domingo, novembro 11, 2018

Entenda o que dizem os seus filhos

Este assunto veio à minha mente há poucos dias, e, desde então, eu vinha pensando em como abordá-lo aqui. Primeiro, porque não sou exímia entendedora da mente humana e não sou mãe há tanto tempo assim. Depois, que esse negócio de gravidez deixa a mulher um tanto emotiva e, portanto, mais suscetível a determinados sentimentos, especialmente quando o assunto envolve os filhos.
Uns dias atrás, pululou na minha timeline do Facebook, determinada postagem feita, inicialmente, por uma página que faz, usualmente, publicações humorísticas. Eu, que não costumo ficar muito tempo olhando o que as pessoas escrevem - não por falta de interesse, mas de tempo mesmo -, parei para ler quando vi que muitos dos meus contatos estavam compartilhando e/ou comentando. Era um chamado para que as pessoas escrevessem ali nos comentários o que diriam se pudessem fazer uma ligação telefônica a si mesmas quando crianças.


Achei a ideia interessante e quase me pus a imaginar o que eu diria para a Flávia de 30 anos atrás, mas não deu tempo. Fui golpeada pelos primeiros comentários que li. Eram pessoas se dirigindo a si mesmas, com 4, 5, 8 anos de idade e, nos telefonemas imaginários, elas pediam, imploravam, suplicavam para que elas mesmas, quando menores, fugissem de vizinhos, pais de amiguinhos, tios, vizinhos, meio-irmãos, padrastos e mais uma lista enorme de conhecidos e velhos amigos da família. E o mais chocante eram os motivos: ele vai te fazer mal, ele vai te tocar, ele vai te violentar, ele não gosta de você tanto assim. E os conselhos eram muito parecidos: conta tudo pra sua mãe, fala pra vovó porque ela gosta de você de verdade, fuja, não olhe para trás, grite.
No auge das minhas 35 semanas de gravidez, não contive as lágrimas. E percebi que homens e mulheres não-grávidas também estavam emocionadas com o que liam. E algo me tocou profundamente. Obviamente, meu primeiro pensamento é a Aurora, mas não só. Penso na minha sobrinha, na Catherine que ainda vive no aconchego e segurança do meu útero, nos filhos e filhas dos meus amigos e amigas, nos primos e, não tem como não pensar, em mim mesma quando criança. Não fui molestada, mas muitas crianças, que viviam vidas parecidas com a minha, foram. Por padrastos, pais de amiguinhos, conhecidos, "irmãos" da igreja... enfim.
E isso ficou me corroendo por dias.
Algum tempo depois, vi outra postagem, desta vez em um grupo de anúncio de serviços e produtos oferecidos por brasileiros na região em que vivemos. Na postagem, uma mãe aconselhava outras mães a tentarem conhecer as babás com as quais deixavam seus filhos, porque um dos filhos dela, um menino de 4 meses, tinha chegado em casa com uma marca roxa no bumbum. Nos comentários, outros brasileiros dizendo que o menino poderia ter caído (a mãe dizia que não, porque a criança ainda não andava), ou que o menino poderia ter saído de casa com aquela marca (ao que a mãe respondia que tinha dado banho de manhã no menino e não, ele não estava com o roxo) e outras tentativas de explicar aquela marca. A mãe estava bem categórica quando dizia que o filho tinha sim, sido marcado durante as horas em que permaneceu com a babá.
E foi aí que eu me lembrei de como tinha sido a minha tentativa de deixar a Aurora aos cuidados de uma babá, assim que chegamos aqui, para que eu pudesse trabalhar. Sim, a vida aqui é muito difícil e ser dona de casa não era uma opção quando chegamos. Eu precisava trabalhar. Aliás, ainda preciso.
Aurora tinha 11 meses. Mamava no peito e ainda sofria a adaptação da mudança. Contratei o serviço de uma babá e deixei a menina lá no primeiro dia. Recebia fotos o dia todo e relatório por mensagem. Ela chorava de tempo em tempo, mas não passava o dia todo chorando. Havia outras crianças na casa e isso, de certa forma, me tranquilizava. Quando cheguei para buscá-la, peguei a mimha filha de um jeito que nunca tinha visto: chorando compulsivamente (começou quando me ouviu chamá-la, mesmo antes de eu aparecer) e tremendo. Pensei: está sentindo falta do meu peito. Era o pensamento mais lógico que me vinha à mente. Mesmo assim, não parei pra dar mamá lá na casa da babá. Pegamos o caminho de casa e chegamos em uns 10 minutos. Ainda não tínhamos carro e fizemos o trajeto a pé, com a Aurora se acalmando devagar. Em casa, antes de dar o mamá, ofereci o jantar que eu tinha deixado preparado. E para a minha surpresa, Aurora comeu como nunca havia comido na vida. Eu estranhei muito. Ela comeu uma quantidade tão absurda, que eu nem tive coragem de dar um banho logo depois. Ela pediu mamá, mas foi apenas para fechar os olhos e dormir. Quando verifiquei a mochila dela, com roupinhas, fraldas e todas as refeições que eu havia mandado, estava tudo em ordem. Os potinhos de comida, bolo, fruta, iogurte estavam vazios ou não estavam na bolsa. Bom sinal... ela havia comido tudo o que eu tinha enviado. Ponto pra mim. Certo?
No dia seguinte, ao chegar, um dos filhos da babá me disse que o bolo de banana que eu tinha mandado pra minha filha no dia anterior e o iogurte infantil eram muito gostosos. Estranhei, mas não questionei. E o dia transcorreu como o anterior. Mensagens, fotos e Aurora chorando copiosamente quando o papai chegou para buscá-la.
Até aquela idade, Aurora, embora um pouco arredia (tinha acabado de se mudar de país e as únicas pessoas com as quais ela convivia éramos eu e o pai, a tia, o tio e uma priminha bebê), mas nunca fora chorona. Aliás, passou a ser há bem pouco tempo, mas isso é assunto pra outra postagem. Ela era uma criança doce e, por mais que estranhasse e não quisesse ir no colo de qualquer pessoa, ela, de forma geral, se comportava bem. 
E neste segundo dia, eu parei para tentar entender o que ela estava tentando me dizer. Chegou em casa, dei banho antes do jantar. Achei que ela só iria querer mamar para dormir, afinal de contas, novamente a mochila não trazia vestígios da comida e dos lanches que eu tinha mandado para a babá. Mas não foi o que aconteceu. Aurora comeu tanto quanto no dia anterior. E ao final, queria colo, chorava, soluçava e o coração - dela - sempre acelerado. O nosso, partido.
Mensagem pra babá: como foi a alimentação da Aurora de dia?
Resposta: Ela almoçou um pouquinho.
Eu: Certo. E o iogurte, o bolo de banana, o kiwi e a laranja? Ela comeu? (na esperança de a babá me dizer que sim, ela tinha apenas rejeitado a comida de sal, mas as frutas e o resto, tinha comido).
A babá: Ah, não, não comeu. Ficou aqui na minha geladeira. Outra criança comeu os bolos.
Não disse mais nada. Entendi o que a Aurora estava querendo me dizer. Até hoje, não sei bem se a babá não oferecia os lanches que eu mandava ou se a Aurora não aceitava. Uma coisa eu tenho certeza absoluta: quando estava com fome, após várias horas sem comer, Aurora teria aceitado qualquer coisa que a ela fosse oferecida. Ela é assim. Até hoje eu deixo ela sem beliscar entre as refeições, para que ela coma melhor.
E eu entendi. Aurora não estava se sentindo bem ali. E eu não iria forçá-la. Não antes de ela ter um ano de idade, não antes de ela aprender a me dizer o que estava acontecendo.
Não houve violência física contra ela. Não houve marca roxa. Não houve agressão. Pelo menos eu acredito que não. Mas houve outro tipo de violência. Uma criança de 11 meses não tem querer, eu concordo, mas ela sabe o que está sentindo. Sabe o que está vivendo. E, mesmo que não saiba falar, consegue nos mostrar que há algo errado.
Preste atenção ao  que diz seu filho, ao que ele tenta mostrar a você. Crianças podem sim, ser mal criadas, cheias de vontade, elas podem precisar de correção e até de um tapa ou castigo, mas elas também sentem coisas boas e coisas ruins. Não mentem. Falam com os olhos, especialmente com as pessoas nas quais confiam.
Precisamos saber ler os sinais que elas nos emitem. Precisamos entender que elas estão querendo nos dizer, mesmo que não falem.
Ouça o que dizem seus filhos. Pare de esbravejar, pare de tentar corrigir aquilo que não precisa ser corrigido. Pare de comparar seus filhos com os filhos do vizinho. Fale baixo para ouvir o que o seu filho está dizendo. Faça silêncio para entender o que ele está sentindo.
Isso vai mudar muita coisa dentro dele. E de você.


