quinta-feira, maio 28, 2009

De graça é uma pinóia!

Todo mundo usa serviços. Serviços de qualquer natureza. Luz, água, telefone, gás e mais uma lista imensa de coisas que a gente usa e paga por elas.
Eu utilizo serviços de naturezas distintas, mas que, da mesma forma, precisam de regras.
Pois é. Disso todo mundo já sabe, afinal, que não paga essas contas e usa esses serviços?
O caso é que o Wandel falou disso comigo dia desses e eu andei pensando. Fui comparar as taxas que pago e o que cada serviço me oferece.
Peguei, primeiro, o boleto da internet móvel que eu pago. É um modenzinho daqueles que todo mundo tem, principalmente quem usa computador portátil, como é o meu caso.
Pois muito bem. Peguei o contrato e fui olhar.
Lá ta dizendo que o meu plano custa X e me dá o direito de navegar 1Gb de conteúdo. Tudo o que passar dessa quantidade de dados, eu pago um valor por cada Mb excedido. Sim, mas o plano me dá o direito de navegar por 1Gb e de mandar mensagens (dessas tipo SMS, como se fosse de um telefone celular para outro, só que parte do programinha de conexão) gratuitamente. Legal, né? É. Seria. Se cada mensagem que eu recebesse não houvesse a cobrança de uma quantiazinha. Sim, eu mando a mensagem 'gratuitamente' e, para receber a resposta, me cobram, se não me engano $0,69. Dá pra acreditar?
Pois muito bem. Eu não parei por aí na minha saga de descobrir o que é que esses prestadores de serviço dizem que me dão e, ao final, eu pago. Sem perceber, em muitos casos.
Peguei os boletos do cartão de crédito. São dois cartões, de operadoras financeiras diferentes. Nos dois casos, não há a cobrança de anuidade. Pelo menos foi isso o que me disseram lá quando assinei os contratos. E, de fato, não houve cobrança de anuidade. Bem, não houve a cobrança com este nome "anuidade", mas há taxas que nem os funcionários da operadora sabem explicar. São 'encargos de financiamento' sem que tenha havido um financiamento, por exemplo.
Não me dei por vencida. Peguei o boleto do meu rádio e o contrato de serviços. No meu plano, eu pago X. E este plano me dá o direito de falar algumas centenas de minutos para telefones fixos e móveis de todas as operadoras e de falar de graça com outro rádio. Mensagens de texto eu pago por cada uma que enviar.
Beleza. O caso é que, se eu não utilizar nenhum dos minutos das centenas às quais tenho direito, eu pago a mesma quantia, ou seja, independente do que eu utilizar - se menos do que tenho direito, principalmente - eu pago a mesma quantia. Aí digamos que eu não tenha feito nenhuma ligação, só utilizado o rádio. Pago a quantia estipulada no plano, a mesma.
A pergunta que não quer calar é: o que é de graça, então? A mensagem que envio pelo provedor da internet móvel, se pago para receber mensagens? A anuidade dos cartões de crédito, se inventam taxas com nomes que nem quem obrigatoriamente teria que saber o que significam não conseguem explicar? Ou falar de rádio pra rádio e pagar uma conta todos os meses?
Ow... na moral... de graça é mesmo uma pinóia!

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