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sábado, novembro 16, 2019

Atualizando

Um ano!

Sim, em menos de dois meses, meu recorde de sumiço daqui seria batido. Um ano. Um inacreditável ano! To aqui tentando me lembrar quando fiquei tanto tempo sem escrever.... e acredito que este tenha sido o maior. Mas estou resguardada pelo motivo mais real de todos: ser mãe de duas. Gente, isso não é para amadores! Mas deixo pra outra postagem - que, espero, não demore tanto. Cá estou eu, pra tentar, em algumas poucas linhas, atualizar geral!

Catherine

Da última vez que eu passei por aqui, foi pra falar do meu 2018. Três dias depois, Catherine completou um mês de vida. Pois bem, falando assim, fica mais assustador esse tempo todo que eu passei fora... rsrsrs. E se faz quase um ano, Catherine está com quase um ano! Coisa mais rica da minha vida... um pouco mais adiantada que a Aurora, tem dez dentes, praticamente anda e sorri pra todo mundo... não, não pra todo mundo. Pra maioria das pessoas. Ou talvez não... mas tudo bem. Esta foto foi feita em julho, quando ela tinha 7 meses. É ou não é linda essa minha filha 2?



Aurora

Bem, Aurora tinha virado outra criança com a chegada da Catherine e permaneceu sendo outra por alguns meses. Mais ou menos quando a irmã começou a interagir, ela voltou a ser ela mesma. Só que aí ela estava com três anos e, dizem, tem esta idade uma fase bem difícil (como se as anteriores não fossem). Aí, Aurora que já tinha voltado a ser Aurora, virou outra Aurora... autoritária, faladeira (não, ela já era antes disso), mandona, respondona... mas continuava linda. Continua, aliás. E estamos conseguindo contornar bem os desmandos dela. Na maior parte do tempo, confesso.



Vida

A vida por aqui continua difícil, obrigada. Aquela mesma história de sempre, que eu não me lembro, mas provavelmente já falei aqui. Muito frio (que, inclusive, começou junto com o outono), idioma, cultura... enfim. Tudo é diferente e isso torna tudo mais difícil. Já são três anos e, teoricamente, é tempo suficiente para estarmos completamente adaptados e felizes. Adaptados estamos, felizes também... mas não é só isso. Provavelmente vamos sentir pra sempre as diferenças.E seguimos preferindo estar aqui. Deus tem nos sustentado e estamos na dispensação do Pai.

Família


Pode parecer clichê, e talvez seja mesmo, mas o fato é que as dificuldades nos unem. Sempre. Sejam quais dificuldades forem. Clima, cultura, idioma, filhos, morte, doença.... e como estarmos num país que não é o nosso não é moleza, nossa família está sempre muito unida. Nós aqui, que moramos sob o mesmo teto, e nossos amados parentes, que estão a milhares de quilômetros de distância. Deus tem sido tão bom conosco, que, depois de os meus pais virem juntos em dezembro (ele voltou em janeiro pro Brasil e minha mãe ficou até março), minha mãe voltou pra cá em julho e ficou até o final de outubro. Quer coisa melhor? Só se eles pudessem ficar aqui sempre...


Frio

Sobre o bendito frio eu já falei outras vezes com certeza. Estamos numa região bem próxima do Canadá (só pros meus três leitores - que eu nem sei se ainda existem - terem uma noção geográfica) e aqui faz bastante frio. O outono começou em setembro, quando a primavera chegou no Brasil. E em outubro já estava fazendo frio. Estamos no dia 16 de novembro e tivemos neve há quatro dias por aqui. Ou seja, é friaca mesmo! E ela dura oito meses. Só veremos dias quentes novamente em junho. E eles vão se repetir até agosto. Depois, em setembro, cabô!

Trabalho

O meu de jornalista continua, com força total. Não, não com tanta força assim... mas continua. Mesmo longe, continuo fazendo trabalhos de revisão textual e produção de texto para sites e redes sociais. Consultorias não existem mais. Além disso, estou mais cozinheira que nunca! Empadão, pães de mel, bolos, biscoitos.... vamos que vamos!

Amizades

Eu sou o exemplo vivo de que a distância não diminui a amizade. Pelo menos as minhas amizades, não diminuiu. As mais próximas e verdadeiras, permaneceram. Algumas outras, também verdadeiras, ainda estão aqui, embora um pouco sumidas. O fato é que contatos são mantidos, outros se vão... mas o que é a vida, além de um grande vir e ir de pessoas?

Igreja

Já falei aqui e repito o quanto eu sou grata a Deus por nos colocar em uma comunidade evangélica tão sincera. Pessoas sinceras, pastores sinceros, Palavra de Deus sincera e necessária... irmãos de fé que se tornaram irmãos de verdade. Pessoas com as quais convivemos, contamos e as quais amamos grandiosamente. Deus continue nos abençoando.

terça-feira, novembro 06, 2018

Países diferentes, gravidezes diferentes

Ta, todo mundo sabe - ou já ouviu falar - que uma gravidez nunca é igual a outra. Certo. Mesmo assim, existe uma certa expectativa.
E é assim em todos os sentidos. Comigo, foi diferente principalmente por causa do clima. Quando estava no Rio, a descoberta da gravidez foi no início do inverno, o que significa vontade - natural, por causa do friozinho - de comer o mundo. E ainda tive a felicidade de não sentir absolutamente nada. Nem um enjoinho, nem uma tonteirinha... nada. E isso facilita a vida de comilança. Desta vez, descobrimos a gravidez no finalzinho do inverno. Ainda estava bem frio, mas logo no início, tive enjoos, tonturas e tudo o mais que se pode ter no começo da gestação. 
Com a Aurora, a fase final da gravidez também foi diferente, e de novo essa diferença tem a ver com o clima. No Brasil, vivíamos o calor senegalês do Rio de Janeiro e, não há como me esquecer de que, no final de dezembro de 2015, era impossível sobreviver com aquela barriga imensa, em algum ambiente sem ar condicionado. Todas as compras que eu fazia estavam condicionadas a shoppings e hipermercados, porque tinham ambientes climatizados. Sair de casa, só de carro, com o ar condicionado devidamente ligado. Casa de amigos, havia pedidos de "por favor, ligue o ar"... incrível como chegava a ser divertido.
Hoje, estamos vivendo o contrário disso. O outono chegou aqui nos Estados Unidos, na mesma época em que a primavera chegou no Brasil. E enquanto por lá há chuvas e temperaturas subindo, aqui já está fazendo frio, as árvores já perderam a maioria das flores amarelas e, por isso, não tem como ser parecido. 
E, no meu caso, ter uma criança de quase 3 anos em casa, faz tudo ser muito diferente também. Lembro de viver meus dias de sono dedicados a dormir, descansar, ler, assistir a séries no Netflix, dormir de novo, comer a comidinha que a minha mãe preparava, dormir de novo.... enfim... eu consegui satisfazer a minha vontade de dormir, sem ser perturbada. Com uma criança em casa, isso não é possível. A Aurora dorme bem... de uns meses pra cá, passou a querer se deitar por volta das 9 e meia da noite e desperta por volta das 9 e meia da manhã. Isso é um bom tempo de sono, do qual eu posso desfrutar. Não me deito junto com ela. Quase sempre vou pra cama mais tarde.... mas poder acordar depois das 9 da manhã é muito bom. Apesar das dores desta fase da gravidez, que atrapalham os movimentos na cama, a vontade ininterrupta de fazer xixi, a dificuldade de deitar e levantar, de encontrar uma posição, o bebê grandão na barriga que desperta antes de mim e não para de se mexer.... de fato não é fácil. Mas tudo bem, está dando pra descansar e levar numa nice.
Só que não é só isso que faz uma gravidez ser diferente da outra. Comigo, a primeira gravidez foi muito mais romantizada. Era tudo lindo. Bebê mexendo, idas ao banheiro a noite toda, dificuldades naturais, fotografias..... eu aproveitei tudo. Fotografei tudo. Quis guardar tudo. E todo mundo à minha volta ajudava.... como as pessoas admiram a primeira gravidez, não é? Pois é.
Desta vez, eu já não vejo novidades... só quero que termine logo, que passe rápido... mesmo sabendo que depois que nasce, não dá pra 'desnascer' e o cansaço será grande. Só que não consigo ver tanto romantismo mais.... gosto de estar grávida, depois dos enjoos, não tive outros sintomas ruins, mas é tudo meio repetição. E a noção da realidade me deixa bem racional.
Aqui nos Estados Unidos, frequentamos uma igreja americana, da qual faz parte também uma comunidade de membros de língua portuguesa (portugueses, brasileiros, caboverdeanos). E nessa comunidade da nossa língua, não há muitas pessoas jovens ou casais mais novos, com filhos pequenos. Há, mas não muitos. Isso faz com que as pessoas se interessem pela gravidez, fiquem saudosas ao se lembrarem de filhos e netos que vivem longe e acabam vivendo esse nosso momento com a mesma intensidade que eu tive entre amigos e irmãos em Cristo no Brasil. Acontece também entre os da comunidade de língua inglesa que congrega na mesma igreja. Então, posso dizer que todo o carinho que tive na primeira gravidez - e que todos me diziam que não se repetiria na segunda - está se repetindo aqui. Isso, de certa forma, é a única coisa parecida com o que tive na gravidez da Aurora...
Vamos ver depois que a Catherine nascer....

