Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

tudominúsculo,juntoesemacento

Gentê...
Só muitos anos atrás é que era preciso, pra falar um endereço eletrônico, falar: "http://www", depois o tempo passou, a tecnologia mudou e passamos a economizar letra. Virou só www. Agora, nem www mais é preciso usar. Só digitar o endereço direto.
Mesmo com essas pequenas mudanças, algumas coisas continuam sendo do mesmo jeito, com os mesmos detalhes: os endereços são sempre escritos em caixa baixa e sem espaço. Sim. Hoje, se a gente digitar em caixa alta, nem tem mais problema, o site é encontrado também, mas acho que já está no subconsciente das pessoas que usam internet, que endereço eletrônico é escrito com letras minúsculas. E sem espaço. Ah, e sem acento, sem cedilha.
O que acontece - comigo, sempre - é, no mínimo, curioso. Normalmente ao telefone, quando alguém me pede meu endereço de e-mail. Eu sempre falo uma vez: "flanastacio...". Depois soletro assim: F de Fox; L de Lima; A de Alfa; N de November; A de Alfa; S de Sierra; T de Tango; A de Alfa; C de Charlie; I de Índia; O de Oscar. Certo? Errado, porque a pessoa pergunta: tudo minúsculo?
"Não", dá vontade de responder. "Intercale uma minúscula e uma maiúscula". Caraca! Existe
algum endereço de e-mail que siga a regra do substantivo próprio (pra quem não lembra, são os nomes de pessoas, ruas, praças, cidades, estados, países.... que têm que começar com letra maiúscula)? Se existe, eu preciso conhecer este provedor, porque eu ia gostar de ter meu endereço como Flanastacio. Sério....
É... mas ainda tem coisa pior: a pergunta: "Tudo junto, né?". O "né" serve só pra pessoa ter certeza de que meu endereço é, de fato - e como todos os outros da face da terra - sem espaço.
Obviamente, tenho vontade de dizer o que? "Não, há um espaço logo depois do primeiro a e um outro antes do c.
Cacildes! Quem, pelo amor de Deus, tem um espaço no endereço de e-mail? Tanto não existe que eles são substituidos por underlines, pontos, hifens e afins.
Hoje aconteceu isso. A mesma pessoa perguntou se as letras eram todas minúsculas e se era tudo junto. Eu quase - mas quase mesmo, pelo beijo de uma pulga - disse que não, que o f era maiúsculo e o g do gmail (nada mais justo... é o nome do meu provedor, raios!).
Aí eu pedi o dela. E veio a pérola: ó, é tudo junto e sem acento.
"Jura?". Como assim, o nome dela é sem acento no endereço de e-mail? Eu não acreditei. Todos os outros usuários da internet do mundo têm e-mails com acento, oras.
A minha sorte é que o meu nome é Anastacio e o "ci" não tem cedilha... porque seria mais uma resposta que eu teria que conter quando me perguntassem: "tudo minúsculo, junto e sem cedilha, né?".
Eu ia infartar. E seria fulminante. Certeza!

O Dia Quinze

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

O fim de semana

Querido Diário, já é segunda! Acabou - de novo - o fim de semana. E já faz um tempão!
Este, particularmente, parece que passou mais rápido que os outros. Estranho... pelo menos pra mim, que sempre acho que os dias estão abreviados.
Bem... mas isso não vem ao caso. Não a este caso.
A vida boa começou na sexta e não parou mais.
Cinema (já é compromisso falar aqui sobre Sherlock Holmes), sábado de boa companhia de dia e de visitas adoráveis à noite, que permaneceram no domingo e só se foram hoje de manhã.
Ai, ai... bom demais.
Festa de aniversário do pai ontem à noite, com presenças ilustres também. Até o - recém formado - Engenheiro Ítalo apareceu...
Pra hoje, a maior de todas as novidades: além da volta à rotina, a entrevista coletiva, que foi perfeita. Tudo correu conforme o planejado.

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Meu dia...

O dia vai ser cheio... e cheio mesmo.
Tem a programação da coletiva, tem reunião de secretários sobre o carnaval, tem Boletim Oficial de última hora, tem aprovação de peças para a decoração das ruas, tem apresentação do layout, tem... tem... tem... tem mais uma pá de coisas.
Ah, sim, com cinema mais tarde.
A tatuagem é que vai ter que esperar um pouquinho mais... humpf! Era pra hoje...

