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sábado, novembro 16, 2019

Atualizando

Um ano!

Sim, em menos de dois meses, meu recorde de sumiço daqui seria batido. Um ano. Um inacreditável ano! To aqui tentando me lembrar quando fiquei tanto tempo sem escrever.... e acredito que este tenha sido o maior. Mas estou resguardada pelo motivo mais real de todos: ser mãe de duas. Gente, isso não é para amadores! Mas deixo pra outra postagem - que, espero, não demore tanto. Cá estou eu, pra tentar, em algumas poucas linhas, atualizar geral!

Catherine

Da última vez que eu passei por aqui, foi pra falar do meu 2018. Três dias depois, Catherine completou um mês de vida. Pois bem, falando assim, fica mais assustador esse tempo todo que eu passei fora... rsrsrs. E se faz quase um ano, Catherine está com quase um ano! Coisa mais rica da minha vida... um pouco mais adiantada que a Aurora, tem dez dentes, praticamente anda e sorri pra todo mundo... não, não pra todo mundo. Pra maioria das pessoas. Ou talvez não... mas tudo bem. Esta foto foi feita em julho, quando ela tinha 7 meses. É ou não é linda essa minha filha 2?



Aurora

Bem, Aurora tinha virado outra criança com a chegada da Catherine e permaneceu sendo outra por alguns meses. Mais ou menos quando a irmã começou a interagir, ela voltou a ser ela mesma. Só que aí ela estava com três anos e, dizem, tem esta idade uma fase bem difícil (como se as anteriores não fossem). Aí, Aurora que já tinha voltado a ser Aurora, virou outra Aurora... autoritária, faladeira (não, ela já era antes disso), mandona, respondona... mas continuava linda. Continua, aliás. E estamos conseguindo contornar bem os desmandos dela. Na maior parte do tempo, confesso.



Vida

A vida por aqui continua difícil, obrigada. Aquela mesma história de sempre, que eu não me lembro, mas provavelmente já falei aqui. Muito frio (que, inclusive, começou junto com o outono), idioma, cultura... enfim. Tudo é diferente e isso torna tudo mais difícil. Já são três anos e, teoricamente, é tempo suficiente para estarmos completamente adaptados e felizes. Adaptados estamos, felizes também... mas não é só isso. Provavelmente vamos sentir pra sempre as diferenças.E seguimos preferindo estar aqui. Deus tem nos sustentado e estamos na dispensação do Pai.

Família


Pode parecer clichê, e talvez seja mesmo, mas o fato é que as dificuldades nos unem. Sempre. Sejam quais dificuldades forem. Clima, cultura, idioma, filhos, morte, doença.... e como estarmos num país que não é o nosso não é moleza, nossa família está sempre muito unida. Nós aqui, que moramos sob o mesmo teto, e nossos amados parentes, que estão a milhares de quilômetros de distância. Deus tem sido tão bom conosco, que, depois de os meus pais virem juntos em dezembro (ele voltou em janeiro pro Brasil e minha mãe ficou até março), minha mãe voltou pra cá em julho e ficou até o final de outubro. Quer coisa melhor? Só se eles pudessem ficar aqui sempre...


Frio

Sobre o bendito frio eu já falei outras vezes com certeza. Estamos numa região bem próxima do Canadá (só pros meus três leitores - que eu nem sei se ainda existem - terem uma noção geográfica) e aqui faz bastante frio. O outono começou em setembro, quando a primavera chegou no Brasil. E em outubro já estava fazendo frio. Estamos no dia 16 de novembro e tivemos neve há quatro dias por aqui. Ou seja, é friaca mesmo! E ela dura oito meses. Só veremos dias quentes novamente em junho. E eles vão se repetir até agosto. Depois, em setembro, cabô!

Trabalho

O meu de jornalista continua, com força total. Não, não com tanta força assim... mas continua. Mesmo longe, continuo fazendo trabalhos de revisão textual e produção de texto para sites e redes sociais. Consultorias não existem mais. Além disso, estou mais cozinheira que nunca! Empadão, pães de mel, bolos, biscoitos.... vamos que vamos!

Amizades

Eu sou o exemplo vivo de que a distância não diminui a amizade. Pelo menos as minhas amizades, não diminuiu. As mais próximas e verdadeiras, permaneceram. Algumas outras, também verdadeiras, ainda estão aqui, embora um pouco sumidas. O fato é que contatos são mantidos, outros se vão... mas o que é a vida, além de um grande vir e ir de pessoas?

Igreja

Já falei aqui e repito o quanto eu sou grata a Deus por nos colocar em uma comunidade evangélica tão sincera. Pessoas sinceras, pastores sinceros, Palavra de Deus sincera e necessária... irmãos de fé que se tornaram irmãos de verdade. Pessoas com as quais convivemos, contamos e as quais amamos grandiosamente. Deus continue nos abençoando.

quarta-feira, outubro 24, 2018

Carta à Catherine

Quase três anos depois, cá estou eu novamente, numa  postagem que não achei que se repetiria. Três anos atrás, a proximidade do parto da Aurora, toda expectativa, a forma como eu me sentia e tudo o mais que envolvia a data, me trouxeram a fazer a "Carta à Aurora", que pode ser relembrada aqui.
Hoje, a proximidade da chegada da Catherine, a segundinha, me traz a esta postagem.
Os sentimentos se misturam, mas são diferentes. O temor é parecido, afinal de contas, teremos um procedimento cirúrgico dentro de pouco mais de um mês e isso, por mais corriqueiro que seja, assusta um pouco. E o temor quase acaba aqui. O fato de a Aurora ter 'sobrevivido' à nossa inexperiência, aos nossos medos e a tudo com o que não sabíamos lidar, nos acalma.
Catherine, você está chegando em uma família que, de certa forma, sabe o que está por vir, conhece - mesmo que não exatamente - a rotina, os caminhos e a tranquilidade que, na prática, um bebê recém nascido representa. Mesmo que isso não seja a fiel realidade que nos aguarda.
O fato importante é que o sentimento pré nascimento que nós temos hoje é ligeiramente mais tranquilo do que o que tínhamos em fevereiro de 2016. Não sei o quanto mais traquilo, mas a palavra "ligeiramente" ajuda a sinalizar que, no fundo no fundo, há o eterno medinho, aquele que toma conta de toda mãe antes da chegada de um bebê, não importa se primeiro, terceiro ou quinto.
A parte mais importante dessa doce espera é que temos a certeza de que você, Catherine, vai chegar num lar que aguarda ansiosamente por você e já a ama como se a conhecesse. Temos convicção de que este amor que já sentimos, sem ter visto o seu rosto, vai aumentar a cada dia, até que a gente perceba que não há palavras para descrevê-lo. Não há como explicar. Só sabemos que é o amor que aprendemos com Deus, temos certeza de que é assim que Ele nos ama.
Esta carta tem só uma motivação: a vontade de externar o sentimento que nos move, e a (minha) necessidade de colocar no 'papel' aquilo que estou sentindo. Ta, são duas motivações, mas como tudo tem a ver com sentimento... fica como se fosse uma só. Estamos vivendo o segundo momento mais especial da nossa vida. Todos os outros ficaram aquém do que a vida está nos dando hoje. Namoro, casamento, viagens, momentos felizes, amigos... nada pode chegar perto do que sentimos quando vivemos a espera e chegada da Aurora e, agora, a espera pela sua chegada.
Estamos muito felizes e oramos a Deus para que essa felicidade seja constante. Pedimos a Ele todos os dias que nos supra de capacidade para criar você nos caminhos dEle, ensiná-la que a fidelidade dEle é o que de mais importante temos na vida e que a misericórdia dEle é a causa de não sermos consumidos. Você vai entender isso um dia. Buscamos sabedoria divina para que saibamos conduzir os seus dias, para que não nos acovardemos diante das dificuldades que surgirão e, principalmente, que a gente permaneça fiel aos caminhos dEle, o autor e consumador da nossa fé.
Catherine, querida, estamos ansiosos pela sua chegada, mas fica mais uns dias aí nesse forninho... logo logo você estará aqui conosco, na nossa casinha nova - que só existe pela sua chegada, no seu quartinho lindo e com a sua família de americanos e brasileiros (porque sim, você tem uma família linda de brasileiros aqui e no Brasil, e uma família linda de americanos aqui também).
Que Deus a abençoe, ainda no meu ventre, e na sua chegada.

