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quinta-feira, novembro 20, 2014

Pessoas que leem são mais legais

Eu sempre soube que as pessoas que têm livros como a principal companhia são mais legais. E esse conhecimento meu foi adquirido com base em mim, claro, e nos meus amigos, mais claro ainda. Perto de mim, há, sem dúvida, os que preferem outros passatempos e afazeres. Só que, não sei bem o motivo, atraio muita gente que gosta – e muito – de livros, revistas, jornais e afins.


Hoje, zapeando pelos canais internéticos, descobri uma pesquisa sobre isso. Exatamente. Uma pesquisa da Universidade de Washington e Lee, nos Estados Unidos, que constatou o efeito com um teste simples: voluntários leram uma história bem curtinha, e foram questionados para identificar o quanto cada um tinha curtido o que leu e aí derrubaram, sem querer querendo, um monte de canetas no chão. O estudo conta que, quanto mais “transportadas” para dentro da história as pessoas tinham sido, maiores eram as chances de levantarem o bumbum da cadeira para ajudar a recolher as canetas.
A explicação é que quando lemos algo que realmente mexe com a gente,  criamos  empatia  pelos personagens da história — e quanto maior essa empatia, mais propenso a gente fica a ser bacana com os outros na vida real. 
E você aí, anda lendo muito? Ou tem alguma dúvida a respeito desta constatação?
Eu não. Definitivamente. Aliás, a próxima postagem do brog vai ser sobre “o que ando lendo”.

segunda-feira, novembro 17, 2014

A visão dos gringos sobre o Brasil*

Há muito tempo eu falo das meias que, inexplicavelmente, são esticadas até os joelhos de um sem-número de mulheres. Não consigo entender. Já tentei, mas não consigo. Pra mim, inclusive, é muito feio. Aí, zapeando pelas notícias hoje,encontrei essa.
Uma ideia genial: dez correspondentes estrangeiros, que vivem e trabalha, no Brasil, escreveram suas impressões sobre o país. Aí, alguém falou das benditas meias! E teve muito mais! E tudo está no livro “Palavra de gringo — Um olhar estrangeiro sobre o Brasil”, que acabou de ser lançado pela editora Língua Geral. Alguns trechos:


O meião das mulheres malhadoras

“Não conseguia perceber a razão daquelas meias de esqui, até o joelho, que as coelhinhas da academia combinavam com macacões elásticos e gritantemente coloridos. Quando se faz um esforço para coordenar a roupa de ginástica com a viseira, a garrafa de água e os tênis, por que estragar o visual com meias abomináveis?” (Jenny Barchfield, americana)



A churrascaria rodízio ‘Big pig’

“Uma noite, levei amigos alemães à churrascaria Porcão, a Big Pig, como costumo chamá-la. Sou vegetariana e há dez anos não botava o pé numa churrascaria, mas a Porcão mantinha-se exatamente igual, a mesma cortina de ar gorduroso e chamuscado, que nos saúda como um soco assim que cruzamos a porta (...) Perguntei se faziam um preço especial para vegetarianos que comessem apenas saladas. O gerente explicou que vegetarianos não têm desconto, mas se levassem um atestado médico comprovando a recente colocação de uma banda gástrica pagavam menos 30%. Essa eu arquivei na categoria ‘Só no Brasil’."  (Jenny Barchfield)

O brasileiro gosta de uma fila

“Comecei a prestar atenção a esse ‘gosto’ dos brasileiros por fazer filas quando fui a um bar com música sertaneja e, para minha surpresa, encontrei outra vez fila para entrar. O problema não é a fila em si. Chamou minha atenção o fato de ter que esperar mais de uma hora na fila, em pé, no frio. Um amigo que promovia bares e boates em São Paulo chegou a admitir que contratava pessoas, conhecidas como figurantes, para simularem que estavam na fila e, assim, atrair público.” (Waldheim Montoya, colombiano)