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Quinta-feira

Querido Diário,
A semana ta acabando de novo. E essa ta sendo lascada.
Com a proximidade do carnaval e as mudanças que vão acontecer a partir deste ano na festa de Quatis, ouvir questionamentos de todas as partes sobre o que, de fato, vai ser diferente, e não poder responder, não ta sendo fácil.
Ouvir, faz parte, claro, afinal, as pessoas curtem o carnaval de rua da cidade. E é gente pra caramba. Não poder responder é que é o problema, mas pra isso há justificativa: como haverá mudanças, a programação ainda está sendo fechada. E se ainda está sendo fechada, como é que eu posso responder alguma coisa?
Pois é exatamente este dilema.
Um dilema tão grande que me levou a outro trabalhão: organizar uma coletiva com a imprensa. Aí, to fazendo isso com o maior prazer deste mundo, afinal, é a primeira coletiva que eu to organizando aqui.
Vai ser um sucesso, tenho certeza. To trabalhando pra isso.
Enquanto isso, falta tempo para todo o resto. Pra assistir Sherlock Holmes, por exemplo. Nunca mais eu consegui passar por uma sala de cinema... Deus me livre! E tem Avatar ainda, que me recusei a ver numa sala cuja tela não seja de teconologia 3 dimensões. Lula, o filho do Brasil... eu to enrolando pra ver.... o Marcelo ta no meu pé... acho que no próximo sábado eu vou acabar sucumbindo aos convites dele.
No mais, nada. Pelo menos não que eu me lembre assim, rapidinho...

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

O pior dos dias

Por que tem dias que seria melhor a gente nem acordar?
Sim, um dia em que seria um favor pro mundo, se a gente ficasse dormindo e só acordasse amanhã.
Hoje eu to assim. Desse jeitinho.
Com uma vontade monstra de não ter acordado. De ter ficado dormindo o sono nada profundo que tive durante o pouco tempo que preguei os olhos.
Juro que queria que o meu hoje fosse assim.
Pra eu não ter que falar com ninguém. Pra eu não ter que ouvir ninguém. Pra eu não ter que trabalhar. Mas não pelo trabalho em sim, mas pelo fato de que o trabalho ocupa a minha mente. Ocupa a minha inteligência. Meu trabalho me traz pessoas, me traz diálogos. E conversas são sempre insustentáveis quando nossa vontade era nem ter acordado...
Sim, definitivamente hoje é o pior dos dias.

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

Eles voltaram...

Papai e mamãe voltaram de Fortaleza na semana passada. E eu nunca mais consegui colocar uma foto deles aqui... só hoje.

O Dia Oito

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Ô diazinho...

Ô dia de cão!
Mas nada como a sensação de dever cumprido... e bota dever nisso!
Só preciso chegar em casa e descansar...

Rasteirinha? No trabalho?

Ta, que eu sou suspeita pra falar sobre isso, porque odeio sandália rasteirinha. Não unicamente pelo fato de eu ter só 1,60 m de altura e ficar 'socadinha' quando calço uma, mas também porque nunca encontrei uma dessas que substituisse com classe um sapato ou uma sandália, mesmo baixinha.
To sofrendo muito nesta época do ano. Sim, sofrendo mesmo. É verão. É estação de todas as mulheres do mundo sairem de casa de rasteirinha. Sim, se todas estivessem indo ao salão fazer as unhas, mas definitivamente não é o caso. Estão indo ao shopping (ta, dependendo da roupa que ela estiver usando, vá lá... dou um desconto), ao dentista e ao trabalho. É, gente. Não to mentindo, nem exagerando. Estão indo ao trabalho.
E sabe o que eu descobri dia desses, sentada em alguma lugar, observando todos os pés femininos que passavam? Que as mulheres estão pensando que chinelos já podem ser usados com rasteirinha. Acho que todas elas perderam a noção da realidade ou do significado das palavras 'chinelo' e 'sandália rasteirinha'. Ta todo mundo usando havaianas, ipanemas e afins, completando um look de calça jeans e, pasmem todos os três leitores que me aturam neste blog, um casaquinho ou, como vi hoje de manhã, um blazer.
Gente! Para tudo! Como assim esse povo ta usando havaianas (ou quaisquer outras que sejam) como fossem sandálias? Aonde foi parar o senso de ridículo dessa galera? Todas, ainda, estão usando bolsa tira-colo, bijuterias e, inacreditavelmente, maquiagem.
Ah, não... eu devo de ser outro planeta.
Brigo todos os dias com a minha estagiária-peixinho, a Larissa, que insiste em ir ao trabalho de havaianas. E ela ainda responde: "Não é chinelo, chefa, é sandalinha, olha só, tem tirinha atrás". Claro... obrigada por me avisar, amigona.