Texto para os próximos dias: "Cuide dos seus filhos". É como uma continuação deste.

terça-feira, novembro 06, 2018

Países diferentes, gravidezes diferentes

Ta, todo mundo sabe - ou já ouviu falar - que uma gravidez nunca é igual a outra. Certo. Mesmo assim, existe uma certa expectativa.
E é assim em todos os sentidos. Comigo, foi diferente principalmente por causa do clima. Quando estava no Rio, a descoberta da gravidez foi no início do inverno, o que significa vontade - natural, por causa do friozinho - de comer o mundo. E ainda tive a felicidade de não sentir absolutamente nada. Nem um enjoinho, nem uma tonteirinha... nada. E isso facilita a vida de comilança. Desta vez, descobrimos a gravidez no finalzinho do inverno. Ainda estava bem frio, mas logo no início, tive enjoos, tonturas e tudo o mais que se pode ter no começo da gestação. 
Com a Aurora, a fase final da gravidez também foi diferente, e de novo essa diferença tem a ver com o clima. No Brasil, vivíamos o calor senegalês do Rio de Janeiro e, não há como me esquecer de que, no final de dezembro de 2015, era impossível sobreviver com aquela barriga imensa, em algum ambiente sem ar condicionado. Todas as compras que eu fazia estavam condicionadas a shoppings e hipermercados, porque tinham ambientes climatizados. Sair de casa, só de carro, com o ar condicionado devidamente ligado. Casa de amigos, havia pedidos de "por favor, ligue o ar"... incrível como chegava a ser divertido.
Hoje, estamos vivendo o contrário disso. O outono chegou aqui nos Estados Unidos, na mesma época em que a primavera chegou no Brasil. E enquanto por lá há chuvas e temperaturas subindo, aqui já está fazendo frio, as árvores já perderam a maioria das flores amarelas e, por isso, não tem como ser parecido. 
E, no meu caso, ter uma criança de quase 3 anos em casa, faz tudo ser muito diferente também. Lembro de viver meus dias de sono dedicados a dormir, descansar, ler, assistir a séries no Netflix, dormir de novo, comer a comidinha que a minha mãe preparava, dormir de novo.... enfim... eu consegui satisfazer a minha vontade de dormir, sem ser perturbada. Com uma criança em casa, isso não é possível. A Aurora dorme bem... de uns meses pra cá, passou a querer se deitar por volta das 9 e meia da noite e desperta por volta das 9 e meia da manhã. Isso é um bom tempo de sono, do qual eu posso desfrutar. Não me deito junto com ela. Quase sempre vou pra cama mais tarde.... mas poder acordar depois das 9 da manhã é muito bom. Apesar das dores desta fase da gravidez, que atrapalham os movimentos na cama, a vontade ininterrupta de fazer xixi, a dificuldade de deitar e levantar, de encontrar uma posição, o bebê grandão na barriga que desperta antes de mim e não para de se mexer.... de fato não é fácil. Mas tudo bem, está dando pra descansar e levar numa nice.
Só que não é só isso que faz uma gravidez ser diferente da outra. Comigo, a primeira gravidez foi muito mais romantizada. Era tudo lindo. Bebê mexendo, idas ao banheiro a noite toda, dificuldades naturais, fotografias..... eu aproveitei tudo. Fotografei tudo. Quis guardar tudo. E todo mundo à minha volta ajudava.... como as pessoas admiram a primeira gravidez, não é? Pois é.
Desta vez, eu já não vejo novidades... só quero que termine logo, que passe rápido... mesmo sabendo que depois que nasce, não dá pra 'desnascer' e o cansaço será grande. Só que não consigo ver tanto romantismo mais.... gosto de estar grávida, depois dos enjoos, não tive outros sintomas ruins, mas é tudo meio repetição. E a noção da realidade me deixa bem racional.
Aqui nos Estados Unidos, frequentamos uma igreja americana, da qual faz parte também uma comunidade de membros de língua portuguesa (portugueses, brasileiros, caboverdeanos). E nessa comunidade da nossa língua, não há muitas pessoas jovens ou casais mais novos, com filhos pequenos. Há, mas não muitos. Isso faz com que as pessoas se interessem pela gravidez, fiquem saudosas ao se lembrarem de filhos e netos que vivem longe e acabam vivendo esse nosso momento com a mesma intensidade que eu tive entre amigos e irmãos em Cristo no Brasil. Acontece também entre os da comunidade de língua inglesa que congrega na mesma igreja. Então, posso dizer que todo o carinho que tive na primeira gravidez - e que todos me diziam que não se repetiria na segunda - está se repetindo aqui. Isso, de certa forma, é a única coisa parecida com o que tive na gravidez da Aurora...
Vamos ver depois que a Catherine nascer....

quarta-feira, outubro 24, 2018

Carta à Catherine

Quase três anos depois, cá estou eu novamente, numa  postagem que não achei que se repetiria. Três anos atrás, a proximidade do parto da Aurora, toda expectativa, a forma como eu me sentia e tudo o mais que envolvia a data, me trouxeram a fazer a "Carta à Aurora", que pode ser relembrada aqui.
Hoje, a proximidade da chegada da Catherine, a segundinha, me traz a esta postagem.
Os sentimentos se misturam, mas são diferentes. O temor é parecido, afinal de contas, teremos um procedimento cirúrgico dentro de pouco mais de um mês e isso, por mais corriqueiro que seja, assusta um pouco. E o temor quase acaba aqui. O fato de a Aurora ter 'sobrevivido' à nossa inexperiência, aos nossos medos e a tudo com o que não sabíamos lidar, nos acalma.
Catherine, você está chegando em uma família que, de certa forma, sabe o que está por vir, conhece - mesmo que não exatamente - a rotina, os caminhos e a tranquilidade que, na prática, um bebê recém nascido representa. Mesmo que isso não seja a fiel realidade que nos aguarda.
O fato importante é que o sentimento pré nascimento que nós temos hoje é ligeiramente mais tranquilo do que o que tínhamos em fevereiro de 2016. Não sei o quanto mais traquilo, mas a palavra "ligeiramente" ajuda a sinalizar que, no fundo no fundo, há o eterno medinho, aquele que toma conta de toda mãe antes da chegada de um bebê, não importa se primeiro, terceiro ou quinto.
A parte mais importante dessa doce espera é que temos a certeza de que você, Catherine, vai chegar num lar que aguarda ansiosamente por você e já a ama como se a conhecesse. Temos convicção de que este amor que já sentimos, sem ter visto o seu rosto, vai aumentar a cada dia, até que a gente perceba que não há palavras para descrevê-lo. Não há como explicar. Só sabemos que é o amor que aprendemos com Deus, temos certeza de que é assim que Ele nos ama.
Esta carta tem só uma motivação: a vontade de externar o sentimento que nos move, e a (minha) necessidade de colocar no 'papel' aquilo que estou sentindo. Ta, são duas motivações, mas como tudo tem a ver com sentimento... fica como se fosse uma só. Estamos vivendo o segundo momento mais especial da nossa vida. Todos os outros ficaram aquém do que a vida está nos dando hoje. Namoro, casamento, viagens, momentos felizes, amigos... nada pode chegar perto do que sentimos quando vivemos a espera e chegada da Aurora e, agora, a espera pela sua chegada.
Estamos muito felizes e oramos a Deus para que essa felicidade seja constante. Pedimos a Ele todos os dias que nos supra de capacidade para criar você nos caminhos dEle, ensiná-la que a fidelidade dEle é o que de mais importante temos na vida e que a misericórdia dEle é a causa de não sermos consumidos. Você vai entender isso um dia. Buscamos sabedoria divina para que saibamos conduzir os seus dias, para que não nos acovardemos diante das dificuldades que surgirão e, principalmente, que a gente permaneça fiel aos caminhos dEle, o autor e consumador da nossa fé.
Catherine, querida, estamos ansiosos pela sua chegada, mas fica mais uns dias aí nesse forninho... logo logo você estará aqui conosco, na nossa casinha nova - que só existe pela sua chegada, no seu quartinho lindo e com a sua família de americanos e brasileiros (porque sim, você tem uma família linda de brasileiros aqui e no Brasil, e uma família linda de americanos aqui também).
Que Deus a abençoe, ainda no meu ventre, e na sua chegada.

