Em alguns filmes, decepção. Como em Código da Vinci. O filme, na minha opinião, não chegou nem perto do que foi o livro.
Pois muito bem. Depois de muita expectativa, eis que estréia Anjos e Demônios. O livro, permitam-me meus três leitores, é "o" livro. Bom mesmo. No nível de Código da Vinci. Aliás, no nível da capacidade de Dan Brown para o seu gênero.

Desta vez, Robert Langdon é chamado pela Polícia do Vaticano para, às vésperas do Conclave, analisar um símbolo que foi gravado no peito de um físico assassinado. O homicídio aconteceu quando entraram em seu laboratório para lhe roubarem a antimatéria, uma pesquisa de anos, muitos milhares de dólares e de grande importância para o mundo, com alto poder destrutivo.
O que o personagem de Ton Hanks descobre chega a ser inacreditável, pelo menos até que as provas surjam e todos sejam obrigados a acreditar no fato de que o ambigrama deixado no corpo do físico assassinado foi feito pelos Illuminati, uma poderosa fraternidade extinta há mais de 400 anos e que, de fato, existiu e tinha por missão - se não a principal, uma das mais importantes - destruir o Vaticano e as crenças disseminadas pelos pregadores do Catolicismo.
Com a nova arma, há a ameaça de explosão da Cidade do Vaticano e, ao mesmo tempo, a ameaça de morte aos quatro cardeais preferidos para a sucessão papal, que estão raptados.
Langdon e Vittoria Vetra correm contra o tempo, em Roma, numa caçada por criptas, igrejas e catedrais, decifrando mensagens, poemas e tentando entender a mente doente do autor da trama. Há também uma trilha que pode levar a um refúgio secreto onde está a única esperando de salvação da Igreja, numa guerra entre ciência e religião.
A história, como no livro, não deixou pontas. Ficou tudo extremamente bem amarrado, com todos os fatos muito explicados.
O roteiro do filme é um show a parte. Cada cena dirigida com perfeição e nada daqueles acontecimentos cansativos do Código.
A trama que, no livro, é marcada por corridas, urgências que podem impedir a libertação da próxima vítima, daquelas que deixam a gente sem fôlego, lendo, no filme não fica por menos. É de alto nível e traduz com perfeição a idéia de ação tida pelo autor.
E a fotografia então? Tendo tido algumas cenas rodadas dentro do Vaticano, o filme mostra corredores, mesas, gabinetes, taças, talheres e líderes da Igreja, de uma forma que pouca gente viu.
Anjos e Demônios vale a pena. Pela ação, pelas cenas e diálogos engraçados, pelo Camerlengo que, como alguns outros, demora a mostrar a verdadeira identidade e por todo o resto.
Pra mim, como sempre, pela companhia. O Devan é sempre excelente companhia. Ah, a Tha e o Max também...
É que vi duas vezes...

Um comentário:
Tem tempo que não passo por aqui... Vim para dizer oi, e comentar sobre a palestra no UGB sobre Jornalismo Policial. Adoroooo
beijos Flavinhaa
saudades de vc
fique com Deus
Postar um comentário