quinta-feira, outubro 18, 2018

18 de outubro

Sempre achei o dia 18 de outubro uma data muito bonita. Acho que porque a sonoridade de "18 de outubro" é bonita, combina... quase rima. Mas não só por isso. Quase todos os dezoitos de outubro da minha vida foram de comemoração ao aniversário da Mônica, minha irmã mais velha. Isso fazia do dia muito mais bonito, mesmo depois que ela se casou, mudou de cidade e parou de comemorar o próprio aniversário. Lembro-me de ligar pra ela logo cedo e, em vez de "alô", ouvir "irmããããã!".... era assim que ela atendia ao telefone quando eu ligava. E lembro também de que quando eu ligava de um número que ela não conhecia, ela dizia "pronto". Eu perguntava "pronto o que? Tem bolo pronto aí?". Ela ria.


Isso acontecia no aniversário dela, mas não só. Ela era assim, em qualquer dia, a qualquer hora, não importando como ela estivesse. Isso era bom, fazia bem. Não esqueço da saudade que eu sentia dela, quando morava em Brasília. Várias vezes eu telefonava e pedia pra ela cantar uma música que eu gostava muito. Uma não, duas. Eram duas músicas infantis, mas que eu gostava muito de ouvir quando ela cantava. E ela sempre cantava quando eu pedia. Até hoje, nunca consegui cantar as duas musiquinhas pra Aurora... não consigo. A garganta trava, os olhos enchem de lágrimas.... eu acabo deixando pra outro dia.
E isso passou a acontecer há cinco anos, 38 anos e dois meses depois do nascimento dela. No dia em que Deus a tirou do nosso convívio na terra. Desde então, o dia 18 de outubro ficou mais frio, mais escuro, menos bonito.... mais triste mesmo. A cada ano, coisas novas acontecem em nossas vidas, pessoas novas chegam, alegrias, novas tristezas, perdas, ganhos, trabalhos, sorrisos, lágrimas.... mas aquele sentimento de "não temos mais a Mônica", não nos deixa. Está aqui, sempre. Todos os dias, mas muito mais presente em alguns dias específicos. No aniversário dela, no Natal que ela sempre gostava de comemorar, quando ouço alguns hinos que ela cantava como ninguém e em alguns outros momentos.
Essa semana foi de lembranças. O desenvolvimento da Aurora, cada frase nova que ela forma, as sapequices, as músicas que ela canta.... me fazem sempre imaginar como a Mônica reagiria. Ela amava crianças e sonhava em ter filhos. Aurora e Rachel seriam a felicidade da vida dela. E agora, a Catherine.
Mas Deus sabe de todas as coisas. Ele tem nos sustentado, tem nos mantido de pé, firmes. E tem nos consolado a cada dia também. Aos nossos pais, nossas famílias. E tem nos ensinado também. 
Obrigada, Senhor. Em meio às adversidades, precisamos de serenidade e fé para perceber a vontade de Deus para as nossas vidas.

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Carta para 2017

Pra começo de conversa, to atrasada. É, aqui com essa carta, que foi um meio que eu encontrei de conversar com o ano que acabou de acabar. Na verdade, quando tive a ideia e comecei a conceber esse texto, ainda faltava algum tempo para o 2017 acabar... só que a vida não ta fácil, e eu nunca mais consegui terminar. Aliás, consegui sim. Agora, três dias depois do limite. E como eu não me dou bem com limites, vou postar assim mesmo.
2017, querido, você foi difícil pra caramba. Não todo, mas pelo modo como começou e andou por alguns meses, te coloco no nível 9, numa escala que vai até 10. E como esses alguns meses difíceis foram, tipo, bem difíceis, o ano inteiro pode ficar como difícil.
A nossa adaptação, aqui nos Estados Unidos, foi, de longe, o maior problema que enfrentamos. Chegamos no começo do inverno e quando nos mudamos para a nossa casa, em janeiro, éramos só dificuldade. Sério. Sem exagero. Se você queria ser difícil, se superou. Aurora foi um desafio a cada hora. Desaprendeu a comer e a dormir. Visto que essas duas coisas eram as únicas que ela sabia fazer aos 9 meses.... voltamos à estaca zero. Cada hora, literalmente, era algo diferente pra gente vencer. E fomos vivendo cada hora. E elas foram passando, passando. E passaram. Ó, digo sem medo de errar, que foi uma das maiores provas da minha vida. E nós conseguimos. Aurora, hoje, está adaptada. E nós, consequentemente, também. Ela dorme bem, come, deixou de mamar no peito no dia em que completou 19 meses, sem que eu fizesse absolutamente nada. Pensando bem, querido 2017, você pode não ter sido tão cruel assim.... vou pensar melhor se mudo essa palavra.
E como você foi nosso primeiro ano fora do nosso país e longe dos nossos amigos e familiares, a saudade foi outro grande mal vivido em todos os seus meses. Saudade de tudo. De andar na rua e cumprimentar as pessoas, de ir à casa da vizinha que virou amiga, de levar a Aurora no parque da rua, de encontrar as amigas íntimas, de conversar - em português - com um desconhecido no supermercado e reclamar do preço da batata, de ter o vovô e a vovó da Aurora ali, a uma porta de distância, de dirigir meu próprio carro, de ir almoçar na Birinha e ficar por lá a tarde toda sem fazer nada e comendo os doces mais gostosos do mundo, de tomar banho de piscina piscina da Neguinha.....
Mas nem só de saudade você foi feito, 2017. Os seus dias foram de descobertas também. Boas e ruins. Descobri que me desafiar é sempre bom. Vencer desafios é ainda melhor. Descobri que o maior bem que a gente tem na vida chama-se Família. A que mora na casa com a gente e a que mora longe também. Descobri que ter paz é o melhor que se pode ter. Descobri que dinheiro é necessário pra gente viver, mas não é o mais importante (muitas vezes, antes de você, 2017, eu cheguei a trocar a ordem na escala da importância).
Descobri que trabalho é mais que necessário, é fundamental, mas que ele não pode ocupar um lugar que não pertence a ele. Isso significa que família, filhos, amigos, risos e mais um monte de outras coisas também precisam ter lugar cativo no nosso tempo. Descobri que faço o melhor empadão do mundo, que tenho a filha mais linda, que cada sorriso dela me traz lágrimas aos olhos, e que cada conquista que ela faz me deixa lotada de alegria.
Descobri que por mais frio que faça por dias seguidos, o sol volta a brilhar. E, por mais que demore, o verão chega, trazendo dias de alegria infinita, parques lotados, praias cheias de gente feliz, cabelos ao vento..... e, como não falar do verão com a vovó? Sim, minha mãe veio e ficou por aqui por seis dos seus doze meses, fazendo a alegria das duas netas mais lindas do mundo! Pena que o verão se foi e ela precisou voltar pro meu pai...
Descobri, em épocas diferentes do seu decorrer, que casar uma grande amiga e não estar perto quando outra grande amiga tem um bebê, são dois acontecimentos importantes e que eu daria um dedo - ou dois - para estar com elas....
E você, 2017, também me trouxe decepções. A maior delas foi aquela, da família que foi embora pro sol e deixou pra trás o chamado de Deus, a obrigação espiritual com os filhos dEle. Essa decepção nos afastou do Pai por um curto período de tempo. E Ele, em sua infinita misericórdia, nos mostrou o caminho a seguir e colocou pessoas comprometidas na nossa vida. Hoje, eu O louvo e agradeço, de coração, por todo cuidado que nos dispensou durante todos os seus 365 dias.
Alguns dias foram amargos. Descobrimos de uma forma bem ruim, como é ser vítima de fofoca. É... não vem ao caso os detalhes do caso, mas foi bem chato. A parte boa é que a gente aprendeu que, para se confiar em alguém, é preciso cautela. E se esse alguém for da nossa terra, cuidado redobrado.
Pensando bem, 2017, você não foi tão ruim como eu pensei no começo desta carta. Agora, após lembrar das - muitas - coisas boas que vivemos me faz repensar mesmo. Você foi um ano de aprendizados. Sim, lutas muitas, mas vencidas. 
E em vez de agradecer a você e aos seus 365 dias, eu agradeço a Deus e O louvo por cada momento, cada lágrima, cada vontade de ir embora, cada hora de busca, cada alegria, cada sorriso...... cada movimento feito em 2017 foi minuciosamente planejado por Deus. E tenho absoluta certeza de que estamos no caminho certo e que este 2018 será infinitamente melhor. Infinitamente mesmo.