quinta-feira, outubro 18, 2018

18 de outubro

Sempre achei o dia 18 de outubro uma data muito bonita. Acho que porque a sonoridade de "18 de outubro" é bonita, combina... quase rima. Mas não só por isso. Quase todos os dezoitos de outubro da minha vida foram de comemoração ao aniversário da Mônica, minha irmã mais velha. Isso fazia do dia muito mais bonito, mesmo depois que ela se casou, mudou de cidade e parou de comemorar o próprio aniversário. Lembro-me de ligar pra ela logo cedo e, em vez de "alô", ouvir "irmããããã!".... era assim que ela atendia ao telefone quando eu ligava. E lembro também de que quando eu ligava de um número que ela não conhecia, ela dizia "pronto". Eu perguntava "pronto o que? Tem bolo pronto aí?". Ela ria.


Isso acontecia no aniversário dela, mas não só. Ela era assim, em qualquer dia, a qualquer hora, não importando como ela estivesse. Isso era bom, fazia bem. Não esqueço da saudade que eu sentia dela, quando morava em Brasília. Várias vezes eu telefonava e pedia pra ela cantar uma música que eu gostava muito. Uma não, duas. Eram duas músicas infantis, mas que eu gostava muito de ouvir quando ela cantava. E ela sempre cantava quando eu pedia. Até hoje, nunca consegui cantar as duas musiquinhas pra Aurora... não consigo. A garganta trava, os olhos enchem de lágrimas.... eu acabo deixando pra outro dia.
E isso passou a acontecer há cinco anos, 38 anos e dois meses depois do nascimento dela. No dia em que Deus a tirou do nosso convívio na terra. Desde então, o dia 18 de outubro ficou mais frio, mais escuro, menos bonito.... mais triste mesmo. A cada ano, coisas novas acontecem em nossas vidas, pessoas novas chegam, alegrias, novas tristezas, perdas, ganhos, trabalhos, sorrisos, lágrimas.... mas aquele sentimento de "não temos mais a Mônica", não nos deixa. Está aqui, sempre. Todos os dias, mas muito mais presente em alguns dias específicos. No aniversário dela, no Natal que ela sempre gostava de comemorar, quando ouço alguns hinos que ela cantava como ninguém e em alguns outros momentos.
Essa semana foi de lembranças. O desenvolvimento da Aurora, cada frase nova que ela forma, as sapequices, as músicas que ela canta.... me fazem sempre imaginar como a Mônica reagiria. Ela amava crianças e sonhava em ter filhos. Aurora e Rachel seriam a felicidade da vida dela. E agora, a Catherine.
Mas Deus sabe de todas as coisas. Ele tem nos sustentado, tem nos mantido de pé, firmes. E tem nos consolado a cada dia também. Aos nossos pais, nossas famílias. E tem nos ensinado também. 
Obrigada, Senhor. Em meio às adversidades, precisamos de serenidade e fé para perceber a vontade de Deus para as nossas vidas.

sexta-feira, julho 06, 2018

Rápidas

Nada mudou

Como não poderia deixar de ser, após vários meses sem notícias por aqui, cá estou novamente, pra dar uma atualizada básica nos acontecimentos... e tentar voltar à rotina de postagens, notícias, novidades.... enfim. Meu desaparecimento, desta vez, ocorreu devido à falta de tempo, por causa de trabalho, e à falta de ânimo, por causa do frio. Sim, eu fico beeeem desanimada no frio. Pra tudo. E por aqui, o frio dura sete meses!

Aurora linda

Quem está comigo no instagram ou no facebook, vem acompanhando a evolução, as coisas engraçadas, as falas, as pérolas... e pra quem não está, informações: Aurora está cada dia mais linda, falante e cantante. Fica feliz em ir à igreja, ama as pessoas que estão mais próximas - chama a cada um pelo nome - e sabe a ordem de todos os aniversaários até fevereiro próximo, quando é o dela. 

Rachel linda

A Rachel é a sobrinha linda, "a melhor pessoa", como eu mesma a defino. Esperta, gulosa, divertida... ela nunca se abate - a não ser quando está com sono. Se alguém faz alguma coisa para deixá-la irritada, ela simplesmente desconsidera. Deixa pra lá. Procura outra companhia ou outra ocupação. Coisa mais linda da vida! Ah, e o próximo parabéns é dela, a Quel.


Inverno

Da última vez que fiz uma postagem aqui, o frio tava castigando. Ele sempre castiga... é desses. Agora, o verão acabou de começar oficialmente, mas os dias vem sendo quentes há um mês, mais ou menos. E os dias de verão estão beeeem quentes. Embora as temperaturas no termômetro fiquem na casa dos 30 graus, permanecer ao ar livre é tarefa complicada. 


Como assim, você pode se perguntar

Daí os meus três leitores podem se perguntar como eu ando sofrendo com 30 graus, se venho de terra muito mais quente que isso... e minha resposta é a única que consigo encontrar: o frio é tão intenso e dura tanto tempo, que a gente acaba se acostumando a ele. E este costume deixa a gente mais sensível às temperaturas mais altas. Não sei se isso procede... é coisa da minha cabeça.

Explicação

E essa explicação, eu encontrei ainda no inverno. Lembro de ter que sair de casa para ir ao médico com a Aurora. Não estava nevando, mas a temperatura era de 4 graus. Venho de uma terra que sofre com frio de 19 graus, gente! Pois muito bem... pra sair de casa, agasalhei a Aurora pro frio de 4 graus, Botei meia calça, calça comprida de flanela, body de manga comprida, blusa de frio por cima, outro casaco, gorro, cachecol, luva... e pronto. Rua! E para a minha surpresa, Aurora reclamou que tava calor. Sério! Tirei gorro, luva, cachecol e até o casaco mais pesado, e ela ficou bem. Inacreditável! Por causa disso, passei a achar que a gente se acostumou ao invernão...

Novidade do ano


A maioria dos meus amigos já sabe, mas provavelmente meus três leitores ainda não... porque só falei da maior novidade do ano no facebook e no instagram, not here. Então.... estamos à espera do segundo baby. Sim, no final de novembro teremos outro bebê em casa. A notícia nos pegou de surpresa, mas ficamos muito felizes. 

