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segunda-feira, dezembro 31, 2018

Ano velho X Ano novo

Bem clichê, uma postagem sobre o dia de hoje, né? Todo mundo fazendo, falando, se desejando coisas boas, fazendo retrospectivas.... e isso chega a ser meio chato. Sério... não sou muito ligada a esses desejos, tão comuns para o Natal e o Ano Novo. No Natal, eu simplesmente acho que não tem muito sentido a gente desejar "feliz natal", quando a real comemoração é o nascimento daquele que nos amou primeiro. Por isso eu deixo passar e não uso esses desejos para a data. E para o ano novo, eu acredito, sinceramente, que Deus está no controle de tudo e como eu O busco diariamente e confio no poder que Ele tem sobre a minha vida, eu me preocupo em orar pelos meus e, quando respondo a algum desejo de alguém, eu sempre digo "Deus o abençoe no próximo ano". Penso que isso é o mais sincero que eu posso dizer.
O caso é que hoje eu acordei e li a mensagem de uma grande amiga, que passou por situações bem difíceis em 2018, em várias áreas da vida, E depois, outra mensagem, de um amigo que não vejo há alguns anos, e ele expressava o quanto estava feliz pelas conquistas que tiveram início em 2018 e irão se concretizar em 2019. Foram duas mensagens emocionantes, que me fizeram pensar no meu ano, que acaba em poucas horas....
Pra começo de conversa, o meu ano, provavelmente, foi um dos mais difíceis da vida, não por um acontecimento específico, mas pelo fato de eu estar vivendo longe dos meus pais, parentes aos quais eu sempre fui muito ligada e amigos - que amo tanto que chega a doer. Isso, com toda certeza, faz tudo ficar mais difícil. Ter um problema e não poder sentar com a minha mãe, receber uma boa notícia e não poder fazer um jantar pra anunciar aos amigos, não ter como abraçar meu pai após um conselho.... essas e outras são dificuldades pra mim. Pra muitos, com toda certeza, não é.
Só que o meu ano não foi só isso. Eu passei 2018 bem, buscando a Deus, amando-O sobre todas as coisas e aprendendo com Ele a buscar, primeiro, as coisas do Reino. 
O 2018 foi o ano da segunda filha. E, como a gravidez dura muito tempo, foi praticamente todo o ano de preparação para a segunda filha. Descobrimos Catherine nos dias de neve e ela chegou nos dias de neve... ou seja, tivemos bons meses para nos preparar. E ela chegou lindamente, mas tirando do eixo aquilo que já estava encaminhado (e isso é assunto pra outra postagem). E a chegada dela foi a parte mais linda que Deus nos reservou para todo o ano. A chegada de um filho é a parte mais linda na vida de qualquer pessoa.
O 2018 foi o ano do aprendizado. Aprendi muito.... inclusive que ainda falta muito a aprender. Aprendi a viver um dia de cada vez, não sofrer com o que está reservado pra outro dia. Aprendi a amar muito mais as pessoas que me cercam. Minha família, meus amigos - mesmo os que estão longe, meus irmãos em Cristo - pessoas excepcionais, que Deus escolheu a dedo pra colocar ao meu lado. Algumas coisas, ainda não aprendi.... estão no processo. Mas eu chego lá. Em 2018, comecei a colocar isso em prática. Pedir mais, ajudar mais, doar mais.
Em 2018, senti saudade. De quem está longe e de quem já se foi. Acho que a gravidez e a chegada da Catherine me fizeram sentir essa saudade, ainda maior do que eu já sentia. Minha irmã Mônica e minha avó Raquel. Quem conviveu com elas, sabe do quanto as duas amavam crianças. A Mônica, que viveu a vida sonhando em ser mãe - e acabou sendo indiretamente - e a minha avó, que sonhava em ver um bisneto. Este ano, as duas seriam muito felizes.... Aurora, Israel e Rachel crescendo lindos, muito espertos e cheios de amor, e Catherine chegando.... isso me emociona e deixa meu coração em pedaços.... mas tenho consolo no Senhor, que sabe de todas as coisas.
Em 2018, aprendi que a paciência é a maior virtude do ser humano. Inclusive biblicamente falando. Passei o ano buscando essa paciência e sendo testada. Posso dizer que perdi a linha algumas vezes - a última delas, inclusive, foi ontem -, mas na maior parte do tempo, consegui me manter de pé, pacientemente.
Este ano foi de conquistas. Financeiras também. E tenho certeza de que foi só uma preparação para o próximo ano, para o qual as metas já estão mentalmente traçadas e incluem outras conquistas. Como Deus continuará à frente, sei que será outro ano de muitas colheitas.
Em 2018, buscamos a Deus junto com irmãos incríveis, e direcionados por líderes que, com toda certeza, foram chamados e capacitados por Deus. Agradeço a Ele por nos dar pastores tão comprometidos com a verdade, compromissados com ensinamentos que só visam à nossa vida com Deus. Inclusive, com estes pastores, aprendi que o mais importante na vida é a busca de ser menos eu e mais Deus.
Ah, e este finalzinho nos trouxe meus pais. Minha mãe, que eu não via há um ano, e meu pai, que não via há dois. Foi a primeira vez que ele veio a este país... conheceu a Catherine e a Rachel e reviu a Aurora. Tem sido dias emocionantes e muito bons... e sou muito grata a Deus por ter nos proporcionado este encontro em terras distantes da nossa. É a realização de um sonho pessoal do meu pai e, consequentemente, meu também.
E eu posso resumir meu ano em uma palavra neste momento: gratidão. Gratidão por cada momento que vivi, pelo trabalho, pela vida, pela família, pelos amigos, pelas lutas. Gratidão a Deus, pelo amor incondicional, gratidão a este país, que nos acolheu e nos trata como filhos. Gratidão por tudo o que vivemos, por cada livramento, por cada problema - mesmo os sem solução.
Obrigada, Deus. Obrigada por cada um, por tudo.
E continue sendo o centro do meu viver em 2019, direcionando a minha vida e a minha família.

