sexta-feira, março 20, 2009

Pantera Cor de Rosa II

Pra começo de conversa, bem feito pra mim. Eu sei que não gosto (aliás, mais do que isso: eu ODEIO) filmes de comédia. Dificilmente alguém me convence a ir ao cinema ver um ou encarar um, em casa mesmo.
Esta semana eu tava olhando a programação do cinema e, como todos os outros eu já tinha assistido, pensei: "Ah, Pantera Cor de Rosa não deve ser tão ruim assim". Resultado? Me lasquei!
A história se passa em Roma e Paris e é continuação do primeiro, lançado em 2006. Novamente, Steve Martin vem no papel do desastrado (aliás, nunca vejo graça nesses desastrados... acho que pelo fato de que sempre me identifico com eles) detetive francês, Jacques Clouseau. Ele entra em ação depois que quatro tesouros são roubados. Um em cada parte do mundo. Na França, o produto do roubo é o lendário diamante Pantera Cor de Rosa, recuperado na primeira história.
O detetive entra na investigação porque o chefão lá é obrigado a colocá-lo. Junto com ele, também trabalha nas investigações a "Equipe dos Sonhos", interpretada por três caras, entre eles Andy Garcia (gosto desse cara).

No final, depois de muitas peripécias, o personagem de Martin descobre quem roubou o diamante e, com a ajuda de Emily, a secretária pela qual ele nutre uma paixonite, consegue prender o ladrão.
Tudo muito previsível, claro, como o é o cinema. Mas este nem é dos males o maior. O problema são as piadas. Não têm a menor graça. Nem Steve Martin conseguiu fazer do personagem um cara engraçado.
O filme se prendeu a clichês antigos e, sinceramente, o trailler me fez criar uma expectativa muito melhor.
Os personagens são insossos. Assim como todo o resto.
Um papa sem carisma, uma vilãzinha de nada, bonita, mas com pouco talento para a comédia e poderia ter permanecido em Bollywood. Pelo menos por enquanto...
Um inspetor chefe com cara de bobo (claro, se não tivesse, estaria fazendo o remake do Poderoso Chefão).
O humor é preconceituoso. O roteiro é medíocre.
Em tudo isso, fotografia salva. Claro... entre Roma e Paris, se não fosse boa, a gente botava os produtores pra correr.
A Pantera Cor de Rosa II não vale a pena. Por nada. Mas por nada mesmo. Quem viu, se lascou como eu. Quem não viu, não veja. Melhor ficar com a impressão que o trailler causa. Muito melhor, aliás.
A parte boa foi a companhia: eu tava com o Devan. O resto do cinema se lascou 100%!
Ah, e eu continuo odiando comédia...

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