Tchau, 2017... até nunca mais!

quarta-feira, setembro 23, 2015

Uma menina!

Desde que descobrimos que vem um bebê por aí, foi iniciada a temporada das apostas. Amigos, familiares, conhecidos e até quem nem convive conosco compartilhou opiniões. A maioria quase absoluta acreditava que nosso bebê era um menino. A Emilly chegou a dizer que eu "tenho cara de mãe de menino".
E as opiniões não pararam mais. Eu e o Devan falávamos sobre o que as pessoas diziam, mas nenhuma vez dissemos o que pensávamos.
Na ultrassom feita com 13 semanas, a médica disse que, na opinião dela, teríamos uma mocinha. Como já tínhamos sido alertados pelo obstetra de que, nessa época, as chances de acerto ficavam "apenas" nos 51%, nós não nos empolgamos.
Só nós, porém. A Marcela, que junto com a Gisa, a Thais, a Resende, a Moti e, claro, o Andrezão, acreditava que uma menina estava a caminho, até produziu a arte do "Status", que compartilhei ontem no Instagram e no Facebook e coloque aqui ao lado. Acho que este grupo foi o único que acreditava mesmo que o bebê era uma menina.
Logo depois que a médica disse achar que era uma menina, o obstetra viu a ultra e fechou o veredito: pra ele, o bebê era mesmo uma menina. Disse até que, se o Devan quisesse um menino, teria que tentar 45 dias depois do parto, porque este era uma menina, com toda a certeza.
Mesmo assim, o Devan e eu mantivemos a dúvida. Ainda mais depois do alerta da Thais, que aos três meses, ouviu do médico que o bebê era uma menina e, um mês depois, que era, na verdade, um menino. Pra evitar a decepção, nós preferimos continuar nos referindo ao bebê como "bebê", sem comprar nada que caracterizasse menino ou menina.
Só que nós dois fomos os únicos. Meu próprio pai, no dia seguinte à opinião dos dois médicos, me trouxe uma caixa de presentes: cobertor de pelinho rosa, prato de refeição rosa, touquinhas de lã de menina e até um macacãozinho de menina. E a Lohana e o Júnior, que vieram nos visitar e trouxeram um body feminino lindíssimo.
Ta, continuamos esperando. E cultivando a expectativa.
Até ontem, que fizemos a ultra. A mesma médica que tinha suposto que era uma menina, confirmou. O bebê, aliás, ajudou muito. Não sei se por todo o chocolate que eu comi antes da consulta ou se pelos apelos que o Devan fez à barriga, na recepção da clínica. Alisando a barriga, ele dizia: "Amor do papai, precisamos saber se você é uma menina, pra mamãe comprar vestidos lindos, ou se é um menino, pro papai providenciar bonés e pro vovô arranjar aquela moto". Sim, ele disse isso umas trinta vezes. E o bebê atendeu. Na hora do exame, estava com as pernas abertas e ficou assim durante os quinze minutos em que ficamos lá. A médica medindo, contando, mostrando estômago, rins, coluna e cabeça e a menina com as pernas abertas, sem o menor pudor. Com as pernas abertas e as mãos no rosto. Vergonha de que, minha filha? Imagina... mantendo as vergonhas descobertas e escondendo o rosto...
Não sei a quem vem essa Aurora (a escolha do nome é assunto pra outra postagem). Aliás, nome inaugurando marcador.

sexta-feira, setembro 18, 2015

E a ficha? Caiu.

