Não é de hoje que penso em falar aqui no brog sobre alguns fatos muito interessantes - ou simplesmente diferentes do que eu vi e vivi a vida inteira no Brasil - sobre o lugar em que estamos vivendo agora. Não são poucos... por isso eu acho que vai render mais de uma postagem. Trânsito, datas comemorativas, frio, família, natal, programas de televisão, bens, tecnologia, imigração..... a forma como o povo norte americano lida com tudo isso é muito peculiar. Talvez por isso pareça, pra mim, tão diferente, ao ponto de merecer estar aqui.
Cada dia que passa, eu vou descobrindo uma coisa mais interessante - ou bizarra - sobre a vida, a cultura e os costumes das pessoas que nasceram aqui. E também daquelas que, como eu, não nasceram, mas escolheram este país pra viver.
Tem determinados costumes que são bem engraçados, outros nem tanto. A verdade é que muitos deles, todos nós já vimos em algum filme. Sim, Hollywood retrata muito bem a cultura norte americana. Como? Gorjeta, café, rosquinhas do famoso Dunkin Donuts, vans pra todo lado, noites lindas, natal cheio de neve e com a musiquinha Jingle bells tocando o tempo todo, a tradição do Dia de Ação de Graças, a formatura do High School, aqueles casamentos doidos firmados em Las Vegas, a violência de certos estados, a comida e os fast foods.... e muitos outros assuntos, são tratados em muitos filmes e seriados que todos nós já vimos.
A primeira postagem, sobre Trânsito, já está quase pronta. E a seguinte, já está devidamente pensada e montada na minha cabeça. Quero colocar logo tudo aqui.... e compartilhar com os meus três leitores um pouquinho do que vou descobrindo aqui!
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domingo, dezembro 10, 2017
quinta-feira, novembro 13, 2014
O que você mudaria em seu corpo?
Quem nunca foi questionado sobre isso por outras pessoas, certamente já se perguntou. Isso mesmo. Ninguém que chegou à fase adulta está nela sem ter se olhado no espelho, segurado uma ou outra ponta, levantado perna ou braço, apertado aqui, feito careta ali... e imaginado, ao fim de algum tempo de observação, que, sim, mudaria alguma coisa no próprio corpo. Essa mudança, que pra muita gente são mudanças, pode até não ser feita, por uma série de razões, mas que é desejada, ah, isso é.
Eu, quando era criança, queria ser mais alta, mais magra (jura?) e já chorei porque minhas orelhas eram de abano. Sim, elas eram. Hoje não são mais. Pelo menos não pra mim. Superei de tal forma essa visão que tinha delas, que nem me lembro que um dia elas foram meio "Dumbo".
E toda essa questão é tão vencida na minha vida (puxa! Que auto estima!), que eu nem penso muito nisso. Tenho metas pra daqui a cinco, seis anos... e por ainda faltar cinco, seis anos, não perco tempo com elas agora.
Aí, hoje, a querida Aline Franco compartilhou este vídeo. Sim, ele foi produzido e dirigido, mas é sensacional. Adultos e crianças foram perguntados sobre o que mudariam no próprio corpo? Testa, olhos, pés, orelhas, toda a pele foram citados pelos adultos. Gente comum, como eu e você, que pensa em mudar alguma coisinha. E, pior, pensa o tempo todo. Se olha no espelho, toma banho, dorme e acorda pensando. E por serem pensamentos tão comuns a todos, ninguém nem se vê exagerando. Não, eu também não.
Só que aí a gente ouve o que as crianças dizem. É tão ingênuo, tão fora da realidade e tão belo que chega a ser inacreditável. Primeiro, porque todas as crianças que participaram do vídeo, sem exceção, na hora de responderem à pergunta, pensam, pensam, pensam, fazem cara de "como assim, mudar alguma coisa?", até que começam as pérolas, ditas das formas mais lindas do mundo.
Uma quer ter orelhas super pontudas, outra, cauda de sereia. O menino lindo queria ter uma boca de tubarão para comer muita coisa. Poder de teletransporte, pernas de guepardo e asas. "Aí, com asas, eu poderia voar", diz uma daquelas belezas.