Sobre o pré natal

O assunto não faria sentido aqui, não fosse toda a diferença que existe do pré natal no Brasil para este feito aqui. Primeiro e bem curioso é o fato de que o obstetra só atende a paciente grávida após oito semanas de gestação. Achei isso bem estranho, já que no Brasil, os médicos pedem para a mulher procurar pelo obstetra tão logo descubra a gravidez. Como em qualquer especialidade, quem faz quase tudo durante uma consulta médica, é uma enfermeira. Afere pressão arterial, pergunta se ta tudo bem, informa sobre os próximos exames e ultrassom, coloca o aparelho pra gente escutar o coração do bebê e tal... ela anota tudo e depois vem o médico, só pra ter certeza de que tudo está bem. Reforça algumas perguntas e pronto. Acabou.

Ultrassom

Como eu não tenho mais 20 anos, os exames de imagem são mais regulares na gravidez. Antes dos 35 anos, as gestantes fazem três ou quatro exames destes durante toda a gravidez. Após esta idade, a mulher faz um por mês. To nessa média. E outro fato curioso é em relação a isso. Só é possível descobrir o sexo do bebê, na ultra das 20 semanas! Fiquei chocada! No Brasil, com 12 semanas, a médica arriscou que a Aurora era uma menina e com 15 semanas, ela confirmou! Aqui, só com 20... sabendo disso, marquei a ultra do mês para a próxima semana, quando estarei na casa das 20 semanas... difícil é segurar a ansiedade!

Novos textos

Como sempre faço depois de um tempo sem dar notícias, prometo passar sempre por aqui. O tempo anda apertado, os afazeres tomando bastante o meu tempo e a gravidez me deixando muito cansada e com sono a maior parte do tempo. Mas refaço a minha promessa de passar mais por aqui. Tenho novas ideias e preciso renovar as velhas... farei isso. Prometo!

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Aqui é assim... coisas incomuns (que fazem diferença)

Sabe aquelas coisas pequenas, gestos simples, mas que fazem uma super diferença na vida de todo mundo? Pois é.... parece chover no molhado, mas são questões meramente culturais, mas que pra nós, brasileiros, representam bem mais que isso: chegam a ser mostra de civilidade e até de honestidade.
Quem aí já esqueceu o telefone celular em um lugar público, bem movimentado? O celular, ou a carteira, ou algum documento, um par de óculos. Teve uma pessoa que esqueceu em uma loja, uma sacola de compras feitas antes, com roupas, óculos escuros e um relógio. Quem imagina que tudo pode ser recuperado facilmente? E é. Provavelmente, brasileiro nenhum consegue imaginar isso... mas é o que acontece em quase todos os casos. Sim, “quase”, porque honestidade e empatia não são qualidade de 100% das pessoas.
Esses exemplos que eu citei, são fatos que eu presenciei ou soube por alguém próximo. Se for relatar aquilo que eu já ouvi falar, de gente que eu não conheço, haverá, com certeza, outras situações que fogem completamente à realidade dos brasileiros.
Quando o assunto é gentileza no trânsito, são muitos exemplos de educação. E não estou falando de faixa de pedestres e acessibilidade. São outras situações. Motoristas que param para as pessoas atravessarem, mesmo que não sejam idosos ou pessoas com crianças, pessoas que passam pelas outras e dão bom dia, carros que mesmo na madrugada param nos cruzamentos por alguns segundos.... e por aí vai.
Gente educada é bonito. Educação cabe em qualquer espacinho... e sobre a gentileza... já dizia o profeta:


terça-feira, janeiro 09, 2018

Aqui é assim... compras

Se o assunto são compras, quaisquer que sejam elas, aí o assunto é bom. E se as compras forem nos Estados Unidos, aí o assunto é ainda melhor. Primeiro, porque a oferta de produtos é infinita, de todos os tipos. Depois, porque com moeda forte e impostos justos, comprar (ou pagar) não é sinônimo de sofrimento, como no Brasil.
Nos supermercados, a gente chega a ficar perdido. Sabores, marcas e produtos e sequer existem em outros lugares do mundo. Comida é barato. Frutas, legumes, leite, ovos. Nas lojas de roupa, faz-se enxovais inteiros, para adultos, crianças ou bebês, com relativamente pouco dinheiro.
Outro item do qual nós, brasileiros, chegamos a sonhar, é comum e muito acessível por aqui. Eletrodomésticos de última geração, que têm funções inacreditáveis (pelo menos para nós, meros mortais), televisões enormes, computadores, telefones celulares.... nada disso é luxo. Quem trabalha, pode comprar tranquilamente.
Produtos de marcas mundialmente famosas, que no Brasil precisam de anos de planejamento financeiro para serem adquiridos, nos Estados Unidos não chegam, jamais, a ser sonho de consumo. Exatamente por terem preços acessíveis. Um par de tênis “venerado” por jovens brasileiros, que pode custar 800 ou 1000 reais no Brasil, é facilmente comprado aqui por menos de 100 dólares. Convertendo, o que a gente aprende a não fazer mais, esse par de tênis custa 300, 320 reais...
E outra coisa... americano, ao contrário do que muita gente pensa, em sua maioria, não esbanja. Exemplo claro é uma rede de lojas chamada Dollar Tree. É como aquelas de 1,99 no Brasil, mas aqui, vendem absolutamente tudo por 1 dólar. E raramente a gente encontra uma loja dessas vazia. Produtos de limpeza, de festa, de escritório, beleza, alimentação, brinquedos, enfeite, doces, frios, ovos.... tem de tudo. Até camarão e salmão.


É o povo daqui, valorizando o próprio dinheiro. E sabendo onde e como gastar.