A ‘amizade’ com os porteiros
“É costume tratar bem os porteiros e os maîtres dos restaurantes. Precisamos deles para consertar o cano do banheiro, para conseguir a mesa do canto. Conhecemos essas pessoas há muitos anos, mas as conversas se restringem a brincadeiras sobre times de futebol, como se vivêssemos em países diferentes.” (Julia Michaels, americana)

quarta-feira, novembro 12, 2014

Eu e os livros

Depois de um tempo sem tempo pra me dedicar ao meu maior prazer do mundo inteirinho, os livros, há um mês, retomei as atividades.
E foram trinta dias semanas bem tumultuados, posso dizer. Encostei os dois livros técnicos que eu estava lendo (sim, porque eles eu não abandonei... não podia) e encarei os romances.
Finalizei O Códex 632, que tinha lido 100 páginas há dois meses e deixado, por falta de tempo e de interesse. Terminei também Cem Anos de Solidão, o melhor de todos, pela terceira vez.
E comecei e terminei 1984. 
Entre os livros do período, li um que me mostrou que livros podem, sim, ser ruins. Não vou falar dele, deixou para outra postagem, específica pra ele. Prometo!
Continuo....
Dizer que "O Segredo do meu Marido", presente de aniversário da Emilly, foi surpresa, é estranho, porque todos me surpreenderam. "O Segredo" é diferente, ousado e apaixonante. Daqueles que não dá vontade de largar. De jeito nenhum. E aconselho. Quem tiver oportunidade, não perca. 




Aí veio Divergente. Se bem que não nesta ordem. Divergente já virou filme e eu só ouvi falar quando ele ganhou as telonas. Foi a Emilly, de novo, quem me trouxe o título. Confesso que eu fiquei um pouco confusa nas primeiras 50 páginas, com aquelas facções que mais me lembravam a Grifinória, Sonserina, Corvinal e Lufa Lufa, do Harry Potter.Não, não é parecido, mas por algum motivo me fizeram lembrar. E confundir.


Só que logo depois tudo se esclarece e a confusão vira fascínio. A mocinha que abdica à família, descobre que tem um grande segredo, que pode lhe custar a vida, se envolve com um misterioso líder e encara o começo de uma guerra é daquelas que a gente imagina física e emocionalmente e não quer largar. Dá vontade de ler de novo, pra Tris não ficar esquecida. Só que não  precisa...
O segundo livro da série, Insurgente, já está comigo e parece ser tão envolvente quanto Divergente. Pros que insistem em filmes em vez de livros, talvez valha esperar a continuação...



terça-feira, agosto 05, 2014

Qual foi a biblioteca mais importante que existiu?*

Para começar, "importância" é um critério bem subjetivo. Não dá para dizer, por exemplo, que a biblioteca mais importante é a maior. Se fosse assim, a campeã seria a biblioteca do Congresso Americano, em Washington, nos Estados Unidos. É lá que está o maior acervo do mundo: atualmente, são 119 milhões de livros espalhados em mais de 850 quilômetros de prateleiras! Claro que é um centro importante, mas nada que se compare àquela que muitos historiadores consideram a "mãe" das bibliotecas modernas, que reunia os maiores cérebros do mundo. Isso numa época em que quase ninguém sabia ler ou escrever, e que o conhecimento humano sobrevivia basicamente por relatos orais. Estamos falando da biblioteca de Alexandria. Erguida no século 3 a.C., a biblioteca almejava "abrigar todo o conhecimento produzido pelo homem". Quase chegou lá: o lugar chegou a ter 700 mil textos, uma enormidade para a época. Essa grandiosidade ruiu a partir do século 3, quando o imperador romano Aureliano invadiu Alexandria e, acredita-se, destruiu o lugar. Na época, os nobres egípcios salvaram boa parte dos textos. Mas no ano de 642, o general árabe Amr ibn al-As conquistou a cidade e perguntou a seu soberano, o califa Omar, o que fazer com os livros. O califa disse que o único livro indispensável era o livro de Alá - o Alcorão, obra sagrada dos muçulmanos. Amr, então, distribuiu os livros pelas 4 mil casas de banho de Alexandria para que eles fossem usados como combustível das caldeiras.