terça-feira, novembro 06, 2018

Países diferentes, gravidezes diferentes

Ta, todo mundo sabe - ou já ouviu falar - que uma gravidez nunca é igual a outra. Certo. Mesmo assim, existe uma certa expectativa.
E é assim em todos os sentidos. Comigo, foi diferente principalmente por causa do clima. Quando estava no Rio, a descoberta da gravidez foi no início do inverno, o que significa vontade - natural, por causa do friozinho - de comer o mundo. E ainda tive a felicidade de não sentir absolutamente nada. Nem um enjoinho, nem uma tonteirinha... nada. E isso facilita a vida de comilança. Desta vez, descobrimos a gravidez no finalzinho do inverno. Ainda estava bem frio, mas logo no início, tive enjoos, tonturas e tudo o mais que se pode ter no começo da gestação. 
Com a Aurora, a fase final da gravidez também foi diferente, e de novo essa diferença tem a ver com o clima. No Brasil, vivíamos o calor senegalês do Rio de Janeiro e, não há como me esquecer de que, no final de dezembro de 2015, era impossível sobreviver com aquela barriga imensa, em algum ambiente sem ar condicionado. Todas as compras que eu fazia estavam condicionadas a shoppings e hipermercados, porque tinham ambientes climatizados. Sair de casa, só de carro, com o ar condicionado devidamente ligado. Casa de amigos, havia pedidos de "por favor, ligue o ar"... incrível como chegava a ser divertido.
Hoje, estamos vivendo o contrário disso. O outono chegou aqui nos Estados Unidos, na mesma época em que a primavera chegou no Brasil. E enquanto por lá há chuvas e temperaturas subindo, aqui já está fazendo frio, as árvores já perderam a maioria das flores amarelas e, por isso, não tem como ser parecido. 
E, no meu caso, ter uma criança de quase 3 anos em casa, faz tudo ser muito diferente também. Lembro de viver meus dias de sono dedicados a dormir, descansar, ler, assistir a séries no Netflix, dormir de novo, comer a comidinha que a minha mãe preparava, dormir de novo.... enfim... eu consegui satisfazer a minha vontade de dormir, sem ser perturbada. Com uma criança em casa, isso não é possível. A Aurora dorme bem... de uns meses pra cá, passou a querer se deitar por volta das 9 e meia da noite e desperta por volta das 9 e meia da manhã. Isso é um bom tempo de sono, do qual eu posso desfrutar. Não me deito junto com ela. Quase sempre vou pra cama mais tarde.... mas poder acordar depois das 9 da manhã é muito bom. Apesar das dores desta fase da gravidez, que atrapalham os movimentos na cama, a vontade ininterrupta de fazer xixi, a dificuldade de deitar e levantar, de encontrar uma posição, o bebê grandão na barriga que desperta antes de mim e não para de se mexer.... de fato não é fácil. Mas tudo bem, está dando pra descansar e levar numa nice.
Só que não é só isso que faz uma gravidez ser diferente da outra. Comigo, a primeira gravidez foi muito mais romantizada. Era tudo lindo. Bebê mexendo, idas ao banheiro a noite toda, dificuldades naturais, fotografias..... eu aproveitei tudo. Fotografei tudo. Quis guardar tudo. E todo mundo à minha volta ajudava.... como as pessoas admiram a primeira gravidez, não é? Pois é.
Desta vez, eu já não vejo novidades... só quero que termine logo, que passe rápido... mesmo sabendo que depois que nasce, não dá pra 'desnascer' e o cansaço será grande. Só que não consigo ver tanto romantismo mais.... gosto de estar grávida, depois dos enjoos, não tive outros sintomas ruins, mas é tudo meio repetição. E a noção da realidade me deixa bem racional.
Aqui nos Estados Unidos, frequentamos uma igreja americana, da qual faz parte também uma comunidade de membros de língua portuguesa (portugueses, brasileiros, caboverdeanos). E nessa comunidade da nossa língua, não há muitas pessoas jovens ou casais mais novos, com filhos pequenos. Há, mas não muitos. Isso faz com que as pessoas se interessem pela gravidez, fiquem saudosas ao se lembrarem de filhos e netos que vivem longe e acabam vivendo esse nosso momento com a mesma intensidade que eu tive entre amigos e irmãos em Cristo no Brasil. Acontece também entre os da comunidade de língua inglesa que congrega na mesma igreja. Então, posso dizer que todo o carinho que tive na primeira gravidez - e que todos me diziam que não se repetiria na segunda - está se repetindo aqui. Isso, de certa forma, é a única coisa parecida com o que tive na gravidez da Aurora...
Vamos ver depois que a Catherine nascer....

quarta-feira, outubro 24, 2018

Carta à Catherine

Quase três anos depois, cá estou eu novamente, numa  postagem que não achei que se repetiria. Três anos atrás, a proximidade do parto da Aurora, toda expectativa, a forma como eu me sentia e tudo o mais que envolvia a data, me trouxeram a fazer a "Carta à Aurora", que pode ser relembrada aqui.
Hoje, a proximidade da chegada da Catherine, a segundinha, me traz a esta postagem.
Os sentimentos se misturam, mas são diferentes. O temor é parecido, afinal de contas, teremos um procedimento cirúrgico dentro de pouco mais de um mês e isso, por mais corriqueiro que seja, assusta um pouco. E o temor quase acaba aqui. O fato de a Aurora ter 'sobrevivido' à nossa inexperiência, aos nossos medos e a tudo com o que não sabíamos lidar, nos acalma.
Catherine, você está chegando em uma família que, de certa forma, sabe o que está por vir, conhece - mesmo que não exatamente - a rotina, os caminhos e a tranquilidade que, na prática, um bebê recém nascido representa. Mesmo que isso não seja a fiel realidade que nos aguarda.
O fato importante é que o sentimento pré nascimento que nós temos hoje é ligeiramente mais tranquilo do que o que tínhamos em fevereiro de 2016. Não sei o quanto mais traquilo, mas a palavra "ligeiramente" ajuda a sinalizar que, no fundo no fundo, há o eterno medinho, aquele que toma conta de toda mãe antes da chegada de um bebê, não importa se primeiro, terceiro ou quinto.
A parte mais importante dessa doce espera é que temos a certeza de que você, Catherine, vai chegar num lar que aguarda ansiosamente por você e já a ama como se a conhecesse. Temos convicção de que este amor que já sentimos, sem ter visto o seu rosto, vai aumentar a cada dia, até que a gente perceba que não há palavras para descrevê-lo. Não há como explicar. Só sabemos que é o amor que aprendemos com Deus, temos certeza de que é assim que Ele nos ama.
Esta carta tem só uma motivação: a vontade de externar o sentimento que nos move, e a (minha) necessidade de colocar no 'papel' aquilo que estou sentindo. Ta, são duas motivações, mas como tudo tem a ver com sentimento... fica como se fosse uma só. Estamos vivendo o segundo momento mais especial da nossa vida. Todos os outros ficaram aquém do que a vida está nos dando hoje. Namoro, casamento, viagens, momentos felizes, amigos... nada pode chegar perto do que sentimos quando vivemos a espera e chegada da Aurora e, agora, a espera pela sua chegada.
Estamos muito felizes e oramos a Deus para que essa felicidade seja constante. Pedimos a Ele todos os dias que nos supra de capacidade para criar você nos caminhos dEle, ensiná-la que a fidelidade dEle é o que de mais importante temos na vida e que a misericórdia dEle é a causa de não sermos consumidos. Você vai entender isso um dia. Buscamos sabedoria divina para que saibamos conduzir os seus dias, para que não nos acovardemos diante das dificuldades que surgirão e, principalmente, que a gente permaneça fiel aos caminhos dEle, o autor e consumador da nossa fé.
Catherine, querida, estamos ansiosos pela sua chegada, mas fica mais uns dias aí nesse forninho... logo logo você estará aqui conosco, na nossa casinha nova - que só existe pela sua chegada, no seu quartinho lindo e com a sua família de americanos e brasileiros (porque sim, você tem uma família linda de brasileiros aqui e no Brasil, e uma família linda de americanos aqui também).
Que Deus a abençoe, ainda no meu ventre, e na sua chegada.

sexta-feira, julho 06, 2018

Rápidas

Nada mudou

Como não poderia deixar de ser, após vários meses sem notícias por aqui, cá estou novamente, pra dar uma atualizada básica nos acontecimentos... e tentar voltar à rotina de postagens, notícias, novidades.... enfim. Meu desaparecimento, desta vez, ocorreu devido à falta de tempo, por causa de trabalho, e à falta de ânimo, por causa do frio. Sim, eu fico beeeem desanimada no frio. Pra tudo. E por aqui, o frio dura sete meses!

Aurora linda

Quem está comigo no instagram ou no facebook, vem acompanhando a evolução, as coisas engraçadas, as falas, as pérolas... e pra quem não está, informações: Aurora está cada dia mais linda, falante e cantante. Fica feliz em ir à igreja, ama as pessoas que estão mais próximas - chama a cada um pelo nome - e sabe a ordem de todos os aniversaários até fevereiro próximo, quando é o dela. 

Rachel linda

A Rachel é a sobrinha linda, "a melhor pessoa", como eu mesma a defino. Esperta, gulosa, divertida... ela nunca se abate - a não ser quando está com sono. Se alguém faz alguma coisa para deixá-la irritada, ela simplesmente desconsidera. Deixa pra lá. Procura outra companhia ou outra ocupação. Coisa mais linda da vida! Ah, e o próximo parabéns é dela, a Quel.


Inverno

Da última vez que fiz uma postagem aqui, o frio tava castigando. Ele sempre castiga... é desses. Agora, o verão acabou de começar oficialmente, mas os dias vem sendo quentes há um mês, mais ou menos. E os dias de verão estão beeeem quentes. Embora as temperaturas no termômetro fiquem na casa dos 30 graus, permanecer ao ar livre é tarefa complicada. 


Como assim, você pode se perguntar

Daí os meus três leitores podem se perguntar como eu ando sofrendo com 30 graus, se venho de terra muito mais quente que isso... e minha resposta é a única que consigo encontrar: o frio é tão intenso e dura tanto tempo, que a gente acaba se acostumando a ele. E este costume deixa a gente mais sensível às temperaturas mais altas. Não sei se isso procede... é coisa da minha cabeça.

