Eu sempre soube, mas esse conhecimento estava escondido em algum lugar na minha mente. E de tão escondido, nunca tinha me aparecido. Hoje, porém, ele veio à tona e iluminou toda a minha existência.
Deixa-me explicar.
Alguém sabe definir, em apenas uma palavra a expressão "fim de ano"? Vamos ver.... tentem. Sim, vamos tentar. Algumas pessoas podem dizer: maravilha, bondade, emoção e mais um monte de lenga-lenga que todo mundo usa nessa época, inclusive chatice, no meu caso. Só que o que fluiu na minha mente hoje é muito mais profundo, é muito mais definitivo e significativo na minha mente.
Estava eu aqui, a pensar sobre tudo o que acontece quando as pessoas se conscientizam de que está chegando o final do ano. Os shoppings ficam lotados. As ruas ficam intransitáveis, pelo menos sem estresse. Em supermercado, é impossível qualquer coisa: comprar, principalmente. Os ânimos estão todos exaltados. É amigo oculto pra cá, presente pra lá, panetone de um lado, enfeites de Natal de outro, Papai Noel enchendo a paciência nas esquinas...... enfim... tudo ta doido, simplesmente porque é fim de ano.
E hoje eu ainda descobri que nem é só isso! Na agência que atende a Prefeitura, não havia uma pessoa pra diagramar o jornal que eu preciso colocar na rua até segunda-feira. Quando eu achei que todos os problemas estavam resolvidos, porque alguma alma boa no mundo decidiu parar o que estava fazendo pra diagramar o informativo, eis que aparece outro problema: nenhuma gráfica neste mundo de Deus tinha disponibilidade pra rodar o jornal. Dá pra imaginar? Eu deixei a agência pra lá e fui à cata dos meus contatos em gráficas, pra tentar viabilizar o jornal (pronto, claro).
Numa, já estavam de recesso. O que significa que lá, ninguém está nem um pouquinho interessado em dinheiro. Se estivessem, haveria gente trabalhando até a véspera do Natal, rodando tudo o que todo mundo precisa.
Em outra, eram muitas encomendas de cartões e, depois das 5 da tarde não teria mais ninguém nas máquinas por lá. Outra gente burra, que poderia muito bem ter gente até umas 8 da noite... sei lá, afinal, é final de ano.
Em outra gráfica, as máquinas estavam programadas e só vão parar no sábado. Nesta, tudo bem... afinal, eu nem poderia dizer que era "só investir em mais equipamentos", porque equipamentos não são comprados como pães.
Pois é... e a minha saga durou um tantão ainda... até eu encontrar uma filha de Deus, que me disse: "Ah, tudo bem, eu faço hora extra com um ou dois funcionários aqui, viro a noite e entrego no prazo que você precisa". Obviamente, ela fez outras exigências, mas como eram todas técnicas, são fáceis de serem cumpridas.
Gente... até as gráficas estão lotadas de serviço. É inacreditável!
Eu vou sofrer no fim de semana, quando for comprar o presente do meu amigo oculto. Ah, e o do Devan. E o da Mônica... mesmo sabendo exatamente o que eu quero e onde eu vou encontrar, sei que vou sofrer... afinal, é fim de ano.
E a única palavra que me vem à mente hoje, para esta época infernal que o mundo está vivendo, é TUMULTO. Deus me livre deste tumulto todo!
Acho até que vou relançar a minha campanha Pró Natal de 4 em 4 anos.
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