quarta-feira, outubro 24, 2018

Carta à Catherine

Quase três anos depois, cá estou eu novamente, numa  postagem que não achei que se repetiria. Três anos atrás, a proximidade do parto da Aurora, toda expectativa, a forma como eu me sentia e tudo o mais que envolvia a data, me trouxeram a fazer a "Carta à Aurora", que pode ser relembrada aqui.
Hoje, a proximidade da chegada da Catherine, a segundinha, me traz a esta postagem.
Os sentimentos se misturam, mas são diferentes. O temor é parecido, afinal de contas, teremos um procedimento cirúrgico dentro de pouco mais de um mês e isso, por mais corriqueiro que seja, assusta um pouco. E o temor quase acaba aqui. O fato de a Aurora ter 'sobrevivido' à nossa inexperiência, aos nossos medos e a tudo com o que não sabíamos lidar, nos acalma.
Catherine, você está chegando em uma família que, de certa forma, sabe o que está por vir, conhece - mesmo que não exatamente - a rotina, os caminhos e a tranquilidade que, na prática, um bebê recém nascido representa. Mesmo que isso não seja a fiel realidade que nos aguarda.
O fato importante é que o sentimento pré nascimento que nós temos hoje é ligeiramente mais tranquilo do que o que tínhamos em fevereiro de 2016. Não sei o quanto mais traquilo, mas a palavra "ligeiramente" ajuda a sinalizar que, no fundo no fundo, há o eterno medinho, aquele que toma conta de toda mãe antes da chegada de um bebê, não importa se primeiro, terceiro ou quinto.
A parte mais importante dessa doce espera é que temos a certeza de que você, Catherine, vai chegar num lar que aguarda ansiosamente por você e já a ama como se a conhecesse. Temos convicção de que este amor que já sentimos, sem ter visto o seu rosto, vai aumentar a cada dia, até que a gente perceba que não há palavras para descrevê-lo. Não há como explicar. Só sabemos que é o amor que aprendemos com Deus, temos certeza de que é assim que Ele nos ama.
Esta carta tem só uma motivação: a vontade de externar o sentimento que nos move, e a (minha) necessidade de colocar no 'papel' aquilo que estou sentindo. Ta, são duas motivações, mas como tudo tem a ver com sentimento... fica como se fosse uma só. Estamos vivendo o segundo momento mais especial da nossa vida. Todos os outros ficaram aquém do que a vida está nos dando hoje. Namoro, casamento, viagens, momentos felizes, amigos... nada pode chegar perto do que sentimos quando vivemos a espera e chegada da Aurora e, agora, a espera pela sua chegada.
Estamos muito felizes e oramos a Deus para que essa felicidade seja constante. Pedimos a Ele todos os dias que nos supra de capacidade para criar você nos caminhos dEle, ensiná-la que a fidelidade dEle é o que de mais importante temos na vida e que a misericórdia dEle é a causa de não sermos consumidos. Você vai entender isso um dia. Buscamos sabedoria divina para que saibamos conduzir os seus dias, para que não nos acovardemos diante das dificuldades que surgirão e, principalmente, que a gente permaneça fiel aos caminhos dEle, o autor e consumador da nossa fé.
Catherine, querida, estamos ansiosos pela sua chegada, mas fica mais uns dias aí nesse forninho... logo logo você estará aqui conosco, na nossa casinha nova - que só existe pela sua chegada, no seu quartinho lindo e com a sua família de americanos e brasileiros (porque sim, você tem uma família linda de brasileiros aqui e no Brasil, e uma família linda de americanos aqui também).
Que Deus a abençoe, ainda no meu ventre, e na sua chegada.

domingo, dezembro 10, 2017

Aqui é assim...

Não é de hoje que penso em falar aqui no brog sobre alguns fatos muito interessantes - ou simplesmente diferentes do que eu vi e vivi a vida inteira no Brasil - sobre o lugar em que estamos vivendo agora. Não são poucos... por isso eu acho que vai render mais de uma postagem. Trânsito, datas comemorativas, frio, família, natal, programas de televisão, bens, tecnologia, imigração..... a forma como o povo norte americano lida com tudo isso é muito peculiar. Talvez por isso pareça, pra mim, tão diferente, ao ponto de merecer estar aqui.
Cada dia que passa, eu vou descobrindo uma coisa mais interessante - ou bizarra - sobre a vida, a cultura e os costumes das pessoas que nasceram aqui. E também daquelas que, como eu, não nasceram, mas escolheram este país pra viver.
Tem determinados costumes que são bem engraçados, outros nem tanto. A verdade é que muitos deles, todos nós já vimos em algum filme. Sim, Hollywood retrata muito bem a cultura norte americana. Como? Gorjeta, café, rosquinhas do famoso Dunkin Donuts, vans pra todo lado, noites lindas, natal cheio de neve e com a musiquinha Jingle bells tocando o tempo todo, a tradição do Dia de Ação de Graças, a formatura do High School, aqueles casamentos doidos firmados em Las Vegas, a violência de certos estados, a comida e os fast foods.... e muitos outros assuntos, são tratados em muitos filmes e seriados que todos nós já vimos.
A primeira postagem, sobre Trânsito, já está quase pronta. E a seguinte, já está devidamente pensada e montada na minha cabeça. Quero colocar logo tudo aqui.... e compartilhar com os meus três leitores um pouquinho do que vou descobrindo aqui!

sexta-feira, março 18, 2016

Como não amar?