E, quase todas, ao final, dizem que estão satisfeitas, não querem mudar nada. A ruiva diz: "Não queria mudar nada, só ter a cauda de sereia".
É, é inacreditável a ingenuidade, a simplicidade e, mais importante, a verdade que existe nas respostas dadas por todas elas.
Sei que pode parecer demagogia... mas o vídeo mexeu comigo. Achei curioso, divertido e bonito. Por isso coloquei aqui, pra cada um poder ver e tirar sua conclusão.
E, claro, pensar sobre essa coisa de mudar aqui, mudar ali ou viver com o que está aí.
Eu, quando era criança, queria ser mais alta, mais magra (jura?) e já chorei porque minhas orelhas eram de abano. Sim, elas eram. Hoje não são mais. Pelo menos não pra mim. Superei de tal forma essa visão que tinha delas, que nem me lembro que um dia elas foram meio "Dumbo".
E toda essa questão é tão vencida na minha vida (puxa! Que auto estima!), que eu nem penso muito nisso. Tenho metas pra daqui a cinco, seis anos... e por ainda faltar cinco, seis anos, não perco tempo com elas agora.
Aí, hoje, a querida Aline Franco compartilhou este vídeo. Sim, ele foi produzido e dirigido, mas é sensacional. Adultos e crianças foram perguntados sobre o que mudariam no próprio corpo? Testa, olhos, pés, orelhas, toda a pele foram citados pelos adultos. Gente comum, como eu e você, que pensa em mudar alguma coisinha. E, pior, pensa o tempo todo. Se olha no espelho, toma banho, dorme e acorda pensando. E por serem pensamentos tão comuns a todos, ninguém nem se vê exagerando. Não, eu também não.
Só que aí a gente ouve o que as crianças dizem. É tão ingênuo, tão fora da realidade e tão belo que chega a ser inacreditável. Primeiro, porque todas as crianças que participaram do vídeo, sem exceção, na hora de responderem à pergunta, pensam, pensam, pensam, fazem cara de "como assim, mudar alguma coisa?", até que começam as pérolas, ditas das formas mais lindas do mundo.
Uma quer ter orelhas super pontudas, outra, cauda de sereia. O menino lindo queria ter uma boca de tubarão para comer muita coisa. Poder de teletransporte, pernas de guepardo e asas. "Aí, com asas, eu poderia voar", diz uma daquelas belezas.
E, quase todas, ao final, dizem que estão satisfeitas, não querem mudar nada. A ruiva diz: "Não queria mudar nada, só ter a cauda de sereia".
É, é inacreditável a ingenuidade, a simplicidade e, mais importante, a verdade que existe nas respostas dadas por todas elas.
Sei que pode parecer demagogia... mas o vídeo mexeu comigo. Achei curioso, divertido e bonito. Por isso coloquei aqui, pra cada um poder ver e tirar sua conclusão.
E, claro, pensar sobre essa coisa de mudar aqui, mudar ali ou viver com o que está aí.
sábado, outubro 18, 2014
O 18 de outubro sem ela
Comecei a escrever este texto um mês atrás. Não por falta do que dizer, mas por sobra. Sim, como sempre houve muito a ser dito, decidi que começar bem antes me ajudaria a colocar as ideias em ordem. Um pouquinho cada dia, pra que tudo de importante fosse lembrado, mesmo surgindo importâncias a cada dia.
Confuso, eu sei.
No ano passado, ela voltou de São Paulo, pra reunir-se com os amigos. E foi o que fizemos. Acho que eu só vi tanta gente reunida em um aniversário dela, mais de 20 anos atrás, quando ela completou 15 anos.
Se soubéssemos que seria o último aniversário que a teríamos perto, talvez tivesse sido diferente. Ou não.
Menos de 50 dias depois ela nos deixou. Inacreditavelmente nos deixou.
E cada minuto depois disso foi difícil, arrastado, lento e sofrido. Como só Deus sabe. Mais doído pra uns, como nossos pais, nossa avó e os nossos amigos. Sim, os mais chegados ainda choram ao falar dela.