No momento em que contei pro Devan que estava grávida, ele entendeu perfeitamente o que significava e naquele exato instante, começou a se sentir pai. Ta, talvez seja um pouco de exagero, mas se não foi no exato instante, foi alguns instantes depois. Mas foi logo. Loguíssimo, eu diria.
Comigo, porém....
Fiz a primeira ultra, sozinha. Ouvi coração do bebê e vi aquela manchinha na tela. Na minha cabeça, nada. Levei o resultado do exame pro Devan, com todas aquelas fotos em preto e branco, que a vida inteira eu não consegui entender quando se tratava da gravidez de outra pessoa. E continuo assim. Pois ele viu aqueles borrões e disse exatamente o que o médico tinha visto. Apontou cada parte da manchinha e disse o que era. E a minha ficha, nada.
Fiz a segunda ultra, de novo sem ele. Ouvi coração e me assustei com a emoção da médica: “Olha ali, o seu bebezinho! Gente, Deus é mesmo perfeito”. Foi ela quem disse. Eu respondi: “Urrum”. Porque a minha ficha, nada. Levei as imagens em DVD pra casa e no momento em que eu coloquei a mídia pra rodar, o Devan repetiu as palavras que a médica usou pra me explicar os borrões: “olha só, aqui, é o brotinho do braço. Aqui, o brotinho da perna”. Certo. A minha ficha, nada. E o Devan, emocionado. Como a médica que eu nunca mais vou ver.
A terceira ultra foi com 13 semanas e ele estava comigo. Eu estava meio apreensiva, porque este exame específico serve para os médicos tirarem umas dúvidas sobre a estrutura do bebê. A tela acendeu com a imagem embaçada do bebê e pronto, o Devan disse: “Puxa, como é grande!”. A médica disse: “não, ainda é pequenininho, tem só nove centímetros” e ele respondeu: “Nove centímetros, pequenininho? Gente, é isso!”, e mediu com o dedo indicador e o polegar o que são 9cm. Apontou braço, perna, disse que o bebê não sossega um minuto, que vai ser como eu... a médica achou muito legal e deu a opinião dela sobre o sexo do bebê, lembrando que não era pra sair comprando nada, porque nesta época da gravidez a possibilidade de acerto do sexo é de 51%. Mesmo assim, o Devan voltou pra casa, emocionado. E a minha ficha, nada.
Aí, as minhas calças jeans passaram a não fechar, minha barriga coça muito, tomo diariamente um comprimido de Omega3 que me faz arrotar peixe o dia inteiro, passei a ter tontura e tenho uma fome que não é minha. Mesmo assim, cadê a ficha? Nada.
Dia desses encontrei uma super promoção de fraldas descartáveis na internet. Comprei duas caixas, pra aproveitar a oportunidade. As fraldas chegaram alguns dias depois e aquele cheirinho invadiu a casa. O Devan quase chorou. E eu?
A verdade é que ele se diverte. Conversa com o bebê antes de dormir, conta como foi o dia, fala alguma coisa de mim. Na manhã seguinte, quando eu levanto pra trabalhar, ele dá bom dia, faz recomendações à minha barriga e me liga o dia inteiro pra saber se o bebê está bem. E, mesmo assim, na minha cabeça, nada ainda. Devo ser muito insensível mesmo, não é possível.
Há alguns dias, comecei a sentir a barriga tremer, sempre de madrugada. Acordo com aqueles tremeliques, me viro na cama e volto a dormir. No dia que contei pro Devan que isso vinha acontecendo há duas noites, ele ficou bravo porque eu não o acordei pra falar. “Não precisa você acordar por isso, não dá pra sentir ainda. Só eu sinto”. E ele, surpreendentemente disse: “Mas eu quero ver a sua cara quando o bebê mexe!”. Ta bom, a ficha dele acho que já ta lá no dedão do pé. E a minha.... bem, nem preciso dizer.
Pois muito bem. Isso tudo, até hoje. Com quase 18 semanas, os móveis do quarto do bebê foram montados. Sei que é cedo pra arrumar tudo, mas como meu pai ficou muito emocionado com o primeiro neto, deu os móveis de presente. Além da emoção, ansiedade pra ver logo tudo montado.
Pois bem, hoje os móveis foram montados. Primeiro, o guarda-roupa. Branco, simples, sem nada que lembre um guarda-roupa de bebê. Eu tava ocupada fazendo outras coisas pela casa e nem vi. De repente, quando eu passo pela porta do quartinho, o berço ta lá, montado. 


Não sei explicar o que senti. Sério. Não tem explicação. Talvez uma mistura de “o bebê está mesmo aqui” com “meu Deus! É aqui que ele vai dormir!”. Talvez. Porque pensando agora, me lembrando de como foi, não parece nada disso. É um misto de gratidão a Deus com medo de alguma coisa dar errado. Ou um misto de alegria com outro sentimento, que não tem nome ainda... não sei bem. Vontade de chorar, de rir, de contar pra todo mundo, de arrumar tudo. Vontade de ver o bebê ali, deitado, dormindo, sorrindo, mexendo os braços e as perninhas....

De fato não tem o que explicar. Uma coisa eu sei bem: a ficha caiu.

terça-feira, setembro 15, 2015

"Já mexeu?"

Com certeza esse bebê já mexeu. Aliás, nos exames de ultrassom que eu fiz, deu pra ver. O último há um mês, aquela coisinha minúscula parecia estar numa festa rave. E, com tanta bibliografia sobre o assunto, que agora faz parte da minha rotina de leitura, descobri que, hoje, entre a 17ª e a 20ª semanas, o bebê vai dar cambalhota, chupar o dedo, piscar os olhos e fazer até careta. É, quem já passou por isso sabe. O que ocorre, porém, é que, no comecinho da gravidez, ainda não é possível sentir.
Há as mulheres que sentem, mesmo no comecinho, eu aprendi isso também. Só que não faço parte deste grupo. As que sentem são as mais magras. É, é verdade. E não, não tem graça. As que são magras, ao engravidarem, além de verem a barriga mais rápido, o que também não aconteceu comigo, sentem o bebê mexer bem mais cedo. Tenho uma amiga assim. Magra, seca, minúscula e o mesmo tempo de gestação que eu. Pois ta lá, com uma barriga inacreditável e me ligando pra dizer que sentiu o bebê mexer. Acho que tão magra, até o marido dela já sentiu. Ah, sim.... a grávida sente antes de outra pessoa conseguir sentir.
A boa notícia é que eu, que estava beeem fora do peso antes de engravidar, demorei a ver a barriga (da gravidez) crescer e mais um tanto a sentir o bebê mexer. A barriga já começou a aparecer sim. A cara, segundo amigos bem sinceros mais próximos, já ta redonda. E nas duas últimas noites, acordei com um tremor na barriga. Se amigas não tivessem me dito que a sensação era de tremor, eu não teria dado importância. Ou teria diagnosticado, eu mesma, como gases ou apenas impressão. Só que eu já sabia. E senti.
Apesar de só eu conseguir sentir, falei pro Devan e agora, ele, sempre que está por perto, mantém a mão na minha barriga. Como se isso fosse fazê-lo sentir. Aprendi que ele vai ter que esperar mais umas semanas, até que esses movimentos fiquem mais fortes e semelhantes a chutes.

Por enquanto, a resposta é: comecei a sentir os tremores nas duas últimas noites. E to ansiosamente esperando pelas próximas semanas, pro tremor ficar mais parecido com movimentos de bebê.
Ah, o video que mostra o desenvolvimento do bebê entre as semanas 15 e 20.


