quarta-feira, outubro 27, 2010

Eleições, de novo.

Já ta chegando de novo. Domingo é dia de segundo turno em todo o Brasil. E todo mundo já sabe e ta cansado de ouvir isso cinco vezes por minuto nos intervalos das emissoras abertas de televisão.
Obviamente todos estão tão cansados quanto eu. Ou mais, em alguns casos, com toda a certeza.
Domingo é dia de (re) escolher alguém que vai representar o país pelos próximos quatro anos, colher os louros dos últimos 16 anos (os últimos quatro mandatos) de investimentos feitos para o crescimento econômico do país.
Eu não estou aqui pra falar bem de ninguém. Por alguns motivos claros: não sou simpática nem a um nem a outra; não sou militante de nenhum partido político; não voto aqui, mas meu voto não seria de nenhum dos dois candidatos que estão disputando a vaga. Esses são os principais motivos.
Este post é só pra enumerar uns pontos que tenho percebido com olhos de eleitora que sou, embora atualmente só tenho sido obrigada a justificar minha ausência no Distrito Federal.
O primeiro ponto é sobre as brigas que ambas as campanhas vêm travando entre si. Os assuntos são os mesmos de todas as campanhas: privatização, segurança, saúde, saneamento básico, energia elétrica. E nem as pautas mudam, o que significa que as discussões não servem pra mais nada além de deixar debates transmitidos pelas televisões, um pouco mais, na minha opinião, entediantes. Sim, entediantes, porque os opositores se questionam, não respondem a esses questionamentos e as brigas acabam tão logo as propagandas deixam de ser veiculadas.
Outra coisa que anda tomando conta das conversas é a citação de nomes de envolvidos em corrupção, desvio de verba, crimes de colarinho branco e mais um monte de outras mazelas. Porque fulano é apoiado pelo Collor; outro é amigo pessoal do Paulo Preto; e um é denunciado porque vazou o resultado de uma licitação antes dela acontecer; outro escolheu como sucessor alguém que agora responde por tráfico de influência; um que abandonou um cargo público para concorrer a outro; outro que, anos atrás, foi assaltante de banco.
Pior ainda que isso tudo é uma bolinha de papel, que existiu, mas perdeu o valor depois que um estrangeiro produziu um VT de 7 minutos, descrevendo trajetórias e entrevistando peritos, pra mostrar que tinha havido de fato. Não uma bolinha de papel, mas algum outro objeto desconhecido.
Junto com isso vem, nesta época de segundo turno, vinte minutos de horário político na TV, cheios de ódio e acusações, direitos de respostas e afins. Temos nossa programação preferida (ou nem tanto) interrompida, pra acompanhar brigas e trocas de acusações que, na prática, não poderia haver. E não poderia haver, não porque não precisaríamos ter acesso a isso ou porque isso significa perder o precioso (por isso tão caro) tempo da propaganda. Não poderia haver porque como candidatos ao cargo público de mais alto escalão de um país democrático, ninguém poderia ter em sua vida pregressa tanta coisa a ser apontada.
E, na minha opinião, é ainda pior ver as pessoas trazendo tudo isso para a vida, para o dia a dia. São jornalistas pedindo discursos imparciais, como isso fosse possível, amigos que nos procuram para ‘acusar’ a classe jornalística de, em 2010, estar fazendo um trabalho muito mais parcial, pessoas comuns perguntando sobre seu voto e ‘reprovando’ a resposta, outros tentando convencer outras pessoas a vestirem outra camisa...
Sério! É difícil agüentar tanta demagogia. Tanto discurso vazio. Tantos profissionais envolvidos em vender mentiras.
E, como sempre digo por aqui, gosto de Política e me interesso pelo assunto. O problema é que isso que andam fazendo por aí...

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