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sexta-feira, novembro 14, 2014

Absurdo? Não, nenhum.

Pra muitos, pode parecer absurdo. O título do texto a seguir pode, por si só, assustar e, exatamente por isso, o texto precisa ser lido. Cada palavra engolida e entendida. Cada frase dissecada. Cada sentido plenamente absorvido.
Por tamanha necessidade de reconhecimento e pela importância do que traz, compartilho a opinião do meu querido amigo Napoleão, Oficial da Polícia Militar do Distrito Federal. Faço minhas as suas palavras.



PARABÉNS AOS POLICIAIS QUE MATARAM 2212 PESSOAS EM CONFRONTO!

No intuito de elevarmos o espirito para o estado de reflexão sobre a divulgação das estatísticas do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e entender porque se parabeniza a todos os policiais pela morte dessas pessoas em confronto (ora tão criticado por Direitos Humanos, OAB e Imprensa), alimento a reflexão lembrando que no Brasil, tivemos somente no ano de 2012 , mais de 47.000 casos de homicídios dolosos contra a vida, ou seja, em um ano, pessoas que NÃO SÃO policiais, mataram INTENCIONALMENTE mais de 47 mil vidas e ainda dentro dessa estatística ressalto que só de assalto seguido de morte foram quase 2.000 pessoas inocentes, pais de família, filhos, irmãos e amigos mortos somente para terem seus celulares, seus carros, roupas ou dinheiro roubados. 
Vamos lá, essa é fácil de responder, num pais com quase 50 mil mortes (traduza por 50 mil homicidas pelas ruas) por ano, num país onde a justiça (inoperante) condena apenas 3% dos criminosos, nesse mesmo país onde não se investe em segurança, nesse mesmo estado chamado Brasil em que os presídios não suportam os poucos condenados, num país onde os presos comemoram seus indultos e lotam as rodoviárias com suas liberdades em massa pronto para cometer novos crimes e num país onde o mesmo Anuário apresentou o Brasil como o 7º mais violento do mundo por mortes que não foram da polícia e a POLICIA SÓ MATOU 2.212 pessoas em confronto? 
Incrivelmente é triste a forma como são manipuladas e divulgadas as estatísticas no Brasil, estampado em quase todos os jornais televisivos e impressos do país, as mortes pelas policias brasileira levam tom de tragédia reforçada ainda por sociólogos pseudo especialistas,treinados e especializados, não para dizer a verdade social e sim o que o jornal contratante ou convidante quer que diga.
Portanto, parabéns Policiais Brasileiros, vocês são heróis nacionais, com seus salários baixos, com a imprensa em desfavor, com a justiça contra e que ainda usam suas munições talvez não porque queiram, mas usam pela ineficiência quase total do Estado, da justiça e da nossa fraca legislação que faz com que todas essas falhas recaiam sobre sua decisão de atirar ou não em um curto espaço de tempo e seu retardo no raciocínio de decisão, pode levar a você (policial) pertencer a outra estatística, não tão valorizada que é a de 490 policiais mortos só no ano de 2013, já parou pensou o que são quase 500 corpos de policiais mortos, fardados, um do lado do outro em um ano?
Não ha com fugir, vivemos em um Estado extremamente violento e não há como uma polícia responder tamanha violência com amor e policiamento comunitário. Hipoteticamente, imagine a policia brasileira assumindo todo policiamento na Suíça, haveriam essas mortes? seja sincero e responda para si mesmo, num país de povo temente as leis e educados por natureza, a violência policial seria sufocada naturalmente pela cultura de civilidade daquele povo. 
Não quero "puxar sardinha" para o lado da polícia, mas enquanto acharmos que o problema da violência no Brasil é culpa das policias, o povo pagará um preço caro por isso, e na minha humilde opinião, acredito que se for para defender a sociedade justa e honesta dessa corja de bandidos e criminosos só tenho uma coisa a dizer: Lamento, mas que venham os próximos 2212 vagabundos!




terça-feira, maio 20, 2014

Mulheres ao ataque

Pode parecer estranho, mas Mulheres ao Ataque consegue o que sempre foi impossível no cinema e na vida real: fazer graça e minimamente aceitável a amizade entre três mulheres traídas pelo mesmo homem: a esposa Kate, de Leslie Mann, a namorada bem sucedida do canalha, Carly, vivida pela Cameron Diaz e sua forma invejável e o novo caso do cara, a loira (e quadrada, na minha humilde opinião), Amber, que nem sei quem é.




