quarta-feira, abril 21, 2010

Um Brinde à Saudade

Ai, que saudade....
Saudade dos tempos em que lanchar às 2 da manhã no Giraffa’s da SQN 214 era rotina.
Saudade dos tempos em que chegar às 30 delegacias de todo o Distrito Federal era, no mínimo, muito fácil.
Saudade dos tempos de ocorrências, tiroteio, entrevistas com bandidos procurados pela polícia de todo o país...
Saudade das noites em frente à boate Capital, em Taguatinga, das noites esperando em porta de delegacia pra ouvir com exclusividade um delegado. Ou um acusado. Ou um PM.
Saudade das aulas de tiro. Saudade das melhores equipes de reportagem. Saudade do Ton, do Alexandre, do Alexandro, do Sidney, da Cíntia... ah, do Herlan, da Andressa... e de mais um montão de gente.
Saudade das caretas na hora de gravar as passagens. E do sem número das que foram gravadas de primeira.
Saudade das sonecas nos estacionamentos enquanto alguém captava uma imagem.
Saudade dos almoços no Gilberto Salomão, da salada do In Salatta.
Saudade das sessões de cinema no Pátio Brasil. Ou em outro shopping qualquer da cidade.
Saudade dos jogos de boliche. Saudade da pamonha com queijo, pimenta e lingüiça.
Saudade da corrida no parque da cidade de segunda a sexta e no Eixão, aos domingos. Saudade da academia na SQS 115 de madrugada.
Saudade dos flagrantes de tráfico nos quais eu sempre me divertia com a ignorância dos repórteres das grandes emissoras de TV, que nunca sabiam diferenciar maconha, cocaína e crack e nunca tinham ouvido falar em merla. Ai, ai...
Saudade do apartamento da SQN 314. Do do Lago Norte. E do flat também.
Saudade dos homens que se desdobravam pra fazer minha segurança.
Saudade das gravações de OFF de madrugada, da edição de imagens, que começava sempre às 4 da manhã, da produção de um programa ao vivo. E de fazer ir ao ar um programa ao vivo.
Saudade do crep do Chamez. E do churrasquinho de carne de sol que, em qualquer cidade satélite, necessariamente acompanhava um prato com arroz, feijão tropeiro e mandioca com manteiga de garrafa.
Saudade do gosto ruim do pequi. E de todos os espinhos que ele tem.
Saudade da Ju e do Maurício Panisset. Do Jorge. Do Wilson. Do Adilson.
Saudade de todo mundo que acompanhava com carinho a minha trajetória.
Saudade dos tempos em que olhar pra cima trazia à vida uma visão inenarrável: um céu limpo, azul e sem nada pra atrapalhar.
Saudade dos tempos em que, mesmo sem gostar, ouvia em todas as rádios, todas as músicas sertanejas da face da terra.
Saudade dos tempos em que os passeios eram a Manaus, Cuiabá ou Palmas. E dos tempos em que andar de helicóptero era comum, e de preferência aos finais de semana, porque isso não significaria estar a trabalho.
Saudade dos tempos em que era preciso viajar de avião pra ver a família.
Saudade de tudo o que eu vivi na cidade que mais amo.
Hoje, com todos os jornais, todos os sites e todas os programas de televisão do país mostrando as ruas sem esquinas, o trânsito, os prédios das super quadras sem grades, a família de Lúcio Costa enaltecendo sua vida e seu trabalho... me bateu saudade.
E saudade de ainda estar em Brasília, comemorando de novo o aniversário da cidade...
Saudade, saudade...
Ai,que vontade!

5 comentários:

Thaissa Costa disse...

E vc vai pedir qual? rsrsrs

Jorge disse...

Saudades de Vc minha amiga " candanga".
Você faz parte da história da capital federal.
Sabe lá, quantas pessoas almoçaram no DF, vendo a Flavia Anastácio no Barra Pesada. Quantos profissionais de Segurança Pública aguardaram anciosos para verem suas materias, hein!!!!
Por isso meu anjo eu repito. VOCÊ É DE BRASÍLIA.
VÉI, TIPO ASSIM! VOCÊ FAZ FALTA.
Bjus!
E quando voltar vamos comer nossas Pizzas, panquecas e tomar aquela coca cola light e quente, rsrsrs
bjus
jorge

Sandra Helena disse...

Então volta logo, porra!

júlia disse...

Té eu to com saudade, oras... e agora?

João Fortes disse...

Saudade mesmo! E faz como pra resolver isso? Vc nem vem ver o povo de novo! Ai, como sofro... kkkkk.