Explicação

E essa explicação, eu encontrei ainda no inverno. Lembro de ter que sair de casa para ir ao médico com a Aurora. Não estava nevando, mas a temperatura era de 4 graus. Venho de uma terra que sofre com frio de 19 graus, gente! Pois muito bem... pra sair de casa, agasalhei a Aurora pro frio de 4 graus, Botei meia calça, calça comprida de flanela, body de manga comprida, blusa de frio por cima, outro casaco, gorro, cachecol, luva... e pronto. Rua! E para a minha surpresa, Aurora reclamou que tava calor. Sério! Tirei gorro, luva, cachecol e até o casaco mais pesado, e ela ficou bem. Inacreditável! Por causa disso, passei a achar que a gente se acostumou ao invernão...

Novidade do ano


A maioria dos meus amigos já sabe, mas provavelmente meus três leitores ainda não... porque só falei da maior novidade do ano no facebook e no instagram, not here. Então.... estamos à espera do segundo baby. Sim, no final de novembro teremos outro bebê em casa. A notícia nos pegou de surpresa, mas ficamos muito felizes. 

Sobre o pré natal

O assunto não faria sentido aqui, não fosse toda a diferença que existe do pré natal no Brasil para este feito aqui. Primeiro e bem curioso é o fato de que o obstetra só atende a paciente grávida após oito semanas de gestação. Achei isso bem estranho, já que no Brasil, os médicos pedem para a mulher procurar pelo obstetra tão logo descubra a gravidez. Como em qualquer especialidade, quem faz quase tudo durante uma consulta médica, é uma enfermeira. Afere pressão arterial, pergunta se ta tudo bem, informa sobre os próximos exames e ultrassom, coloca o aparelho pra gente escutar o coração do bebê e tal... ela anota tudo e depois vem o médico, só pra ter certeza de que tudo está bem. Reforça algumas perguntas e pronto. Acabou.

Ultrassom

Como eu não tenho mais 20 anos, os exames de imagem são mais regulares na gravidez. Antes dos 35 anos, as gestantes fazem três ou quatro exames destes durante toda a gravidez. Após esta idade, a mulher faz um por mês. To nessa média. E outro fato curioso é em relação a isso. Só é possível descobrir o sexo do bebê, na ultra das 20 semanas! Fiquei chocada! No Brasil, com 12 semanas, a médica arriscou que a Aurora era uma menina e com 15 semanas, ela confirmou! Aqui, só com 20... sabendo disso, marquei a ultra do mês para a próxima semana, quando estarei na casa das 20 semanas... difícil é segurar a ansiedade!

Novos textos

Como sempre faço depois de um tempo sem dar notícias, prometo passar sempre por aqui. O tempo anda apertado, os afazeres tomando bastante o meu tempo e a gravidez me deixando muito cansada e com sono a maior parte do tempo. Mas refaço a minha promessa de passar mais por aqui. Tenho novas ideias e preciso renovar as velhas... farei isso. Prometo!

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Aqui é assim... coisas incomuns (que fazem diferença)

Sabe aquelas coisas pequenas, gestos simples, mas que fazem uma super diferença na vida de todo mundo? Pois é.... parece chover no molhado, mas são questões meramente culturais, mas que pra nós, brasileiros, representam bem mais que isso: chegam a ser mostra de civilidade e até de honestidade.
Quem aí já esqueceu o telefone celular em um lugar público, bem movimentado? O celular, ou a carteira, ou algum documento, um par de óculos. Teve uma pessoa que esqueceu em uma loja, uma sacola de compras feitas antes, com roupas, óculos escuros e um relógio. Quem imagina que tudo pode ser recuperado facilmente? E é. Provavelmente, brasileiro nenhum consegue imaginar isso... mas é o que acontece em quase todos os casos. Sim, “quase”, porque honestidade e empatia não são qualidade de 100% das pessoas.
Esses exemplos que eu citei, são fatos que eu presenciei ou soube por alguém próximo. Se for relatar aquilo que eu já ouvi falar, de gente que eu não conheço, haverá, com certeza, outras situações que fogem completamente à realidade dos brasileiros.
Quando o assunto é gentileza no trânsito, são muitos exemplos de educação. E não estou falando de faixa de pedestres e acessibilidade. São outras situações. Motoristas que param para as pessoas atravessarem, mesmo que não sejam idosos ou pessoas com crianças, pessoas que passam pelas outras e dão bom dia, carros que mesmo na madrugada param nos cruzamentos por alguns segundos.... e por aí vai.
Gente educada é bonito. Educação cabe em qualquer espacinho... e sobre a gentileza... já dizia o profeta:


domingo, dezembro 10, 2017

Aqui é assim...

Não é de hoje que penso em falar aqui no brog sobre alguns fatos muito interessantes - ou simplesmente diferentes do que eu vi e vivi a vida inteira no Brasil - sobre o lugar em que estamos vivendo agora. Não são poucos... por isso eu acho que vai render mais de uma postagem. Trânsito, datas comemorativas, frio, família, natal, programas de televisão, bens, tecnologia, imigração..... a forma como o povo norte americano lida com tudo isso é muito peculiar. Talvez por isso pareça, pra mim, tão diferente, ao ponto de merecer estar aqui.
Cada dia que passa, eu vou descobrindo uma coisa mais interessante - ou bizarra - sobre a vida, a cultura e os costumes das pessoas que nasceram aqui. E também daquelas que, como eu, não nasceram, mas escolheram este país pra viver.
Tem determinados costumes que são bem engraçados, outros nem tanto. A verdade é que muitos deles, todos nós já vimos em algum filme. Sim, Hollywood retrata muito bem a cultura norte americana. Como? Gorjeta, café, rosquinhas do famoso Dunkin Donuts, vans pra todo lado, noites lindas, natal cheio de neve e com a musiquinha Jingle bells tocando o tempo todo, a tradição do Dia de Ação de Graças, a formatura do High School, aqueles casamentos doidos firmados em Las Vegas, a violência de certos estados, a comida e os fast foods.... e muitos outros assuntos, são tratados em muitos filmes e seriados que todos nós já vimos.
A primeira postagem, sobre Trânsito, já está quase pronta. E a seguinte, já está devidamente pensada e montada na minha cabeça. Quero colocar logo tudo aqui.... e compartilhar com os meus três leitores um pouquinho do que vou descobrindo aqui!

segunda-feira, novembro 20, 2017

O frio chegou

Definitivamente não tem mais jeito. Agora o frio chegou de vez. E veio pra ficar, afinal, os quase oito meses de temperaturas baixas que temos por aqui ainda vão demorar a terminar.
Até assustei um dia desses, quando acordei e olhei o aplicativo do celular que mostra a temperatura. Eram seis horas da manhã e estava marcando -4º. Não era possível... alguns dias atrás, estávamos curtindo 28º no parque, Aurora se divertindo nos brinquedos e um calor daqueles! Se bem que era possível sim, estamos em novembro. No ano passado, chegamos quase nessa época, e o frio já estava de lascar.
Depois desse susto de 4 negativos, as temperaturas máximas não passaram mais dos 12º. As mínimas ficam perto de zero todos os dias. Quando se afastam do zero, descem..... ou seja, negativo na certa.
Ao contrário do inverno passado, eu vou me esforçar pra sair mais de casa com a Aurora. Claro que na medida do possível, já que tem dias que isso é impensável, com as ruas cobertas de neve.
Nos meses frios do inverno (e outono e primavera... rsrsrs) passado, eu saí muito pouco. Primeiro, porque ainda estávamos sem carro. Depois, porque Aurora era muito bebê e me faltava coragem de colocar ela na rua com tanto frio. Agora, ela já ta maiorzinha... e, se eu tomar por base o tanto que ela gosta de sair de cada de luva e touca, com aquele 'fonezinho' de lã que protege os ouvidos, acredito que vamos ter diversão de sobra nos dias frios.
E já prometi pra mim mesma, que na primeira acumulada de neve, vou criar coragem e sair com ela. Quero que ela se divirta com as crianças fazem nesses dias. Só me resta esperar, pra ver se vou dar conta de cumprir a promessa.
Dias frios têm sol. Lindo, claro, num céu muito azul. Ta, mas que não esquenta. Aqui em casa, ele até ajuda o aquecedor a dar uma esquentada. Logo cedo, quando ele começa a brilhar, abro as persianas da sala e ele preenche todo o espaço possível, pela minha janela grande do ambiente. Tem dias que eu me arrumo pra sair e até esqueço das temperaturas baixas, de tão quentinha que fica a casa. Só que, como já nos acostumamos a checar os termômetros antes de sair, não dá pra esquecer de vez.
Estamos em novembro e os dias frios estão apenas começando. Vamos ver como será o começo de dezembro. No ano passado, a primeira neve do inverno foi no dia 6.
Aguardando ansiosamente....


sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Fraldas de pano, sim

Dia desses encontrei uma dessas artes que andam circulando pelo Facebook, da “Diferentona”. E eu me identifiquei. 