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Carta para 2017

Pra começo de conversa, to atrasada. É, aqui com essa carta, que foi um meio que eu encontrei de conversar com o ano que acabou de acabar. Na verdade, quando tive a ideia e comecei a conceber esse texto, ainda faltava algum tempo para o 2017 acabar... só que a vida não ta fácil, e eu nunca mais consegui terminar. Aliás, consegui sim. Agora, três dias depois do limite. E como eu não me dou bem com limites, vou postar assim mesmo.
2017, querido, você foi difícil pra caramba. Não todo, mas pelo modo como começou e andou por alguns meses, te coloco no nível 9, numa escala que vai até 10. E como esses alguns meses difíceis foram, tipo, bem difíceis, o ano inteiro pode ficar como difícil.
A nossa adaptação, aqui nos Estados Unidos, foi, de longe, o maior problema que enfrentamos. Chegamos no começo do inverno e quando nos mudamos para a nossa casa, em janeiro, éramos só dificuldade. Sério. Sem exagero. Se você queria ser difícil, se superou. Aurora foi um desafio a cada hora. Desaprendeu a comer e a dormir. Visto que essas duas coisas eram as únicas que ela sabia fazer aos 9 meses.... voltamos à estaca zero. Cada hora, literalmente, era algo diferente pra gente vencer. E fomos vivendo cada hora. E elas foram passando, passando. E passaram. Ó, digo sem medo de errar, que foi uma das maiores provas da minha vida. E nós conseguimos. Aurora, hoje, está adaptada. E nós, consequentemente, também. Ela dorme bem, come, deixou de mamar no peito no dia em que completou 19 meses, sem que eu fizesse absolutamente nada. Pensando bem, querido 2017, você pode não ter sido tão cruel assim.... vou pensar melhor se mudo essa palavra.
E como você foi nosso primeiro ano fora do nosso país e longe dos nossos amigos e familiares, a saudade foi outro grande mal vivido em todos os seus meses. Saudade de tudo. De andar na rua e cumprimentar as pessoas, de ir à casa da vizinha que virou amiga, de levar a Aurora no parque da rua, de encontrar as amigas íntimas, de conversar - em português - com um desconhecido no supermercado e reclamar do preço da batata, de ter o vovô e a vovó da Aurora ali, a uma porta de distância, de dirigir meu próprio carro, de ir almoçar na Birinha e ficar por lá a tarde toda sem fazer nada e comendo os doces mais gostosos do mundo, de tomar banho de piscina piscina da Neguinha.....
Mas nem só de saudade você foi feito, 2017. Os seus dias foram de descobertas também. Boas e ruins. Descobri que me desafiar é sempre bom. Vencer desafios é ainda melhor. Descobri que o maior bem que a gente tem na vida chama-se Família. A que mora na casa com a gente e a que mora longe também. Descobri que ter paz é o melhor que se pode ter. Descobri que dinheiro é necessário pra gente viver, mas não é o mais importante (muitas vezes, antes de você, 2017, eu cheguei a trocar a ordem na escala da importância).
Descobri que trabalho é mais que necessário, é fundamental, mas que ele não pode ocupar um lugar que não pertence a ele. Isso significa que família, filhos, amigos, risos e mais um monte de outras coisas também precisam ter lugar cativo no nosso tempo. Descobri que faço o melhor empadão do mundo, que tenho a filha mais linda, que cada sorriso dela me traz lágrimas aos olhos, e que cada conquista que ela faz me deixa lotada de alegria.
Descobri que por mais frio que faça por dias seguidos, o sol volta a brilhar. E, por mais que demore, o verão chega, trazendo dias de alegria infinita, parques lotados, praias cheias de gente feliz, cabelos ao vento..... e, como não falar do verão com a vovó? Sim, minha mãe veio e ficou por aqui por seis dos seus doze meses, fazendo a alegria das duas netas mais lindas do mundo! Pena que o verão se foi e ela precisou voltar pro meu pai...
Descobri, em épocas diferentes do seu decorrer, que casar uma grande amiga e não estar perto quando outra grande amiga tem um bebê, são dois acontecimentos importantes e que eu daria um dedo - ou dois - para estar com elas....
E você, 2017, também me trouxe decepções. A maior delas foi aquela, da família que foi embora pro sol e deixou pra trás o chamado de Deus, a obrigação espiritual com os filhos dEle. Essa decepção nos afastou do Pai por um curto período de tempo. E Ele, em sua infinita misericórdia, nos mostrou o caminho a seguir e colocou pessoas comprometidas na nossa vida. Hoje, eu O louvo e agradeço, de coração, por todo cuidado que nos dispensou durante todos os seus 365 dias.
Alguns dias foram amargos. Descobrimos de uma forma bem ruim, como é ser vítima de fofoca. É... não vem ao caso os detalhes do caso, mas foi bem chato. A parte boa é que a gente aprendeu que, para se confiar em alguém, é preciso cautela. E se esse alguém for da nossa terra, cuidado redobrado.
Pensando bem, 2017, você não foi tão ruim como eu pensei no começo desta carta. Agora, após lembrar das - muitas - coisas boas que vivemos me faz repensar mesmo. Você foi um ano de aprendizados. Sim, lutas muitas, mas vencidas. 
E em vez de agradecer a você e aos seus 365 dias, eu agradeço a Deus e O louvo por cada momento, cada lágrima, cada vontade de ir embora, cada hora de busca, cada alegria, cada sorriso...... cada movimento feito em 2017 foi minuciosamente planejado por Deus. E tenho absoluta certeza de que estamos no caminho certo e que este 2018 será infinitamente melhor. Infinitamente mesmo.









Tchau, 2017... até nunca mais!

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Aqui é assim... Trânsito

Pra começar o assunto, nada mais propício que o Trânsito. Não, não é caótico ou curioso como em alguns lugares. Aonde moro, é até bem tranquilo, se eu comparar com cidades próximas. E, quando o assunto é trânsito, carros são o que há de mais interessante, como em qualquer lugar do mundo. O meu carro, o do vizinho, o da outra rua, o desconhecido. É sempre bom de falar.
Como a grande maioria dos bens, carro é, digamos, fácil de comprar. Fácil pelo preço, pelo menos. Um veículo considerado de luxo no Brasil, que custa em torno dos R$100 mil, pode ser retirado da agência, zero quilômetro, por menos de U$20 mil. Não, não é exagero.
Depois de pago o carro (ou financiado), é necessário pagar pela placa. Sim, o emplacamento é pago à parte. Normalmente, as agências e concessionárias cobram uma taxa de cerca para este fim. A placa então passa a pertencer àquela pessoa. Se o carro for vendido amanhã, o dono tira a placa e guarda em casa, ou coloca no outro veículo que comprar. Depois de dois anos com a placa, o proprietário precisa 'renovar' o direito de usar aquela placa. Tem um custo e vale sempre por dois anos. As placas traseiras dos carros têm um selo pequeno, adquirido em cada renovação, indicando o ano do vencimento.
Antes de sair da agência, o carro precisa estar segurado. Não é como no Brasil, onde o seguro não é obrigatório. Lembro que no Brasil, obrigatório mesmo eram só aqueles valores que vêm incluídos no IPVA, tipo Dpvat. Nos Estados Unidos não. Aqui, todos os carros só podem sair das lojas devidamente segurados. E isso não é barato. E o valor muda, dependendo de alguns fatores específicos, como no Brasil. Tempo de habilitação, acidentes anteriores... essas coisas.
Carros usados são bem baratos, se a gente usar como base o preço dos carros no Brasil (é este o meu referencial pra tudo... rsrsrsr). Com U$2 mil, é possível comprar um carro razoável, bom às vezes. Mesmo usado, o trâmite é o mesmo: placa, seguro, habilitação.
Outra coisa muito interessante, e curiosa, é quanto às marcas dos carros que rodam por aqui. Enquanto no Brasil, Fiat, Volkswagen, Ford e Chevrolet fabricam os carros mais vendidos, nos Estados Unidos, essas marcas têm pouca ou nenhuma visibilidade. Fiat, por exemplo, acho que não existe aqui. As outras três são um pouco mais comuns, mas não há muitos modelos disponíveis.
As marcas populares comuns aqui são Toyota, Nissan, Mazda e Honda. Além das comuns no mundo inteiro: BMW, Mercedes, BMW e outras de alto luxo. Ah, e quase não há veículos com câmbio manual. Praticamente todos são automáticos.
Motocicletas, a gente só vê nos meses de calor. E não são muitas.
Bicicletas, acho que só vi duas ou três.
Quem compra um carro novo, dificilmente se desfaz dele rapidamente. A grande maioria dos carros usados disponíveis para a venda em lojas especializadas estão com o odômetro nas alturas. Acredito que isso também seja cultural. No Brasil, conheço muita gente que troca de carro a cada ano ou, no máximo, dois. Aqui isso parece não acontecer muito.
E, como aqui faz muito frio por quase oito meses e temos neve por uns quatro meses, quase todo mundo tem no porta malas, uma pá pra rapar neve. Como no inverno passado, nós ainda não tínhamos carro, precisamos providenciar a nossa pá e fizemos isso há alguns dias. Pagamos uns U$ 10 na nossa. Essa pá vai ser usada quando a gente precisar tirar o carro depois de um ou vários dias de neve caindo. Se o volume de neve for grande, ela precisa ser retirada do redor do carro, pra que a gente consiga sair. Lembro de ter feito isso bastante no inverno passado.... quando ainda usávamos o carro da minha irmã.
Ah, e falando em neve, é infração grave andar com neve sobre o carro. Nos vidros, para brisa e teto.
Nos dias de muita neve, só é permitido estacionar do lado esquerdo das ruas. Isso, porque o carro que rapa a neve vai passar, retirar a neve do meio da via e jogar, necessariamente, do lado direito. Todo mundo já sabe disso, claro, e quando a previsão do tempo indica neve intensa, com acumulação, ninguém (ninguém mesmo) para o carro do lado direito.
Cadeirinha de bebê e/ou criança é outra regra importante. E ninguém (sendo redundante, ninguém mesmo) desrespeita. E todos têm cuidado com a idade e peso da criança, para que estejam usando a cadeira indicada.
Motoristas, invariavelmente, respeitam as regras. Sinais fechados, travessia de pedestres - em qualquer ponto do perímetro urbano e não somente em locais destacados para quem está a pé -, parada obrigatória em cruzamentos - mesmo que seja possível avistar que não haja outro carro vindo -, parada obrigatória atrás de veículos de transporte escolar (aqueles amarelos, como nos filmes) dos quais estejam desembarcando alunos...


