quarta-feira, agosto 24, 2011

Ela ta comigo

Não, não é a preguiça. Poderia ser, mas não é.
Hoje quem ta comigo é a Laura. Minha eterna parceira nos dias de TPM.
E olha que ela começou a me perturbar logo cedo, nas primeiras horas do dia, com o pedreiro que ta fazendo uma obra ao lado da minha casa. Aliás, bom seria se fosse do lado da minha casa, a impressão que eu tive hoje (estranho como a obra ta em andamento há dias e só hoje eu a percebi tão claramente) foi de que a obra era dentro do meu quarto. Mais precisamente, ao lado da minha cabeça (que - juro! - às 6 da manhã ainda tava grudada no travesseiro).
E como a Laura toma a minha mente e faz coisas com as quais eu não concordo, saí de casa (na primeira pessoa do singular porque, afinal de contas, o corpo é meu) e, em vez de descer a rua para ir para o trabalho, fui até a obra. "Senhor... por favor!"... era eu dizendo. Ou a Laura... nunca separo bem nós duas, afinal, somos praticamente uma.
"Pois não, moça", disse o cara que tinha chegado na obra ontem.
"O senhor não tem como começar a bater prato depois das 6? É porque ontem eu cheguei em casa muito tarde e ainda estava dormindo quando o senhor começou essa barulheira de vergalhão aí. Até consegui contar quantas vigas o senhor amarrou!", é, essa era eu.
"Ah, moça, desculpa. Bom dia. Meu nome é André. Sabe o que acontece? É que eu tenho um filho especial e preciso me ausentar do serviço na hora do almoço para levar a refeição dele e sempre saio mais cedo, pra pegar ele na escola", ele estava claramente me pedindo desculpas, mas me dando um tapa na cara.
"Claro, eu entendo. Er... desculpa... é que...". A Laura sempre sai de mim nas horas de explicar as grosserias que ela faz.... vagabunda! "Na verdade, eu sempre estou de pé quando o senhor começa a trabalhar, só hoje que ainda não tinha me levantado. Mas não tem problema, fique à vontade e me desculpe. Eu não sabia...".
"Tudo bem", ele me interrompeu (graças a Deus). "Vou ser mais cuidadoso da próxima vez".
Saco! A Laura tinha sido grossa com um homem trabalhador, que chega mais cedo no trabalho (árduo) de servente de pedreiro, com uma justificativa tão aceitável e, na hora de pedir desculpas, simplesmente me deixa na mão, com cara de tacho. Safada! Da próxima vez eu dou na cara dela (é, não sei como... mas que vou tentar, vou).
E nem demorou muito pra ela atacar de novo. Só que desta vez, eu controlei, firmei o pensamento e ela não teve sucesso. Em vez de dizer: "O senhor é lerdo mesmo. Este ônibus está 6 minutos atrasado", eu disse: "Bom dia" ao motorista do ônibus.
O dia está sendo tão difícil que quero que ele termine logo. Com o spinning ou o que quer que seja! Qualquer coisa pra eu me livrar daquela palhaça, mesmo que por alguns minutos.

2 comentários:

Giovana Damaceno disse...

Você não conhece a Juma. Nem queira. Nem sonhe.

JULIANA disse...

Laura? Juma? Ainda bem que to longe dessa mulherada! kkkkkk beijo, adorei o texto.