Passando lá pelo blog da Giovana Damaceno, vi um post que me chamou muito a atenção. Ela escreveu sobre os ruídos que escuta à noite, lá pelos lados em que mora. Dentre os que ela citou - aliás, que escreveu durante uma noite de insônia, à mão - estão o vento na fresta da janela, as folhas do antúrio batendo no vidro do quarto dela, carros passando no estradão, o motor da geladeira, a televisão do vizinho, o choro do bebê do vizinho e a voz da mulher do vizinho (ow... chato esse vizinho, hein!?).
E eu achei tão curioso que me pus a pensar nos ruídos insones da minha vida.
Foi isso o que fiz ontem, quando me deitei pra dormir. Não fiz lista escrita como a que ela fez, fiz apenas uma mental e hoje, aqui, vou tentar me lembrar - pelo menos - dos principais.
A rua em que moro tem apenas residências, então, à noite, os barulhos mais comuns são os digamos, domésticos.
Não há nenhuma casa colada ao prédio no qual moro, o que torna um pouco mais difícil que ruídos cheguem até mim. Mesmo assim, há ruídos. Um deles, muito comum: o do "segurança" que passa de moto umas quatro vezes durante a noite, tocando uma buzininha que imita uma sirene. A função dele é assustar algum vagabundo que estiver tentando entrar em uma casa e ligar 190. Sim, se ele vir algum vagabundo, a função dele é avisar a PM via 190, claro.
Outro ruído que eu escuto é de carros. Muitos carros. Mesmo sendo uma rua de residências, muitos carros sobem por ela, normalmente em alta velocidade, para ter acesso a um comércio que há uns trezentos metros acima da minha casa. Comércio de que? Não sei, eu nunca fui lá, mas dizem que vendem carro importado.
Também escuto o barulho das folhas das árvores voando e batendo nas paredes do prédio; gritos dos morcegos que voam por lá também dá pra escutar.
De vez em quando, eu escuto tiros. Segundo a polícia, são disparos efetuados em virtude do fim da redução do IPI, assinado pelo presidente Lula, e que fez subir os preços dos carros importados que são vendidos nesse comércio que funciona lá perto de casa. Como nunca fui lá...
O que mais eu escuto? O motor da geladeira e do freezer não dá, eles ficam longe do meu quarto.
Deixa-me ver... ouço conversas na rua. Sim, isso há muito.
Há também, senão todas as noites, seis por semana, pagode. Tem uma família que mora umas oito casas distantes da minha, que insiste em fazer churrasco e tocar pagode - ao vivo - sempre. Este é o pior de todos. Deus me livre.
Os outros ruídos eu não escuto. Já devo ter dormido.
Um comentário:
Insônia...quem tem insônia é sempre criativo. Aff...eu bato na cama e durmo como uma pedra...
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