terça-feira, julho 21, 2009

Escrever Polícia

Os meus três leitores sabem que eu sou apaixonada por escrever pra editoria Polícia. É caso antigo... a paixão começou lá em Brasília e nunca mais eu me libertei dela. Atualmente, eu divido meu tempo entre assessorias de comunicação e a editoria de Polícia pra um jornal de Resende.
É incrível como acontecem coisas... todos os dias. É tráfico, furto, assalto a mão armada e, como tem acontecido ultimamente, alguns homicídios.
Como todo jornalista que gosta de uma ou outra editoria, eu presto mais atenção na notícia, quando é de polícia. E essa atenção me faz lembrar a época de repórter policial, quando eu tinha um cuidado especial pra tratar dos envolvidos no fato.
Dia desses o Jornal Nacional veiculou uma matéria da prisão de uma quadrilha de roubo a apartamentos em bairros de classe alta em capitais importantes do país. Eu quase não acreditei quando o repórter que estava fazendo a matéria chamou os acusados de 'bandidos'. Ele, diferente de mim, não teve um editor para dizer que, enquanto o preso não for julgado e condenado, ele ainda é "acusado", "suspeito" ou qualquer outro adjetivo que não configure que ele seja um criminoso.
Isso é comum a quase todos os telejornais, exceto aqueles que só falam de ocorrências policiais, porque nestes, repórteres e produtores conhecem melhor a rotina e a linguagem da editoria.
Eu adoro polícia. Ver, trabalhar, escrever, conhecer. Por isso me especializei no assunto, como meus três leitores sabem.
Conheço casos de presos que, depois de inocentados, processaram repórteres, editores, empresários e afins. São pessoas detidas por determinados crimes e, em alguns casos, mesmo tendo cometido tais crimes, foram inocentados. E aí, meu irmão... uma vez inocentados, pra sempre inocentados! Repórter que chamou o cara de bandido, ladrão, assassino (e outros) que se lasque!

Um comentário:

Thayra Azevedo ♥ disse...

Fláviaaa, diferente de vc amiga, eu detesto polícia. rs Sei que ama, me perdõe, mas infelizmente não levo jeito. Quando preciso fazer polícia até vou, mas a última vez um policial me deixou falando sozinhaaaa... traumatizei! rs Beijosss