Livros da semana

Na semana passada eu li quatro livros...
Há muito tempo não conseguia chegar a esta 'marca'.
E olha que to trabalhando e estudando pra caramba.... mas eu me esforcei.
O primeiro deles foi um romance que, digam o que quiserem, é uma continuação de O Reverso da Medalha, de Sidney Sheldon. "A Senhora do Jogo" não deixou passar nem um detalhezinho da história do mestre do romance (tá, brega) americano.
Li "Cale a Bocal, Jornalista - O ódio e a fúria dos mandões contra a Imprensa Brasileira", de Fernando Jorge. Bom. De verdade.
Li também Sushi, de Marian Keyes... comédia boa, praquelas horas de não querer pensar, sabe?
Comecei e terminei de ler "O Símbolo Perdido", de Dan Brown. Bom, mas confuso até mandar parar.
Essa semana eu já comecei lendo Los Angeles, da mesma Keyes do Sushi, e o Grande Livro do Jornalismo, presente da Resende....

O Dia Sete

Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

O Dia Quatro

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Quinta-feira. In Rio.

Querido Diário,
Hoje é uma quinta-feira linda! Dia lindo.
Talvez mais lindo ainda, pelo fato de eu estar no Rio de Janeiro. Neste momento, parada em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas. Tem como haver um dia menos bonito? Viu como eu tinha razão? Sem falar que eu já passei por Copacabana e Ipanema... ai, ai, que vontade de ficar...
Não me demoro por aqui, vim a trabalho...
Logo logo pegamos a estrada, de volta. Tomara que sem chuva... sim, porque ultimamente a coisa ta braba!
Aqui, além de paisagem bonita, dia lindo e extremamente agradável, foi divertido também. E com reuniões muito importantes, daquelas que decidem futuros de vários milhares de pessoas.
Só passei pra dizer isso... volto com outras novidades, tão logo voltar ao lar.

O verdadeiro George Clooney*

Por Luis Fernando Veríssimo

Longe de mim querer difamar alguém, mas acho que no caso do George Clooney o que está em jogo é a autoestima da nossa espécie, os homens que não são George Clooney.
Todas as nossas qualidades e todos os nossos atributos, físicos e intelectuais, desaparecem na comparação com o George Clooney.
As mulheres não escondem sua adoração pelo George Clooney. O próprio George Clooney nada faz para diminuir a idolatria e nos dar uma chance.
Fica cada vez mais adorável, cada vez mais George Clooney. E se aproxima da perfeição. É bonito. É charmoso. É rico. É bom ator. Faz bons filmes. Está envolvido com as melhores causas. E que dentes!
Não temos defesa contra esse massacre. Só nos resta a calúnia.
Os dentes são falsos. Ali onde elas veem pomos da face irresistíveis e um queixo decidido, há, obviamente, botox. Ele tem pernas finas e desvio no septo.
É solteiro, portanto, claro, gay. Tem casa num dos lagos italianos, o que já é suspeito, e dizem que anda pelos seus chãos de mármore depois do banho de espuma vestindo um longo caftan bordado e sendo borrifado com perfumes florais pelo seu amante filipino Tongo, enquanto seu amante italiano, Rocco, prepara a salada de rúcula completamente nu.
George Clooney bate na mãe todas as quintas-feiras. É extremamente burro. Só leu um livro até hoje e não lembra se foi "O pequeno príncipe" ou "O grande Gatsby". Nos filmes em que faz personagens mais reflexivos, contratam um dublê para as cenas dele pensando.
Foi ele que propôs a demolição da Torre Eiffel porque já era mais que evidente que não encontrariam petróleo no local. E sua sovinice é lendária. Levou nadadeiras quando visitou Veneza, para não gastar com táxi.
É notório, em Hollywood, o mau hálito do George Clooney. Quando ele fala em algum evento público, as primeiras três fileiras do auditório sempre ficam vazias.
Atrizes obrigadas a trabalhar com ele têm direito a um adicional por insalubridade, em dobro se houver cenas de beijo. Outra coisa: a asa. Não adiantam as imersões em espuma na sua banheira em forma de cisne, nem os perfumes florais borrifados, o cheiro persiste.
Sabem que George Clooney e suas axilas se aproximam a metros de distância, e muita gente aproveita o aviso para fugir.
Além de tudo, tem seborreia e é republicano.
Passe adiante.