Puxa! Faz um tempão que não passo por aqui. E os assuntos estão só acumulando... to criando uma listinha, que fica num bloco, no meu criado mudo, para, em breve, escrever sobre tudo. Ou tentar, pelo menos.
E o meu retorno merece muito mais que um resumo das novidades, numa postagem "Rápidas", como eu sempre faço. Merece um texto exclusivo.
O retorno é pra falar de quem? De quem? De quem? Como assim? Não tinha como ser de mais ninguém, além dela, a Aurora, o mais novo amor das nossas vidas.
Essa coisa deliciosamente pequena, encantadoramente calma ao mesmo tempo em que é assustadoramente brava, e que tem um poder sobrenatural de nos encantar a cada dia. E esse encanto acontece de uma forma inimaginável, impressionante e com tanta força que faz doer.
Sei que meus três leitores já devem ter lido isso em algum blog por aí, ou ouvido de alguma recém-mãe. Acho que até eu já tinha ouvido algo do tipo. Nunca achei clichê, mas também nunca tinha imaginado a dimensão deste sentimento. É louco, é inexplicável, é lindo. Mais que isso, é perfeito - pra mim, a palavra "perfeito" não deve ser usada "em vão". Só a utilizo quando tenho noção do nível da situação. E esta merece.
A Aurora é, sem dúvida nenhuma, a melhor coisa que aconteceu nas nossas vidas. E estou falando "nossas", porque falo por mim, claro, pelo Devan, e pelas pessoas bem próximas a nós, especialmente meus pais, que não se cansam de dizer que "Deus caprichou ao enviar nossa primeira netinha".
Ela é linda. Não, não é porque é minha filha. Ao contrário. Eu sempre fui muito crítica - e depois da Aurora, não farei mais isso - com os bebês, assim que nascem. Pra mim, todos têm a mesma cara, são inchados, não se parecem com ninguém.... ah, têm aquela célebre cara de joelho. E por falar isso muito, quando engravidei, disse pra todo mundo que se minha filha tivesse cara de joelho, eu diria. Meus três leitores, com certeza, sabem que eu diria mesmo. Só que não é o caso. Ela é linda mesmo. Sim, nasceu inchada, sem semelhança com nenhum de nós, mas definitivamente não tinha cara de joelho. 
E a cada dia que passa ela vai ficando mais linda. 
Nasceu clarinha e, há 24 dias vem morenando. Não sei aonde vai chegar, mas ta indo. E só fica mais linda.
Os cabelos - meu maior receio, meus três leitores devem se lembrar - são lisos. Não, gente, não sou romântica ao ponto de achar que vai ficar assim, mas o fato de ser muito cabelo, escuro e liso, ajudam a compor a beleza dela.
Ta, gente, não vou ficar falando falando falando. Vou mostrar!






sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Ela chegou!

Nossa princesa chegou. Ta, já faz três dias... mas como é que para tudo, com uma delícia dessas em casa? Não, não dei conta. Agora, aproveitei um tempinho livre, com o Devan velando o sono da princesa, pra atualizar as novidades.
Ela nasceu às 21h30 de terça-feira, de parto cesárea. Tivemos uns contratempos no hospital, devido a um parto de emergência de outra gestante, por isso Aurora chegou tão tarde. 
Nossa pretinha, que não está tão pretinha ainda, veio a este mundo de meu Deus com 49cm e 3,450kg. E, como não podia ser diferente, nos deixou completamente apaixonados.
Faz três dias, mas ainda estamos fora de órbita e provavelmente ficaremos assim por algum tempo... mas não poderia deixar de informar aos meus três leitores que a Aurora está aqui conosco.
O parto foi tranquilo, na medida do possível, claro. O Devan ficou comigo e depois da cirurgia, quem me fez companhia, até a alta, foi a mamãe.
Em dois dias de internação, recebemos muitas mensagens pelo whatsapp, pelo Facebook e até flores lindas, da irmã caçula, que não se esqueceu de nós. Obrigada a todos os amigos pelo carinho.
Aurora é linda e saudável, cabeluda, ainda não sorri (tomara que não seja da natureza dela). Quem já viu, anda dizendo que ela é a cara do pai. Outros, que se parece comigo. E como tem sempre quem não é de uma opinião, nem de outra, há quem diga que ela é uma - bela - mistura de nós dois.
Para o parto, tivemos a companhia da minha querida "fotógrafa oficial de todas as ocasiões", o que significa que há fotos lindas para mostrar também!
Logo logo a gente faz isso, porque agora é hora de se acostumar com uma coisinha tão deliciosa na nossa vida!


Fraldas de pano, sim

Dia desses encontrei uma dessas artes que andam circulando pelo Facebook, da “Diferentona”. E eu me identifiquei. 


Claro que não tem nada a ver com a ironia, em sim, mas com o fato de eu estar diferente nessa situação. Sim, porque cada pessoa que me ouve falar que as minhas “calças plásticas” chegaram, pergunta o porquê de eu estar fazendo isso, se quero perder tempo lavando fraldas de pano, se eu não tenho mais o que fazer na vida ou se arrumei uma empregada. São tantas perguntas descabidas, que nem cabem respostas. A não ser às que eu quero responder.
Pra começo de conversa, não, as calças plásticas (que, na prática, nem são “plásticas”, como aquelas que o mundo usava 30 anos atrás) não são baratas. Ao contrário, cada jogo que eu comprei, com dois forros – no caso das diurnas – e com três – para as noturnas, foi bem caro. 
E estou falando com conhecimento de causa. Eu trabalho, ganho meu próprio dinheiro e sei o preço das coisas. E to destacando isso, porque já teve gente falando que eu não tenho noção de custo de nada.
Fiz chá de bebê, ou seja, ganhei muitos pacotes de fraldas descartáveis e sim, vou usar todas. Pelas minhas contas, porém, ainda faltam mais de 1,5 mil unidades de fraldas descartáveis para suprir toda a fase de fraldas da Aurora. Unindo este fato ao de que eu, com essa gestação, descobri o tamanho dos gastos que um bebê proporciona, cheguei à conclusão de que, de cara, me faltaria coragem para investir em fraldas. Faltaria coragem, disposição e grana.
Não sou como diz essa arte aí da Diferentona. Pelo menos em partes. Não sou desocupada nem me vejo como musa sustentável. Como incentivadora da maternidade consciente? Acho que também não... nem sou a única a optar por essa novidade que  já é tão velha... e ficou perdida nesses anos de tecnologia que a gente viveu.
É claro que a economia foi o principal atrativo, mesmo com plena consciência de que haverá gastos com outras coisas como água e energia (física e elétrica, porque sim, eu vou lavar tudo na máquina), sabão e tempo. Mas não só. Economia foi, sim, o meu principal atrativo, mas foi mais importante o fato de eu poder colaborar um pouquinho com a solução para todo esse problema infinito que o mundo está vivendo, ligado à falta de consciência das pessoas sobre a importância de cada um fazer a sua parte para que todos vivamos num mundo melhor, mais sustentável, menos poluído e menos autodestrutivo.
E com tudo isso em mente, foi mais fácil decidir.
Como eu já vinha pesquisando sobre o assunto há algum tempo, o choque de realidade dos gastos me fez tirar um tempo pra comparar, pensar, repensar, calcular, decidir e, finalmente, optar pela compra. Pela internet, como a maioria das compras que eu faço atualmente.
E alguns dias depois, eis que recebo, no conforto da minha casa, aquele pacote, com alguns jogos completos de calças e forros. Estampas lindas. Tudo, exatamente como eu queria.


Ainda é cedo pra saber como vou me sair, mas isso não tem a ver só com a rotina das fraldas de pano e calças plásticas. Tem a ver com tudo o que diz respeito à maternidade. Vou precisar de ajuda pra tudo. Algumas ajudas, inclusive, já estão prometidas e devem chegar logo nos primeiros dias da Aurora no mundo (e prometo falar sobre elas depois). Outras, podem nem vir e eu vou acabar tendo que me virar sozinha.
Mas eu não me importo. Quando decidi que queria um bebê, sabia que estava dando início à fase mais importante da minha vida, com todos os percalços que isso pode significar.
Então, com fraldas de pano ou sem, com ajuda ou sem, diferentona ou não, estou disposta. E só isso me importa. Se vai dar trabalho? Ah... alguém duvida?

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

Rápidas

Outro Rápidas?