Relíquia egípcia
Biblioteca de Alexandria reunia o supra-sumo do saber na Antiguidade




O CATALOGADOR
A tarefa de ordenar os papiros de Alexandria por temas coube ao poeta grego Calímaco (300-240 a.C.). Usando ordem alfabética para classificar os textos — uma novidade para a época —, Calímaco organizou as obras em oito assuntos: teatro, oratória, poesia lírica, legislação, medicina, história, filosofia e miscelânea

O PÚBLICO
Apenas filósofos, matemáticos e nobres estrangeiros que recebessem a permissão do rei do Egito podiam frequentar a biblioteca. A situação só mudou quando os romanos conquistaram o país, em 30 a.C. A partir daí, a biblioteca virou instituição pública, aberta a todos

OS PAPIROS
Os "livros" da biblioteca eram os papiros, espécie de papel enrolado em que se escrevia. Cada um deles media 25 centímetros de largura e até 11 metros de comprimento. Calcula-se que a biblioteca começou com 200 papiros. No século 2 a.C., esse número pode ter aumentado para um total de 700 mil papiros

O LUGAR
Provavelmente, a biblioteca ocupava uma área grande no Museu Real de Alexandria — não dá para ter certeza porque o espaço foi destruído no século 3. Também há poucos detalhes sobre a decoração. Alguns relatos falam sobre uma placa pendurada na entrada do local. Nela estaria escrito "lugar de cura da alma"

OS BIBLIOTECÁRIOS
Além de classificar rolos de papiros, os bibliotecários organizavam textos antigos. Os poemas clássicos Ilíada e Odisséia, atribuídos ao grego Homero e feitos entre os séculos 9 e 8 a.C., foram estruturados na biblioteca nos capítulos que se conhece hoje pelo grego Zenódoto de Êfeso, no século 3 a.C.

AS ESTANTES
Em sua origem grega, um dos significados da palavra biblioteca é "estante". Em Alexandria, as estantes ficavam num longo corredor, em reentrâncias próximas à parede. Em algumas recriações, as prateleiras aparecem em forma de X, o que facilitava o armazenamento e o manuseio dos papiros

OS ESCRIBAS
A profissão deles era copiar manuscritos. Em Alexandria, os escribas tiveram trabalho de sobra. Durante o reinado de Ptolomeu III (246-221 a.C.), um decreto mandava confiscar livros encontrados com estrangeiros. Os escribas reproduziam os manuscritos e só então devolviam os textos a seus donos

O IDEALIZADOR
A biblioteca foi erguida no século 3 a.C. por ordem do general macedônio Ptolomeu I, a quem Alexandre, o Grande, entregou a administração de Alexandria após a conquista do Egito. Sob a dinastia ptolemaica, que durou até o ano 30, a biblioteca tornou-se a maior de toda a Antiguidade.


terça-feira, agosto 02, 2011

Namore uma garota que lê*



Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas  garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim.  E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até  porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que  pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe  monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.


Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura

segunda-feira, outubro 18, 2010

Elite da Tropa 2 - o livro

Um tapa na cara. Com essas palavras, eu resumiria toda a narrativa do livro Elite da Tropa 2, um livro que transita entre realidade e ficção ao relatar a ameaça das milícias sob o olhar de um policial civil do Rio de Janeiro.