Claro que não tem nada a ver com a ironia, em sim, mas com o fato de eu estar diferente nessa situação. Sim, porque cada pessoa que me ouve falar que as minhas “calças plásticas” chegaram, pergunta o porquê de eu estar fazendo isso, se quero perder tempo lavando fraldas de pano, se eu não tenho mais o que fazer na vida ou se arrumei uma empregada. São tantas perguntas descabidas, que nem cabem respostas. A não ser às que eu quero responder.
Pra começo de conversa, não, as calças plásticas (que, na prática, nem são “plásticas”, como aquelas que o mundo usava 30 anos atrás) não são baratas. Ao contrário, cada jogo que eu comprei, com dois forros – no caso das diurnas – e com três – para as noturnas, foi bem caro. 
E estou falando com conhecimento de causa. Eu trabalho, ganho meu próprio dinheiro e sei o preço das coisas. E to destacando isso, porque já teve gente falando que eu não tenho noção de custo de nada.
Fiz chá de bebê, ou seja, ganhei muitos pacotes de fraldas descartáveis e sim, vou usar todas. Pelas minhas contas, porém, ainda faltam mais de 1,5 mil unidades de fraldas descartáveis para suprir toda a fase de fraldas da Aurora. Unindo este fato ao de que eu, com essa gestação, descobri o tamanho dos gastos que um bebê proporciona, cheguei à conclusão de que, de cara, me faltaria coragem para investir em fraldas. Faltaria coragem, disposição e grana.
Não sou como diz essa arte aí da Diferentona. Pelo menos em partes. Não sou desocupada nem me vejo como musa sustentável. Como incentivadora da maternidade consciente? Acho que também não... nem sou a única a optar por essa novidade que  já é tão velha... e ficou perdida nesses anos de tecnologia que a gente viveu.
É claro que a economia foi o principal atrativo, mesmo com plena consciência de que haverá gastos com outras coisas como água e energia (física e elétrica, porque sim, eu vou lavar tudo na máquina), sabão e tempo. Mas não só. Economia foi, sim, o meu principal atrativo, mas foi mais importante o fato de eu poder colaborar um pouquinho com a solução para todo esse problema infinito que o mundo está vivendo, ligado à falta de consciência das pessoas sobre a importância de cada um fazer a sua parte para que todos vivamos num mundo melhor, mais sustentável, menos poluído e menos autodestrutivo.
E com tudo isso em mente, foi mais fácil decidir.
Como eu já vinha pesquisando sobre o assunto há algum tempo, o choque de realidade dos gastos me fez tirar um tempo pra comparar, pensar, repensar, calcular, decidir e, finalmente, optar pela compra. Pela internet, como a maioria das compras que eu faço atualmente.
E alguns dias depois, eis que recebo, no conforto da minha casa, aquele pacote, com alguns jogos completos de calças e forros. Estampas lindas. Tudo, exatamente como eu queria.


Ainda é cedo pra saber como vou me sair, mas isso não tem a ver só com a rotina das fraldas de pano e calças plásticas. Tem a ver com tudo o que diz respeito à maternidade. Vou precisar de ajuda pra tudo. Algumas ajudas, inclusive, já estão prometidas e devem chegar logo nos primeiros dias da Aurora no mundo (e prometo falar sobre elas depois). Outras, podem nem vir e eu vou acabar tendo que me virar sozinha.
Mas eu não me importo. Quando decidi que queria um bebê, sabia que estava dando início à fase mais importante da minha vida, com todos os percalços que isso pode significar.
Então, com fraldas de pano ou sem, com ajuda ou sem, diferentona ou não, estou disposta. E só isso me importa. Se vai dar trabalho? Ah... alguém duvida?

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Visitas? Ainda não....

Ah, sim, o assunto é delicado e, antes de eu decidir por dedicar uma postagem a ele, pensei muito. Muito mesmo. Tive dúvidas sobre a necessidade real de falar sobre o assunto, medo de não me fazer entender, receio de inimizades... Enfim, minha preocupação era de criar problemas que não existiriam, simplesmente se eu deixasse o assunto pra lá.
Só que eu não sou dessas. E agora, que falta bem pouquinho (mesmo) pra Aurora estar aqui a gente, decidi que era hora, sim, de tocar no assunto.
Desde antes da minha gravidez, sempre tive muito medo de tudo o que envolve a gestação. Engordar muito, controlar a pressão, o açúcar no sangue, o consumo de calorias vazias, os vasinhos que surgiriam nas pernas e na barriga, estrias, pressão alta, parto, dores, anestesia, pontos, recuperação, primeiro banho pós cirurgia, alta, escadas, cuidados com o bebê, perda de peso, amamentação... E se eu ficar aqui citando, não termino este texto. O fato é que eu sempre tive medo. E quando engravidei, somei aos meus medos anteriores, o de " como lidar com visitas na maternidade e nos primeiros dias de vida do bebê".
E com este medo novo, fiz o que sempre faço em situações que me trazem dúvidas: conversar com amigos que já passaram por algo parecido - no caso, o parto - e procurar opiniões de especialistas. Conversei então com meu obstetra, minhas amigas, mães há muito tempo, outras mais recentes, sites e blogs que falam da rotina de ser mãe, da gravidez....
E foi praticamente opinião unânime. Tanto das amigas, quanto das conhecidas. Assim como daquelas pessoas que eu nunca vi, do médico e de especialistas que escrevem por aí.
A dica principal e unânime que eu recebi foi: " peça aos seus amigos, com os quais tem mais afinidade, que deixem pra ir ver o bebê na sua casa. A maternidade não é o local mais indicado". E, pensando sobre isso, me lembrei das vezes em que dei uma 'passadinha' na maternidade, pra dar um oi a amigas que tinham acabado de parir. E, nesses pensamentos, de fato, me lembrei do quanto minhas amigas visitadas estavam prostradas. Nenhuma delas me falou um oi sequer. Acho que em todas as minhas visitas à maternidade, era o primeiro parto e, em todas, as novas mães estavam apreensivas com anestesia e amamentação. Concluí, então, que o hospital não é o melhor lugar pra receber visitas. Às amigas que visitei, minhas sinceras desculpas. Por favor, só levem em conta a visita seguinte, feita, com certeza, após alguns dias do nascimento do bebê.
Sim, porque se fui, digamos, inconveniente com a visita à amiga mãe na maternidade, nunca fui após a alta. Minhas visitas ao bebê sempre foram minimamente planejadas e jamais fiz antes de 15 dias de nascido. E diante do que ouvi das pessoas com as quais conversei, é tempo suficiente pras coisas estarem nos eixos: bebê mamando sem estresse, mãe um pouco mais acostumada à nova situação....
E esta postagem é exatamente pra isso: pedir aos meus queridos amigos que me deixem passar -sozinha - pelas turbulências dos primeiros dias em casa, tentando amamentar, procurando sentido pra cada choro ou resmungo, aprendendo a dividir meu tempo entre mamadas, banhos meus e da Aurora, pratos de comida....
E, como não sou cheia de mimimi, já adianto que as lembrancinhas pra que, vier são perfeitas e, mais importante que isso, vou A-M-A-R cada visita, cada sorriso, cada preocupação.
Então, como agora a Aurora ta chegando, espero vocês dentro de alguns Ah, e existem regras escritas por "especialistas".



sexta-feira, fevereiro 19, 2016

Rápidas

Outro Rápidas?