A união das três contra o nem-tão-bonitão-assim Mark, vivido pelo (pra mim) desconhecido Nikolai Coster-Waldau, é o assunto principal do filme. Como, além de mulherengo, Mark ainda é corrupto e envolve a empresa da qual é sócio em uma rede de mentiras e desvio de dinheiro, a vingança delas acaba sendo previsível. A inteligente e bem sucedida advogada de Cameron fica responsável por bolar o plano e adquirir as provas para derrubar o traidor. Kate e Amber ajudam somente a executar.
Claro que não são risadas absurdas e 100% merecidas. O roteiro é previsível e deixa brechas como os encontros intermináveis e tediosos entre Carly e Kate e o simpaticão irmão de Kate, que fica com Carly (ela até aparece grávida nas últimas cenas).
A fotografia deixa a desejar, com deslizes que deixam, diversas vezes, a imagem fora de foco, fator, pra mim, um tanto grave na construção do filme.
A trilha sonora é manjada, com músicas já cantadas há muito tempo e, algumas delas, meio desencontradas das cenas que sonorizam.
Para muitos críticos, o filme é imaturo, que não merece ser assistido. Pra mim, porém, vale a sessão. Pelas cenas divertidas, pelas tiradas inteligentes da personagem de Cameron Diaz e, claro, pelo fato de ser cinema.
No sábado, pra mim valeu muito mais pelas companhias. A amiga mais antiga Fernanda-Moti e as estreantes Joana, Emilly e Aline. Se não tivesse valido pelo filme, teria valido pela diversão entre meninas.
A parte inaceitável é que não tiramos nem uma foto. Nem uminha sequer!

segunda-feira, outubro 10, 2011

Esse lance de aniversário...

Tão estranho esse lance de aniversário...
Lembro-me perfeitamente de contar cada minuto para chegar o dia. Era o mais esperado do ano. Depois dele, o Dia das Crianças e, em seguida, o Natal. Não pela ordem cronológica, mas pela importância de cada um deles pra mim, mesmo.
Agora as coisas são tão diferentes... e eu não consigo entender porquê!
Por que fazer aniversário era tão gostoso? Não, não precisava ter festa, bastava ser "o" dia.
Era o mais lindo, o mais perfeito de todos os outros do ano.
Não consigo me lembrar se tinha algo a ver com os presentes, mas acredito que não, porque tenho certeza de que nem sempre a data vinha com presentes.
Então, o que seria? E por que mudou?
Gostava mais daqueles aniversários aguardados ansiosamente. Eram mais divertidos, porque chegavam em meio a muita expectativa...
Hoje, o dia chega, eu me divirto, recebo telefonemas que eu adoro, recados que fazem me sentir uma pessoa importante e lembrada e presentes. E o dia passa. Mas de um jeito diferente.
Acabou aquele frio na barriga.... coisa mais estranha, meu Deus.
Este ano o meu aniversário foi, de novo, muito especial. Festa surpresa em família, amigos lindos, padrinhos amados, presentes que não me deixam esquecer que o casamento está se aproximando, noivo perfeito e aquelas frases do tipo: "ó que é o seu último aniversário solteira, hein!?".
Tudo delicioso, mas sem aquela magia, aquela "coisa" que envolvia o 8 de outubro dos anos anteriores àquele que eu completei alguma idade que eu não me lembro, mas que modificou alguma coisa na minha cabeça.
Ou na minha idade... vai saber!
Será que ter passado dos 30 tem algo a ver com isso? Oh, não... tava jurando que essa crise tinha passado!

quinta-feira, julho 28, 2011

Manias...