Já justifiquei tantas postagens de notinhas num dos últimos. Tenho andado muito desanimada e contar tudo o que anda acontecendo, em textos pequenos, é mais fácil. Aí, acabo optando. Os outros, que falam de apenas um assunto, demoram muito mais pra ficarem prontos. E como estamos às vésperas de ter a Aurora por aqui, melhor eu me adiantar e optar pelo Rápidas mesmo.

Em casa

Desde a quarta-feira de cinzas, estamos em casa. Eu e a Aurora (como se fosse necessário dizer isso). O obstetra optou por me manter em casa por alguns motivos bem específicos. O primeiro deles é que, como esse neném não para (aliás, não sei a quem puxa essa menina), provavelmente as duas voltas do cordão umbilical no pescoço não se desfaçam até o parto. Ou seja, quanto mais paradinha eu ficar, melhor. E com essa escadaria da Penha que tem no prédio onde moro....

Data provável

Se tudo correr bem, como manda o figurino e a minha vontade, a Aurora chega no dia 23 de fevereiro, terça-feira da próxima semana. É claro que isso é apenas plano médico, com base no número de semanas de gestação, que estão chegando aos 10 meses (já falei disso, né?). Tudo pode mudar. Estamos à mercê desse pequeno ser, que já mudou tanto a nossa vida.  E ainda tem a tal mudança de lua no fim dessa semana. Ai, ai, ai!

Rotina

Esse negócio de ficar em casa me fez perceber o quanto a minha vida, com a gravidez, está resumida a alguns poucos afazeres. Claro que só neste final, porque até alguns dias, eu não estava tendo que fazer repouso. Pois bem. Uma semana de repouso aconselhado pelo médico e a minha vida se resume a acordar cedo pra fazer xixi, não conseguir dormir mais, comer, ler. Ficar deitada assistindo a um filme qualquer, pra dar um tempo na leitura, comer de novo. Ah, com duas paradas pra ir ao banheiro de novo. Dormir mais um pouco, dar uma olhada no que está rolando nos jornais do dia, comer, fazer xixi, ler mais um pouco. Aí anoiteceu. Um filme ou um telejornal, comer alguma coisa, deitar e demorar a encontrar uma posição pra dormir. E, ufa!, quando encontro, é hora de fazer xixi de novo. Tudo isso, com muito, mas muito calor mesmo. Haja ar condicionado, ventilador e banho frio!

Tudo pronto

Como disse na postagem anterior, a mala para a maternidade está pronta. Deu trabalho, mas esse negócio de ficar em casa acabou me animando a organizar logo tudo o que deveria levar para o hospital. Outra coisa que providenciei, com grande atraso, confesso também, foi a capa do carrinho de bebê e do bebê conforto. Os dois estavam comigo desde o começo da gestação, mas foi tanta coisa pra organizar, que acabei deixando pra depois. E agora não tive como evitar. As capas só ficam prontas na véspera da chegada da Aurora e prometo fotos!

Curiosidade

Minha irmãzinha Aline ta lá nos Estados Unidos, esperando um bebê também. Ela ta chegando ao quarto mês e ainda não sabe o sexo. A expectativa, porém, é grande. A curiosidade sobre o que anda acontecendo por aqui também. Enquanto isso, vou colocando tudo no lugar, finalizando os últimos detalhes, pra só então fazer um videozinho pra ela ver como está o quartinho da Aurora.

As fotos

Siiim! As fotos do ensaio já ficaram prontas e está comigo. Só não tive coragem de separar algumas pra colocar aqui. É que são tantas e elas ficaram tão tão lindas, que não consegui escolher três. Prometo fazer isso logo. Antes do nascimento da Aurora, claro. E se não der pra ser antes, prometo colocar depois.

Ainda mexe!


Logo no começo da gestação, falei aqui sobre a curiosidade das pessoas sobre os movimentos do bebê na barriga. Como disse, no começo, especialmente pelo fato de eu não ser uma pessoa magra na vida pré-gravidez, os movimentos demoram a ser sentidos. Aí, lá elas 15 semanas, comecei a sentir uns tremores e, um mês depois, os movimentos ficaram claros. Depois da 25ª semana, porém, o negócio ficou frenético. E é assim até hoje! Dá só uma olhada! É curtinho, mas assustador (e delicioso, vai....).






segunda-feira, fevereiro 15, 2016

Malas prontas!

Esse negócio de ficar em casa, sem poder descer as escadas e ganhar a rua, me fez arrumar logo a mala da maternidade. Sei que não poderia demorar muito mesmo, afinal de contas, vai que a Aurora decida nascer na próxima virada da lua (é assim mesmo que os entendidos no assunto dizem?)...
Pois bem. Claro que no começo, foi difícil. E nem podia ser diferente. Ter um bebê nessa barrigona não me deu – espero que ainda – talento nem a mais vaga noção do que significa, de fato um bebê: tamanho do que veste, regularidade de trocas, necessidade de itens de higiene, enfim, o que a Aurora vai precisar enquanto ainda estivermos no hospital.
Foi aí que as amigas mamães entraram com aquela ajudinha. Foram tantos conselhos, que nem conseguiria enumerá-los e dizer quais botei em prática. Se bem que agora, com a mala arrumada, acho que tudo o que eu ouvi me foi útil, afinal de contas, parece que está tudo lá dentro.
O primeiro passo foi decidir que faria uma mala só, com as coisas da Aurora e as minhas. A contragosto do Devan. E eu explico: ele cismou que preciso levar ao hospital a bolsa da Aurora, que ganhamos da Moti e da tia Dulce. A bolsa é linda, tem o nome gravado e lindas corujinhas. E ele me fez, inclusive, prometer que vou levar a bolsa, mesmo não cabendo tudo do bebê lá dentro. Para esse papai babão, a Aurora tem que sair da maternidade com a bolsa dela, que tem o nome dela, mesmo que esteja só com uma coisinha dentro.
Ta, promessa feita, confesso. Aliás, preciso me lembrar de colocar a bolsa dentro da mala! 
E era hora de decidir o que iria entrar naquela mala. Fiz listinha e aquilo tudo me assustou. Era muito mais do que eu jamais poderia supor.
Mas não tinha escolha...
Separa daqui, ajeita dali. Depois, juntar as peças que formavam uma “muda” que, pra quem não sabe, é um conjunto completo de vestuário e calçado (no meu caso, digo, no da Aurora, um pagãozinho com calça comprida, um macacão, um cueiro e um sapatinho de lã). Em algumas dessas mudas, há até touquinha e, noutros, meias e luvas.
Cada conjuntinho de roupa foi devidamente acondicionado em saquinhos plásticos. As mães mais cheias de mimimi – o que, definitivamente não é o meu caso e meus três leitores sabem bem disso, não preciso fazer cerimônia – usam saquinhos de pano personalizados, com cheirinho, cores e motivos especiais. Eu, como to lutando pra não juntar coisas das quais precise me desfazer futuramente, usei saquinhos plásticos, que me custaram 3 reais.
E agora a mala da maternidade está devidamente pronta. Para a Aurora, há seis “mudas” de roupa com lindos macacões, sabonete glicerinado, fraldas, mantas e lenços umedecidos. E pra mim... bem, pra mim tem camisola e produtos de higiene pessoal. Só.
E agora é só esperar. Hoje fazemos 38 semanas e 1 dia, o que significa que estamos à mercê dessa pequena. Em princípio e, segundo nossos planos, o parto será na terça-feira da semana que vem, dia 23. A  não ser, claro, que esse negócio de mudança de lua realmente tenha força e, no fim de semana, Aurora venha à luz.

sexta-feira, fevereiro 05, 2016

Rápidas

Sem sumiço

Desta vez é diferente. Esta postagem de notinhas, que, quase sempre vem depois de um período de sumiço, como que para atualizar, desta vez veio só pra atualizar, após pouco tempo. Optei por um “Rápidas”, porque tinha muita coisa pra dizer e o tempo e o ânimo estão curtos.