O Dia Três

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

O Dia dela, de novo!

Gente... chegou de novo o dia da Danna Montana.

Cara! Inacreditável como tem gente que faz questão de fazer aniversário uma vez por ano. Desse jeito, o que vai ter de gente ficando mais velha do que deveria... não ta escrito no gibi.


Ela é uma dessas pessoas. Adora fazer aniversário. Adora festa. Adora doce. Adora cinema. Adora me ouvir rir alto e discutir com os personagens dos filmes. Adora internet e TUDO o que ela proporciona.
Mas muito mais que tudo isso, essa menina que eu adoro, adora a vida. Adora dar gargalhadas. Adora os amigos. Adora tudo o que há de bom. Adora um porre. Adora uma night daquelas... Adora uma bebidinha com Rivotril (pensa que eu não me lembro?).
A Danna adora tudo o que resulta em gargalhada. Ou em pipoca no cinema. Ou em qualquer outra coisa que gere diversão.
A Danna adora tudo o que é bom. Tudo o que faz bem. A ela e aos outros.
A Danna adora a dona Cida. Aliás... quem não adora?
A Danna me adora.... rs... será?
Sei lá.
O que eu sei é que eu adoro ela. Assim, mesmo... "adoro ela".
E adoro tanto que nem esqueci que hoje é o dia dela. O dia pra ela adorar. Muito mais que ontem, mas um tantão menos que amanhã.
Porque os amanhãs dela serão adoráveis. Perfeitamente adoráveis.
Assim como ela. E tudo o que ela é.
Querida, adoro você!
Beijos e monte adoráveis de felicidades. Hoje, sempre e para todo o adorável sempre!

O Dia Dois

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Eu quero um gerador

Será que é simples assim? Tomara que seja. Se não for, vou precisar de alguma autorização específica pra isso... e não medirei esforços para tal.
Eu entendi que não ter um gerador é mesmo um problema na minha vida, dia desses, quando cheguei na minha casinha após um dia - muito mais que - exaustivo no trabalho. Até chegar em casa, eu tava tão, mas tão cansada, que em todo o caminho fiz planos para quando estivesse feliz, dentro dela. Sim, planos. Como todo mundo faz. Diferentes, porque foram planos traçados durante uma hora e alguns minutos de um cansaço extremo. Era como eu estava.
Nunca nem faço isso. Primeiro porque demanda um período de tempo dedicado somente ao ato de pensar e isso não é, nem de longe, alguma coisa que eu faça regularmente. Depois porque se eu to fazendo planos, é pro fim de semana, pra semana que vem, pra daqui a dois meses... sei lá.
Pois é. Neste dia, eu fiz todo o trajeto até minha casinha pensando no que faria quando estivesse no aconchego do meu lar. Ponderei tudo, até o fato de que estaria sozinha (sim, meus pais ainda estavam viajando praquela maldita Fortaleza).
Eu ia chegar em casa, tomar aquele banho. Aquele que relaxa, que deixa todo mundo querendo um leite quente e uma cama (ou um chá ou, no meu caso, a lazanha congelada que eu, logo depois, também planejei assar no microondas). Sabe a qual banho estou me referindo, não é? E é este mesmo.
Depois do banho, a lazanha assada à qual me referi. Enquanto ela assasse, poria as roupas sujas na máquina pra lavar. Sim, com mamãe viajando, tudo ficou por minha conta.
De manhã, o copo e o prato que eu sujei no café da manhã tinham ficado na pia. Precisava lavá-los também.
Com a lazanha assada, ia sentar e comer assistindo ao filme "Pulp Fiction - Tempo de Violência", um DVD que eu comprei faz meses e nunca mais consegui assistir.
Até pra depois do filme regado a lazanha eu tinha feito planos: ligar o computador do quar colocar em dia uns textos do jornal, dar uma olhada nos e-mails e passar pelo Twitter e aqui, pelo brog. É, eu sempre faço isso na internet, até porque jornal, revista ou qualquer outra página de cunho científico, leio pela manhã, logo que chego ao trabalho. Toda essa segunda parte, que to especificando pra depois de ter comido a lazanha e assistido Uma Thurma em Tempo de Violência, seria ao som de Maria Gadu ou Semeando, um grupo de música gospel que fez sucesso nos anos 1990 e cujas músicas consegui baixar recentemente.
Dormiria, claro, ouvindo música, como sempre. E com a televisão ligada (sempre fica ligada, até depois daquele prévia do sono que a gente tem... só depois eu desligo. É a necessidade de barulho... rs).
Ótimos. Planos perfeitos. Perfeitos até demais. Demais pra mim, por certo entendeu assim Deus.
O ônibus entrou na avenida Sávio Gama e eu, muito mais rápido que depressa, como diria a Mônica, percebi que havia algo errado. Era um breu total. Inacreditável.
Pensei: "Ah, até ali, só. Lá do lado que eu moro vai ter energia sim. Vai". Era mais um pensamento pra me convencer, do que um pensamento no qual eu acreditasse de verdade.
O que houve então? Na altura da entrada da minha rua, continuava tudo escuro. "Não, lá no final vai ter energia. Vai sim".
Urrum....
Tinha na sua casa? Na minha não.
Resultado? Banho frio. Ódio. Silêncio. Biscoito com queijo. Ódio por causa do silêncio. Jornal Nacional pelo celular (nunca pensei que fosse realmente usar a televisão do celular uma única vez na vida. Juro!), até acabar a bateria (que, por não ter como carregar, eu desligava no break). Depois, silêncio. Mais ódio.
Sem roupa lavada.
Com tanto ódio, tanto silêncio e tantas coisas faltando, deitei de qualquer jeito (o errado, que inclusive me rendeu uma dor inenarrável nas costas no dia seguinte) e dormi logo.
Planos frustrados. Falta de energia. Toda raiva do mundo.
Alguém aí tem dúvida de que este post vai me ajudar a conseguir um gerador?