Todo mundo tem manias. E nem adianta fazer cara de "comigo iso não acontece", que não é verdade. Muitas vezes, a mania é tão mania, que a gente nem percebe que é mania. Acha que é costume, rotina, nada demais. O caso é que mania é mania e não tem pra onde fugir. Nem como negar. Ela existe na sua vida e pronto. Aliás, já ouvi dizer que quanto mais velhos ficamos, mais cheios de manias... como estou vivendo uma crise existencial desde a chegada dos meus 30 anos e vejo a cada dia a necessidade mais latente de consultar um geriatra, dá pra imaginar o quão cheia de manias eu sou.
Confesso, porém, que o que poderia ser simples manias andam me preocupando muito ultimamente. To achando que algumas coisas que eu faço com muita regularidade ultrapassaram os limites que "mania" impõe e estão virando - ou em alguns casos já viraram - uma doença.
É... é sério. Faço muitas vezes a mesma coisa. Isso acontece o tempo todo.
Em casa, no trabalho, no ônibus, no trânsito, lendo, ouvindo música, tomando banho, conversando e até dormindo.
São coisas simples que me deixam incomodada se não consigo mudar. O vidro de shampoo que tem que ficar à esquerda do de condicionador. O creme antirrugas que tem que ficar dentro do armário do banheiro, logo abaixo do tubo de desodorante. Na hora de dormir, a máscara "escurecedora" que uso nos olhos. Durmo com ela e, no mesmo horário, acordo para retirá-la, porque, a esta altura, a casa já está na mais absoluta escuridão e a máscara é, então, desnecessária.
Não suporto e-mails não lidos. Se não puder lê-los agora, eu marco como lido. Pelo menos não vou ficar vendo na aba da caixa de entrada os parênteses indicando que há 1 e-mail não lido. Coisa doida, gente...
No FB, a mesma coisa. Tem uma atualização pra mim, mas to escrevendo um texto importante e não posso ver. Sim, mas posso dar uma paradinha e clicar lá no ícone da atualização e pronto! Ela some. Continua lá, mas não vejo.
No Twitter, nem tanto, porque ele não permanece o tempo todo aberto.
Em casa, pratos e copos na pia, para serem lavados, não. Coisa mais absurda!
No celular, depois de um certo número de ligações feitas e recebidas... apagar tudo! Mensagens enviadas também. As recebidas, nem tanto. Algumas eu "permito" ficarem por algum tempo.
Será que eu to muito velha e isso ta me fazendo ter tantas manias ou essas manias - ou pelo menos atitudes parecidas - todo mundo tem?
Preciso mesmo consultar um geriatra. Sé ele poderá me dar um diagnóstico preciso. Não há saída.
Neste momento, até há. Ir embora do trabalho, porque já são quase 5 da tarde. E sair depois das 5, em dia de manicura, é algo inconcebível!

quinta-feira, outubro 14, 2010

Finalmente...

Eu andei sumida. E como andei!
Tenho justificativas, porém.
Depois das férias, com feriado prolongado, aniversário e, pra completar o pacote, meu modem não funcionou nem a custo de reza brava. É, eu bem que tentei.
São poucos acontecimentos pra jutificar tantos dias de ausência, mas dá pra explicar o sumiço, vai...
A parte boa é que minha casa ficou cheia de amigos na sexta e no sábado... gente linda que foi me abraçar, me beijar, me dar presentes e comer torta de coco e salgadinhos. Sim, porque eu não poderia deixar passar sem umas comidinhas, não é?
Adorei ver Gigi, Thais, Adriana, Max, Marcelo e Ju, Júnior, Carol... queria até fazer outro aniversário. Sem aumento de idade, óbvio. Até porque posso precisar de tudo nessa vida, menos de ter um ano a mais.
Já sofro o suficiente tendo nascido no século passado... fazer mais aniversários só pra rever amigos sumidos e ainda ganhar mais idade... to fora! Com razão, tenho certeza.
Como as coisas voltaram ao normal, as atualizações serão feitas. Prometo! Tem muita coisa pra compartilhar...

segunda-feira, maio 17, 2010

Pelos anos

Gente à toa é uma desgraça mesmo....
Na semana passada eu tava sem fazer nada, sem ânimo pra escrever, sem vontade de dormir, sem saco pra filme ou televisão, sem paciência pra telefone, sem sono... daí arranjei alguma coisa pra fazer. Fiz uma versão de mim mesma para cada época, desde 1950...
O tempo passou mais depressa e eu me diverti pra caramba!
A única dor foi pensar que daqui a pouco eu faço 40, 50... e até o presente vai ser passado... ai, ai.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Nova mania