Viagem

Ai, que vontade de viajar! Como esquecer os planos feitos para as férias do ano passado? Lembro-me perfeitamente da dificuldade de escolha do destino. Recife, Fortaleza, Gramado, Petrópolis? Escolhemos Buenos Aires. Aí vieram as reservas de voos, hotel, passeios, restaurantes, aluguel de carro, visita aos amigos que moram por lá... tudo perfeito. Até que, alguns dias depois, descobrimos que a Aurora estava a caminho. Resultado? Viagem só daqui a um ano (tomara!).

Viagem II

Falando em viagem, ta todo mundo voltando ou indo. Janeiro é assim, e acabou de acabar. Fevereiro também, e acabou de começar. O que anda me matando de inveja são as fotos no Facebook e no Instagram. Fortaleza, Porto de Galinhas, Ilhabela, Angra, Balneário Camburiú, Montevideu, Lima, Irlanda, Miami. Ai, Jesus!

Viagem III

E o pior de tudo é quando você não pode viajar e não tem perspectiva, mesmo que seja por um belo motivo, como eu, e uma das grandes amigas, que estava planejando uma super viagem há um ano, anuncia que finalmente está tudo preparado. Pois é. A super amiga embarca pra Europa em abril e anda matando o resto do mundo de inveja.

Mais bebê

Como não bastassem Marcelinho, João Norton, Helena, Júlia, Aurora, Israel, Theo, Logan, tem mais bebê vindo por aí. Ainda não estou autorizada a festejar publicamente, mas é notícia que vai fazer muita gente feliz. Não, não é a irmã-caçula Aline, que também está esperando um bebê. É outro casal de irmãos...

Ensaio

Ai, que difícil conseguir um fim de semana de sol pra fazer o ensaio de gestante. Ainda bem que, pelo menos, eu já tinha definido que faria com a querida-amiga Mary de Paula, minha fotógrafa preferida. Vínhamos tentando um sábado de sol desde o segundo fim de semana de dezembro... mas cadê? Nunca mais... até que na semana passada, todos os serviços de meteorologia da face da terra previram que o fim de semana do dia 30 de janeiro seria de sol escaldante. Finalmente!

Ensaio II

É. Mesmo! E como o sol só chegou com as 36 semanas de gestação, tive que guardar no bolso a ideia de ter as paisagens de Itatiaia como cenário e ficar na cidade do aço mesmo. A parte boa é que, embora eu ainda não tivesse visto, andaram plantando umas árvores na parte gramada, que fica à frente daquele hotel lá do alto, e elas cresceram e taparam a visão ampla que a gente tinha da CSN algum tempo atrás.

Ensaio III

E pronto. Passamos a manhã lá, sentando, levantando, sentando, levantando, sentando, levantando, e trocando de roupas nos intervalos. A Mary divertida, como sempre, o Devan, paciente, como sempre, e eu, cansando a cada movimento, como nem sempre. Ai, que vontade de ver logo as fotos... pena que não fizemos nenhum selfie pra ilustrar esta postagem. Ê bando de gente esquecida!

Contagem regressiva

Já até fiz uma “carta à Aurora”, falando da contagem regressiva e de como estamos nos sentindo. Sim, tem muita expectativa, muito medo, muita ansiedade, mas muita vontade de ver o rostinho e o nariz de batatinha desse neném. Ainda não marcamos a data do parto, mas devemos fazer isso logo, visto que nosso obstetra já adiantou que será entre os dias 22 e 26 de fevereiro. Como eu sou beeem otimista, to apostando no dia 22. Aliás, bem bonita essa data: 22/02.

Última ultra

Pra fechar a série de oito exames de ultrassom feitos ao longo dos nove (ou dez) meses, fizemos mais um essa semana. O objetivo do médico era ver comprimento, peso, encaixe e maturidade da placenta. O meu, dar uma última olhadinha na carinha da Aurora antes do nascimento. Vem postagem exclusiva sobre isso...

Brownie

Não posso deixar de “comentar” o nível do prazer de degustar os brownies da Chrys. Demorei muito pra experimentar, mas agora, no finalzinho da gravidez, um comentário da amiga (magra e de barriga chapada) Thaís, sobre um saco de lascas e umas fotos do Instagram, me encheram de vontade. E eu não resisti. Saco de lascas e brownies recheados de brigadeiro e doce de leite. Foto dá pra colocar. O nível do prazer, não.

Falando em comida....


A minha saga com comida é antiga. Mantemos uma relação de amor conhecida, mas, como todo ser humano, às vezes tenho que me abster dela, para manter uma vida minimamente mais saudável. Não, não é exagero. E na gravidez isso aumentou muito. O resultado é que, ao chegar às 36 semanas, eu ganhei bem menos peso do que eu imaginava. É claro que isso foi e ainda está sendo fruto de muito esforço, especialmente neste finalzinho. 