quinta-feira, julho 09, 2015

Faltando paciência

Não ando sem paciência por causa da gravidez. Que nada! Sempre fui assim e os meus três leitores sabem disso. É claro que não saio por aí explodindo com todo mundo, aliás, não faço isso com ninguém. Pelo menos não por falta de paciência. Por outros motivos sim. Quando me falta paciência, eu simplesmente falo, mesmo sozinha, do absurdo que aquilo é pra mim, ensaio desabafar em alguma postagem minúscula, mas só algumas vezes faço isso. Não sempre. E mais nada.
Só que de uns dias pra cá, ta me faltando muita paciência. Assuntos com os quais eu já não tinha, mas que estão ficando tão comuns por aí, dito e compartilhado por gente que não tem a mais vaga noção de nada, que andam me tirando do sério.
Quer exemplos? Certo. Vamos aos exemplos.
Casamento. Na minha vida, casamento foi uma bênção, é uma delícia e eu não consigo me imaginar solteira. É claro que tem a ver com o fato de eu amar o Devan, gostar da companhia dele e ser fascinada pelo bom humor diário que ele tem. Mas não é só isso. Tem a ver com o fato de que temos em Deus a nossa base e que a nossa união está sendo construída sobre a Rocha. Tem a ver com o fato de que não somos mais crianças e a maturidade é um dos fatores mais importantes para o sucesso de qualquer relação. Tem a ver com renúncia, com respeito, entendimento. E tem a ver com mais um monte de coisas.
E ver as pessoas se casando e dando-se em casamento pelos motivos mais banais, é de assustar. E me tira a paciência. Meninas de 19, 20 anos, rapazes de 22. Querem se casar, mas não querem estudar ou trabalhar. Querem ter filhos, mas não sabem o quanto custa comprar uma botija de gás todos os meses, pagar a conta de luz ou comprar dois quilos de arroz. As pessoas querem ter filhos para realizar sonhos ou, pior, para restaurar uma relação que não tem mais salvação. Ou, se têm, afinal de contas este texto não tem a função de julgar ninguém, não está num bebê. Os casais permanecem na ignorância, por motivos óbvios. A ignorância. Mas que tira a minha paciência, especialmente quando eles querem compartilhar problemas, discussões e motivos que deixam clara a incompatibilidade, ah, me tira.
Política. Ai, que isso é dos piores. De onde saíram as pessoas que não têm ideia do que estão dizendo por aí, mas insistem em falar sobre intervenção militar e oposição que, cá entre nós, nunca foi oposição? E os sem-noção que acreditam piamente que o assunto "corrupção" é privilégio de um governo do PT e nasceu há apenas três, quatro anos? Gente, isso cansa. E tenho certeza de que cansa a quase todo mundo por aí... não é possível que só eu não tenha paciência!
E sobre o povo que compartilha as coisas sem checar... bem, pra esses eu tava sem paciência oito anos atrás. É um bando de foto de ladrão, assassino, estuprador, gente perdida, sorteio de celular e mais uma quantidade inimaginável de assuntos... que me dão nos nervos. E se oito anos atrás eu perdi a paciência, agora, tenho vontade de massacrar. De banir de todos os meios sociais da face da terra: telefone, e-mail, internet, bate papo com vizinho, pensamento. Pra mim, eles teriam que ser banidos de qualquer tipo de convivência.
Entre os meus amigos, ultimamente, tenho pedido opinião sobre tudo o que envolve essa novidade da minha vida: a gravidez. Tudo mesmo. Alimentação, cuidados, pré-natal, médicos indicados, clínicas para exames, parto, resguardo, amamentação.... tudo mesmo. E tenho recebido com carinho as respostas, mesmo que sejam diferentes ou até contrárias ao que eu já pensei ou quis. Mas a paciência se esvai, quando certos donos-da-verdade tomam conta de um ou outro ser e eles baixam justamente na hora dos comentários. Há os que falam que as adeptas da cesárea são menos mães que as outras; há quem diz que preocupação com a alimentação do bebê é coisa de gente desocupada, há os que enaltecem as mulheres que são mães em tempo integral e outros que tornam as mães trabalhadores menos dignas.
E os que insistem em tentar me dar atestado de otária? Pode ser que os meus três leitores não tenham passado por isso na vida ainda. É, pode ser, embora eu duvide. Só que eles existem. É o cara que quer ser melhor que todo mundo, o empresário que tem certeza de que sabe de tudo o que há na face da terra, aquele que quer que a pessoa faça tudo do jeito dele. Tem até o Caloca. Quem lembra dele? Caloca, o dono da bola, cuja história figurava nossos livros da infância e adolescência. O menino rico da vizinhança que tinha a melhor bola de futebol da turma, juntava todo mundo pra jogar e, se perdesse um lance, um gol ou tomasse um tombo, pegava a bola de volta e ia embora, deixando a turma toda a ver navios. É, tem gente assim aos milhões.
E tem eu. Na boa? Eu, sem paciência nenhuma para este mundo. Cansada de tanta gente sem noção, sem ter o que fazer, sem amor à vida e ao próximo, sem o menor respeito pela opinião alheia.
Tão cansada que cuspi todas essas palavras aqui.... cansada mesmo.

segunda-feira, junho 15, 2015

Rápidas

Tradição

O "Rápidas" vem sempre depois de um longo sumiço. Desta vez, porém, não é o caso. Eu nem to tão sumida assim, só que tenho algumas novidades, portanto, merecia a postagem.


Cinema

Como as publicações anteriores mostram, eu ando bem presente às sessões de cinema por aqui. Acho que no último mês, fui umas cinco vezes. Mesmo assim, consegui perder Divã 2. Poxa vida... só na rede Telecine agora. Falando nisso, tem pelo menos mais cinco textos pra escrever sobre os filmes vistos. Um deles, eu simplesmente apaixonei: Tartarugas Ninja. Geeente!


Amigas


Na semana passada, foi dia de encontrar amigas. Com atraso, porque estamos com certo desfalque. Essas amigas que começam a namorar e ficam mais em outra cidade fazem isso com a gente, né, Vaninha? Ta, mas deixando de lado esse pequeno fato, nosso encontro comemorou o aniversário das queridas Flávia e Fernanda - Moti, pros íntimos. Sobre presentes e papos que rolaram, não dá pra falar. Mas sobre a torta de morango com leite condensado, dá. Ai, Jesus! Contagem regressiva pro próximo encontro das aniversariantes do mês! Não é, Marcela, Thais, Patty, Vaninha, Moti, Resende e #gisafurona? Por favor!

Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados acabou de passar. Lá em casa teve presente, comida japonesa e outras coisas mais. No fim de semana, nós fomos 'comemorar' com amigos-padrinhos, num jantar pra lá de delicioso. Marcelo e Ju, mais uma vez, estar com você foi ótimo. Que Deus nos conserve.




Falando nisso....

Já que o assunto é Marcelo e Juliana, não podia deixar de falar do Marcelinho, o menino mais simpático que eu já vi. Essa delícia da foto tem nem seis meses e já conquista todo mundo com um sorriso banguela e um olhar de tirar o fôlego. Quero só ver quando tiver 15 anos... ai, ai!





Falando nisso... parte 2

O assunto é Dia dos Namorados, né? Pois muito bem... minha querida amiga-madrinha-de-mesmo-nome, Flávia, está às voltas com o 'pseudonamoro' (se é que isso existe) da filha, Maria Luiza, de 9 anos. No dia 12, a menina - que é linda, diga-se de passagem - já tava levando um presente pro namorado da escola. A Flávia descobriu em tempo de impedir... não sei até quando. Agora, nós, lulutosas, estamos esperando o relatório dos presentes recebidos pela Maria Luiza.

Trabalhos

Desde o começo deste mês estou respirando novos ares. E bota novos  nisso. A melhor parte é poder acordar às 6, me dedicar à minha mais recente atividade física, que é correr, e depois, ao trabalho. Se bem que tem outras coisas boas também... muitas. Como eu disse um dia desses, foi  um tiro pra matar oito coelhos! Ah, vou citar os oito não....


Viagem

Ai, que vontade de pular esse junho e o começo de julho pra chegar logo a segunda quinzena e a nossa viagem. Já pode dormir e acordar lá pelo dia 17? Sim, sim, sim... exatamente  neste dia vamos pra serra. E depois... bem, depois é segredo! Mais tarde eu conto.