Todo mundo é cheio de mania.
Sim. Cada um tem várias.
Há quem diga que, conforme vamos envelhecendo, outras novas manias vão se achegando ao nosso DNA. E disso eu entendo bem. É. To envelhecendo rapidamente, lembram-se os meus três leitores? Sempre falo sobre isso... muito mais há vários dias, especialmente depois que experimentei a sensação dos 30 e consulto um Geriatra de 20 em 20 dias (para o caso de aparecer alguma doença decorrente da avançada idade neste período. Precisarei de tempo para tratar-me).
Há tantas manias diferentes, que nem sei quais são as minhas mais comuns. Aquelas que eu tenho todos os dias.
Tem umas das quais eu não me esqueço. Nem poderia, porque elas são de todos os dias.
Ou todas as noites, como quando eu me deito pra dormir com dois travesseiros. Fico com eles naquele primeiro sono, e depois, antes de pegar no sono, tiro o de cima e fico só com o de baixo. Mania mesmo...
Quando eu acordo, tomo um copo d'água. E não tem a ver com sede. Tem a ver com mania mesmo.
Mantenho o teclado dos meus telefones celulares sempre bloqueado. Pura mania... meus celulares têm flip ou fecham de outra forma.
Não gosto de ter mensagens não lidas na minha caixa de e-mail. Recebo cerca de 200 e-mails por dia. Apago os que não me interessam, sem nem abrir e, os outros, se não tenho tempo de ler, seleciono e marco como lidos. Sim, pra não ficarem em negrito, me avisando que eu ainda não os li.
Preciso deixar pelo menos uma mensagem por dia no Twitter. Isso sim, é pura mania. É, porque a maioria dos meus seguidores nem fica tããão on line assim, pra "me ler".
Quando chego no trabalho, de manhã, ligo o notebook e abro todos os sites que me interessam na mesma janela: um provedor de e-mail, o blog, quatro jornais diários, uma revista, o site da prefeitura, dois sites da cidade de Quatis... não raramente tudo trava. Mania que eu poderia abrir mão.... mas não dou conta.
Todo um Nestea todos os dias de manhã. Mania que poderia trocar por um Toddynho.
Posso não usar uma caneta durante todo o dia, mas na minha latinha lindamente colorida de canetas da minha mesa, tem que ter pelo menos várias. Eu me sinto segura se elas estão ali. Coisa de gente com mais de 30.
Durmo com meus celulares ao lado da cama, mesmo que eles estejam desligados.
Não desligo o aparelho da parabólica nem da TV por assinatura no meu quarto. Eles ficam constantemente ligados. Pura mania que, se eu mudasse, certamente economizaria energia.
Antes de tomar banho, sigo praticamente um ritual com cremes, esfoliantes e tudo o mais que é necessário a uma pessoa com mais de 30. E nem acho que seja puramente mania. Acho que é necessidade.
Tenho manias das quais nem me lembro. Falo bom dia pra todo mundo que vejo logo cedo, boa tarde pras pessoas que vejo à tarde. Mas não dou boa noite pra ninguém, porque discordo do fato de que, em português, não há um boa noite para quando a gente vê a pessoa e outro boa noite pra quando a gente despede. Isso sim é mania.
Não dou importância às críticas de cinema feitas pelo país afora. Maniazinha feia, essa.
Tenho muitas outras manias. E o pior de tudo é que de uns tempos pra cá, outras manias andam surgindo na minha vida.
Ontem eu descobri que a minha mais nova aquisição para a categoria "manias" é morder a língua. Sim. Morder a língua. Ando fazendo isso com uma frequência inacreditável. Faço praticmamente todos os dias. E, pior que isso, esta mania tem me causado problemas.
Como assim causado problemas? Eu explico. Quando mordo a língua, não mordo devagarzinho. Mordo com força. Com tanta força que, invariavelmente, a língua rasga. É, sem exagero. Ontem eu inventei de comer um pedaço de torrone que eu tinha aqui e... zás! (acho que, se tivesse trilha sonora, o momento do rasgo seria mais ou menos 'zás')... rasgou a língua. Gente... e foi um rasgo considerável. Eu não acreditei.
A frase seguinte foi: "Por que eu sou assim?". Eis aí outras duas manias: Depois da primeira, me perguntar porque eu sou assim.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Será?

Ando falando tanto da minha crise recém-ingressada que a
Genis, lá do
blog da Genis, me disse que tinha este texto, feito pelo - dizem,
mas eu nem acredito nem desacredito - Arnaldo Jabor.

O texto é uma primazia... to tentando acreditar nisso tudo
que disse o autor... quando eu conseguir me dar conta de que somos (sim, porque
não sou só eu que tenho 30 anos no mundo. Graças a Deus, inclusive) isso, aí,
sim, eu saio desse abismo no qual me meti desde que me dei conta de que to
entrando na terceira idade e volto a viver...


Para as mulheres da casa dos 30


Isto é para as mulheres de 30 anos pra cima…
E para todas aquelas que estão entrando nos 30,
e para todas aquelas que estão com medo de entrar nos 30…
E para homens que têm medo de meninas com mais de 30!!!
“A medida que envelheço, e convivo com outras, valorizo mais as mulheres que estão acima dos 30".
Estas são algumas razões do porquê:
- Uma mulher de 30 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: “O que você está pensando?”
Ela não se importa com o que você está pensando, mas se dispõe de coração se você tiver intenção de conversar.
- Se a mulher de 30 não quer assistir ao jogo, ela não fica à sua volta resmungando.
Ela faz alguma coisa que queira fazer. E, geralmente, é alguma coisa bem mais interessante.
- Uma mulher de 30 se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Poucas mulheres de 30 se incomodam com o que você pensa dela ou sobre o que ela está fazendo.
- Mulheres dos 30 são honradas. Elas raramente brigam aos gritos com você durante a ópera ou no meio de um restaurante caro.
É claro que, se você merecer, elas não hesitarão em atirar em você, mas só se ainda sim elas acharem que poderão se safar impunes.
- Uma mulher de 30 tem total confiança em si para apresentar-te para suas melhores amigas.
Uma mulher mais nova com um homem tende a ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela não confia no cara com outra mulher.
E falo por experiência própria. Não se fica com quem não confia, vivendo e aprendendo né???
- Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados para uma mulher de 30. Elas sempre sabem….
- Uma mulher com mais de 30 fica linda usando batom vermelho. O mesmo não ocorre com mulheres mais jovens.
- Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, se você estiver agindo como um!
- Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem, e o resto deixe que ela faça.
- Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 por um “sem” números de razões. Infelizmente, isso não é recíproco.
Para cada mulher de mais de 30, estonteante, inteligente, bem apanhada e sexy, existe um careca, velho, pançudo em calças amarelas bancando o bobo para uma garçonete de 22 anos (...).