Cinto de segurança, cadeirinhas para bebês e/ou crianças maiores... enfim, as regras são claras e cumpridas. A principal vantagem disso é o baixo número de acidentes. Quase não há atropelamentos, colisões ou simples abalroamentos. Nem preciso entrar em detalhes sobre a importância disso. Estamos acostumados a assistir reportagens de televisão no Brasil, com o repórter flagrando motoristas furando sinais fechados, falando ao celular, estacionando em locais proibidos.... e todos têm explicação para tentar justificar a própria infração. É lamentável que este tipo de comportamento seja tão comum e, pior, tão aceitável por todos (não penso assim porque estou fora do país. Passei mais de 35 anos morando no Brasil e conheci diversos estados. Sempre tive esta postura. Quem conviveu comigo, sabe exatamente do que estou falando).
Aonde moro, ainda não utilizei o transporte público, mas parece que o serviço é razoável. Eu passei boa parte da vida andando de ônibus, na cidade em que nasci e cresci, em outras que estudei, na capital do meu estado, na capital do estado vizinho, na capital do país. Em cidades onde fiz turismo. Sei do que estou falando. Acho que conheço o sistema de transporte público em, pelo menos, trinta cidades brasileiras. Em algumas, por utilizar muito. Em outras, nem tanto. Mas sei do que falo. E aqui onde moro, apenas vejo os ônibus circulando, mas não conheço trajeto, origem e destino, situação física dos veículos... nada. Sei que em cidades maiores bem perto de mim, como Boston e outras mais distantes, como Nova Iorque, ônibus, trens e metrôs são infinitamente mais estruturados e conseguem atender à população. Por aqui, não sei. O fato é que transporte - seja público ou não - é bem necessário. Poucas coisas a gente consegue fazer sem depender de carro. A cidade é ótima, o trânsito é organizado, as vias são bem sinalizadas. No calor, é mais "fácïl" viver sem carro. No inverno, porém....
Bem.... certamente há muito o que falar sobre trânsito... mas, pra inaugurar o marcador, acredito que tenha conseguido reunir algumas questões que considero bem curiosas.
E, agora, colocando mais informações no forno...

domingo, dezembro 10, 2017

Aqui é assim...

Não é de hoje que penso em falar aqui no brog sobre alguns fatos muito interessantes - ou simplesmente diferentes do que eu vi e vivi a vida inteira no Brasil - sobre o lugar em que estamos vivendo agora. Não são poucos... por isso eu acho que vai render mais de uma postagem. Trânsito, datas comemorativas, frio, família, natal, programas de televisão, bens, tecnologia, imigração..... a forma como o povo norte americano lida com tudo isso é muito peculiar. Talvez por isso pareça, pra mim, tão diferente, ao ponto de merecer estar aqui.
Cada dia que passa, eu vou descobrindo uma coisa mais interessante - ou bizarra - sobre a vida, a cultura e os costumes das pessoas que nasceram aqui. E também daquelas que, como eu, não nasceram, mas escolheram este país pra viver.
Tem determinados costumes que são bem engraçados, outros nem tanto. A verdade é que muitos deles, todos nós já vimos em algum filme. Sim, Hollywood retrata muito bem a cultura norte americana. Como? Gorjeta, café, rosquinhas do famoso Dunkin Donuts, vans pra todo lado, noites lindas, natal cheio de neve e com a musiquinha Jingle bells tocando o tempo todo, a tradição do Dia de Ação de Graças, a formatura do High School, aqueles casamentos doidos firmados em Las Vegas, a violência de certos estados, a comida e os fast foods.... e muitos outros assuntos, são tratados em muitos filmes e seriados que todos nós já vimos.
A primeira postagem, sobre Trânsito, já está quase pronta. E a seguinte, já está devidamente pensada e montada na minha cabeça. Quero colocar logo tudo aqui.... e compartilhar com os meus três leitores um pouquinho do que vou descobrindo aqui!

quinta-feira, novembro 23, 2017

Obesidade e produtos industrializados

O americano é um dos povos mais gordos do mundo. Por aqui, há alguns anos, a obesidade passou a ser questão de saúde pública.... isso é sempre lembrado pela imprensa mundo afora. Mas por que? O que eles fazem de tão diferente?
Pra começo de conversa, as redes de fast food, ou aquelas lanchonetes que nem fazem parte de uma grande rede, mas existem. Lembro-me de passar toda a minha infância e quase a adolescência, sem que houvesse um exemplar de uma dessas lojas na cidade onde morava. Algumas delas, muita gente só conhecia de propagandas de televisão. Aqui, não é assim. Por menor que seja a cidade, há ali uma loja do Mc Donalds ou outra qualquer... todo tipo de comida rápida, não só sanduíches, como a maioria das que existem no Brasil. Frango frito, frango empanado, carne no espeto, tacos, batatas, sorvetes, doces e, claro, sanduíches. Comida vinda de vários países, tudo feito para ser consumido rapidamente. Como uma pessoa gorda que sou – é, vim engordar as estatísticas, estou sempre experimentando um tipo e posso dizer com a mais absoluta certeza: é tudo muito saboroso (pelo menos pro meu paladar, que não é 100% saudável), muito mais do que os irmãos brasileiros. Muito mais mesmo, que fique destacado.
Mas não é só isso, não são só os fast foods.
Quem come em casa, começa o dia errado. Em todas as casas, o consumo de sucos artificiais vendidos em garrafas de 3 litros, manteiga de amendoim, biscoitos de todo jeito, cor e sabor, café com diferentes tipos de leite em pó (que, pasmem, tem sabores diferentes). No prato, nada de arroz com feijão (claro). Salsichas, bacon, muffins, bolos recheados. Tudo, comprado em caixas enormes, nos supermercados. Quase não se faz bolos em casa.
Hora do almoço. Carne de hamburguer, mais bacon e alguns legumes, além de purê de batata, que, inclusive, é vendido em pó, no pacote ou na lata. Basta misturar à água.
Nos supermercados, que quase sempre são super mesmo, corredores imensos oferecem um sem-número de congelados. Coisas que a gente nunca imaginaria encontrar num freezer: doces, pães, churros, sorvetes, milho verde, batata frita, mandioca, cupcakes, marshmallows.
Outro corredor, duplicado às vezes, mostra um mundo de cores chega a ofuscar a visão. Não são legumes coloridos. São biscoitos, vendidos em botijas. Isso mesmo, como na foto. Biscoitos recheados e bolos que não daria pra contar. Sucos, refrigerantes, chocolates, balas... tudo é vendido em “family size”. Ou seja, dá pra uma família inteira comer.... mas será que come?
Legumes e frutas, não tem preços baixos. Muitos, não são nem tão saborosos como os nossos brasileiros.
E pra completar, falta tempo e sobra trabalha. Sobra correria. E com isso, o cardápio se completa, infelizmente. No inverno, então... piora. Porque é muito mais difícil sair de casa para praticar um exercício físico ao ar livre. Crianças e adultos, cada vez mais gordos. E o governo, cada vez mais preocupado.