A ameaça das milícias, retratada pela primeira vez, foi abordada pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares e outros três nomes que de alguma forma estão ou já estiveram intimamente ligados com a violência urbana: o delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado, Cláudio Ferraz, o major André Batista (ex-BOPE) e o jornalista e ex-policial do BOPE Rodrigo Pimentel. Eles ransformam em literatura fatos atuais e aterradores relacionados ao crime organizado no Rio de Janeiro. É uma narrativa que tem a verdade como compromisso fundamental.
Por conhecer a realidade da segurança pública no Rio e por ser este um dos assuntos do meu maior interesse, eu vejo Elite da Tropa como um livro que toda pessoa nascida no estado do Rio de Janeiro precisa ler. Não por abordar, simplesmente, o dia a dia das polícias no estado, mas por mostrar, de forma clara, a realidade política e a ligação desta realidade com o 'lado criminoso' de todo o estado. O livro flagra a anatomia dessas máfias brasileiras, grupos criminosos formados por policiais e mantidos parcialmente com recursos do Estado.
O segundo volume acompanha o dia a dia da DRACO na voz de um inspetor. A narrativa traz a público episódios desconhecidos e inacreditáveis da história política e policial do Rio de Janeiro, permitindo que o leitor compreenda por que as milícias têm uma força crescente e quais são os limites das UPPs.
A obra é uma visão sobre o trabalho e os dilemas de quem lida com segurança pública no Brasil em uma trama ambientada em bairros nobres da capital carioca, municípios da Baixada Fluminense e até mesmo cidades nordestinas. Por meio de personagens cuidadosamente estruturados é possível conhecer as marcas da violência nas suas mais variadas formas ― explícita ou velada, física ou espiritual, objetiva ou subjetiva, coletiva ou individual.
Elite da Tropa 2
Com uma combinação de literatura, jornalismo e denúncia, o livro de Luiz Eduardo Soares, Cláudio Ferraz, André Batista e Rodrigo Pimentel é uma obra construída em diálogo com José Padilha e os criadores do filme Tropa de elite 2. Livro e filme são autônomos, mas compartilham temáticas e fontes, referências e intenções. As duas obras tratam, acima de tudo, de justiça e lealdade em uma sociedade na qual crime e poder caminham lado a lado.
Ainda não tive oportunidade de ver o filme, espero fazer isso esta semana.... aliás, é tudo o que eu quero fazer! O livro, presente de aniversário de uma pessoa especial que anda longe, eu já li.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Livros da semana

Na semana passada eu li quatro livros...
Há muito tempo não conseguia chegar a esta 'marca'.
E olha que to trabalhando e estudando pra caramba.... mas eu me esforcei.
O primeiro deles foi um romance que, digam o que quiserem, é uma continuação de O Reverso da Medalha, de Sidney Sheldon. "A Senhora do Jogo" não deixou passar nem um detalhezinho da história do mestre do romance (tá, brega) americano.
Li "Cale a Bocal, Jornalista - O ódio e a fúria dos mandões contra a Imprensa Brasileira", de Fernando Jorge. Bom. De verdade.
Li também Sushi, de Marian Keyes... comédia boa, praquelas horas de não querer pensar, sabe?
Comecei e terminei de ler "O Símbolo Perdido", de Dan Brown. Bom, mas confuso até mandar parar.
Essa semana eu já comecei lendo Los Angeles, da mesma Keyes do Sushi, e o Grande Livro do Jornalismo, presente da Resende....

sexta-feira, agosto 14, 2009

Agosto

Os meus três leitores sabem que eu gosto de ler. Talvez não tenham noção do quanto eu aprecio, mas que sabem, sabem. To sempre lendo algum livro. Ultimamente, isso tem sido mais incomum, porque ando sem muito tempo disponível, mas estou sempre no meio de uma leitura e outra. Ontem eu terminei de Ler Agosto. É, eu nunca tinha lido. Tenho o exemplar no meio de outros vários, e como tinha terminado de ler outros dois (Um certo capitão Rodrigo, de Érico Veríssimo, um deles. O outro, de novo, Cem anos de solidão, de Gabriel García Marquez), optei por ele.
Pois muito bem. Muito bem mesmo. O livro é excelente. Talvez porque eu goste muito de história. Pode ser.
Tendo como pano de fundo os acontecimentos que culminaram no suicídio de Getúlio Vargas, Agosto mistura ficção e realidade. Seu começo é o assassinato de um importante empresário carioca e, a partir daí, uma série de casos, envolvendo a investigação policial, um crime político envolvendo o jornalista Carlos Lacerda e o major do Exército que fazia sua segurança pessoal, amores, traições, dinheiro, poder, a própria Ditadura Militar com todas as suas implicações políticas e homossexualismo, Agosto é sensacional.
De Rubem Fonseca, Agosto é uma série de pistas falsas de crimes - que levam o investigador Mattos ao Palácio do Catete -, pessoas lutando por poder, vaidades à flor da pele, loucura.
Todo ele. Com um final surpreendente.
Agosto vale a pena. E muito.

