas e, pasmem, até fãs do trabalho que eu fazia lá. É. Quem faz TV, às vezes, faz fã também.
Depois de um tempo com o perfil lá, eu parei de apagar os recados que recebia. Gostava de mantê-los lá. Às vezes, eu até arranjava um tempinho pra dar uma navegada entre as páginas e ler uns antigos.
E, assim como penso que ainda vou ter essa conta no orkut por um longo tempo, também pensava que os recados iriam ficar ali, pra mim e pra quem quer que fosse curioso o suficiente pra se embrenhar pelos vários milhares de recados que eu tinha por lá. Já tive até 15 mil...
É, mas uma conversa que eu tive ontem, por telefone, com um amigão, me fez mudar de ideia.
Por enquanto, essa ideia é só para os recados. Pode ser que futuramente ela migre para a conta do orkut, em si.
Perdi um tempão do meu dia apagando os recados. E me diverti pra caramba. Reli recados que me foram enviados há cinco anos! Inacreditável! Tinha recados ótimos, de gente que eu amo...
Tinha recado de amigos que sairam do orkut há muito tempo, outros que eu não vejo há anos. Tinha recado de gente que mora fora do Brasil. Tinha recado de gente importante na minha vida. Tinha recado da Thais Torres... ai, que saudade.
Tinha recado de parente, de colega, de fã que eu nunca vi na vida, de gente contando segredos, de gente apaixonada...
E olha que tinha recado lá...
Agora nem tem mais. A parte boa é que tudo o que eu já tinha lido e reli hoje ta guardado na minha memória com um carinho imenso. Ah, de parte boa tem também que a única memória que tem isso é a minha.
A parte ruim é que quando der saudade... ah, vou ficar na saudade.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Terça-feira

Querido diário,
Lá se foi a manhã de terça-feira. Inacreditável como ela passou depressa. Melhor que tenha sido produtiva. E como foi...
O dia está lindo. Um céu azulzíssimo, um sol lindo, um dia quente. Daqueles dias que fazem a gente ter vontade de ir à praia ou a qualquer outro lugar refrescante.
No trabalho, a ralação começou cedo com a inauguração da nova sede da Secretaria de Administração.
Agora à tarde, reuniões e afazeres fora da prefeitura. E haja paciência pra tanta coisa...
Como eu já te disse, este mês será de muitos eventos em Quatis por causa do aniversário da cidade, comemorado em 25 de novembro. Até lá, muitos eventos, lançamento de muitos projetos voltados para o Social e o Meio Ambiente, festas, exposição e outras coisas.
Não me lembro de ter te contado que a Aline veio passar o feriado conosco. Chegou no sábado à tarde e foi direto para o antigo centro do mundo (sim, hoje o centro do mundo fica em utro lugar). Hoje cedo, quando saí para o trabalho, ela se deu ao trabalho de ficar dormindo... depois da ida à praia ontem, ela queria mais é descansar. Hoje mesmo ela volta pra Sampa... acabou a vida mansa.
Tenho muita coisa pra contar, mas ando meio sem tempo pra produzir os textos... prometo fazer isso logo.

Ótimas



*Rene Maltête nasceu em Lamballe, na Bretanha em 8 de maio de 1930 e faleceu no ano 2000. Outras fotos esplêndidas dele podem ser vistas aqui.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

O dia todo especial

Hoje é feriado. Sim, mas o dia é especial nem por isso. O 2 de novembro é especial há vários anos já... desde que Deus trouxe ao mundo minha mamãeginha.
Por isso é tão lindo o dia de hoje. Faça sol ou chuva. Frio, calor, neve. Céu azul ou nem tanto.
O dia é, indiscutivelmente, lindo. É o dia da minha mãe.
A mulher mais linda que Deus já colocou nesse mundo aqui.
A minha mãe.
Uma mulher segundo o coração de Deus. Uma mulher amiga, mãezona, pronta para ajudar.
Uma mulher que faz amigos onde quer que passe. Professora como nenhuma outra.
Esposa exemplar, cuidadora, que edifica a sua casa.
Uma mãe que Deus escolheu a dedo para me dar e à Aline e à Mônica.
A mãe que todo mundo deveria ter. Ou pelo menos conhecer.
A mãe honesta, divertida, inteligente, lutadora. Sonhadora, batalhadora.
A minha mãe.
Que Deus de a ela vários outros anos a serem comemorados ao nosso lado.
Amo você muito, mamãeginha...