A partir daquele dia 5 de dezembro, tudo ficou mais complicado na minha vida. Era tão mais fácil viver quando ela estava por aqui, que hoje dá vontade de pedir ajuda pras pessoas, questionar como é que se vive quando alguém tão importante não está mais neste mundo.
Logo de cara eu demorei a entender que não precisava mais manter o apelido dela na agenda do celular e que não, eu nunca mais veria a chamada dela piscando e ouviria ela me dizer: "Irmããããa!".
E não demorei pra entender outro monte de coisas...
Tipo que eu não iria ter mais a quem pedir ajuda pra corrigir algum erro (qualquer erro, que fique claro), ou dicas de pratos diferentes, que me ajudassem a sair da "mesmice" em casa. Ou que o o meu aniversário deste ano não teria o bolo feito por ela, ou que a decoração da minha casa não iria mais contar com o toque e as ideias dela. Também que o 18 de outubro deste ano seria um dos dias mais difíceis dos últimos meses. Isso eu não tinha entendido até essa semana.
Tem coisas, que ainda não deu pra aceitar. E não to falando de entender o porquê das coisas acontecerem. To falando de muito mais simplicidade. Exemplos? Como é que eu vou fazer pra criar a minha filha ou filho, sem que ela esteja por perto, pra socorrer em cada dúvida. É, porque, embora ela nunca tenha tido filhos, sabia exatamente como agir, como se tivesse toda a experiência do mundo.
Como é que eu vou contar pra eles sobre a nossa adolescência, as músicas que criamos juntas e ainda pipocam na minha mente? E como é que eu vou explicar a calma que eu sentia quando ela cantava: "Perdi meu anel no mar..." ou "Garibaldi foi cedinho à missa, galopando um cavalo sem espora...". Não, não tem como entender. Vou ter que esperar pra saber como vai ser. O que eu vou sentir...
Não sei o que vou sentir quando voltar a Morro Azul. Não fiz isso de novo. Por medo, talvez. Não sei. Não sei como vou agir quando vir outras pessoas morando na casa que ela desenhou, calculou, cuidou de cada detalhe....
E quando vir o lugar que foi dela por tantos anos, ocupado por outra pessoa (não que isso importe de verdade), tenho certeza de que vai dar saudade de tudo o que a gente viveu, todos os problemas que a gente compartilhou, cada conversa que varou a noite, todas as alegrias, erros. Saudade, pra dizer o mínimo.
Por outro lado, consola-me saber que ela se foi sem ter absoluta certeza de que algumas pessoas que a cercavam não a queriam tão bem como nós. É, infelizmente. Pior pra nós, que ficamos aqui, constatarmos isso tão logo ela se foi...
Há ainda as situações com as quais eu nunca, jamais, em tempo algum, vou conseguir conviver. Como a dor dos nossos pais, que só se renova a cada dia. Ou a dor nos olhos de quem ouve o caso dela, mesmo sem nunca terem visto-na. Como conviver com as lembranças? E com a falta de conselhos? E com aqueles "tenho uma pra te contar...".
Não sei como vai ser.
Mas sei de uma coisa... que Deus está nos fortalecendo a cada dia, porque se não fosse Ele, já teríamos sucumbido. Sei também que Ele tem planos insondáveis, que não temos que entender, apenas viver.
E sei também que o hoje era pra ser todo dela. E não será.
Confuso, eu sei.
No ano passado, ela voltou de São Paulo, pra reunir-se com os amigos. E foi o que fizemos. Acho que eu só vi tanta gente reunida em um aniversário dela, mais de 20 anos atrás, quando ela completou 15 anos.
Se soubéssemos que seria o último aniversário que a teríamos perto, talvez tivesse sido diferente. Ou não.
Menos de 50 dias depois ela nos deixou. Inacreditavelmente nos deixou.
E cada minuto depois disso foi difícil, arrastado, lento e sofrido. Como só Deus sabe. Mais doído pra uns, como nossos pais, nossa avó e os nossos amigos. Sim, os mais chegados ainda choram ao falar dela.
A partir daquele dia 5 de dezembro, tudo ficou mais complicado na minha vida. Era tão mais fácil viver quando ela estava por aqui, que hoje dá vontade de pedir ajuda pras pessoas, questionar como é que se vive quando alguém tão importante não está mais neste mundo.