Viagem 2

E se o assunto é viagem, minha irmã precisa ser citada. Ela está curtindo uns dias em terras estrangeiras. Foi ver o namorado e, claro, descansar. 





Gravidezes

Gente... nunca tive tanto chá de bebê pra ir. E nunca furei tanto! Kenia e Thiago, desculpa. Eu tava atarantada e não consegui ir ver o João Norton se despedindo da barriga. 
Carol e Diego, desculpa também... eu ainda tava na correria sub-humana e não consegui sair da cidade. Agora as coisas estão mais tranquilas e eu prometo que logo logo vou conseguir ir aí dar um beijo pessoalmente nos três! 
Jóice e Leo, no dia do Álvaro Miguel também foi brabo. Desculpa de verdade!
É tanta criança chegando, que to confusa!


Contando...

Falando em criança chegando, estou esperando o convite da Aline e da Vanessa. As duas estão esperando meninas....e eu, claro, to de cá na expectativa. A Helena ta obrigando a Aline a ficar de repouso. Já a Vanessa, ta sassaricando pra lá e pra cá e organizando um super arraiá! Tudooo!


Outras amigas

Há alguns dias, esse Facebook me surpreendeu de novo. Todo mundo já teve uma experiência de encontrar uma amizade antiga em alguma rede social. Eu tenho desde os tempos de Orkut. A Andrea e a Emilene, duas grandes amigas, praticamente inseparáveis, do segundo grau, já estavam pela minha timeline há algum tempo e, por obra de alguma de nós, marcamos um encontro pra matar as saudades. Inacreditavelmente, somos as mesmas, embora 20 anos mais velhas, casadas e (elas) com filhos. Delícia! Logo eu posto uma foto.


Atividade física

To sofrendo aquele período de reinício das atividades físicas. Fiquei parada por um tempo, por conselhos médicos. Agora to de volta. Bem, tentando pelo menos. E do jeito que eu sempre sonhei: correndo. Já estou na casa dos 18 minutos. Sem marcar percurso ainda, pra não desanimar. Mas não vai demorar... rumo aos 10km.

sexta-feira, junho 12, 2015

Dia dos Namorados

Porque escolheram uma data. Só por isso. E exatamente porque existe uma data, tem que ter postagem...
E cá está. Dia dos Namorados, com foto.
Devan, meu querido esposo, eterno namorado e maior amigo.
A ele, beijos sinceros e o nosso "ama tanto".
A Deus, obrigada por colocar este homem na minha vida.




E aos meus três leitores, um questionamento, com base em conversa de amigas: é melhor estar solteiro ou namorando? Pra mim, os dois "estados" têm suas vantagens e desvantagens, claro. Em quase quatro anos de casamento, digo que prefiro estar casada. É mais gostoso, é mais divertido. Mas também é mais trabalhoso, exige mais paciência, condescendência, resiliência... ai, ai. 

terça-feira, abril 07, 2015

Ser jornalista...



Não, não existe fórmula mágica. Jornalista, ou a pessoa é ou não é. "Como em qualquer outra profissão", alguém pode dizer, mas não é como em qualquer outra profissão. No Jornalismo, ou se é ou não se é, somente nele. Não há comparações. Não há como ser "um pouco" jornalista, como se pode ser um pouco qualquer outra coisa.
Ser jornalista é pra poucos. E não to falando em ser mero reprodutor de informações, simplesmente executor de pautas e repetidor de aspas de outros. To falando de trazer isso na alma. To falando de, como diria a primeira dupla de profissionais que conheci nessa minha saga, mais de 15 anos atrás - Luis Cláudio Hermógenes e Márcia Chaves -, ter sido mordido pela mosquinha azul do jornalismo. É mais que trazer na testa. É ter estampado no modo de ser, de falar com as pessoas, de questionar, de querer saber, de buscar respostas.
Mas como reconhecer um jornalista, sem ser um? É fácil, dou certeza. Jornalista que é jornalista gosta, antes de tudo, de ler. Lê tudo. Romance, biografia, revista científica, quadrinhos, panfletos, bula de remédio e as entrelinhas. Simples, pode parecer, mas não é. É ter na leitura a maior fonte de prazer e na escrita, a segunda maior fonte de prazer. Não, isso não é exagero algum. Escrever é a principal forma de se comunicar de um jornalista que é jornalista de verdade. E afirmo isso com conhecimento de causa. Conheço um sem-número de pessoas que cursaram a faculdade, têm o diploma e, tirando as que simplesmente abriram mão de exercer a profissão pelos mais diversos motivos, não sabem escrever. E são analfabetos funcionais. Não, não se espante. Isso existe e, muito pior, é mais comum do que se pensa.
Não preciso citar a nossa (sim, eu me incluo na categoria dos jornalistas de verdade) incrível capacidade de ter bons relacionamentos, de saber falar o que é certo na hora certa, de exagerar no que era pra ser dito e errar o tempo todo, de exemplificar, de comparar e de, mentalmente, criar títulos dignos de manchetes, chamadas que mereciam estar na escalada e de temperar qualquer fato com uma pitada de sensacionalismo. Mesmo que isso tudo fique só na mente.
Jornalista que é jornalista transforma uma frase em uma lauda sem dificuldade, escreve sobre gastronomia, esgrima, música, polícia, economia, comportamento e entrevista o presidente da república. Com o mesmo talento. E o mesmo jornalista transforma uma lauda em uma frase, enxugando o desnecessário, tirando, resumindo, "copidescando". Somos assim. E não há diploma que mude isso.
Jornalista que é jornalista, além de amar o que faz, preza cada vício da profissão. E quando o assunto é vício, cada um tem o seu. 
Há os viciados em falar mal do assessor de imprensa, mas, cá entre nós, não vivem sem as sugestões de pauta enviadas pelos "almofadinhas" da assessoria.
Há os que escrevem bem e são viciados na boa sensação que é saber que escreve bem, tipo eu. Sou assim mesmo e falo isso o tempo todo. Meus três leitores sabem. 
Há os viciados em não ler o que escrevem. Ai, ai, ai, eu de novo. Detesto reler meus textos... grande pecado. Na maioria das vezes, eles se vão com erros de digitação e até com palavras a mais e alguns errinhos de concordância. Confesso.
Há os viciados em cigarro, em cerveja e no happy hour que, muito em off, poderia ser todos os dias.
Há os eternos lutadores, que querem a todo custo a volta da necessidade do diploma, causa pela qual eu já lutei ferrenhamente, mas que de tempos pra cá, devido à consciência de que eu nunca usei aquele pedaço de papel que ta lá em casa e muita gente que não tem constrói textos muito melhores que boa parte dos que têm o diploma, deixei um pouco de lado.
Há também os viciados em criticar. Criticam os que assistem aos telejornais da Rede Globo, como se ela fosse a única emissora que manipula a informação e a cabeça do telespectador. Com a mesma intensidade, criticam os que leem a revista tal, pelo mesmo motivo. Dá até a impressão de que são jornalistas imparciais, como isso fosse possível. Criticam programas de televisão, de rádio e se esquecem - ou não sabem - que a linguagem da internet, assim como a escrita e a falada, passa por mudanças todos os dias. Faz parte da evolução da língua - por menos que se concorde com isso. Ah, mas criticar é uma delícia. Quem não gosta?
Há os que, embora ocupando editorias importantes, sabendo apurar uma pauta como ninguém, cavar uma boa entrevista e até tirar uma bela confissão de alguém, se confundem com a colocação das vírgulas, dos pontos, das aspas, e da cedilha, do j e do s. Isso acontece bastante, mesmo entre os que leem muito e sabem escrever.
Há os que transformam pautas de televisão em cinema - como eu fiz por alguns anos.
Há mais uma pá de vícios por aí.
A maior verdade é que o vício dos vícios é exercer essa maluquice que é o Jornalismo. E que nunca não nos faltem pautas, entrevistados, furos, amigos e, no meu caso, ocorrências policiais.
E no 7 de abril, a todos, os meus sinceros parabéns! Por cada pauta, cada perrengue, cada manchete, cada elogio, cada entrevista, cada salário suado - e bota suado nisso!