O Dia Um

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

Copiando o Júnior no Twitter agorinha:
"Nunca mais vai parar de chover? é isso msm?"

A salvo da lei*

No último sábado, no interior de São Paulo, durante cerimônia pública de autorização de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os olhinhos da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, brilharam com intensidade.
Foi quando Michel Temer (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, disse que ela está habilitada a “levar os brasileiros para o paraíso”.
Dilma comentou na hora: “Acho que qualquer pessoa, principalmente alguém que integra o governo Lula, pode ser escolhido. Mas concordo em gênero e número com o deputado Michel Temer, e gostaria muito de levar os brasileiros ao paraíso. Acho uma das maiores e melhores ambições que alguém pode ter”.
Se lhe parece que Dilma se referiu à sua própria candidatura, então saiba que ela transgrediu a lei.
No exercício de cargo público, durante cerimônia custeada com dinheiro público, Dilma fez propaganda indireta de sua ambição.
A lei estabelece o dia 5 de julho como o do início oficial da propaganda eleitoral.
Sinto muito, gente, é a lei. Pois o que vale para Deda Amorim deveria valer para Dilma e todo mundo.
Ex-prefeito do município de Rodrigues Alves, no Acre, Deda foi condenado na semana passada pelo Tribunal Regional Eleitoral a pagar multa de R$ 5 mil por ter feito propaganda antes da hora. Deda valeu-se do seu twitter para dizer que será candidato a deputado estadual. Apenas isso.
Também na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia condenou o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, e o PMDB a pagarem uma multa de R$ 25 mil pelo mesmo crime cometido por Deda. Um jornal do partido defendera a candidatura de Geddel ao governo da Bahia. Foi o que bastou.
Pelo rigor, tornou-se célebre uma decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho de 2005.
Por quatro votos contra três, o TSE cassou os mandatos de Idomar Antônio Aquilla e Paulo Claudio Dolovitsch, respectivamente prefeito e vice-prefeito do município gaúcho de Ajuricaba, reeleitos um ano antes. Por que?
Ora... Um funcionário da prefeitura, em horário de expediente, compareceu a reuniões para o sorteio do horário de propaganda eleitoral no rádio.
O mesmo funcionário foi flagrado depois checando o resultado da apuração dos votos. E restou comprovado o uso do fax da prefeitura para o repasse a um juiz de números de uma pesquisa de intenção de voto.
Um dia antes de Dilma admitir que “gostaria muito de levar os brasileiros ao paraíso”, Lula inaugurou a nova sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo.
E ali, ao lado de Dilma, fez o que mais tem feito com indisfarçável prazer desde o início do ano passado – agrediu a lei eleitoral.
“Eu penso que a cara do Brasil vai mudar muito e quem vier depois de mim, eu por questões legais não posso dizer quem é, espero que vocês adivinhem, vai encontrar um programa pronto, com dinheiro no Orçamento", afirmou Lula. Que não satisfeito em desprezar a lei, agora debocha, escarnece dela. E por tabela, dos que deveriam aplicá-la.
Em maio do ano passado, em visita ao Complexo do Alemão, Lula ouviu a platéia ensaiada gritar o nome de Dilma para presidente. Respondeu com o cinismo habitual:
- O Lula não falou em campanha. Vocês é que se meteram a cantar, a gritar o nome aí... Espero que a profecia que diz que a voz do povo é a voz de Deus esteja correta.
Há pouco, em visita a Minas Gerais, Lula repetiu o mesmo truque:
- Vocês ficam gritando o nome da Dilma. Se a Justiça achar que isto aqui é propaganda, cada um de vocês vai ser responsável por colocar um advogado para defendê-la, porque ela só pode falar em política depois do dia 3 de abril quando deixar o governo.
A Justiça Eleitoral engole tudo calada porque lhe falta coragem para enquadrar um presidente com 80% de aprovação popular.
De resto, há ministros que não disfarçam sua torcida pela eleição de Dilma. Um deles deve sua indicação para o cargo não a Lula – mas a dona Marisa.