domingo, outubro 11, 2009

Festa em Quatis

Eu andava triste com os 30 anos. Aliás, ainda ando... mas isso nem vem ao caso, dado o principal motivo a que venho compartilhar neste post.
Na sexta-feira, pós dia 8 - ou pós o-pior-dia-da-minha-vida, como queira, meus queridos colegas de trabalho me surpreenderam - e bota surpreenderam nisso... - com um almoço de aniversário.
Foi a enganação mais trouxa pela qual alguém já passou na face da terra. Ta bom, que eu não sou muito atenta pra essas coisas, mas eu fui a mais boba deste mundo em não sacar nada.
O que vem ao caso é que as pessoas que eu mais amo neste novo centro do mundo - é, porque agora Quatis é o centro do mundo... eu ando por cá, lembra? - fizeram uma homenagem linda à minha querida pessoa que eu amo tanto.
Foi um almoço, com direito a torta de chocolate de sobremesa. Dá pra imaginar? Um almoço delicioso, com strogonoff que eu adoro e torta de chocolate? Mas de jeito nenhum!!!!
Eu tava sem câmera, afinal de contas, tinha saído da Comunicação pra fazer uma matéria sobre uma - falsa, descobri depois - queda de barreira em alguma das estradas vicinais do município e acabei parando na casa do Gustavo. Mesmo assim, tinha uma câmera lá... e algumas das fotos, posto cá, para os meus três leitores.





Obrigada pelo carinho! Amo vocês... mesmo sendo um amor passageiro (é, gente... eu já tenho 30 anos! Dããã!)

sexta-feira, outubro 09, 2009

O gosto dos 30

Hoje eu acordei cedo. Sim, depois de uma noite mal dormida, despertei completamente por volta das 6 da manhã. É, eu tinha que trabalhar, mas não foi só isso... o que me acordou mesmo - e também não me deixou dormir - foi o peso nas costas, o peso da idade, dos dias, dos anos que passaram e dos poucos que ainda me restam...
O meu primeiro dia de 30 anos teve um gosto amargo. Sim, muito mais que jiló. Ah, para... jiló é fichinha pro gosto amargo que está na minha boca. Eu não bebo e meus três leitores sabem disso, mas acho que sei exatamente o gosto da ressaca. É este gosto que eu tenho na boca enquanto passo pro papel, digo, pro teclado e consequentemente pra tela do computador, a sensação, na boca, dos 30 anos.
Recebi muitos presentes, muitos telefonemas, muitas mensagens, cartas, cartões, lembranças incríveis de gente que está muito longe fisicamente e fez questão de me dizer que lembrou que, ontem, eu completei meus 30. Três dessas mensagens chegaram no meu telefone celular, hoje de madrugada, ou seja, no dia posterior ao dia. E as três mensagens, de remetentes diferentes e com palavras diferentes, queria saber se eu estava sobrevivendo aos 30. É... amigos que acabaram de chegar a este momento tão singular da vida e ou estão prestes a ingressar no mundo dos idosos, fazendo questão de destacar a preocupação que tiveram quanto ao meu estado, à minha saúde, a minha vida - literalmente... rs.
A todos, eu digo que estou sobrevivendo. E a partir de agora, a minha crise não é mais anterior aos 30. A partir de hoje ela passa a ser "durante" os 30. E tudo o que me acontecer, em virtude dela, farei questão de relatar aqui: mudanças, consultas ao geriatra (a primeira será na quarta-feira próxima... deixei passar uns dias, pra não aparecer no consultório com a cara inchada que eu to vendo no espelho... ia ficar estranho...), dores, novos remédios, novos testes em cosméticos, cada vidrinho novo de Renew Ultimate (day or night) e tudo o mais que me sobreviver em consequência a este novo começo da minha vida: o começo do fim.

