Todos os lugares do mundo, tem um lugar pior.
Frase esquisita... falar de lugar em lugar. É, eu sou dessas, mas explico também.
Uma festa. Seja lá onde for. Pode ser o melhor clube (e afins, claro) que você já viu.... lá, tem um lugar pior. Nesta festa. Pode ser estar exatamente à frente das caixas de som que estão fazendo um barulho ensurdecedor e impedindo que você pense, converse ou faça qualquer outra coisa (que não ouvir a música). Pode ser também na porta do banheiro, local que fica ainda pior se na festa estiver rolando muuuuiita cerveja... vai ser um tal de gente passando atrás, do lado... dá pra imaginar? E pode ser também perto de uma pessoa bem chata. Se bem que uma pessoa bem chata faz qualquer lugar do mundo ser o pior. Com uma pessoa chata, lugar nenhum é bom.
Na praia. Na minha opinião, o pior lugar da praia, dentro d'água, é onde as ondas quebram. Fora d'água, o pior lugar é perto de alguém jogando frescobol. Esse devia ser seu pior lugar também, se no caso dessa sua praia, neste dia, eu estiver jogando frescobol.... sim, eu tenho testemunhas do quase infantidício que eu cometi tempo desses em Arraial do Cabo....
No meu trabalho, o pior lugar é fora da minha sala. Depois que instalaram o ar condicionado, ela virou o céu... o melhor lugar de todos.
No restaurante que eu frequento, o pior lugar é a mesa que eu sento.... a comida ta sempre ruim.
No carro, o pior lugar depende. Do motorista. Se for o Devan ou o Dôgras, o pior lugar é exatamente atrás do banco do motorista. Se não forem eles, talvez o pior lugar seja o porta-malas. Sim, lá também é um lugar.
Num hotel, o pior lugar só pode ser aquele quarto onde eu dormi em São Lourenço no carnaval... Não o hotel todo, só porque a Aline elogiou a piscina. Ta bom...
No Rio, o pior lugar é longe da praia. Em São Paulo, longe dos museus.
No cinema o pior lugár é atrás de um cabeçudo.
Deu pra entender agora a que eu estava me referindo na primeira linha deste post?
Eu me inspirei para falar sobre isso na madrugada de hoje, enquanto dormia na minha cama, com meus dois travesseiros que uso em rituais a noite inteira e na minha cama.
Por volta das 2 horas da manhã eu descobri que o pior lugar da minha casinha é o meu quarto. Não... lá não é quente. A temperatura definitivamente não é o problema num verão como este que ta fazendo todo mundo sofrer.
O pior lugar da minha casinha é o meu quarto porque ele fica a exatos 3 metros da mesa do telefone. Sim. A qualquer hora do dia, se o telefone toca, só quem escuta sou eu. Se estiver em casa, obviamente. Minha mãe pode estar na copa, que dista pouco mais de 4 metros da mesma mesinha, e eu compenetrada em algum texto no quarto - se bem que neste caso ela sempre confessa que ouviu, mas não atendeu porque a ligação, com certeza seria pra mim. Mentirosa...
Bem, mas voltando ao pior lugar da casa.
Eu tava dormindo minutos antes. Sei lá antes de que horas, só sei que era por volta das 2 da manhã. Muito bem. Dormindo nos braços de Morpheu.
O telefone tocou. Acordei. Ah, deixa tocar. Nada pode ser urgente às 2 da manhã. Pelo menos não pra mim.
Alguns toques depois, parou. Ufa! Permaneci de olhos fechados e por um milésimo de segundo meu cérebro não conseguiu se desligar. Começou a tocar novamente.
"Ah, não é possível. Não vou atender. Minha mãe, se interessar, que venha....". Ops! Minha mãe não escuta o toque do telefone, o quarto dela é em Ghost (do outro lado da vida, pra quem não conheceu o Jorjão é mau, meu amigo polícia que mora lá em Ghost, um lugarejo distantão de Brasília. O mais distante, com toda a certeza).
Eu pensei nisso tudo, lembrei do Jorge e o telefone parou. Graças a Deus. Agora sim, ninguém iria arriscar ligar a terceira vez, às 2 da manhã, para uma casa de família normal (ou quase). Se ainda fosse um telefone celular (com bina, de preferência, pra ser atendido só se fosse entendido como urgente).
Ah
Ah
Ah
Sim, um ah, ah, ah, irônico e com o intervalo que um novo parágrafo denota. Engano meu.
Num piscar de olhos, começou a tocar de novo.
"Droga! Nunca mais vai parar de tocar? Tomara que alguém tenha morrido!", juro que pensei exatamente isso.
Levantei e, como faço todas as vezes que acordo de madrugada, no quarto escuro, saí pelo lado errado da cama. Como assim o lado errado? É, a minha cama tem, sim, um lado errado. Resultado: Bati o dedinho do pé esquerdo na rodinha da cadeira azul que fica na escrivaninha do computador e esbarrei sem querer (dããã) no ventilador e ele caiu (foi só um esbarrinho... ele é que é mole mesmo). Parei.
Ta muito grande este post... continua.
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