terça-feira, fevereiro 02, 2016

Carta à Aurora

Chegou fevereiro. O seu mês. O mês do renascimento, do ressurgimento, o mês da Aurora.
Daqui a uns 20 dias, você vai estar aqui. É, não dá pra acreditar ainda, mas é assim que vai ser. E quando falo em “não dá pra acreditar”, não me refiro ao fato de os nove (ou dez) meses de gravidez terem passado voando, mas ao fato de a gravidez ter ocorrido. Só que isso não vem ao caso.
Os meses se passaram e agora estamos vivendo os últimos dias de barrigona, calor no último nível, cansaço, dores nas costas, câimbras, fome e sono. Estes dois últimos sempre existiram, mas foram potencializados puderam se tornar públicos. Nada disso é culpa sua. É culpa da natureza que, para compensar o peso que a barriga passou a carregar, sobrecarrega outras partes do corpo.
A parte boa é que ta quase acabando. Em muito pouco tempo você estará aqui, conosco, nos tirando o sono, nos dando preocupações, nos fazendo chorar com a sua dor, mas nos fazendo a família mais feliz do mundo.
Está tudo pronto, aguardando você. Roupinhas lavadas e passadas, carrinho, bebê conforto, mobiliário, cadeira de descanso e até de alimentação. Seu quarto ficou uma lindeza e o cheirinho de bebê pela casa é coisa de outro planeta! Parece até que você já está ali.
Só falta a gente ficar mais calmo com a sua chegada. É, porque a proximidade da data nos deixa ainda mais assustados. E de novo, não se preocupe. Você não tem culpa nisso também. A culpa é, de novo, da natureza. Não há mãe e pai no mundo inteirinho que não se assustem com a chegada de um (ou mais um) bebê na família. E o fato de sermos papais de primeira viagem ainda aumenta consideravelmente todo este medo. A parte boa é que, como todos dizem, vamos tirar de letra.
Tomara mesmo.
Em pouco tempo, você estará aqui. Repito isso, meio que pra acreditar, pra sacudir a cabeça até a ficha cair... parece que está funcionando.
E quando você estiver aqui, tudo vai estar mudado. As noites, os dias, o frio e o calor, as viagens, os planos, as finanças, a rotina, a vida. E tenho certeza de que pra muito melhor, afinal de contas, você vai estar, finalmente, entre nós. E se houver alguma dificuldade, vamos passar por ela, porque você estará conosco. Se chover ou fizer sol, tudo bem, você estará aqui. Se outra crise econômica surgir, se os amigos derem uma sumida, se outro algo de ruim acontecer, teremos você.
A sensação que tenho é de que tudo será melhor com a sua chegada. Eu escuto de pais e mães por aí que, de fato, tudo muda, mas todos falam em preocupações, gastos, dificuldades, noites sem dormir e mais uma quantidade enorme de mazelas. E eu sigo sentindo diferente. Acredito sim, que dificuldades virão, afinal, a vida é difícil e estou cansada de saber disso, mas tenho certeza de que tudo ficará mais leve, mais fácil de lidar. É assim que a vida funciona, quando há amor. E se se trata de amor incondicional então, aí não há o que ter dúvidas. E, pelo que estou sentindo, acho bem que se trata desse tal amor incondicional...
Você foi planejada. Pensamos em cada possibilidade, desde que começamos a falar em filho, antes do casamento, cerca de sete anos atrás. Cada cantinho da casa foi pensado para que houvesse um espacinho pras suas coisas. No quarto, na sala e até no banheiro. Lembro-me de uma amiga dizendo: “Não coloca um armário neste canto do Box, porque quando o bebê nascer, é aqui que você vai deixar a banheira”. E o espaço ficou lá pra isso. E, como previu a amiga, é lá que vamos deixar a banheira.
Um ano antes da gravidez, trocamos de carro, por um que tem um porta malas maior, porque, com um bebê, há que se ter espaço pro carrinho, pra bolsa, pro bebê conforto e tudo o mais.
E quando finalmente chegou a notícia de que você estava vindo, começamos a adaptar a casa. Tanta coisa pra fazer, paredes pra pintar, móveis, enxoval e tantas outras coisas! Agora, ta tudo pronto, só esperando sua chegada.
E é tanta, mas tanta expectativa, que não cabe dentro da gente. Seu pai chora quando você chuta o rosto dele, porque acredita, sinceramente, que seus movimentos são em resposta aos chamados dele: “Chuta aqui, do lado de cá, minha filha” ou “eu não to desse lado aí, to desse aqui, chuta aqui”. Pra ele, você entende perfeitamente o que ele diz e, para agradá-lo, vem chutar do lado em que ele está. E se de madrugada eu acordo com seus movimentos e digo: “Aurora, minha filha, mamãe tem que acordar daqui a pouco pra trabalhar, vamos dormir”, papai sai em sua defesa e me manda parar de brigar. Põe as mãos na barriga e diz: “Filha, pode mexer à vontade. Mamãe vai ficar quietinha agora”. E nada mais me resta a fazer. Só ficar quieta mesmo e deixar que você se mexa à vontade.
A barrigona me deixa, cada dia, mais indisposta, mas tenho mantido a rotina. Vou ao trabalho de carro, vou ao banco, ao médico e até ao mercado quando não há muito o que comprar. A diferença é que, de umas semanas pra cá, tenho perdido tempo olhando as coisinhas do quarto. Roupas, sapatinhos, móveis e tudo o mais. E me dedico a pensar em quem serão seus amiguinhos. E a lista me deixa feliz! Tem o Gabriel, o mais velho da turma, a Ana Lis, o Pedro, o Marcelinho, a Helena. Estes já chegaram. E tem os que ainda estão na fila: o Theo, o Logan e o baby-primo, que, como ainda não sabemos o sexo, não temos o nome.
Ta vendo? Hoje, há muitas dúvidas e expectativa de sobra. Mas daqui a pouco passa. Logo você vai estar por aqui, nos fazendo felizes, nos ensinando a ser pais, tomando nosso tempo e transformando tudo isso em realidade. E esta carta não é pra falar sobre as preocupações futuras. Segurança, educação, viagens, família, amores, vícios... nada disso está nos preocupando ainda, afinal de contas, pra tudo isso, temos Deus conosco.

Pelas contas, parece que teremos você aqui em 20 dias. Fica calma que ta chegando, viu?

sexta-feira, janeiro 29, 2016

Essa coisa de despedida

Sei que é clichê, mas sempre uso a frase: "na nossa vida, pessoas vão e pessoas vêm". É claro que, por mais clichê que seja, se encaixa, em algum momento, na vida de todo mundo, porque, de fato, gente chega e gente se vai. Alguns se vão e a gente nem se lembra mais, dois meses depois. Outros demoram um pouco mais pra serem esquecidos. Há os que deixam nossa memória no instante exato em que se ausentam.
E em meio a tanta gente que se vai, tem aquelas pessoas que simplesmente se vão, mas não se vão. Confuso? É, eu também acho. Mas explico.
Comigo está acontecendo exatamente isso. As circunstâncias estão levando pra longe o casal de melhores amigos, padrinhos e afilhados. Essa semana, meu querido Marcelo e a Ju estão deixando Resende e indo para Curitiba, cidade dos pais dela. E a primeira palavra que me vem à mente é "estranho". Porque, primeiro, é estranho. É estranho o fato de que eles não vão estar perto. É estranho imaginar que não vai dar pra sair de casa, almoçar com eles e voltar no fim da tarde. É estranho o fato de que só vamos "ver" o Marcelinho, pelo menos no começo, por fotos. É estranho pensar que não vai dar pra participar, de perto, dos próximos acontecimentos importantes na vida deles, na família. Enfim, é estranho. Tudo ainda está estranho. Pode ser que mude, mas por enquanto, é estranho.
E tem o fato de que neste caso, especificamente, o "pessoas vêm e pessoas vão" não é exatamente assim. Porque vai ser diferente. Não há como eles "irem". Simples assim. Eles vão, mas não vão. 
Não tem como ser assim.
E não tem como porque o amor que nos une é muito grande. A amizade é daquelas que resiste ao tempo. A união é como de família. A relação é como de irmãos. Os momentos juntos são sempre perfeitos, cheios de cumplicidade, de troca.
E agora, será será assim nas oportunidades que Deus nos proporcionar. Pelo menos pessoalmente. E, mesmo crendo que Deus é fiel e nos ama, o primeiro encontro deve demorar um pouquinho. Com essa quantidade de bebês, vai ser complicado pelo menos nos próximos dois anos. Mas Deus sabe exatamente o que faz, tem planos sobre os quais nada sabemos e sequer podemos sondar. E Ele sabe de todas as coisas.
O fato é que Marcelo, Ju e Marcelinho estão indo embora. E nos deixando. Já com saudade, claro.
Melhor para a conformidade é o fato de a tecnologia já ser presente aqui e lá e a gente vai conseguir levar a vida distante via whatsapp, telefone, internet e tudo o mais que surgir.
Por enquanto, só me resta torna público aqui todo o carinho que tenho por este casal. Como dizem por aí, é muito amor envolvido. Amor mesmo, fraternal. Amor de gente que esteve perto nos momentos mais difíceis da minha vida e nos mais felizes. Amor de amigo que participou de cada conquista e comemorou junto, chorou junto, sorriu e ficou feliz junto.
Tenho absoluta certeza de que o meu Deus, o nosso Deus, o autor e consumador da nossa fé vai estar com os dois nessa nova fase que, de nova não tem nada. É apenas outro recomeço, entre amigos, em família e, mais importante, com o Pai à frente, guiando cada decisão, mostrando cada trilha e amparando cada queda.
Marcelo e Ju, amo vocês como amo a minha família. E estou em oração para que Deus cumpra os planos dEle e faça de vocês dois cada vez mais, um. Sempre. Por todo o sempre. Enquanto estivermos nesta terra.