segunda-feira, novembro 20, 2017

O frio chegou

Definitivamente não tem mais jeito. Agora o frio chegou de vez. E veio pra ficar, afinal, os quase oito meses de temperaturas baixas que temos por aqui ainda vão demorar a terminar.
Até assustei um dia desses, quando acordei e olhei o aplicativo do celular que mostra a temperatura. Eram seis horas da manhã e estava marcando -4º. Não era possível... alguns dias atrás, estávamos curtindo 28º no parque, Aurora se divertindo nos brinquedos e um calor daqueles! Se bem que era possível sim, estamos em novembro. No ano passado, chegamos quase nessa época, e o frio já estava de lascar.
Depois desse susto de 4 negativos, as temperaturas máximas não passaram mais dos 12º. As mínimas ficam perto de zero todos os dias. Quando se afastam do zero, descem..... ou seja, negativo na certa.
Ao contrário do inverno passado, eu vou me esforçar pra sair mais de casa com a Aurora. Claro que na medida do possível, já que tem dias que isso é impensável, com as ruas cobertas de neve.
Nos meses frios do inverno (e outono e primavera... rsrsrs) passado, eu saí muito pouco. Primeiro, porque ainda estávamos sem carro. Depois, porque Aurora era muito bebê e me faltava coragem de colocar ela na rua com tanto frio. Agora, ela já ta maiorzinha... e, se eu tomar por base o tanto que ela gosta de sair de cada de luva e touca, com aquele 'fonezinho' de lã que protege os ouvidos, acredito que vamos ter diversão de sobra nos dias frios.
E já prometi pra mim mesma, que na primeira acumulada de neve, vou criar coragem e sair com ela. Quero que ela se divirta com as crianças fazem nesses dias. Só me resta esperar, pra ver se vou dar conta de cumprir a promessa.
Dias frios têm sol. Lindo, claro, num céu muito azul. Ta, mas que não esquenta. Aqui em casa, ele até ajuda o aquecedor a dar uma esquentada. Logo cedo, quando ele começa a brilhar, abro as persianas da sala e ele preenche todo o espaço possível, pela minha janela grande do ambiente. Tem dias que eu me arrumo pra sair e até esqueço das temperaturas baixas, de tão quentinha que fica a casa. Só que, como já nos acostumamos a checar os termômetros antes de sair, não dá pra esquecer de vez.
Estamos em novembro e os dias frios estão apenas começando. Vamos ver como será o começo de dezembro. No ano passado, a primeira neve do inverno foi no dia 6.
Aguardando ansiosamente....


sábado, novembro 18, 2017

Vivendo o sonho americano

O tal sonho, há muito tempo, tira o sono de muita gente, nos quatro cantos do mundo. Famílias querendo curtir o clima quase tropical da Florida, outras querendo os preços bons de Miami. Há quem prefira sonhar com o glamour de parte da California ou com o interior desenvolvido do Texas. E tem ainda Nova Iorque, desejada por dez entre dez dos que não dormem, pelo sonho americano.
A realidade, porém, vai além do que as pessoas pensam sobre cada região do país. Como em qualquer lugar do mundo, tem problemas e, a olho nu, se comparamos com a realidade do Brasil... hum.... melhor até deixar pra lá.
Eu sou jornalista, saí do estado do Rio de Janeiro, e vim morar em uma pequena cidade no estado de Massachusetts, distante 400 quilômetros de Nova Iorque. Vim estudar e trouxe, além dos objetivos, marido e filha, de, agora, quase dois anos.
As coisas ainda estão acontecendo, claro, mas muito já aconteceu. E é isso o que eu quero mostrar com esse marcador. Rotina, clima, moradores, as diferenças gritantes – outras nem tanto – daquilo que estamos acostumados a viver no Brasil.
Vamos nessa, porque tem muito o que falar!



quinta-feira, setembro 28, 2017

As novidades

Tanto tempo

Pois é... parece piada, mas não é. Depois de tanto tempo sem aparecer, confesso que cheguei a pensar que este brog estaria aposentado. Então, como uma providência divina, alguns dias antes do meu aniversário, Devan chega com um laptop todinho pra mim. Siiiiim! Meu sumiço se deveu, principalmene, ao fato de que escrever postagens pelo ipad não é a coisa mais agradável do mundo. Claro que eu ando sem tempo também (e sobre isso eu falo já já), mas estava mesmo era sem ânimo. E pra comemorar mais uma volta, vamos às novidades mais importantes (até porque não vou dar conta de falar de todas).

Mudança

Como a maior novidade de todas foi e está sendo a nossa mudança do Brasil, a primeira nota tinha que ser a este respeito. Desde novembro do ano passado, estamos vivendo nos Estados Unidos. São quase doze meses de uma experiência incrível, enriquecedora, gratificante e que nos está fazendo um bem enorme. Graças a Deus tudo está correndo muito bem.

Adaptação

Todos nós precisamos nos adaptar a uma mudança, ainda mais a uma tão grande. Só que pra Aurora, a adaptação foi muito difícil. Ela parou de comer, passou a acordar seis vezes durante a noite e, pra piorar tudo, chegamos aqui no auge do inverno, ou seja, ela passou vários meses indo pouco à rua, vendo poucas pessoas. Só quando chegou o verão, as coisas melhoraram. Demorou, mas tudo entrou nos eixos. Hoje, Aurora já dorme a noite inteira, come bem, está completamente adaptada e, muito recentemente, abandonou a amamentação. Agora, não mama mais no peito. É praticamente uma mocinha!

Frio

Nossa maior dificuldade, sem dúvida nenhuma, foi o frio. Como disse, chegamos aqui em pleno inverno. Aliás, pleno não. Um pouquinho antes de toda sua plenitude, porque ele começou pra valer mesmo, em dezembro. Mesmo assim não foi fácil. O frio, eu aprendi, é muito pior do que tudo o que eu já tinha sentido e imaginado. E mesmo assim, eu ainda gusto dele. E aqui, embora faça muito frio (mesmo, de verdade), a gente acaba sentindo menos do que no Brasil. Por que? Porque aqui, em todo lugar, há aquecedores. Todo lugar: comércio, bancos e casas. Todas. Carros também. Então, frio, de fato, só quando estamos na rua, andando. Mesmo assim, não foi fácil. A parte boa é que, sete meses depois que começa, o frio acaba.



Verão

Lá pelo meio de abril deste ano, nevou pela última vez. Se não me engano, no dia 16. Depois disso, mais alguns dias de frio, e algumas semanas de preparação para o verão. Os dias quentes chegaram, com força mesmo, só no final de maio, começo de junho. Aí foi só alegria. Sorvete, tardes inteiras no parque, banho na piscina da prima Rachel, praia e muita diversão. E, diferente da demora que levou pra chegar, rapidamente o verão acabou. E agora estamos no outono. As temperaturas ainda ficam na casa dos 25 ou 26 graus, o que é quente... mas a contagem para o frio já está regressiva. No ano passado, já fazia frio na primeira semana de outubro.... vamos ver o que nos aguarda nas próximas semanas.


Dificuldades

Quem acha que só o frio e o idioma são barreiras "citáveis", eu esclareço: não é. Há outras. Pra mim, manicure. Meus queridos três leitores (se é que depois de tanto tempo eles ainda querem "me" ler) sabem como eu amo (ou amava) as minhas unhas feitas. Meu Deus! Jamais imaginei que seria tão difícil encontrar este serviço por aqui. Claro que tem, aos montes. Brasilerias, americanas, portuguesas, hispanas. Só que, pra mim, não basta ser manicure. Tem que fazer o serviço bem feito. porque sou um pouco exigente. Aí, depois de algumas tentativas, eu acabei desistindo. Em vez de sofrer, pagando 25 ou 30 dólares, eu guardo a grana e faço eu mesma as minhas unhas. Fútil essa reclamação? Pode ser pra alguns. Pra mim, não é.