Domingo, Novembro 01, 2009

Bons e ruins

Hoje eu tava aqui, pensando em o que é e o que é ruim.
Pensei tanto nisso hoje, que me animei a fazer uma série de posts sobre o assunto.
Deixa-me explicar.
Cada categoria que há por aí se divide entre "bons" e "ruins".
Passeios, comidas, programas de TV. Para todos, há bons e ruins.
Pessoas, cantores, atores. Há, sim, bons e ruins.
Há também roupas, sapatos e afazeres bons e ruins.
E trabalhos? Há os bons e os ruins.
Diálogos, longas conversas, discussões... boas e ruins também há.
Nomes, bebidas, enfeites. Os bons e os ruins.
Eletrodomésticos, estabelecimentos que os vendem... tem também bons e ruins.
Filmes, músicas, fotos. Profissionais, pinturas, arte. Tem dos dois.
Cabelos. Ih! Eu que o diga...
Namorados, beijos, amantes. Tem por aí bons e ruins.
Pois é. Pensando no assunto, com pensamentos vagando pelas categorias, eu decidi que tudo isso merecia uma série especial de posts.
Por essas e por muitas outras é que eu crio oficialmente o Bons e Ruins. Nele, vou, obvimante segundo a minha humilde opinião, listar os bons e ruins das diferentes categorias.
Quem sabe eu não consigo opiniões valiosas dos meus queridos três leitores? A ideia, além da lista por si só, é também essa.
E que venha logo alguma coisa inaugurando os posts...

Sábado, Outubro 31, 2009

Lei de Murphy?*

"Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momentoe de modo que cause o maior dano possível".
Quem já não passou por alguma situação dessas que atire a primeira pedra, ou melhor, não atire, porque é bem capaz de acabar dando tudo errado, e a pedra acertar você mesmo. Essa é - podemos dizer famosa e conhecida- lei de Murphy, mas, porque atribuímos a essa lei nossos "fracassos" e tentativas mal-sucedidas?.




De acordo com o livro 'Oh dúvida cruel', Edward Murphy Jr. foi um engenheiro da força Aérea Americana, responsável por um projeto em que se media tolerância humana à aceleração excessiva, em 1949.
Num dos testes era necessário colocar 16 sensores em diferentes locais do corpo de um piloto de provas. Havia duas maneiras de colocar os sensores alguém metodicamente instalou todos os 16 sensores de maneira errada.
Ao checar o que havia acontecido, Murphy formulou a lei, que na forma correta e original é: Se há duas ou mais maneiras de fazer alguma coisa e uma delas pode resultar em catástrofe, alguém o fará dessa maneira.Itálico


*Fonte: Portal Terra

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Sexta-feira

Querido diário!
Que feliz eu to hoje... sábado, começo de tarde, dia lindo, no meu quarto, ouvindo música, passeando pela internet... praticamente dedicada ao ócio.
É, é sexta-feira, mas sexta-feira feriado. Dia de fazer nada mesmo.
Hoje, em Quatis, é Dia do Servidor Público, porque a prefeitura transferiu a data de quarta, para hoje. Aí, to aqui...
A minha semana foi de muito trabalho. E de muita coisa nova também. E por essas e outras mereço descanso. Não só por isso, posso assegurar.... mas pelas próximas quatro semanas de muito trabalho que estão vindo por aí. O mês de novembro será frenético, com 30 dias de eventos e comemorações em Quatis. Isso, por causa do aniversário da cidade, que é no dia 25.
Vou me dedicar muito e serão muitos dias sem tempo pra passar regularmente por aqui, pra contar as novidades.
Enquanto novembro não chega... eu aproveito pra descansar.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Erros

Por que a gente erra assim? Hoje eu me peguei pensando nisso logo cedo, ao me levantar.
E nem foi um erro meu que me fez pensar nisso, foram erros de outras pessoas.
Eu conheci alguém que me disse várias vezes que não existe o certo o errado. Eu nunca concordei e continuo não concordando. O fato é que tudo depende do ângulo de observação e, de certa forma, essa pessoa pessoa tinha razão. O que é errado pra uns não é pra outros. Cada um toma para si o que acha certo ou errado. Toda a atitude que tomamos na vida tem seus prós e seus contras. Cabe a cada um definir disposição para consequências. Boas ou más.
Erramos sem querer, muitas vezes. Erramos conscientes, em outras.
Erramos por ignorância, por vaidade, por teimosia, por orgulho.
Erramos por acreditar que aquilo é o certo a se fazer.
Erramos por não querer pedir conselhos a alguém que os pode dar. Sim, sempre há alguém mais experiente que nós, com vivência suficiente para nos colocar um pouco de razão. Ou de emoção. Ou de medo. Lembro-me de ter aprendido em Brasília que o medo é a nossa segurança. Enquanto eu tivesse medo, estaria segura. Pode ser. Aliás, provavelmente é.
Quando há medo, há menos erros. Porque há razão. Porque há menos emoção. Porque há pé no chão. Talvez medo seja fundamental para menos erros.
Erros nos castigam. Erros nos entristecem. Erros nos ensinam.
Sim, erros nos fazem perder. Perder amigos, perder oportunidades. Perder amores. Perder tempo, perder cabelo, perder fôlego. Perder vida.
Erros nos fazem não aproveitar os momentos, as pessoas, a beleza de cada sorriso. Erros nos fazem meter os pés pelas mãos. Erros nos fazem solitários.
O erro nos deixa preocupados. O erro deixa rastro. Deixa mágoa. E melancolia, muitas vezes.
Os erros não deveriam existir. Ou as pessoas que erram porque querem não deveriam existir? É, porque há quem erra porque quer. Estou certa disso.
Eu sofro é por essas, que erram por bobagem. Perdem por bobagem. Entristecem por bobagem.
São essas que mais precisam de nós.