quarta-feira, janeiro 27, 2016

Tudo pronto

Na verdade, tudo quase pronto. A única coisa que falta é alguém me fazer entender como assim, os nove meses de gestação são, na verdade, dez. Pois é. Descobri isso logo no começo e até hoje não me conformei com essa mentira que nos incutem a vida inteira. No próximo domingo, a gente completa 36 semanas, ou seja, nove meses, de quatro semanas cada um. Só que tudo isso é balela. As gravidezes duram, na verdade, 10 meses de quatro semanas cada um, ou 40 semanas.
Mês lunar na cadeia! O negócio é que são dez meses mesmo, sem exagero.
E eu to vivendo isso na pele, especialmente na da barriga, que ta tão brilhosa que parece que vai explodir!
De todo jeito, embora no domingo a gente complete os nove meses - teoricamente necessários para o parto -, ainda vou ter que esperar mais um cadiquinho pra tirar a Aurora da minha barriga. Já disse que não me conformo com isso hoje? Pois é.
A parte boa é que esperar um bebê por dez meses dá mais tempo pra gente ajeitar tudo, colocar tudo no lugar, deixar tudo nos conformes pra receber o serzinho mais importante das nossas vidas.
A última coisa que fizemos foi providenciar as cadeiras de alimentação e de descanso. Sim, eu sei que ainda é cedo pra essas coisas, mas comprei da minha querida madrinha Juliana, mãe do Marcelinho, que está se mudando de cidade (essa "despedida" vai ganhar uma postagem especial) e me fez um bom preço. A de alimentação, especialmente, só será usada quando a Aurora tiver uns seis ou sete meses. Acredito que a de descanso seja usada antes.... mas como não entendo absolutamente nada disso, melhor esperar as coisas acontecerem pra atualizar meus três leitores.
Antes das cadeiras, foi a vez de passar um fim de semana inteiro vendo minha mãe lavar e passar aquelas roupas minúsculas. Eu faria tudo com o maior prazer, mas ela fez tanta questão, que abri mão do trabalho.
Fraldas, cueiros, macacões, vestidos, mantas, toucas, meias, lençóis... não imaginei que esse neném tivesse juntado tanta coisa antes de nascer. E foram três dias de trabalho. Primeiro, lava tudo com sabão especial, põe pra secar dentro de casa pra não ter risco de poeira ou de algum bichinho chegar perto e substitui o varal várias vezes. Depois, passar tudo. E depois, pendura, pendura, pendura e nunca mais acaba. Haja cabide!
Até fiz planos de separar por cor, tamanho, mangas curtas e mangas longas, bodies e pagãozinho... só que acabei desistindo. Mesmo sentada, fiquei muito cansada de ver tudo o que tinha pra fazer e pronto. Pendurei uma peça em cada cabide e ta bom. Aliás, ta é muito bom. Arrumadinho e separado. ah, e lindo também. Dá vontade de ficar olhando o dia inteiro.
E o cheiro? De verdade... o quarto desse neném tem um cheiro tão característico que parece que a Aurora já chegou. Lembro que assim que montamos os móveis, meu pai já dizia que o casa tinha cheiro de bebê. Eu, confesso, comecei a sentir mesmo depois das roupinhas lavadas e guardadas.
E cada vez que entro naquele quarto, a barriga gela. A proximidade da chegada da Aurora vai me deixando cada vez mais ansiosa, o que, inclusive, não 'convenceu' o GO a marcar a data do parto ainda. Ta bom, eu entendo... não precisam meus três leitores virem me dizer que "lugar de bebê se desenvolver é na barriga" ou "deixa ela nascer no tempo dela" e blá-blá-blá. Já ouvi isso de gente suficiente e, cá entre nós, respeito e concordo, mas vai dizer isso pra minha barriga que gela quando lembro que estamos entrando nos nove meses, pras minhas pernas que tremem quando um pezinho da Aurora engancha do lado esquerdo da barriga e provoca dor, pra minha panturrilha que sofre com câimbras de madrugada, pras minhas costas que doem o tempo todo, pro meu tronco que não dá conta de me levantar da cama sem ajuda às 5h da manhã... enfim, não há como nos convencer de que está sendo fácil.
A parte boa é que ta chegando. Não  importa a minha ansiedade ou esse papinho furado de nove meses. Logo logo a Aurora está aqui, chorando, sorrindo, nos dando trabalho e nos matando de amor!

segunda-feira, janeiro 11, 2016

A saga do enxoval

Todo site voltado para gravidez e maternidade tem listas de itens que devem compor num enxoval, outros que seriam úteis e as eternas dicas, do tipo: “não compre muito, o bebê perde tudo muito rápido”. Sim, eu vi listas e esta dica específica em vinte páginas, mas, na prática, descobri a maior dificuldade da gravidez: fazer o enxoval.
É, na vida real tudo é muito mais difícil.
A minha dificuldade não teve nada a ver com a quantidade de itens a comprar, nem o tipo de roupa. Teve a ver com tudo. Isso mesmo. Tudo.
Quando decidi que era hora de começar a providenciar roupas e acessórios que a Aurora vai usar nos primeiros meses, primeiro, fiz um levantamento de tudo o que ela já tinha ganhado, para evitar comprar itens repetidos. Isso já eliminou da minha lista sabonete em barra e líquido, shampoo, perfume, lenços umedecidos, sapatinhos de lã, ursos de pelúcia, laços e enfeites de cabeça, mamadeira e chuquinha, kits alimentação, chupeta, cobertor, protetor de berço, carrinho e cadeirinha para carro, brinquedos para a banheira, a banheira e o suporte. E, pelo menos em princípio, fraldas descartáveis. Tudo isso ela ganhou dos nossos amigos no chá de fraldas.
E, depois de alguns cortes na lista, faltavam alguns, digamos, primordiais. Conjuntos de pagãozinho, fraldas de pano, fraldas de boca, cueiro, mosquiteiro, roupa de cama, macacões, mantas, bodies, calças com e sem pezinho, pares de meia, chapéus e aqueles produtos de higiene: cotonet, álcool, algodão, babador, fita adesiva, lixeira, termômetro e outros.
Só que aí veio a hora de comprar tudo. No começo, cogitamos sair da cidade para comprar tudo com menores preços, mas, na dúvida sobre a real economia que isso nos traria, decidimos ficar por aqui. E o nosso “por aqui” foi Morro Azul – o antigo centro do mundo, lá na loja do pai.
E foi a compra mais difícil da minha vida. Primeiro, porque, de fato, dá vontade de comprar tudo. Roupas, sapatos, conjuntos, macacões, velocípedes, brinquedos, bonecas, quadros, jogos eletrônicos. Depois, porque escolher cores, modelos e tipos é muito difícil.
Gastamos umas três horas decidindo quantos deste e quantos daquele, este ou aquele modelo, esta ou aquela cor - porque não, não sou do tipo que vai vestir a filha com rosa e lilás. E que sofrimento!
No fim, com gastos acima do previsto e três bolsas enormes, voltamos pra casa. E, até o dia de lavar e passar tudo – que vai ganhar outra postagem em breve -, perdi horas olhando tudo, revendo cada peça, babando nos modelos e dando altas risadas diante da beleza das roupinhas e da criatividade das mensagens dos bodies.


O fato é que agora ta tudo no lugar, tudo pronto. Limpo, passado, cheiroso. Dá um orgulho danado! E um medo maior ainda! ;D

quinta-feira, janeiro 07, 2016

E as roupas?