Quer empadão?

Sempre amei empadão. De verdade. Desde que me lembro por gente, faço empadão. E como cheguei aqui sem conhecer muita gente e sem muita disposição pra deixar a Aurora com uma babá pra eu trabalhar, precisava arranjar alguma coisa pra fazer, sem sair de casa. E com uma ajudinha da irmã, to fazendo empadão pra vender. E faço um sucesso danado! Depois de alguns meses, já ofereço vários sabores e tamanhos. E como quero mais e mais, vivo testando novos sabores e novos prato. Pro inverno, terei novidades (só entrego num raio de 10 milhas, a quem interessar possa... rsrsrsrs).

Igreja

Outra grande dificuldade com a qual nos deparamos aqui, depois que os dirigentes da igreja que íamos desde que chegamos, fechou as portas, vendeu tudo que havia no templo e foi embora pro verão desejado da Florida (sim, muita gente que vive no inverno, sonha em morar no sul do país e curtir o clima brasileiro daquelas bandas). Ficamos sem congregar por mais de seis meses até que, recentemente e depois de muita procura, uma denominação que se encaixa na fé que professamos. Graças a Deus.

Novos textos

Agora que o computador chegou, vou voltar com força total pra minha rotina do brog. Talvez não com força total mesmo, porque tenho empadões pra fazer e Aurora pra cuidar, mas vou me esforçar pra estar sempre aqui. Inclusive, vou colocar algumas crônicas daqui... são textos que fiz sobre a vida aqui, e vou transcrever em postagens. Promessa é dívida.

quarta-feira, junho 29, 2016

Rápidas

Demora

Claro que pra eu optar por um “Rápidas”, há sumiço. Essa vida de maternidade toma muito tempo e, embora eu tenha feito rascunhos e planos, não consegui postar nenhum texto nesses quase dois meses. A parte boa é que hoje sobrou um tempinho e cá estou.

Tudo é ela

É, é bem possível que todas as minhas novidades de hoje sejam relacionadas à maternidade e à Aurora. Não há como ser diferente. Ela ocupa todos os minutos da minha vida e me faz amar isso cada vez mais.

                   Amamentação

Apesar de estar preparando uma postagem especial sobre o assunto, não posso deixar de destacar hoje, já que estou num Rápidas. Amamentação. Em pouco mais de quatro meses, descobri que não há nada mais sublime do que amamentar. E como os meus três leitores sabem, não sou de demagogias. Digo isso porque é, de fato, o que eu sinto. Não sei como acontece com as mamães que não conseguem amamentar no peito, mas uma coisa eu digo: não abra mão de ter o bebê nos seus braços, mesmo no momento da mamadeira. É perfeito.



Cabelo

Os cabelos da Aurora continuam caindo, mas em menor proporção. E, não sei se é normal, novos fios também estão nascendo. Resultado disso é que a cabecinha dela está com pouco cabelo nas laterais e muito em cima (dá até pra prender! rs). Mas, mesmo com pouco dos lados, os novos estão começando a disfarçar. E sobre a ‘natureza’ dos cabelos, estou no aguardo....

Fotos

Nunca vi uma criança mais à vontade para tirar fotos do que a Aurora. Ela sorri, mostra lingua, vira os olhinhos, grita..... e passa a impressão de que está gostando. Claro que é impressão, não dá pra ter certeza, mas com tantas carinhas lindas é difícil ter dúvidas. Não sei a quem me saiu essa menina!

Emburrada

É, ela adora fotos. Ou simplesmente fica bem nelas. Só que isso não acontece em dia de vacina. Essa semana foi assim. Parece que ela sabia que uma hora depois desse clique, ela seria vacinada. E justamente aquelas picadas dos quatro meses. Ai, que dó! Olha a cara de quem sabe o que vem por aí!



Visita

A visita do último fim de semana foi mais que especial. Os primos Jane e Eliezer vieram de Niterói pra conhecer a princesa. Nós nos encontramos em Morro Azul e passamos juntos o sábado e o domingo. Foi uma delícia!

Vovô babão

Ta todo mundo babando na Aurora, mas ninguém tanto quanto o meu pai. Ele chega e a primeira coisa que faz é procurar por ela. Como sai cedinho, avisa, no dia anterior, pra eu levá-la pra ele ver, assim que ela acordar. É inacreditável como ele fica bobo! Adora fazer cócegas e vê-la dar gargalhadas!



Aplicativo

Desde a gravidez, acompanho a evolução do bebê por meio do app BabyCenter. O aplicativo dá informações sobre gravidez, parto, amamentação, dieta e, depois do nascimento, sobre as fases do bebê. E exatamente como “prevê” o app, a Aurora está dando gargalhadas, acha que tudo no mundo é brincadeira, acabou de descobrir os dedinhos das mãos e fica olhando, sempre intrigada, levanta os dois pezinhos o tempo todo e já atende quando ouve o nome. É muito delícia!

Trabalho

Mas nem tudo são flores nesse negócio de maternidade. Ela fez quatro meses e eu... bem, eu tive que voltar ao trabalho. Para isso, adotei alguns hábitos, como amamentar a Aurora enquanto ela dorme. Por que? Bem, porque ela não aceita a mamadeira nem a custo de reza brava (mas isso é assunto pra texto específico, prometo). Nesses primeiros dias, ela mamou às 5h da manhã e só mamou novamente às 9h40, quando eu voltei.

Viagem

Em julho, vamos tirar férias. Bem, esse é o plano. E, ainda segundo nossos planos, a ideia é fazer uma super viagem. Claro que, como ainda são planos, vou manter segredo. Prometo que assim que confirmarmos, eu conto aqui, em primeira mão.

Mudando

Bem, a Aurora é assunto principal, mas não é o único assunto. A Rachel também é. Minha sobrinha está quase chegando. A Aline está lá, grandona, com um nariz enorme, e sofrendo ainda mais com o calor desta época nos Estados Unidos. A parte boa é que no final de julho a gente vai ter outro bebê na família. #VemRac #titiaama

Outro baby

O mês de junho já era especial pro meu querido-padrinho Júnior, mas este foi muito mais. Muito, infinitamente mais. No dia 13, nasceu sua filha Alice. Pelos planos dele e da mamãe Lohana, a princesa nasceria no dia 14, mas a última palavra foi dela. O casal está em êxtase. E nós também, claro, afinal de contas, a Alice, com toda certeza, será amiga da Aurora. Beijo especial aos queridos! Monte de bençãos de Deus sobre a família.

Casamento

Enquanto uns têm filhos (no caso, eu, a Aline e todas as amigas), outros se casam. E 2016 será o ano da Vaninha, amiga linda. Estamos aguardando ansiosamente a chegada de outubro para estrear a Aurora no mundo das festas. Ai, que ansiedade! Estamos contando os dias!

Casamento II


Vaninha e Fabiano casam em 2016, certo. Em 2017 será a vez da Fernanda e do Marcelo, que estão morando em Fortaleza e se casam em pleno carnaval. Tomara que esses meses passem logo! Parabéns, amigas! Que Deus abençoe desde já.

Credencial internacional

Embora minha região não tenha um sindicato reconhecido pela Federação de Jornalistas (e pela categoria, que fique claro), eu consegui minha credencial internacional. Deu trabalho, porque precisei ir a Niterói fazer a solicitação, levar documentação, assinar e tal, mas consegui!