Já justifiquei tantas postagens de notinhas num dos últimos. Tenho andado muito desanimada e contar tudo o que anda acontecendo, em textos pequenos, é mais fácil. Aí, acabo optando. Os outros, que falam de apenas um assunto, demoram muito mais pra ficarem prontos. E como estamos às vésperas de ter a Aurora por aqui, melhor eu me adiantar e optar pelo Rápidas mesmo.

Em casa

Desde a quarta-feira de cinzas, estamos em casa. Eu e a Aurora (como se fosse necessário dizer isso). O obstetra optou por me manter em casa por alguns motivos bem específicos. O primeiro deles é que, como esse neném não para (aliás, não sei a quem puxa essa menina), provavelmente as duas voltas do cordão umbilical no pescoço não se desfaçam até o parto. Ou seja, quanto mais paradinha eu ficar, melhor. E com essa escadaria da Penha que tem no prédio onde moro....

Data provável

Se tudo correr bem, como manda o figurino e a minha vontade, a Aurora chega no dia 23 de fevereiro, terça-feira da próxima semana. É claro que isso é apenas plano médico, com base no número de semanas de gestação, que estão chegando aos 10 meses (já falei disso, né?). Tudo pode mudar. Estamos à mercê desse pequeno ser, que já mudou tanto a nossa vida.  E ainda tem a tal mudança de lua no fim dessa semana. Ai, ai, ai!

Rotina

Esse negócio de ficar em casa me fez perceber o quanto a minha vida, com a gravidez, está resumida a alguns poucos afazeres. Claro que só neste final, porque até alguns dias, eu não estava tendo que fazer repouso. Pois bem. Uma semana de repouso aconselhado pelo médico e a minha vida se resume a acordar cedo pra fazer xixi, não conseguir dormir mais, comer, ler. Ficar deitada assistindo a um filme qualquer, pra dar um tempo na leitura, comer de novo. Ah, com duas paradas pra ir ao banheiro de novo. Dormir mais um pouco, dar uma olhada no que está rolando nos jornais do dia, comer, fazer xixi, ler mais um pouco. Aí anoiteceu. Um filme ou um telejornal, comer alguma coisa, deitar e demorar a encontrar uma posição pra dormir. E, ufa!, quando encontro, é hora de fazer xixi de novo. Tudo isso, com muito, mas muito calor mesmo. Haja ar condicionado, ventilador e banho frio!

Tudo pronto

Como disse na postagem anterior, a mala para a maternidade está pronta. Deu trabalho, mas esse negócio de ficar em casa acabou me animando a organizar logo tudo o que deveria levar para o hospital. Outra coisa que providenciei, com grande atraso, confesso também, foi a capa do carrinho de bebê e do bebê conforto. Os dois estavam comigo desde o começo da gestação, mas foi tanta coisa pra organizar, que acabei deixando pra depois. E agora não tive como evitar. As capas só ficam prontas na véspera da chegada da Aurora e prometo fotos!

Curiosidade

Minha irmãzinha Aline ta lá nos Estados Unidos, esperando um bebê também. Ela ta chegando ao quarto mês e ainda não sabe o sexo. A expectativa, porém, é grande. A curiosidade sobre o que anda acontecendo por aqui também. Enquanto isso, vou colocando tudo no lugar, finalizando os últimos detalhes, pra só então fazer um videozinho pra ela ver como está o quartinho da Aurora.

As fotos

Siiim! As fotos do ensaio já ficaram prontas e está comigo. Só não tive coragem de separar algumas pra colocar aqui. É que são tantas e elas ficaram tão tão lindas, que não consegui escolher três. Prometo fazer isso logo. Antes do nascimento da Aurora, claro. E se não der pra ser antes, prometo colocar depois.

Ainda mexe!


Logo no começo da gestação, falei aqui sobre a curiosidade das pessoas sobre os movimentos do bebê na barriga. Como disse, no começo, especialmente pelo fato de eu não ser uma pessoa magra na vida pré-gravidez, os movimentos demoram a ser sentidos. Aí, lá elas 15 semanas, comecei a sentir uns tremores e, um mês depois, os movimentos ficaram claros. Depois da 25ª semana, porém, o negócio ficou frenético. E é assim até hoje! Dá só uma olhada! É curtinho, mas assustador (e delicioso, vai....).






terça-feira, fevereiro 02, 2016

Carta à Aurora

Chegou fevereiro. O seu mês. O mês do renascimento, do ressurgimento, o mês da Aurora.
Daqui a uns 20 dias, você vai estar aqui. É, não dá pra acreditar ainda, mas é assim que vai ser. E quando falo em “não dá pra acreditar”, não me refiro ao fato de os nove (ou dez) meses de gravidez terem passado voando, mas ao fato de a gravidez ter ocorrido. Só que isso não vem ao caso.
Os meses se passaram e agora estamos vivendo os últimos dias de barrigona, calor no último nível, cansaço, dores nas costas, câimbras, fome e sono. Estes dois últimos sempre existiram, mas foram potencializados puderam se tornar públicos. Nada disso é culpa sua. É culpa da natureza que, para compensar o peso que a barriga passou a carregar, sobrecarrega outras partes do corpo.
A parte boa é que ta quase acabando. Em muito pouco tempo você estará aqui, conosco, nos tirando o sono, nos dando preocupações, nos fazendo chorar com a sua dor, mas nos fazendo a família mais feliz do mundo.
Está tudo pronto, aguardando você. Roupinhas lavadas e passadas, carrinho, bebê conforto, mobiliário, cadeira de descanso e até de alimentação. Seu quarto ficou uma lindeza e o cheirinho de bebê pela casa é coisa de outro planeta! Parece até que você já está ali.
Só falta a gente ficar mais calmo com a sua chegada. É, porque a proximidade da data nos deixa ainda mais assustados. E de novo, não se preocupe. Você não tem culpa nisso também. A culpa é, de novo, da natureza. Não há mãe e pai no mundo inteirinho que não se assustem com a chegada de um (ou mais um) bebê na família. E o fato de sermos papais de primeira viagem ainda aumenta consideravelmente todo este medo. A parte boa é que, como todos dizem, vamos tirar de letra.
Tomara mesmo.
Em pouco tempo, você estará aqui. Repito isso, meio que pra acreditar, pra sacudir a cabeça até a ficha cair... parece que está funcionando.
E quando você estiver aqui, tudo vai estar mudado. As noites, os dias, o frio e o calor, as viagens, os planos, as finanças, a rotina, a vida. E tenho certeza de que pra muito melhor, afinal de contas, você vai estar, finalmente, entre nós. E se houver alguma dificuldade, vamos passar por ela, porque você estará conosco. Se chover ou fizer sol, tudo bem, você estará aqui. Se outra crise econômica surgir, se os amigos derem uma sumida, se outro algo de ruim acontecer, teremos você.
A sensação que tenho é de que tudo será melhor com a sua chegada. Eu escuto de pais e mães por aí que, de fato, tudo muda, mas todos falam em preocupações, gastos, dificuldades, noites sem dormir e mais uma quantidade enorme de mazelas. E eu sigo sentindo diferente. Acredito sim, que dificuldades virão, afinal, a vida é difícil e estou cansada de saber disso, mas tenho certeza de que tudo ficará mais leve, mais fácil de lidar. É assim que a vida funciona, quando há amor. E se se trata de amor incondicional então, aí não há o que ter dúvidas. E, pelo que estou sentindo, acho bem que se trata desse tal amor incondicional...
Você foi planejada. Pensamos em cada possibilidade, desde que começamos a falar em filho, antes do casamento, cerca de sete anos atrás. Cada cantinho da casa foi pensado para que houvesse um espacinho pras suas coisas. No quarto, na sala e até no banheiro. Lembro-me de uma amiga dizendo: “Não coloca um armário neste canto do Box, porque quando o bebê nascer, é aqui que você vai deixar a banheira”. E o espaço ficou lá pra isso. E, como previu a amiga, é lá que vamos deixar a banheira.
Um ano antes da gravidez, trocamos de carro, por um que tem um porta malas maior, porque, com um bebê, há que se ter espaço pro carrinho, pra bolsa, pro bebê conforto e tudo o mais.
E quando finalmente chegou a notícia de que você estava vindo, começamos a adaptar a casa. Tanta coisa pra fazer, paredes pra pintar, móveis, enxoval e tantas outras coisas! Agora, ta tudo pronto, só esperando sua chegada.
E é tanta, mas tanta expectativa, que não cabe dentro da gente. Seu pai chora quando você chuta o rosto dele, porque acredita, sinceramente, que seus movimentos são em resposta aos chamados dele: “Chuta aqui, do lado de cá, minha filha” ou “eu não to desse lado aí, to desse aqui, chuta aqui”. Pra ele, você entende perfeitamente o que ele diz e, para agradá-lo, vem chutar do lado em que ele está. E se de madrugada eu acordo com seus movimentos e digo: “Aurora, minha filha, mamãe tem que acordar daqui a pouco pra trabalhar, vamos dormir”, papai sai em sua defesa e me manda parar de brigar. Põe as mãos na barriga e diz: “Filha, pode mexer à vontade. Mamãe vai ficar quietinha agora”. E nada mais me resta a fazer. Só ficar quieta mesmo e deixar que você se mexa à vontade.
A barrigona me deixa, cada dia, mais indisposta, mas tenho mantido a rotina. Vou ao trabalho de carro, vou ao banco, ao médico e até ao mercado quando não há muito o que comprar. A diferença é que, de umas semanas pra cá, tenho perdido tempo olhando as coisinhas do quarto. Roupas, sapatinhos, móveis e tudo o mais. E me dedico a pensar em quem serão seus amiguinhos. E a lista me deixa feliz! Tem o Gabriel, o mais velho da turma, a Ana Lis, o Pedro, o Marcelinho, a Helena. Estes já chegaram. E tem os que ainda estão na fila: o Theo, o Logan e o baby-primo, que, como ainda não sabemos o sexo, não temos o nome.
Ta vendo? Hoje, há muitas dúvidas e expectativa de sobra. Mas daqui a pouco passa. Logo você vai estar por aqui, nos fazendo felizes, nos ensinando a ser pais, tomando nosso tempo e transformando tudo isso em realidade. E esta carta não é pra falar sobre as preocupações futuras. Segurança, educação, viagens, família, amores, vícios... nada disso está nos preocupando ainda, afinal de contas, pra tudo isso, temos Deus conosco.