sexta-feira, dezembro 05, 2014

O um ano

O hoje é o um ano. O aniversário, o natal. O um ano de dor, o um ano de sofrimento, o um ano de falta, o um ano de ausência.
No ano passado, estávamos tendo o mais sombrio de todos os dias, quando Deus tirou de nós a pessoa mais linda que nos tinha dado a oportunidade de conhecer.
E desde então, vivemos na saudade. Na expectativa de a encontramos novamente. Se será logo, só Ele sabe, mas que será, será. Não temos dúvida. Vivemos essa esperança, todos os dias. Em qualquer momento.
E a dor ameniza, quando nos lembramos da promessa: "Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida" e que ela foi fiel até a morte. Sem dúvida nenhuma, sem mas, sem porém e sem talvez.
A nossa querida Mônica, que nos deixou no dia 5 de dezembro de 2013, após exatos seis meses de uma luta injusta contra o maldito câncer, manteve-se firme até quando sua consciência permitiu.
O hoje, pra nós, que estávamos perto, e para os amigos, que, mesmo longe a consideravam e a amavam, é um dia triste. Mais um dia de lembranças. Aos nossos pais, ainda mais, porque convivem com uma dor ininterrupta.
Que Deus permaneça conosco, nos fortalecendo, nos acompanhando em cada momento. E nos permitindo permanecer fieis.


P.S.: A foto é do meu casamento, em dezembro de 2011. Ela pediu pra Mary fotografar a "alegria" dela, em poder tirar os sapatos de salto pra calçar o chinelinho. Ela reclamava muito de ter perdido a "habilidade" que tinha, quando era solteira, com os sapatos altos e "chiques".

segunda-feira, outubro 27, 2014

Nasceu!

Tenho certeza de que os meus três leitores já tiveram a sensação de que uma palavra não define determinado sentimento. E é assim que eu sinto hoje. "Felicidade" é pouco. Não define. Aliás, passa longe. É muito mais que isso. É inexplicável.
Hoje os meus mais queridos amigos se tornaram pais. Sim, o Marcelo e a Juliana, amigos-padrinhos-afilhados amados foram agraciados. O Marcelinho veio ao mundo às 7h46 da manhã, com 2,8kg, 49 centímetros (sim, ele é gordo) e muito cabelo.
E eu não consigo fazer nada além de pensar na carinha dele e no êxtase que o casal deve estar vivendo neste momento.
Queridos, amo vocês e tenho certeza de que este bebê será benção pra vocês.
Aos avós curitibanos, montão de parabéns. E aos avós que Deus já recolheu, somente saudades.
Acho que daqui a pouco eu vou dar um pulo em Resende. Ai, que vontade!
E, pra ilustrar, apenas fotos dos pais... não vi ainda nenhuma do bebê. Humpf!

segunda-feira, setembro 22, 2014

Dia de Combate ao Mau Hálito

Ah, sim, isso existe. E é hoje.
Pode parecer irônico, mas não é. É necessário. Importante. Fundamental, eu diria.
Não pra mexer com as pessoas que simplesmente não percebem que sofrem deste mal, mas pra chamar a atenção para o fato.



Saber de onde vem e a razão do mau hálito é um passo muito importante para se livrar desse problema. Um dos erros comuns que muita gente comete é acreditar no boato popular de que o mau hálito vem do estômago. Segundo a Associação Brasileira de Halitose, apenas 1% das causas do problema vem de problemas estomacais. Isso significa que 90% têm origem na boca. Exceções são o arroto e o refluxo associado à hérnia de hiato, que ocorre quando o esôfago se alarga e o estômago, que deveria ficar no abdômen, sobe para o tórax. 
O que levou muita gente ao erro de achar que o mau hálito vinha do estômago, é que ao comer, elas percebiam que o problema diminuía ou desaparecia. Mas isso é facilmente explicado. Ao ingerir alimentos, nosso corpo equilibra a glicemia e elimina o mau hálito. Além disso, o sistema nervoso central faz com que as glândulas salivares aumentem a produção de saliva e, dessa forma, a saburra lingual, que é a placa bacteriana esbranquiçada que se forma na língua, seja eliminada. 
Portanto, a menos que sua situação seja uma das raras exceções, o cuidado com a boca é a solução para o problema. 

sábado, agosto 23, 2014

#flaviasincera

To pensando seria e sinceramente em criar um marcador com meu nome. Sim, foi ideia de amigos, mas anda pipocando na minha cabeça, cada vez que eu tenho a ideia de escrever algo em uma rede social, que poderia causar algum desconforto a alguém.
Pode parecer contraditório este medo, de querer postar e não querer causar desconforto a alguém, mas acontece de verdade comigo. Ainda mais quando o assunto a ser tratado se encaixa em algum perfil conhecido... 
Eu falo tanta coisa, todos os dias, que podem causar desconforto a outros, que não deveria estar preocupada com a consequência, mas é mais forte que eu. Sim, eu tenho coração, por menos que pareça.
Mas no que o marcador poderia facilitar?
Se o marcador fosse #flaviasincera, como foi uma das sugestões, cada vez que o assunto fosse uma sinceridade, das que eu sempre falo sem pensar, pra mim, ele serviria como que pra explicar. É, confuso, eu sei. Mas nem tanto. Um #flaviasincera junto de cada frase que, supostamente, poderia justificar o teor da frase.
E eu explico:
Essa semana presenciei uma cena que considerei, no mínimo, curiosa. Uma pessoa queria, porque queria, receber atenção especial e, quando lhe perguntaram, no preenchimento de um cadastro, qual a escolaridade dele, ele disse, em alto e bom som: "terceiro grau incompleto". Fiquei meio sem chão, sem ar, sem sentido... porque não tinha como ficar em mim depois de ouvir algo do tipo.
Tentei encontrar uma forma de dizer que "quem tem o terceiro grau incompleto não tem nada", sem parecer pretensiosa, mas não encontrei. 
Não, não sou preconceituosa, não acho que ter terceiro grau muda alguma coisa em uma pessoa, mas, pra mim, quem tem o terceiro grau incompleto, não em nada. Quer ver como não é tão absurdo quanto parece: se eu tenho um teclado com todas as letras, um monitor e o kit multimída, eu tenho que? Partes de um computador, que não me servem de nada, sem a CPU. Certo? É a mesma coisa que ter cursado a metade de uma faculdade: é nada, quando o assunto é o curso superior, porque se for pra falar sobre estudos, quem tem o terceiro grau incompleto, tem o segundo completo. É alguma coisa.
Foi tentando encontrar um forma de dizer isso sem afetar a outros ou sem levantar uma discussão sobre preconceito,que acontece o tempo todo pela internet adentro, me lembrei do #flaviasincera. A postagem ficaria mais aceitável com o marcador.
"Quem tem o terceiro grau incompleto não tem nada" #flaviasincera
Ta vendo? Dói menos...