Logo de cara eu demorei a entender que não precisava mais manter o apelido dela na agenda do celular e que não, eu nunca mais veria a chamada dela piscando e ouviria ela me dizer: "Irmããããa!".
E não demorei pra entender outro monte de coisas...
Tipo que eu não iria ter mais a quem pedir ajuda pra corrigir algum erro (qualquer erro, que fique claro), ou dicas de pratos diferentes, que me ajudassem a sair da "mesmice" em casa. Ou que o o meu aniversário deste ano não teria o bolo feito por ela, ou que a decoração da minha casa não iria mais contar com o toque e as ideias dela. Também que o 18 de outubro deste ano seria um dos dias mais difíceis dos últimos meses. Isso eu não tinha entendido até essa semana.
Tem coisas, que ainda não deu pra aceitar. E não to falando de entender o porquê das coisas acontecerem. To falando de muito mais simplicidade. Exemplos? Como é que eu vou fazer pra criar a minha filha ou filho, sem que ela esteja por perto, pra socorrer em cada dúvida. É, porque, embora ela nunca tenha tido filhos, sabia exatamente como agir, como se tivesse toda a experiência do mundo.
Como é que eu vou contar pra eles sobre a nossa adolescência, as músicas que criamos juntas e ainda pipocam na minha mente? E como é que eu vou explicar a calma que eu sentia quando ela cantava: "Perdi meu anel no mar..." ou "Garibaldi foi cedinho à missa, galopando um cavalo sem espora...". Não, não tem como entender. Vou ter que esperar pra saber como vai ser. O que eu vou sentir...
Não sei o que vou sentir quando voltar a Morro Azul. Não fiz isso de novo. Por medo, talvez. Não sei. Não sei como vou agir quando vir outras pessoas morando na casa que ela desenhou, calculou, cuidou de cada detalhe....
E quando vir o lugar que foi dela por tantos anos, ocupado por outra pessoa (não que isso importe de verdade), tenho certeza de que vai dar saudade de tudo o que a gente viveu, todos os problemas que a gente compartilhou, cada conversa que varou a noite, todas as alegrias, erros. Saudade, pra dizer o mínimo.
Por outro lado, consola-me saber que ela se foi sem ter absoluta certeza de que algumas pessoas que a cercavam não a queriam tão bem como nós. É, infelizmente. Pior pra nós, que ficamos aqui, constatarmos isso tão logo ela se foi...
Há ainda as situações com as quais eu nunca, jamais, em tempo algum, vou conseguir conviver. Como a dor dos nossos pais, que só se renova a cada dia. Ou a dor nos olhos de quem ouve o caso dela, mesmo sem nunca terem visto-na. Como conviver com as lembranças? E com a falta de conselhos? E com aqueles "tenho uma pra te contar...".
Não sei como vai ser.
Mas sei de uma coisa... que Deus está nos fortalecendo a cada dia, porque se não fosse Ele, já teríamos sucumbido. Sei também que Ele tem planos insondáveis, que não temos que entender, apenas viver.
E sei também que o hoje era pra ser todo dela. E não será.
segunda-feira, janeiro 25, 2010
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Como assim?
Nunca mais achei o boleto do mês de novembro da minha internet móvel... nunca mais consegui pagar.
To vendo que daqui a pouco, nunca mais eu vou acessar a internet... sim, porque se eu nunca mais paguei, nunca mais vão me deixar usar o serviço.
To vendo que daqui a pouco, nunca mais eu vou acessar a internet... sim, porque se eu nunca mais paguei, nunca mais vão me deixar usar o serviço.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Nunca Mais, a missão
Ow... eu postei o Nunca Mais aí embaixo. Alguns minutos depois, vááárias coisas me surgiram como "nunca mais". Por isso, eu declaro oficialmente aberta a temporada do Nunca Mais. Cada vez que eu me lembrar ou que me der um insight de um nunca mais, eu vou colocar aqui, com o marcador que to criando com este post: Nunca Mais!
Agora, por exemplo, eu já tenho um:
Agora, por exemplo, eu já tenho um:
Nunca mais eu venho trabalhar de saia!
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