domingo, outubro 04, 2009

O começo

Agora nem tem mais jeito... ta chegando mesmo o dia de completar 30 anos. Como já falei aqui outras vezes, com a nova idade chegam também as consultas ao geriatra, as dores no corpo e nas juntas, as dores características da idade, a queda na capacidade de audição e visão, o aumento da vagareza no andar e mais um monte de outros sintomas do avanço da idade e da chegada da 3ª.
Ah, mas isso não vem ao caso.
Ao caso vem o fato de que ontem reuni uns amigos em casa, para a primeira comemoração da chegada dos meus 30 anos. Alugns não apareceram e, por isso, eu me referi à comemoração de ocntem como a "primeira". É, porque, se eles não compareceram, precisarei marcar uma outra, para os furões darem o ar da graça e sofrer, quero dizer, comemorar comigo.
Ontem foi ótimo. Gente de todos os cantos, todos que eu amo, gente que andava sumida... adorei!
Agora está oficialmente lançado o começo da chegada dos 30...

domingo, setembro 27, 2009

O segundo presente

Tristeza. Medo. Desespero, talvez.
Estes são os três principais sentimentos que eu tenho neste momento. É assim que to me sentindo neste começo de semana. E eu digo porquê.
Ganhei meu primeiro presente de 30 anos no começo de setembro. Sim, já faz um tempo e acho que o fato de ter sido mais de um mês antes de eu completar 30, fez o fato passar despercebido na minha vida. Quem me deu foi a Aline, minha irmã enfermeira que trabalha em São Paulo.
O presente que abriu a temporada pré-30 não mexeu tanto comigo quanto o segundo presente, que eu ganhei na semana passada.
A Tha, minha amiga que já entrou nos 30, me apareceu com meu segundo presente de aniversário... justo pra mim, que to tentando há dois anos esquecer que 2009 acontece 30 anos depois de 1979.
O segundo presente chegou e, com ele, uma mistura de todos esses sentimentos que citei no começo do post.
Não tem mais jeito. Em poucos dias, eu faço 30 anos. Já ganhei dois presentes e isso oficializa tudo. Até meus sentimentos de preocupação com tudo o que vai me acontecer depois que eu tiver, de fato, 30 anos. Agora é oficial. Começou a contagem pra fatídica data que fará de mim uma pessoa idosa.
Como eu já coloquei aqui, alguns amigos meus já adentraram a nova fase. E todos eles, sem exceção, estão sofrendo as consequências da data.
A Sammy, no dia seguinte às comemorações da chegada de seus 30, teve um piripaque. Sim, ela não dormiu, chorou, teve depressão, não atendia aos nossos telefonemas... ficamos todos muito preocupados. Já tem quase um mês que ela entrou na casa das três décadas e, com absoluta certeza, ainda não se recuperou. Agora, com medo de morrer solteira, ta apelando pra gente que ta na Europa.... dá pra acreditar?
A X. esqueceu dos amigos depois que completou 30 anos. É, verdade... perdeu o número do meu telefone, não me reconhece na rua...
A Tha nem esperou chegar em casa, após sua festa no dia 20, pra começar a sofrer. Dá pra ver o sofrimento dela pelas fotos que tiramos na noite que ela escolheu para festejar - não sei o que. Eu bem que avisei. Ela ficou lá, entre os amigos, fingindo que tava feliz, dançando só pra convencer aos presentes de que estava, de fato, feliz. Era tudo falsidade... sei que era. Ninguém pode estar feliz comemorando 30 anos. Não mesmo.
Na semana passada foi o Devan. Ta passando por maus bocados, desde que completou 30 anos, na semana passada. Só pra dar uma ideia, ele quase não deu conta do trabalho que ele faz há alguns anos.... cada vez que sai de um serviço, sai quase morto. Gente... ele não era assim até os 29!
Eu só vou dar estes exemplos, pra não chocar aos meus três leitores. E a minha maior preocupação é que logo logo sou eu. Quais serão meus sintomas?
A minha consulta a um geriatra já está marcada. Não sei o que ele vai me receitar.
A consulta com o oftalmo eu marco até quarta-feira dessa semana. E eu já até sei o que ele vai prescrever pra mim: um cão guia. Claro! Com 30 anos, o que mais pode ser?
To sofrendo. Ah, mas vou sofrer com um sapato lindo no pé. É, a Tha me deu um sapato de aniversário de 30 anos. Eu merecia uma sapataria inteira, por ter sobrevivido por tantos anos...