sábado, março 07, 2009

Lançamento

Noite de sexta-feira foi noite de lançamento do livro Os Ratos do Quarto ao Lado, do meu querido amigo-bancário-vocalista-gaitista-de-uma-banda-de-blues Jefferson Sarmento.
Amigos foram prestigiar. Leitores e fãs também. A imprensa deu o sinal da graça desde a quinta-feira.
Eu, o Devan e a Gigi estivemos lá. Com direito a livro autografado e tudo...




Depois, esticamos. A Camila uniu-se a nós. O Max e a Thais não, infelizmente.
Diversão garantida, claro. Saudade disso...



quarta-feira, março 04, 2009

Lançamento

Chegou a hora.....
Meu querido amigo bonitão Jefferson Sarmento lança na próxima sexta-feira, seu segundo romance: Os ratos do quarto ao lado.

Eu já li - aliás, até falei sobre ele aqui no brog - e aprovei.
Vale a pena!



Pros meus três leitores, se quiserem prestigiar, o convite está feito.
O coquetel de lançamento da obra será na sexta-feira, Às 19 horas, na livraria Veredas, no Pontual Shopping.

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Os ratos do quarto ao lado

Essa semana, depois de quase um mês, finalmente terminei de ler Os ratos do quarto ao lado. Tava parecendo piada... mas não era, claro. Eu, de fato, estava sem tempo pra dedicar à leitura e tive que esperar o recesso no jornal pra conseguir pegar o livro e não largar até chegar à última página.
Os meus três leitores podem estar se perguntando por quê este livro merece um post especial, já que eu não costumo fazer isso. Eu explico os motivos: pra começo de conversa, o livro é ótimo. Bom mesmo. Daqueles que a gente tem vontade de não largar mais (no meu caso, a vontade teve que passar, porque eu não tinha tempo messsmo).
Depois porque o autor do livro é um cara muito especial na minha vida. O Jefferson divide seu tempo entre a vida de gerente de banco, de pai, marido, amigo dos amigos, vocalista e gaitista de uma excelente banda de blues e ainda escritor. É... quem aí achar necessário que eu aponte mais motivos, me avise, pra eu fazer isso.
Os ratos do quarto ao lado tem um texto envolvente. Uma história com tantos detalhes que faz a gente ter curiosidade de como é que tantas pontas vão se encaixar mais na frente. Personagens reais, com profissões como as nossas - especialmente a minha... eheh -, com vidas comuns e problemas que, se a gente nunca viveu um parecido, com certeza conhece alguém que já.
O livro fala de um série de assassinatos, cujas vítimas são meninos. Com detalhes assustadores, cada crime cometido faz a gente ver um dos personagens como suspeito. Os ratos do quarto ao lado tem um final surpreendente. Assim como todo o seu desenrolar.
Vale. Pela história, por cada detalhe, por cada narrativa que me tirou o fôlego. E por uma pergunta que não quer calar: aquele orfanato existiu?

sábado, novembro 01, 2008

Estudo de caso: Pollyanna - parte II

A primeira parte do Estudo de Caso da nossa querida Pollyanna está aqui.