quinta-feira, julho 31, 2014

Fim de férias



As férias estão acabando. Estão na reta final. Mesmo tendo tirado só quinze dias da rádio e, na segunda semana tendo encarado um novo desafio – que não podia esperar uma semana, essas férias foram deliciosas.
E não estou falando só do passeio maravilhoso a Foz do Iguaçu e adjacências. To falando dos – poucos - dias inteiros dedicados a não fazer nada, ao tempo que consegui dedicar a algumas leituras que estavam atrasadas, aos momentos maravilhosos com meu querido mas, mais que isso, ao período, mesmo que curto, de descanso, que serviu para dar aquela injeção de ânimo pra encarar outro ano de trabalho.
Esse finzinho está me fazendo voltar à vida sem açúcar, que simplesmente abandonei um mês atrás. É, antes das férias. Desculpa, gente... eu precisava. Agora, de volta. Sem reclamar, sem sofrer (e sem amar também, é claro).
Ontem fiz programa que não é exclusivo de férias, já que fazemos isso o ano inteiro, mesmo que com atrasos. Foi noite de encontrinho com as amigas. Com lanche preparado por todo mundo, muitas risadas, histórias hilárias e novidades incríveis, valeu cada minuto. Thais, xará, Gisa, Marcela e Vaninha, a dona da casa, foi de novo delicioso. Pena que a Fernanda e a Paty não puderam comparecer. Saímos de lá com a próxima mais ou menos agendada pra casinha da “família” da Gisa, pro próximo mês.
Na terça eu volto à rotina de acordar às 4 da manhã e passar o dia na correria do trabalho. Mas ta tudo bem... é exatamente o que eu amo fazer. Sem exceção.

segunda-feira, julho 21, 2014

Dia do amigo

Ta, eu sei que passou. O Dia do Amigo acabou meia hora atrás, mas quem liga? Eu não, é claro.
Primeiro porque não ligo pra essas convenções. Sou assim e pronto. Depois, porque to de férias, fora do estado e do país e, embora não tenha diferença no fuso horário, faz de conta que o tempo conta.
Confuso? Certo, também achei, então, esqueçamos isso.
Só uma coisa importa. Ontem foi o dia de todas as relações mais importantes do mundo. Dia daquelas relações que não terminam, que mais amamos depois dos nossos pais, que damos mais importância consciente do que ao ar.
Ontem foi o dia de muitas pessoas na minha vida. Da minha mãe especialmente. Do meu pai e do meu Devan, os dois homens amigos mais lindos do mundo.
Ontem foi dia do Marcelo e da Ju, das Lulutosas (o grupo mais charmoso fo whatsapp, com as amigas mais chegadas de toda a face da terra), da Emlly (minha mais recente amiga de infância), da Angela (a querida francesa), do Júnior e da Lohana, da Mary, do Alexandre Rocha, da Gigi, da Cíntia (a eterna cinegrafista), da Andressa (a professora da disciplina "Polícia pra TV"), do Jorge (o "cara" que sabe mais de mim do que eu mesma), da Pauline e do Lelin....
Ontem também foi o dia da minha saudosa irmã Mônica (que me faz sofrer sua falta todos os dias, sem exceção), da outra, a Aline (que ta longe, mas que eu amo igual).......
Ontem foi o dia específico, mas isso é um mero detalhe. Amo tanto estes e outros tantos, que uma data é completamente desnecessária.
Alguém duvida?

sábado, julho 12, 2014

Eu e os motoboys

Não é segredo pra ninguém a minha falta de habilidade ao volante. Isso se dá pela minha notável falta de noção de espaço e pelo fato de eu não ter muita prática, embora seja habilitada há 10 anos. Esse negócio de dirigir todos os dias começou a fazer parte da minha vida há pouco mais de um ano, quando não tive escolha.
Assim como essa falta de habilidade não é segredo, o medo que eu tenho de pedestres, ciclistas e motociclistas também não. Sempre acho que eles estão em lugar errado. 
Os pedestres, em vez de andarem pelas calçadas, feitas para eles, fazem questão de andar na beirada da rua, ao lado dos carros estacionados nas vias. Ou seja, exatamente ao lado dos veículos em movimento. Os ciclistas, acham que são carros. Estão sempre atrás de ônibus e caminhões, atravessam sem verificar e, muita vezes, ocupam o espaço dos carros nas vias. É, eu já vi. 
E tem ainda os motociclistas, a quem o Dê chama "motoboys", não importa se são ou não. Esses são os que mais atrapalham a minha vida. Se bem que eu acho que eles atrapalham a vida de todo mundo. Mas mais sério que isso, me dão medo.  Daqueles medos graves, praticamente pânico. Eles não respeitam faixa contínua, nunca, e isso é uma regra. Daquelas sem exceção. Compram o veículo pensando em economizar tempo nesses trânsitos infernais que existem por aí. E, com este pensamento, são convictos de que foram criados para infringir as regras de trânsito e de que não têm o dever de permanecer atrás dos automóveis, como qualquer outro.
Alguns deles não respeitam sinais fechados, faixas de pedestres e, não raro, andam com o pé a postos, como se, a qualquer momento, fosse preciso acertar um retrovisor qualquer. Isso eu também já vi. Pra ficar só nesses exemplos. Há outros, sem dúvida nenhuma.
E essa semana eu fui vítima de um desses desesperados. O trânsito, ao contrário de todos os dias, estava calmo, por volta de 1 da tarde, quando eu voltava com a Joana do treino de boxe.
Como faço sempre, parei para um grupo de pedestres atravessar na faixa destinada a eles. Não havia nem um carro atrás de mim. Nem unzinho sequer. Eu parei. Os pedestres ainda estavam na metade da via, quando aquele barulhão nos deu um susto absurdo. Custei a entender o que tinha acontecido. Cheguei a pensar que tinha atropelado alguém. Nessas horas, mesmo parada, o cérebro custa a processar. Ainda mais porque eu tinha certeza que não tinha ninguém atrás do meu carro.
Certo. Uma olhada pelo retrovisor, uma fração de segundo depois e eu entendi. O motociclista ainda estava meio atordoado. Aí, aquela dor de cabeça, resultante de casos como este. Ele permaneceu no local, vai arcar com os prejuízos, que se resumem à pintura do parachoques e à troca das duas lanternas esquerdas. Disse que estava entretido, que não viu que havia pedestres atravessando (ele deve ter achado que eu parei o carro porque tava cansada de dirigir).
É uma chateação absurda. As consequências da distração dele vão custar uns bons 700 reais.
E não é que ele trabalha mesmo como motoboy? Nada contra. Nem a favor.