quarta-feira, setembro 02, 2009

Mais crise

Hoje eu posso falar.
Falar não. Desabafar.
Eu estou sofrendo desde o sábado passado, quando fomos lá pra casinha da Samy, festejar com ela a chegada dos 30 anos.
Até aí, tudo bem, certo? É, deveria estar, mas não está.
Pra começo de conversa, depois que todos fomos embora da casa dela, nossa querida amiga foi atacada pela crise dos 30. Sim, ela não sabe que os males que ela sofreu são decorrentes da proximidade da chegada dos 30 anos, mas são. Sei que são.
Ela foi acometida de uma depressão inexplicável, vontade de chorar e de ficar no escuro, enjôo. Não, não era TPM, como meus três leitores podem estar pensando. Era a crise dos 30 que, felizmente, só chegou pra Samanta dois dias antes da data fatídica. Se bem que o fato de ela ter comemorado o aniversário dois dias antes, oficializa que, dois dias antes, ela já tinha 30 anos.
Ta. Este foi o fato principal da minha necessidade de desabafo.
Depois das comemorações e de saber que a Samantha estava sofrendo a chegada dos 30, eu me pus a pensar. E como eu sofri depois dessa decisão... só meu travesseiro sabe o quanto.
Muitas outras pessoas fizaram 30 anos desde que o mundo é mundo. Minha mãe fez 30. Meu pai, a Mônica, a Bia minha prima. Vários amigos fizeram 30: a Mary, o Jorge, a Andressa. E muito mais gentes por aí.
O ano de 2009, porém, está sendo "O" ano. Sim, e, mesmo que várias pessoas tenham feito 30 até o dia 1º de setembro - o dia D da Samy -, a coisa só começou a valer de verdade, depois que eu comecei a ver que os meus amigos, as pessoas próximas a mim, também fazem 30 anos.
E nem é só a Samy. Hoje tem a X. Querida amiga do ginásio. Depois vem a Tha. É, ela também. O Devan logo depois. E aí... ai, ai... não quero nem ver.
Ta chegando a minha hora. A hora do meu sofrimento. A hora em que, a partir dela, eu serei considerada uma velha, uma idosa, uma anciã.
A partir desta hora, eu sofrerei reunatismos, inflamações nas juntas, dificuldades de andar, medo de morrer e mais um monte de sintomas ligados somente à terceira idade.
Já estou sofrendo. E nem é por antecipação. Estou sofrendo porque está chegando a minha hora. Sim, está chegando. Se chegou a da Samy, logo logo chega a da Tha e depois a do Devan e depois... ai, ai, Deus do céu, me dê força para prosseguir...

terça-feira, agosto 11, 2009

Cabelo bom é cabelo liso

Além de estar preste a completar 30 anos e estar sofrendo este fato, essa semana eu descobri que, diferente do que imaginei a vida toda, meu pai passou a juventude muito preocupado em encontrar uma forma de alisar seus cabelos. Sim. E eu explico. Desde o começo, como me é peculiar...
Como meus três leitores sabem, alguns fatos nesta minha vida me fazem sofrer. Atualmente, o que mais me deprime é o fato de que muito em breve eu completarei 30 anos de vida. Ta, mas não é só isso. Existem outros fatos que mexem comigo também, como a dificuldade que eu tenho em manter meus cabelos calmos, serenos e tranquilos. Eles me odeiam! É simples. Parece que todos os dias eu os ouço cochichar, praticamente em coro, nos meus ouvidos: "Não estamos aqui para facilitar sua vida, baby!".
Desde que me conscientizei de que isso era um problema na minha vida até hoje, lá se vão quilos de cremes, tratamentos importados, onze escovas progressivas - com alguns litros de formol, claro e outras tantas coisas.
Embora meu pai não seja uma pessoa da pele muito clara, seus cabelos são, razoavelmente, lisos. Eu explico, de novo: Ele os usa sempre bem aparados e é por isso que eu sempre achei que não eram tããão ruins quanto os meus. Cresci acreditando nisso.
É. E talvez morresse acreditando nisso também, não fosse a Birinha na semana passada me contar a história que fez meu mundo desmoronar e eu sofrer ainda mais o que já vinha sofrendo pela proximidade da chegada dos meus 30.
Ela me contou que, logo depois que a Mônica nasceu - sim, lá se vão alguns anos - estavam ele, minha mãe e o bebê, dentro de um ônibus no Rio, onde moravam. Era noite. O ônibus estava vazio. Em determinado lugar, entraram várias pessoas. Pelo jeito, um grupo de pessoas que vinha de uma festa, porque uma criança carregava um balão, uma dessas bolas que enfeitam as festas infantis.
Até aí, tudo bem, certo? Sim, certo. O único problema foi o menininho ter deixado escapar de sua mãozinha o barbante que prendia a bexiga. Tudo poderia ter terminado bem e eu nem estaria com este sentimento ardendo dentro do meu peito, se o pai do bendito menininho, tivesse agido rapidamente, utilizando-se de um mínimo reflexo que eu nem tenho, e recuperado a bola do filhinho, antes dela sair do seu alcance.
Ele não pegou e a Lei de Murph a levou exatamente para pousar no último lugar no qual ela deveria ter tentado parar (sobrevivendo, obviamente): a cabeça do meu pai. Sim, a bola veio direto para a cabeça dele e dou um doce para quem conseguir adivinhar o que foi que aconteceu. Ah, não... não vale!
É, a bola estourou. A criança chorou, xingou meu pai de "bobo e feio" e fez todas as pessoas irromperem um riso que deve estar rolando até hoje. Meu pai, minha mãe e a Mônica saltaram logo depois, mas a história sobreviveu! Sobreviveu e veio até mim esta semana, com a única função de assombro. Ela veio me assombrar, não há como dizer o contrário.
Agora eu estou consciente de que meu cabelo tem sim, de onde vir.... é genético e pronto. De nada adiantou minha mãe ser loura dos olhos verdes, com uma família de arianos....
To sofrendo. Muito. Agora, além de estar às vésperas de ter 30 anos, estou consciente de que isso que eu carrego pregado no meu couro cabeludo é de natureza.
Oh, vida cruel!