NEGAÇÃO - OS FATOS

A negação é um mecanismo de defesa geralmente usado por aqueles que consideram desconfortável ter de confrontar-se com verdades dolorosas. Há muitos tipos de negação. Por um lado, ela pode ser um mecanismo de defesa utilizado por muitos de nós em ocasiões nas quais nos recusamos a encarar as conseqüências de algo que fazemos e quando não queremos assumir a responsabilidade por nossos atos. "Aconteceu!", é a exclamação mais comum. Em outros casos, a negação é quase um estado normal da mente, assim como é para Pollyanna, com seu otimismo fora do lugar. Em algumas famílias, por exemplo, um caso óbvio de alcoolismo ou vício em alguma droga, ou outro comportamento desadaptivo demonstrado por um de seus membros, pode ser negado ou minimizado pelo resto da família. Por outro lado, a negação pode estar relacionada a um incidente sério na vida de uma pessoa. Por exemplo, se alguém sofreu uma agressão, pode até reconhecer que o ataque aconteceu, mas negar seu imapacto.
Pollyanna usa a negação como blindagem emocional. Embora a Srta. Harrington não tenha feito qualquer esforço para receber a sobrinha, não demostrando bondade ou afeição, Pollyanna simplesmente se comporta como se a tia estivesse agindo e apoiando-a de maneira adequada. Ter perdido os pais e ir morar com um parente que não se preocupa com ela é simplesmente muito doloroso para Pollyanna aceitar, e então ela nega a dura realidade da situação.

PROGNÓSTICO

A negação é geralmente descrita como um mecanismo de defesa de uma mente imatura. Já que Pollyanna ainda não atingiu a maioridade, é possível que consiga se libertar do uso da negação como forma de enfrentamento. Embora o otimismo de Pollyanna possa estar sendo prejudicial em sua atual situação, já qe ela o usa de maneira indiscriminada, ela pode lhe ser útil a longo prazo. Pessoas pessimistas têm maior probabilidade de sofrer de doenças mentais e físicas do que aquelas que são mais positivas em sua forma de encarar o mundo. Entretanto, no futuro, Pollyanna precisará aprender a considerar os fatos de maneira mais objetiva e ser mais realista em suas expectativas, em vez de se apoiar em um otimismo cego.

TRATAMENTO

Pollyanna recebeu muito pouco apoio desde a morete do pai. Uma orientação em relação ao luto, portanto, seria útil para ajudá-la a lidar com a perda dos pais. Se possível, a tia de Pollyanna deveria participar de algumas sessões com a sobrinha, para que pudesse aprender a lidar com a menina de uma maneira mais branda e dócil.
A terapia familiar também pode ser uma opção. Tanto Pollyanna quanto a tia podem se beneficiar com isso. A Srta. Harrington, obviamente, tem suas próprias dificuldades, como ficou evidente em sua espantosa ausência de empatia, que pode muito bem ter se originado na infância. Além disso, o fato de repentinamente ter de cuidar de Pollyanna pode ter significado um grande peso emocional para ela. Portanto, uma terapia conjunta poderia ser útil para ensiná-las a conviver de uma maneira mais satisfatória para ambas.

COMO IDENTIFICAR ALGUÉM QUE SE UTILIZA DA NEGAÇÃO

Você conhece alguém que vê o mundo da mesma forma que Pollyanna? Essa pessoa...
( ) Parece minimizar os problemas em vez de encará-los?
( ) Ignora questões com as quais outras pessoas se preocupariam, como esconder uma fatura em vez de abri-la?
( ) Tenta escapar dos problemas de modo pouco saudável, como, por exemplo, usando drogas ou álcool?
( ) Mente sobre como estão as coisas em casa? Por exemplo, sustenta que seu casamento está muito feliz, quando está óbvio que há profundos problemas que precisam ser resolvidos?

