quinta-feira, novembro 06, 2008

Última Parada - 174

Uma vez e meia. Sim, eu assisti Última Parada 174 uma vez e meia. Uma vez com Gi, Wandell, Danna e o Marcelo. Depois com o outro Marcelo (o jornalista, meu mais que grande amigo) e a noiva dele (a Ju veio de Curitiba e passamos uma tarde divertida juntos), só que desta vez eu não dei conta de assistir ao filme até o fim.
Sobre o filme. A primeira palavra que me vem à mente é 'cansativo'. A história é boa, os atores são bons com atuações na medida, as histórias que cercam a vida dos Sandros são interessantes, mas pra mim ficou cansativo.Talvez porque eu não tenha muita paciência, não sei, mas ficar uma hora e quarenta e cinco minutos acompanhando a trajetória dos dois foi um pouco demais. Não seria, pelo menos pra mim, se eu não tivesse criado a expectativa de que o filme era sobre o seqüestro do ônibus, com o fato, a ação da polícia, a negociação, os reféns e talz. Mas eu criei. E agora nem tem mais jeito.
Depois de 'cansativo', outras palavras me sugrem. "Inteligente", com certeza, é uma delas. A história real do Sandro, a vida dele, família, amigos e como entrou pra vida do crime, nunca foi comprovada. Tudo ficou meio que na especulação, com fatos aleatórios ditos por pessoas que de alguma forma tiveram a vida cruzada com a dele. Por isso, 'inteligente' é uma boa definição para o que Última Parada fala sobre o rapaz. Foi tão bem traçada a história do fime, que faz crer que foi exatamente assim que a vida dele se fez. Foi exatamente daquela forma que ele conheceu o Alessandro, que ele escapou da morte na chacina da Candelária e os outros detalhes.

Tem outras palavras ainda. Deixa-me ver... Bem dirigido. É fácil perceber a boa direção.
Bem editado, com closes ótimos, detalhes mínimos que podem passar despercebidos pela maioria dos simples mortais.
Boa fotografia. Aliás, é difícil não conseguir boa fotografia num lugar como o Rio. A favela que o Alessandro nasceu, as paisagens da cidade que dão um ar especial às locações, o Instituto Padre Severino, que consegue deixar as cenas de briga e fuga ainda mais emocionantes e as cenas feitas no ônibus.

Última Parada vale a pena. Como diria o Marcelo - o jornalista, não o administrador, este acrescentou pouco à anterior, do já conhecido 'Ônibus 174'. Vale a pena pelos detalhes, pela realidade, pelo Capitão Nascimento - e sua ação desastrada que resultou na morte da refém e no posterior assassinato de Sandro - e pelos outros detalhes.

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