quarta-feira, julho 08, 2009

A crise

Acho que to entrando na crise dos 30. Sim, só pode ser isso. O insight me deu no começo da semana, quando nos reunimos lá na Rural pra comemorar os 30 do Valdiney. Até o exato momento que alguém que estava naquele recinto perguntou: "E aí, Valdi? Quantos anos?" (aliás, isso devia ser proibido), a minha ficha ainda não tinha caido. Eu nem tinha percebido que 2009 rima com 79 e que os números são anos, que estão distante 30 anos.
Ai, ai.....
E agora, depois de o Valdiney ter olhado para o seu algoz com os olhos marejados, os meus olhos também marejaram e eu me pus a pensar (para sempre. Sim, porque nunca mais parei de pensar nisso) o que será da minha vida depois do dia 8 de outubro. Eu explico: 8 de outubro é o meu dia derradeiro. O dia mais infeliz da minha vida. O dia em que eu vou, finalmente, entrar na terceira idade.

Meu Deus, o que será de mim? Como viverei meus dias seguintes? Terei eu osteoporose?
Oh, céus! Preciso procurar um médico. Não pura e simplesmente um médico. Um geriatra. Vou providenciar isso em breve. Pra próxima semana. Ou mudo o meu nome.
Como é a vida depois dos 30? O sol continua tendo o mesmo brilho? As luas ainda têm quatro fases?
E os programas de TV? Os do Sílvio Santos passam, subitamente, a ser mais interessantes?
Filmes de ação, com muitos tiros, sangue e morte, passam a ser violentos o bastante para que eu deixe de admirá-los?
E as roupas? Será que vou passar a usar outro tipo de vestimenta? Ta vendo? Já estou falando como uma velha de 30 anos! Deus me livre!
E meus acessórios? Quando eu passar na rua, provavelmente serei apontada e alvo de comentários como "tem gente que não se enxerga mesmo".
O que será de mim?
E meus amigos? Será que os que têm a mesma idade que eu estão sofrendo a fase?
Preciso pensar.
Preciso definir estratégias.
Estratégias de sobrevivência, ressalto. Sobrevivência à outra fase que vou ingressar daqui a alguns meses. Alguns poucos meses, que fique bem claro.
E a Thais ainda queria fazer uma festa de arromba para comemorar a chegada dos nossos 30 anos. Faríamos. Só até eu cair na real que em breve estarei vivendo com dificuldades físicas, limitações na minha saúde...
Como Deus pode nos deixar sofrer os 30 anos? Deveríamos ser tirados da terra às vésperas dessa terrível comemoração.
O que fazer?
Tenho pensado em uma forma de sofrer o menos possível. Já que sofrer é inevitável, que seja o menos possível. Concordam comigo meus três leitores?
Estou sofrendo. Muito.
Não sei se consigo dormir.
Não sei como será meu amanhã. Se é que amanhã existirá na minha vida.
E meu futuro? Não... futuro, definitivamente, eu não tenho.
Preciso correr. O tempo é cruel. O relógio, cada minuto é cruel. O passar da vida é crudelíssimo.
Esse sofrimento que a idade está me impondo é cruel. Aliás, é implacável.
Só hoje eu sei o que é não ter perspectiva.
Acho que vou pedir demissão do trabalho. Pedir demissão dessa minha vida fútil e me envolver com programas voltados para a terceira idade.
Como será o amanhã? Oh, dúvida cruel! Será que existirá amanhã para abrigar minha velhice e eu?