Pelas contas, parece que teremos você aqui em 20 dias. Fica calma que ta chegando, viu?

sexta-feira, janeiro 29, 2016

Essa coisa de despedida

Sei que é clichê, mas sempre uso a frase: "na nossa vida, pessoas vão e pessoas vêm". É claro que, por mais clichê que seja, se encaixa, em algum momento, na vida de todo mundo, porque, de fato, gente chega e gente se vai. Alguns se vão e a gente nem se lembra mais, dois meses depois. Outros demoram um pouco mais pra serem esquecidos. Há os que deixam nossa memória no instante exato em que se ausentam.
E em meio a tanta gente que se vai, tem aquelas pessoas que simplesmente se vão, mas não se vão. Confuso? É, eu também acho. Mas explico.
Comigo está acontecendo exatamente isso. As circunstâncias estão levando pra longe o casal de melhores amigos, padrinhos e afilhados. Essa semana, meu querido Marcelo e a Ju estão deixando Resende e indo para Curitiba, cidade dos pais dela. E a primeira palavra que me vem à mente é "estranho". Porque, primeiro, é estranho. É estranho o fato de que eles não vão estar perto. É estranho imaginar que não vai dar pra sair de casa, almoçar com eles e voltar no fim da tarde. É estranho o fato de que só vamos "ver" o Marcelinho, pelo menos no começo, por fotos. É estranho pensar que não vai dar pra participar, de perto, dos próximos acontecimentos importantes na vida deles, na família. Enfim, é estranho. Tudo ainda está estranho. Pode ser que mude, mas por enquanto, é estranho.
E tem o fato de que neste caso, especificamente, o "pessoas vêm e pessoas vão" não é exatamente assim. Porque vai ser diferente. Não há como eles "irem". Simples assim. Eles vão, mas não vão. 
Não tem como ser assim.
E não tem como porque o amor que nos une é muito grande. A amizade é daquelas que resiste ao tempo. A união é como de família. A relação é como de irmãos. Os momentos juntos são sempre perfeitos, cheios de cumplicidade, de troca.
E agora, será será assim nas oportunidades que Deus nos proporcionar. Pelo menos pessoalmente. E, mesmo crendo que Deus é fiel e nos ama, o primeiro encontro deve demorar um pouquinho. Com essa quantidade de bebês, vai ser complicado pelo menos nos próximos dois anos. Mas Deus sabe exatamente o que faz, tem planos sobre os quais nada sabemos e sequer podemos sondar. E Ele sabe de todas as coisas.
O fato é que Marcelo, Ju e Marcelinho estão indo embora. E nos deixando. Já com saudade, claro.
Melhor para a conformidade é o fato de a tecnologia já ser presente aqui e lá e a gente vai conseguir levar a vida distante via whatsapp, telefone, internet e tudo o mais que surgir.
Por enquanto, só me resta torna público aqui todo o carinho que tenho por este casal. Como dizem por aí, é muito amor envolvido. Amor mesmo, fraternal. Amor de gente que esteve perto nos momentos mais difíceis da minha vida e nos mais felizes. Amor de amigo que participou de cada conquista e comemorou junto, chorou junto, sorriu e ficou feliz junto.
Tenho absoluta certeza de que o meu Deus, o nosso Deus, o autor e consumador da nossa fé vai estar com os dois nessa nova fase que, de nova não tem nada. É apenas outro recomeço, entre amigos, em família e, mais importante, com o Pai à frente, guiando cada decisão, mostrando cada trilha e amparando cada queda.
Marcelo e Ju, amo vocês como amo a minha família. E estou em oração para que Deus cumpra os planos dEle e faça de vocês dois cada vez mais, um. Sempre. Por todo o sempre. Enquanto estivermos nesta terra.


segunda-feira, janeiro 11, 2016

A saga do enxoval

Todo site voltado para gravidez e maternidade tem listas de itens que devem compor num enxoval, outros que seriam úteis e as eternas dicas, do tipo: “não compre muito, o bebê perde tudo muito rápido”. Sim, eu vi listas e esta dica específica em vinte páginas, mas, na prática, descobri a maior dificuldade da gravidez: fazer o enxoval.
É, na vida real tudo é muito mais difícil.
A minha dificuldade não teve nada a ver com a quantidade de itens a comprar, nem o tipo de roupa. Teve a ver com tudo. Isso mesmo. Tudo.
Quando decidi que era hora de começar a providenciar roupas e acessórios que a Aurora vai usar nos primeiros meses, primeiro, fiz um levantamento de tudo o que ela já tinha ganhado, para evitar comprar itens repetidos. Isso já eliminou da minha lista sabonete em barra e líquido, shampoo, perfume, lenços umedecidos, sapatinhos de lã, ursos de pelúcia, laços e enfeites de cabeça, mamadeira e chuquinha, kits alimentação, chupeta, cobertor, protetor de berço, carrinho e cadeirinha para carro, brinquedos para a banheira, a banheira e o suporte. E, pelo menos em princípio, fraldas descartáveis. Tudo isso ela ganhou dos nossos amigos no chá de fraldas.
E, depois de alguns cortes na lista, faltavam alguns, digamos, primordiais. Conjuntos de pagãozinho, fraldas de pano, fraldas de boca, cueiro, mosquiteiro, roupa de cama, macacões, mantas, bodies, calças com e sem pezinho, pares de meia, chapéus e aqueles produtos de higiene: cotonet, álcool, algodão, babador, fita adesiva, lixeira, termômetro e outros.
Só que aí veio a hora de comprar tudo. No começo, cogitamos sair da cidade para comprar tudo com menores preços, mas, na dúvida sobre a real economia que isso nos traria, decidimos ficar por aqui. E o nosso “por aqui” foi Morro Azul – o antigo centro do mundo, lá na loja do pai.
E foi a compra mais difícil da minha vida. Primeiro, porque, de fato, dá vontade de comprar tudo. Roupas, sapatos, conjuntos, macacões, velocípedes, brinquedos, bonecas, quadros, jogos eletrônicos. Depois, porque escolher cores, modelos e tipos é muito difícil.
Gastamos umas três horas decidindo quantos deste e quantos daquele, este ou aquele modelo, esta ou aquela cor - porque não, não sou do tipo que vai vestir a filha com rosa e lilás. E que sofrimento!
No fim, com gastos acima do previsto e três bolsas enormes, voltamos pra casa. E, até o dia de lavar e passar tudo – que vai ganhar outra postagem em breve -, perdi horas olhando tudo, revendo cada peça, babando nos modelos e dando altas risadas diante da beleza das roupinhas e da criatividade das mensagens dos bodies.


