quinta-feira, abril 21, 2011

Eu e meus ferros

Já faz sete meses que eles estão aqui. Presentes. Fazendo eu me lembrar todos os dias que ainda faltam outros vários meses até que eu possa me livrar deles. Aliás, me fazendo lembrar não... não me deixando esquecer.
Especialmente hoje, eles fizeram questão de me incomodar tanto, que eu precisei parar a esta hora da noite pra desabafar. Sim, porque se não dá pra dormir, pra beijar, pra comer e pra falar (muito), só me sobra desabafar escrevendo. Pra isso, aliás, eu tenho o brog. E graças a Deus eu o tenho. Seria muito mais difícil desabafar por escrito, não fosse essa página, na qual eu sempre escrevo qualquer coisa, o que me vem à cabeça...
Do lado esquerdo então... nem consigo encostar. Dói só quando eu penso.
E ta assim desde ontem.
É, gente... os ferros que estão apertando mostramente meus dentes. Há sete meses e ainda vão ficar outros muitos aqui, marcando presença.
Hoje eles estão me deixando desolada. Não dá pra comer nem o doce de amendoim que eu mesma fiz, não dá pra beijar o Dê, não dá nem pra falar direito! Só consigo beber. De manhã, iogurte. Três horas depois, vitamina, na hora do almoço, chá. À tarde, iogurte de novo. Agora à noite, pra variar, eu ia tomar alguma coisa forte. Procurei, procurei, procurei. Como não tomo nada que contenha álcool, acabei produzindo uma vitamina de beterraba.
E graças a Deus o dia terminou. Coincidentemente, o Dia de Tiradentes!

Um comentário:

Giovana Damaceno disse...

Há pessoas que conseguem se acostumar a isso. Eu confesso que nunca fui capaz. Sofri quatro anos com os tais ferros. Eles me machucavam permanentemente. Vivia com as bochechas internas cheias de buraquinhos, que nunca fechavam. Haja Omcilon Orabase pra suportar.