Não, a pergunta do título não é retórica, nem exagero. É verdade. E as roupas? Sim, as minhas. Não, não servem mais. Aliás, há cerca de 10 semanas que eu sequer abro a porta do armário principal do quarto. De verdade. Mantive as roupas do uso sem gravidez no guarda-roupa e praticamente transformei o closet no armário de grávida.
Com certeza, meus três leitores sabem que eu nunca exibi silhueta enxuta por aí. Ao contrário, cheguei a travar algumas lutas com a balança, mas acabei desistindo. Então, essa questão de “e as roupas?” pode até parecer balela. Só que não é. Embora eu seja uma pessoa que não cultiva outras curvas além das estradas de viagem, sei muito bem que as coisas agora mudaram muito. Todo mundo pode dizer, neste exato momento que, se eu estou com oito meses de gravidez, isso é perfeitamente aceitável. É, de fato. E eu não estou triste ou querendo mudar isso. Só constatar mesmo.
E demorei a acreditar que as coisas iam mudar neste quesito. Nos quatro primeiros meses da gravidez, consegui usar as minhas calças jeans, as blusas que estava acostumada meus vestidos antigos. A partir do quinto mês, porém, as coisas mudaram. Eu já tinha aproveitado uma ida a São Paulo, para comprar umas peças maiores, mas ainda não tinha usado. Aliás, nem foram muitas peças. Foi apenas um vestido de festa, outro mais simples, duas batas, duas calças de malha e duas ou três blusas. Além disso, ganhei um vestido da prima Jane, tomei emprestados outros três da minha mãe (sim, emprestados, porque pretendo devolver tão logo puder) e o Devan me presenteou com outros dois.
Pode parecer muito, mas partindo do princípio que a pessoa trabalha todos os dias e sai quase todos os dias à noite, não são tantas roupas assim. E de fato não são. Eu que o diga....
Sair para o trabalho todos os dias está sendo um martírio! As estampas já cansam os olhos, os modelos me irritam, a manga de um deles pinica, o preto esquenta muito..... ta ficando difícil.
Isso sem falar nos sapatos. Lá pelas 20 semanas, eu comprei dois pares de sapato, de numeração maior que a minha. E se bobear, eu preciso usar um deles todos os dias. Os sapatos antigos, na maioria das vezes, não servem ou apertam tanto, que chegam a machucar.

O fato é que estar grávida muda tudo. A cabeça confunde, peitos crescem, barriga incha, nariz dobra de tamanho, todo mundo tem carinho por nós (ou pela barriga, o que não é a mesma coisa), o cabelo encrespa (ainda mais no meu caso. Depois de quase nove meses, haja gel!), o marido endoida em altos papos com a barriga e mais um monte de coisa. Sem falar, é claro, no tamanho das outras coisas, especialmente dos vestidos e sapatos. Parece que diminuem, conforme as semanas se passam.

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Esse dezembro....

Até algum tempo, eu acreditava que o final do ano, em geral, era meio trágico somente na minha vida. Sério. Via os últimos meses do ano como aqueles que sempre trazem algum desalento. E olha que eu nem era muito experiente nessas histórias tristes de novembro e dezembro. No meu caso, boa parte das "tristezas" dos últimos meses do ano tinham a ver com as festividades da época, em si. Nunca fui muito fã de Natal, nem particularmente apreciadora das festas de virada de ano. Ao contrário, sempre achei exagero, comemorações desnecessárias, futilidades e blá-blá-blá.
E acreditava nisso até ontem, quando li algum desabafo no Facebook. Uma amiga falando das agruras dos dezembros na vida dela. E foi aí que não me senti mais tão sozinha neste universo das notícias ruins.
Na minha vida, a primeira grande perda aconteceu em dezembro. A segunda, em novembro do ano seguinte. Mas muito antes disso, eu já tinha minhas restrições ao período que antecedem o ano novo. Infelizmente. Parece que Deus espera a gente se envolver com toda essa correria das festas de fim de ano, pra nos dar um sacode, mostrar quem é que está no controle da situação.
E em 2015 não foi diferente. As perdas começaram cedo e já marcaram novembro e dezembro.
Este ano, porém, estamos vivendo um momento especial. A chegada da Aurora está mobilizando a família. Estamos todos muito felizes, apesar de ainda estarmos vivendo o luto pela perda da Mônica. A gravidez veio na hora certa, é claro, e isso nos deixou, a todos, muito felizes. 
O nosso dezembro foi marcado pelo chá da Aurora. Reunimos amigos queridos e parentes, gente que não víamos há algum tempo... todos vieram comemorar conosco. Perdas? Sim, estamos tendo. Mas também há ganhos.
A última grande notícia é que a irmã Aline, que ta casada, lá nos Estados Unidos, também está esperando um bebê. No caso dela, foi meio no susto, mas a notícia também nos deixou radiantes. Agora, além da Aurora, teremos outro baby na família. E com toda a certeza, Deus está completando as bençãos sobre nossas vidas.
Que bem que, apesar dos pesares, o nosso dezembro está cheio de coisas boas, com Deus à frente. 
As perdas são inevitáveis, e viver a dor de cada uma delas é fundamental. Mas entregar tudo nas mãos de Deus, com a certeza de que Ele fará o melhor, é mais que necessário. É sobrevivência.
E pra 2016, além de dois bebês, vem muito mais por aí. Certeza!



segunda-feira, dezembro 14, 2015

Chá da Aurora

Sim, to atrasada pra falar disso, afinal de contas, já faz dez dias que recebi 90 (noventa!) amigos para o Chá da Aurora. Nunca imaginei que seria tão gostoso. Aliás, no começo eu estava decidida a nem fazer nada. Pensava que, para gastar 200 reais com coisas pro chá, usaria a grana para comprar fraldas. E pensei assim até que algumas amigas me disseram que, na prática, o mais legal do chá seria reunir amigos, confraternizar e festejar, antes do nascimento do bebê.
E foi exatamente assim. Deliciosamente assim. Amigos que eu não via há algum tempo passaram por lá. E outros, que eu vejo sempre, também. Não poderia ter sido melhor. Foi ótimo rever a todos, fotografar, rir, brincar, comer e beber. Se eu tivesse noção de que seria tão bom, jamais cogitaria não fazer o chá.
E foi tão bom... só quem passou por lá sabe do que eu to falando. Cada detalhe, pensado com carinho e posto em prática pelas queridas Marcela e Gisele, deu um charme especial. Mesa, enfeites, fundo - que contou com a ajudinha providencial e inacreditável do Devan -, doces, lembrancinhas, tudo ficou perfeito. Até plaquinhas! A Moti passou horas criando, imprimindo e montando plaquinhas com mensagens muito legais, que deram ainda mais charme e diversão às fotos. O que seria de mim sem essas ajudinhas?
E teve a data....
Escolhi o dia 5 de dezembro, pelas proximidades com as festas de fim de ano e das férias de janeiro. Queria meus amigos perto de mim e se deixasse passar do dia 10, começariam as confraternizações de grupos (como, de fato, começaram), que me impediriam de reuni-los, e, em janeiro, férias escolares e viagem também seriam um empecilho.
E foi uma boa escolha. Primeiro sábado de dezembro, com o último mês do ano apenas começando. E depois de marcado, convites feitos e tudo praticamente organizado, a lembrança: o dia 05/12, dois anos, atrás, foi o dia da nossa maior perda. Cheguei a pensar em desmarcar tudo e sucumbir ao meu “será que vale a pena?”, que, desde o começo, estava martelando na minha cabeça. Só que algumas conversas com amigos próximos me convenceram do contrário. Por isso, a festa – sim, foi uma festa – foi mantida. E, confesso, foi o melhor que eu podia ter feito. Em vez de tristezas pelas lembranças tão recentes da Mônica, dos momentos difíceis que passamos dois anos atrás, reunimos amigos, nos confraternizamos, nos divertimos e agradecemos a Deus porque nem só de mazelas e tristezas é feita a vida.
O Sábado, dia 05/12/2015 foi potencialmente especial. Não foi mais porque alguns amigos bem próximos não puderam estar conosco. Mais uma vez só temos que agradecer a Deus pelo momento que Ele está nos proporcionando. O momento da restituição, o momento da Aurora.
E algumas fotos, pra ilustrar o tamanho da nossa alegria! Lembrando que tudo o que pode ser visto e o que não pode também foi possível graças aos cuidados da querida amiga lulu Marcela e da cunhada Gisele. Obrigada, meninas!