O fato é que agora ta tudo no lugar, tudo pronto. Limpo, passado, cheiroso. Dá um orgulho danado! E um medo maior ainda! ;D

quinta-feira, janeiro 07, 2016

E as roupas?

Não, a pergunta do título não é retórica, nem exagero. É verdade. E as roupas? Sim, as minhas. Não, não servem mais. Aliás, há cerca de 10 semanas que eu sequer abro a porta do armário principal do quarto. De verdade. Mantive as roupas do uso sem gravidez no guarda-roupa e praticamente transformei o closet no armário de grávida.
Com certeza, meus três leitores sabem que eu nunca exibi silhueta enxuta por aí. Ao contrário, cheguei a travar algumas lutas com a balança, mas acabei desistindo. Então, essa questão de “e as roupas?” pode até parecer balela. Só que não é. Embora eu seja uma pessoa que não cultiva outras curvas além das estradas de viagem, sei muito bem que as coisas agora mudaram muito. Todo mundo pode dizer, neste exato momento que, se eu estou com oito meses de gravidez, isso é perfeitamente aceitável. É, de fato. E eu não estou triste ou querendo mudar isso. Só constatar mesmo.
E demorei a acreditar que as coisas iam mudar neste quesito. Nos quatro primeiros meses da gravidez, consegui usar as minhas calças jeans, as blusas que estava acostumada meus vestidos antigos. A partir do quinto mês, porém, as coisas mudaram. Eu já tinha aproveitado uma ida a São Paulo, para comprar umas peças maiores, mas ainda não tinha usado. Aliás, nem foram muitas peças. Foi apenas um vestido de festa, outro mais simples, duas batas, duas calças de malha e duas ou três blusas. Além disso, ganhei um vestido da prima Jane, tomei emprestados outros três da minha mãe (sim, emprestados, porque pretendo devolver tão logo puder) e o Devan me presenteou com outros dois.
Pode parecer muito, mas partindo do princípio que a pessoa trabalha todos os dias e sai quase todos os dias à noite, não são tantas roupas assim. E de fato não são. Eu que o diga....
Sair para o trabalho todos os dias está sendo um martírio! As estampas já cansam os olhos, os modelos me irritam, a manga de um deles pinica, o preto esquenta muito..... ta ficando difícil.
Isso sem falar nos sapatos. Lá pelas 20 semanas, eu comprei dois pares de sapato, de numeração maior que a minha. E se bobear, eu preciso usar um deles todos os dias. Os sapatos antigos, na maioria das vezes, não servem ou apertam tanto, que chegam a machucar.

O fato é que estar grávida muda tudo. A cabeça confunde, peitos crescem, barriga incha, nariz dobra de tamanho, todo mundo tem carinho por nós (ou pela barriga, o que não é a mesma coisa), o cabelo encrespa (ainda mais no meu caso. Depois de quase nove meses, haja gel!), o marido endoida em altos papos com a barriga e mais um monte de coisa. Sem falar, é claro, no tamanho das outras coisas, especialmente dos vestidos e sapatos. Parece que diminuem, conforme as semanas se passam.

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Em 2015, eu me cansei

Não, esta postagem não tem nada a ver com votos de um 2016 melhor. Aliás, faz algum tempo que risquei da minha lista de metas essa coisa de desejar Feliz Natal e bom ano novo. Os desejos acerca do Natal, por motivos que já falei aqui: não acho que tem algo de pertinente em desejar felicidades para o 25 de dezembro, data em que nós, cristãos – e quase todo o resto do mundo também – comemoramos o nascimento de Cristo. E o ano novo, porque os desejos de felicidades para os próximos 365 dias não serão lembrados. Então, "desejar", de verdade, é fazer dos dias dos outros, melhores.
E voltando à motivação da postagem, esta é pra falar de coisas e atitudes que me cansaram em 2015. Vai dizer que você não se cansou de nada..... duvido!
Pra começar, redes sociais. Eu me cansei delas, especialmente do Facebook. Não to dando conta de tanta gente chata. São fotos artificiais, mensagens hipócritas, vidas mentirosas, gente montada para vender imagem de perfeição, corpos falsamente construídos, treinos que nunca existiram, mas rendem curtidas. Ai, que isso me cansou no decorrer do ano. Em 2016, prometo não me dar conta dessas coisas. Se bem que não me dou conta disso já há algum tempo... no ano que vem vou me dedicar a prosseguir ignorando.
Falta de profissionalismo. Cansei também. É, é sério. Cansei de gente que esquece de avaliar o nível do profissionalismo da pessoa e prioriza outras coisas. E esse cansaço é tão tão grande, que as mudanças vão começar cedo cedo, bem antes da Aurora nascer. Prometo!
E nessa lista de cansaços tem gente chata. É, gente chata. Quem  não conhece gente chata? Eu me cansei, porque conheço chatos demais. Gente que se mete na vida dos outros - neste caso, a minha -, gente que prega o que não vive, gente que fica dando indiretas para o resto do mundo, gente que tem certeza que é a bala que matou John Lennon, gente que jura que o mundo gira em torno do umbigo delas e mais um monte de tipos de chatos por aí. Cansei deles tanto, mas tanto... acredito que boa parte dos chatos tenha se revelado, com a gravidez. É gente que entende tudo, sabe tudo, tem resposta pra tudo, já viveu tudo... aff... como me cansa esse povo.
Cansei da imprensa burra. Pode ser que o fato de eu também fazer parte da área me faça ser mais crítica, mas não com mais direito de sair por aí criticando. Por isso não faço tudo o que me dá vontade, ao ler jornais, sites de notícias, matérias de assessoria de imprensa, e assistir a programas de televisão. É tanta falta de talento e sobra de "quem indica", "contato", ou sei lá o que, que chega a dar vontade de chorar. E é vontade de chorar mesmo, muito. Matérias mal produzidas, textos pessimamente escritos, assuntos sequer discutidos, uso de expressões e 'pedidos' absurdos, entrevistas sem que nem porquê.... enfim, gente que está no mercado, fazendo jornalismo e publicidade sem qualidade, enchendo os veículos de comunicação de lixo e irritando gente como eu, chata. É, sei que sou, reconheço publicamente, mas não abro mão de ser assim.
Cansei das fofocas, do disse-que-me-disse, de gente que sorri aqui e ali, quando vira as costas, fala mal, deturpa, aproveita pra massacrar, age errado, com falsidade, com dissimulação. Cansei mesmo.
Em 2015, me cansei da política brasileira, me cansei de acreditar que os erros crassos eram cometidos pela minoria e passei a ter certeza de que, por aqui, só uma bomba, daquelas bem potentes, pra acabar com tudo. E se desse pra recomeçar, bom. Se não desse, melhor ainda. Falta não ia fazer.
Meu 2016 será um dos mais especiais da minha vida. Provavelmente o mais especial. Além de ter mantido amizades lindas, que não me cansam jamais, tive vitórias no casamento, muitas no trabalho, conquistas que eu acreditava que demorariam mais, experiências incríveis com Deus, reativação de contatos que estavam perdidos, teve, claro, a Aurora, que ainda não está nos meus braços, mas já está no meu coração de um jeito tão incrível, que parece que sempre existiu. Só que sobre isso, escrevo outro dia.
Esta postagem foi só pra falar do meu cansaço desse 2015. Graças a Deus ele está acabando. E outro novinho está chegando. Bora viver cada minuto, sem cansar desse povo que insiste em ser chato, sem inconveniente, ser falso, ser fraco.

