quarta-feira, abril 27, 2011

O Dia Mundial do Livro

Quero todos. Ou quase todos. Leio, aprendo, devoro.
Compro, peço, imploro. Um, dois, cem, mil!
De Crime e Castigo a Vigiar a Punir, passando por Jorge Amado, Luis Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro.
De Marketing a Jornalismo policial real, não deixando de lado a breguice de Sidney Sheldon e Danielle Stell, nem os devaneios de Saramago ou as viagens de Tom Clancy.
Cada palavra, cada linha, cada página, cada capítulo.
Na estante, só não há espaço pra auto-ajuda ou aqueles escritos pelo Paulo Coelho. Para os outros, sempre sobra um cantinho. E se não sobra, tem a cabeceira da cama, o guarda-roupa que empresta um cantinho e até o armário da cozinha, se não tiver outro lugar.
Na mente, tem sempre espaço pra mais uma história, mais um romance, mais infinitas páginas.
Ler dois livros por semana é pouco, eu sei, mas falta tempo pra ler mais, pra transformar este número em três, cinco, sete, onze.
Lugar pra ler? Qualquer um. Todos. A cama, o sofá, o ônibus, o trem. A cozinha, a copa. Com a TV ligada, ou não. Nem faz diferença mesmo.
O assunto? Das abordagens antiblíblicas de Dan Brown em Código Da Vinci e conspiradoras de Anjos e Demônios até as loucuras eletrônicas de Fortaleza Digital.
Das piadas de Marian Keys em seus divertidíssimos Melancia, Férias e Um Best Seller pra chamar de meu aos sinônimos risíveis do dicionário de gírias ou dos estudos psicológicos dos personagens infantis.
Das tristezas que trazem lágrimas aos olhos de Falcões do Tráfico à realidade nua e crua de Abusado e Rota 66, ambos de Caco Barcelos, e A Irmandade do Crime, de Carlos Amorim.
As hipocrisias de Diogo Mainard em todos os seus, mais ainda no engraçado Lula é a minha anta. Cada tiro, cada arma, cada morte dos 50 casos que marcaram a polícia brasileira.
Escândalos como o do secretário Eduardo Jorge e suas bicicletas e a trajetória política de Fernando Collor de Mello, sob diferentes ângulos da imprensa, em Notícias do Planalto, do admirado Mário Sérgio Conti.
Polícia, política, economia, negócios, comunicação, marketing, romances. Tudo é bem vindo, desde que não tenha sido concebido para "me ajudar".
Todos. Quero todos. Todos os dias. A qualquer momento.
Preciso deixá-los de lado um pouco. Para trabalhar, para comer, para dormir, para viver.
Mas pra que comer, se ler é mais divertido e dá mais prazer? Como dormir, se as viagens proporcionadas pos histórias reais ou fictícias são muito mais interessantes que uma noite de sono? Como trabalhar sem o conhecimentos que eles proporcionam?
Como viver sem eles?
Um dia do ano para homenagear o melhor de todos os passatempos, a maior de todas as paixões, a fonte de toda e qualquer informação é muito pouco. Aliás, é nada. Apenas um 18 de abril é nada mesmo.
Deveríamos homenagear o livro todos os dias. Mais que isso: em todo momento.
Ensinando aos que não conhecem esta satisfação, apresentando-lhes que há uma fonte interminável de conhecimento, de diversão, de opiniões adversas, de risadas, de amigos, de imaginação. De vida.
Pra mim, ele é o melhor de todos. O livro é o melhor que há. É a ele que me rendo antes de dormir ou sem dormir. É a ele que recorro quando é necessário um desligamento do mundo. Ou quando preciso estar ligada aos acontecimentos.
Respostas? Estão ali. Diversão, também.
Vale a pena. Cada letra, cada palavra, cada página, cada história. Cada abrir e fechar de livro.

4 comentários:

Giovana Damaceno disse...

Ah, meu Deus! Tenho conseguido ler apenas unzinho por mês e olhe lá. E concordo com você: autoajuda e Paulo Coelho, nem pensar!

Juliana disse...

Quero todos, também. Os meus e os seus, como vc mesma me disse uma vez.
Beijos

Mariana disse...

Como eu queria amar tanto assim! Amo mesmo é blog... rs.

Tatiana disse...

#adoro! Parabéns pelo texto... pela mensagem... pela ideia! Você é formidável!