quarta-feira, outubro 20, 2010

Tropa de Elite 2

Para tudo. Tropa de Elite 2 é, na minha modesta opinião, o melhor filme policial já produzido no Brasil. Quem viu, pode discordar de mim, não me importo...
Roberto Nascimento está de volta. Agora, é Tenente Coronel, está separado da mulher e tem um filho que pergunta a ele sempre porque é que ele mata. A profissão do pai o afasta do menino. Neste segundo, ele continua no Bope e lidera o batalhão.



Na rua está o Capitão Matias do André Ramiro, que não é mais o aspira ingênuo do primeiro filme.
Nos primeiros minutos, Bangu 1 é tomado e só os homens da a Tropa de Elite da PM podem resolver a situação. Mantendo sua posição de que bandido bom é bandido morto, Nascimento quer mais é que eles acabem uns com os outros lá dentro. Só que Fraga, vivido por Iradhir Santos, um ativista dos Direitos Humanos, chega ao presídio junto com a PM, para impedir que haja mortes de presos. Ele é crítico pessoal do Coronel Nascimento e, pra completar, está casado com a ex-mulher dele.


Na rebelião, Matias desrespeita a ordem de Nascimento, invade e mata o vagabundo que estava liderando o motim. O coronel assume a responsabilidade e termina expulso da PM.
O que ocorre porém, é que, como ele mesmo diz, não ‘cai pra baixo, cai pra cima’, e é nomeado subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública.

No cargo, ele ordena ações que praticamente acabam com o tráfico nas favelas. São cenas eletrizantes, que nos deixam sem respiração, esperando o fim dos tiros.

E isso é apenas o começo. Na secretaria, Nascimento acompanha o surgimento das milícias, grupos armados, formados por policiais civis, militares e bombeiros, que ‘vendem’ serviços aos moradores de favela (tv a cabo, transporte, botijão de gás...), a nova modalidade criminosa vista por muitos especialistas em Segurança Pública como o mais novo problema do estado do Rio, que vai superar o tráfico de drogas em nível de periculosidade.
Dentro disso, tem morte de repórter, deputado que apresenta programa de TV pedindo ação ao governo, mas envolvido com as milícias, oficial da PM liderando estes grupos armados, assassinatos dentro da própria corporação (eu queria o Matias vivo!) e mais um monte de outras arbitrariedades. Tanta sujeira que o Nascimento, depois de ter o filho ferido num atentado, dá uma surra no governador e depõe a CPI das Milícias, contando tudo o que sabe.
Durante o filme, eu consegui encontrar semelhanças com a vida real e isso não é mera coincidência, já que a história é baseada nos relatos que constam do livro. Identifiquei personagens da política, da polícia e do governo, que atuaram durante alguns dos fatos citados.
Tropa de Elite 2 vale a pena. Por tudo. Se fosse só o carisma e a impecável atuação do Wagner Moura, já valeria. Mas aí vem André Mattos, que vive o Fortunato, apresentador de um programa de TV que beira o ridículo, Sandro Rocha que deu vida a Russo, o major da PM criador da primeira milícia e ainda o velho Fábio, interpretado por Millhen Cortaz, dono de algumas frases que com certeza vão cair na boca do povo, como o inesquecível “pede pra sair”, do Capitão Nascimento.

Tropa de Elite vale muito a pena. E dizer isso é pouco. Roteiro muito bem escrito, dramaticidade e humor na media certa. Fotografia e trilha sonora de tirar o chapéu. Atores excelentes. Tudo.
Pra mim, valeu muito mais porque vi com o Devan. E um pouco menos, pelos quarenta minutos de fila.

3 comentários:

Iran Maia disse...

Amei seu blog.
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Iran Maia

Angelo disse...

O filme é tuuudooo de bom!

Anamaria disse...

Eu não queria, mas agora quero! Depois dessa sua crítica, so indo ver pra tiar a prova.