Os meus três leitores sabem que eu gosto de ler. Talvez não tenham noção do quanto eu aprecio, mas que sabem, sabem. To sempre lendo algum livro. Ultimamente, isso tem sido mais incomum, porque ando sem muito tempo disponível, mas estou sempre no meio de uma leitura e outra. Ontem eu terminei de Ler Agosto. É, eu nunca tinha lido. Tenho o exemplar no meio de outros vários, e como tinha terminado de ler outros dois (Um certo capitão Rodrigo, de Érico Veríssimo, um deles. O outro, de novo, Cem anos de solidão, de Gabriel García Marquez), optei por ele.
Pois muito bem. Muito bem mesmo. O livro é excelente. Talvez porque eu goste muito de história. Pode ser.
Tendo como pano de fundo os acontecimentos que culminaram no suicídio de Getúlio Vargas, Agosto mistura ficção e realidade. Seu começo é o assassinato de um importante empresário carioca e, a partir daí, uma série de casos, envolvendo a investigação policial, um crime político envolvendo o jornalista Carlos Lacerda e o major do Exército que fazia sua segurança pessoal, amores, traições, dinheiro, poder, a própria Ditadura Militar com todas as suas implicações políticas e homossexualismo, Agosto é sensacional.
De Rubem Fonseca, Agosto é uma série de pistas falsas de crimes - que levam o investigador Mattos ao Palácio do Catete -, pessoas lutando por poder, vaidades à flor da pele, loucura.
Todo ele. Com um final surpreendente.
Agosto vale a pena. E muito.
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