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Esse dezembro....

Até algum tempo, eu acreditava que o final do ano, em geral, era meio trágico somente na minha vida. Sério. Via os últimos meses do ano como aqueles que sempre trazem algum desalento. E olha que eu nem era muito experiente nessas histórias tristes de novembro e dezembro. No meu caso, boa parte das "tristezas" dos últimos meses do ano tinham a ver com as festividades da época, em si. Nunca fui muito fã de Natal, nem particularmente apreciadora das festas de virada de ano. Ao contrário, sempre achei exagero, comemorações desnecessárias, futilidades e blá-blá-blá.
E acreditava nisso até ontem, quando li algum desabafo no Facebook. Uma amiga falando das agruras dos dezembros na vida dela. E foi aí que não me senti mais tão sozinha neste universo das notícias ruins.
Na minha vida, a primeira grande perda aconteceu em dezembro. A segunda, em novembro do ano seguinte. Mas muito antes disso, eu já tinha minhas restrições ao período que antecedem o ano novo. Infelizmente. Parece que Deus espera a gente se envolver com toda essa correria das festas de fim de ano, pra nos dar um sacode, mostrar quem é que está no controle da situação.
E em 2015 não foi diferente. As perdas começaram cedo e já marcaram novembro e dezembro.
Este ano, porém, estamos vivendo um momento especial. A chegada da Aurora está mobilizando a família. Estamos todos muito felizes, apesar de ainda estarmos vivendo o luto pela perda da Mônica. A gravidez veio na hora certa, é claro, e isso nos deixou, a todos, muito felizes. 
O nosso dezembro foi marcado pelo chá da Aurora. Reunimos amigos queridos e parentes, gente que não víamos há algum tempo... todos vieram comemorar conosco. Perdas? Sim, estamos tendo. Mas também há ganhos.
A última grande notícia é que a irmã Aline, que ta casada, lá nos Estados Unidos, também está esperando um bebê. No caso dela, foi meio no susto, mas a notícia também nos deixou radiantes. Agora, além da Aurora, teremos outro baby na família. E com toda a certeza, Deus está completando as bençãos sobre nossas vidas.
Que bem que, apesar dos pesares, o nosso dezembro está cheio de coisas boas, com Deus à frente. 
As perdas são inevitáveis, e viver a dor de cada uma delas é fundamental. Mas entregar tudo nas mãos de Deus, com a certeza de que Ele fará o melhor, é mais que necessário. É sobrevivência.
E pra 2016, além de dois bebês, vem muito mais por aí. Certeza!



segunda-feira, junho 15, 2015

Rápidas

Tradição

O "Rápidas" vem sempre depois de um longo sumiço. Desta vez, porém, não é o caso. Eu nem to tão sumida assim, só que tenho algumas novidades, portanto, merecia a postagem.


Cinema

Como as publicações anteriores mostram, eu ando bem presente às sessões de cinema por aqui. Acho que no último mês, fui umas cinco vezes. Mesmo assim, consegui perder Divã 2. Poxa vida... só na rede Telecine agora. Falando nisso, tem pelo menos mais cinco textos pra escrever sobre os filmes vistos. Um deles, eu simplesmente apaixonei: Tartarugas Ninja. Geeente!


Amigas


Na semana passada, foi dia de encontrar amigas. Com atraso, porque estamos com certo desfalque. Essas amigas que começam a namorar e ficam mais em outra cidade fazem isso com a gente, né, Vaninha? Ta, mas deixando de lado esse pequeno fato, nosso encontro comemorou o aniversário das queridas Flávia e Fernanda - Moti, pros íntimos. Sobre presentes e papos que rolaram, não dá pra falar. Mas sobre a torta de morango com leite condensado, dá. Ai, Jesus! Contagem regressiva pro próximo encontro das aniversariantes do mês! Não é, Marcela, Thais, Patty, Vaninha, Moti, Resende e #gisafurona? Por favor!

Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados acabou de passar. Lá em casa teve presente, comida japonesa e outras coisas mais. No fim de semana, nós fomos 'comemorar' com amigos-padrinhos, num jantar pra lá de delicioso. Marcelo e Ju, mais uma vez, estar com você foi ótimo. Que Deus nos conserve.




Falando nisso....

Já que o assunto é Marcelo e Juliana, não podia deixar de falar do Marcelinho, o menino mais simpático que eu já vi. Essa delícia da foto tem nem seis meses e já conquista todo mundo com um sorriso banguela e um olhar de tirar o fôlego. Quero só ver quando tiver 15 anos... ai, ai!





Falando nisso... parte 2

O assunto é Dia dos Namorados, né? Pois muito bem... minha querida amiga-madrinha-de-mesmo-nome, Flávia, está às voltas com o 'pseudonamoro' (se é que isso existe) da filha, Maria Luiza, de 9 anos. No dia 12, a menina - que é linda, diga-se de passagem - já tava levando um presente pro namorado da escola. A Flávia descobriu em tempo de impedir... não sei até quando. Agora, nós, lulutosas, estamos esperando o relatório dos presentes recebidos pela Maria Luiza.

Trabalhos

Desde o começo deste mês estou respirando novos ares. E bota novos  nisso. A melhor parte é poder acordar às 6, me dedicar à minha mais recente atividade física, que é correr, e depois, ao trabalho. Se bem que tem outras coisas boas também... muitas. Como eu disse um dia desses, foi  um tiro pra matar oito coelhos! Ah, vou citar os oito não....


Viagem

Ai, que vontade de pular esse junho e o começo de julho pra chegar logo a segunda quinzena e a nossa viagem. Já pode dormir e acordar lá pelo dia 17? Sim, sim, sim... exatamente  neste dia vamos pra serra. E depois... bem, depois é segredo! Mais tarde eu conto.


Viagem 2

E se o assunto é viagem, minha irmã precisa ser citada. Ela está curtindo uns dias em terras estrangeiras. Foi ver o namorado e, claro, descansar. 





Gravidezes

Gente... nunca tive tanto chá de bebê pra ir. E nunca furei tanto! Kenia e Thiago, desculpa. Eu tava atarantada e não consegui ir ver o João Norton se despedindo da barriga. 
Carol e Diego, desculpa também... eu ainda tava na correria sub-humana e não consegui sair da cidade. Agora as coisas estão mais tranquilas e eu prometo que logo logo vou conseguir ir aí dar um beijo pessoalmente nos três! 
Jóice e Leo, no dia do Álvaro Miguel também foi brabo. Desculpa de verdade!
É tanta criança chegando, que to confusa!


Contando...

Falando em criança chegando, estou esperando o convite da Aline e da Vanessa. As duas estão esperando meninas....e eu, claro, to de cá na expectativa. A Helena ta obrigando a Aline a ficar de repouso. Já a Vanessa, ta sassaricando pra lá e pra cá e organizando um super arraiá! Tudooo!


Outras amigas

Há alguns dias, esse Facebook me surpreendeu de novo. Todo mundo já teve uma experiência de encontrar uma amizade antiga em alguma rede social. Eu tenho desde os tempos de Orkut. A Andrea e a Emilene, duas grandes amigas, praticamente inseparáveis, do segundo grau, já estavam pela minha timeline há algum tempo e, por obra de alguma de nós, marcamos um encontro pra matar as saudades. Inacreditavelmente, somos as mesmas, embora 20 anos mais velhas, casadas e (elas) com filhos. Delícia! Logo eu posto uma foto.


Atividade física

To sofrendo aquele período de reinício das atividades físicas. Fiquei parada por um tempo, por conselhos médicos. Agora to de volta. Bem, tentando pelo menos. E do jeito que eu sempre sonhei: correndo. Já estou na casa dos 18 minutos. Sem marcar percurso ainda, pra não desanimar. Mas não vai demorar... rumo aos 10km.