O Dia Zero

Sábado, Janeiro 23, 2010

Somos solidários

Acho que por sermos gente. Sim. Solidariedade é um sentimento natural do ser humano. Só pode ser. É incrível a capacidade que o homem tem de ser solidário.
Nos últimos dias, depois que rádios, jornais e emissoras de televisão se cansaram de falar das vítimas fatais do terremoto no Haiti e descobriram que a notícia mais importante agora tem a ver com os vivos, os sobreviventes, a solidariedade é o gancho da maior parte das reportagens que estão veiculando por aí.
Tem todo tipo de solidariedade com aquele povo miserável, que está sofrendo com a destruição de sua capital, Porto Príncipe. Hoje eu vi em algum telejornal, crianças sendo levadas para países da Europa e da América do Norte para serem adotadas. Todas são recebidas com grandes festas, por pessoas que aumentam listas e listas de espera por crianças e adolescentes órfãos desde a tragédia.
Ontem à noite eu li sobre um show com grandes estrelas da música e do cinema americanos, cuja verba adquirida com ingressos será investida na reconstrução do país. Lá estavam Madonna, Morgan Freeman e George Clooney. Com certeza, milhares de dólares foram arrecadados.
Na semana passada eu fui a um supermercado e tinha uma equipe recolhendo doações de alimentos que serão enviadas ao Haiti. Também havia agasalhos.
Hoje eu vi uma propaganda da Coca Cola, com texto escrito e lido por uma voz masculina, informando que, por alguns dias, nós não vamos assistir a propagandas da empresa, porque a verba investida em publicidade por determinado período, foi revertida para ajuda ao Haiti. Ao final do texto, o anúncio do número de uma conta corrente para doações àquele povo.
Crianças Esperanças. Teletons. Telefonemas de entidades beneficentes solicitando doações. Abrigos, asilos, orfanatos. Cestas básicas, colchões, água potável, remédios.
Mas não é só isso. De jeito nenhum.
Quando não há terremoto no Haiti, centenas de outras tragédias em todo o mundo motivam doações, mensagens, ajuda, lágrimas.
Angra dos Reis. Santa Catarina. Petrópolis.São Paulo. Campos. Isso pra falar somente em chuva. E em Brasil.
Grandes tragédias acendem sentimentos de amizade, ajuda. Sentimentos de amor ao próximo, solidariedade. Medo. Sim, medo. Imagens chocantes de vítimas do terremoto no Haiti sendo salvas de escombros, depois de dias com toneladas de peso em cima, nos colocam uma sensação de vulnerabilidade, que colocam a prova aquele pensamento de segurança que temos em casa, nas ruas, no trabalho, na noite, no trânsito ou onde quer que seja.
Chega à dor. Uma dor que solidariedade nenhuma deste mundo pode aplacar.

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

Isso é TUDO!

Eu adorei a caneca USB. Lá na Editoria Tecnologia do UOL, onde encontrei a foto, tava escrito: "Imagine manter a bebida na temperatura ideal, mesmo enquanto joga"... mas como eu não me identifiquei com isso, acho que a frase poderia ser modificada por: "Imagine manter a bebida na temperatura ideal enquanto escreve, lê, ouve música, trabalha, twitta, dorme... enfim".
Esta caneca USB aquece ou resfria bebidas, em um período de 10 minutos. Pelo que andam dizendo, custa cerca de 22 dólares.

Será que eu consigo uma?