Será que é simples assim? Tomara que seja. Se não for, vou precisar de alguma autorização específica pra isso... e não medirei esforços para tal.
Eu entendi que não ter um gerador é mesmo um problema na minha vida, dia desses, quando cheguei na minha casinha após um dia - muito mais que - exaustivo no trabalho. Até chegar em casa, eu tava tão, mas tão cansada, que em todo o caminho fiz planos para quando estivesse feliz, dentro dela. Sim, planos. Como todo mundo faz. Diferentes, porque foram planos traçados durante uma hora e alguns minutos de um cansaço extremo. Era como eu estava.
Nunca nem faço isso. Primeiro porque demanda um período de tempo dedicado somente ao ato de pensar e isso não é, nem de longe, alguma coisa que eu faça regularmente. Depois porque se eu to fazendo planos, é pro fim de semana, pra semana que vem, pra daqui a dois meses... sei lá.
Pois é. Neste dia, eu fiz todo o trajeto até minha casinha pensando no que faria quando estivesse no aconchego do meu lar. Ponderei tudo, até o fato de que estaria sozinha (sim, meus pais ainda estavam viajando praquela maldita Fortaleza).
Eu ia chegar em casa, tomar aquele banho. Aquele que relaxa, que deixa todo mundo querendo um leite quente e uma cama (ou um chá ou, no meu caso, a lazanha congelada que eu, logo depois, também planejei assar no microondas). Sabe a qual banho estou me referindo, não é? E é este mesmo.
Depois do banho, a lazanha assada à qual me referi. Enquanto ela assasse, poria as roupas sujas na máquina pra lavar. Sim, com mamãe viajando, tudo ficou por minha conta.
De manhã, o copo e o prato que eu sujei no café da manhã tinham ficado na pia. Precisava lavá-los também.
Com a lazanha assada, ia sentar e comer assistindo ao filme "Pulp Fiction - Tempo de Violência", um DVD que eu comprei faz meses e nunca mais consegui assistir.
Até pra depois do filme regado a lazanha eu tinha feito planos: ligar o computador do quar colocar em dia uns textos do jornal, dar uma olhada nos e-mails e passar pelo Twitter e aqui, pelo brog. É, eu sempre faço isso na internet, até porque jornal, revista ou qualquer outra página de cunho científico, leio pela manhã, logo que chego ao trabalho. Toda essa segunda parte, que to especificando pra depois de ter comido a lazanha e assistido Uma Thurma em Tempo de Violência, seria ao som de Maria Gadu ou Semeando, um grupo de música gospel que fez sucesso nos anos 1990 e cujas músicas consegui baixar recentemente.
Dormiria, claro, ouvindo música, como sempre. E com a televisão ligada (sempre fica ligada, até depois daquele prévia do sono que a gente tem... só depois eu desligo. É a necessidade de barulho... rs).
Ótimos. Planos perfeitos. Perfeitos até demais. Demais pra mim, por certo entendeu assim Deus.
O ônibus entrou na avenida Sávio Gama e eu, muito mais rápido que depressa, como diria a Mônica, percebi que havia algo errado. Era um breu total. Inacreditável.
Pensei: "Ah, até ali, só. Lá do lado que eu moro vai ter energia sim. Vai". Era mais um pensamento pra me convencer, do que um pensamento no qual eu acreditasse de verdade.
O que houve então? Na altura da entrada da minha rua, continuava tudo escuro. "Não, lá no final vai ter energia. Vai sim".
Urrum....
Tinha na sua casa? Na minha não.
Resultado? Banho frio. Ódio. Silêncio. Biscoito com queijo. Ódio por causa do silêncio. Jornal Nacional pelo celular (nunca pensei que fosse realmente usar a televisão do celular uma única vez na vida. Juro!), até acabar a bateria (que, por não ter como carregar, eu desligava no break). Depois, silêncio. Mais ódio.
Sem roupa lavada.
Com tanto ódio, tanto silêncio e tantas coisas faltando, deitei de qualquer jeito (o errado, que inclusive me rendeu uma dor inenarrável nas costas no dia seguinte) e dormi logo.
Planos frustrados. Falta de energia. Toda raiva do mundo.
Alguém aí tem dúvida de que este post vai me ajudar a conseguir um gerador?
Um comentário:
Ah, amiga, a parte boa é que vc não foi trabalhar por causa da dor e por conta disso me encontrou no ponto de ônibus. Sim, eu sei que essa foi a melhor hora do seu dia. rsrsrs
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