segunda-feira, setembro 22, 2008

Lobo Mau no Divã

Lembra-se de todos aqueles personagens encantadores com os quais você passou a sua infância? Bem, chegou o momento de vê-los por outra perspectiva...
Imagine se Sininho tivesse feito psicoterapia para curar seu Transtorno de Personalidade Anti-Social, se a Bela tivesse reconhecido sua relação de co-dependência com a Fera e se o Mágico de Oz tivesse tratado seu Transtorno de Personalidade Narcisista. Teriam eles vivido felizes para sempre?
Em "O lobo mau no divã", Laura James desvenda os transtornos psicológicos dos nossos personagens infantis favoritos e, com isso, ajuda-nos a perceber as próprias fragilidades e lidar com elas.
Cinderela deveria mesmo ter se casado com um homem com quem se encontrou apenas duas vezes? Estaria ela sofrendo de algum transtorno psicológico subliminar?
Após questionar-se sobre o comportamento de Cinderela, Laura James percebeu que algo estava errado. Para uma criança ingênua e fascinada pelos contos de fadas, a tarefa de analisar seus personagens preferidos sob a ótica da psicologia seria, obviamente, impossível. Porém, ao reler as histórias para os filhos, a autora constatou que, além da princesa, Alice Ursinho Pooh, Peter Pan, Lobo Mau, entre outros personagens, apresentam distúrbios, neuroses e psicoses.
Cansada de vê-los sofrer, Laura James concluiu que faltava um livro que tratasse especificamente dos transtornos das princesas, heróis e vilões da ficção. Em Lobo Mau no Divã, há explicações técnicas muito divertidas sobre o que se passa na mente dos personagens de nossos contos infatis favoritos. Afinal, como o Tigrão poderia encontrar orientações para lidar com seu Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade? Quem poderia ajudá-lo?
Seja no Bosque dos Cem Acres ou no Reino Tão, Tão Distante, os habitantes do mundo encantado e os leitores da vida real vão aprender um pouco mais sobre distúrbios psicológicos, reconhecer seus sintomas e, quem sabe, descobrir a melhor maneira de lidar com as próprias questões.


E, aos meus três leitores: Aguardem... logo logo eu coloco aqui os personagens, seus distúrbios, estudos e os diagnósticos de cada um!

segunda-feira, setembro 15, 2008

O RIO é assim*

O RIO é assim – a crônica de uma cidade (1953-1984) foi organizado por Jason Tércio e lançado pela Editora Agir. Chamado de ‘extensa e variada bibliografia sobre o Rio de Janeiro contemporâneo’, o livro é um reflexo sem teorização, crítico sem aviltamento, documental sem aridez, leve sem superficialismo descartável, subjetivo sem afetação. Nele, mais de 30 anos de vida carioca são vasculhados assim pelo olhar de um cronista irrequieto que perscrutou a cidade em todos os seus meandros.
Por tanta importância -e por venerar a cidade -, vou postar aqui regularmente as crônicas que compõem a obra. No livro, temos o Rio de Janeiro como nunca foi lido, pelo menos com tal intensidade e estilo. Cada texto transpira paixão. Maracanã, samba, carnaval, Esquadrão da Morte, prazeres da praia, loucuras do trânsito, crianças abandonadas, personagens anônimos e célebres, o Solar da Fossa, a paisagem deslumbrante.
Algumas das crônicas, como a série sobre bairros e espaços públicos trazem grande contribuição para o conhecimento das peculiaridades urbanas e sociais, numa linguagem gostosa. As análises da violência – assunto que particularmente me interessa – primam pela coragem e pela lucidez ao apontar causas e propor soluções.
Ah, e o livro me dá a certeza absoluta de que posso continuar dizendo por aí que o Rio à noite é a segunda cidade mais linda do mundo. A primeira? O Rio de dia.

*Texto-base de Jason Tércio

domingo, agosto 24, 2008

Homens fazem sexo? Mulheres fazem amor?

Eu não leio auto ajuda e os meus três leitores sabem disso. Abomino o gênero e não faço a menor questão de esconder isso. O caso é que esta semana eu estava lendo umas críticas de obras de Psicologia e descobri um título conhecido, que eu julgava auto ajuda, como sendo uma obra de pesquisa psicológica.
Por isso, fui atrás. E, para a minha surpresa, me apaixonei pelo assunto... tanto que já to relendo o livro.
"Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor" não trata literalmente do assunto do título, mas trata de todas as outras dúvidas que embasam relacionamentos entre homem e mulher.
Gente... é ótimo. De verdade...
Ah, e tanto é verdade que de vez em quando eu vou colocar aqui uns posts com alguns esclarecimentos que o livro traz.
Pra começar, nada como a comparação dos cérebros...

O FEMININO

O MASCULINO