sexta-feira, julho 23, 2010

Encontro Explosivo

Não é - só - uma comédia romântica, nem - só - um filme de ação. Eu diria que é um filme de ação para meninas. Não meninas como eu, que gostam de filmes que tenham sangue, lutas, violênica e muito, muito tiro.
Encontro Explosivo tem a proposta de ser uma comédia romântica que transforma donzelas em protagonistas da ação. É, isso aí.


De todos os que já se propuseram ser assim, este parece ser o melhor de todos.
Cameron Diaz é June Havens e Tom Cruise, Roy Miller. Os dois se conhecem num aeroporto já na correria e com duas daquelas tradicionais cenas de esbarrão, que nos fazem descobrir lá no final que, ao encostar e derrubar o que ela trazia, Roy esconde alguma coisa na bagagem dela.
Ele é agente da CIA e está sendo perseguido pela própria agência. Ela está a caminho do casamento da irmã caçula. O resultado disso é que os dois embarcam no mesmo voo. Evidentemente, ela vai se apaixonar por ele e se envolver, sem querer, na intriga de espionagem.
Dentro do avião, o velho truque que todos conhecemos: suspense para que todos constatem que os outros passageiros são meninos do mal e só aguardam uma chance de matar Roy, um bate papo entre os dois, depois que Roy mata todos os outros passageiros... enfim.
A verdade é que a trama de espionagem só serve para nos prender enquanto assistimos.




Tem umas loucuras, no mínimo, divertidas. Como quando Roy é preso, torturado e foge - em menos de 30 segundos. Ou como a cena na qual, em meio a centenas de tiros, June, dopada, faz aquela cara de "quero você" e Roy atravessa a cena inteira para beijá-la. Não, não foram tiros e balas que os salvaram, mas o beijo.
Tom Cruise e Cameron Diaz estão ótimos. Redundância, eu sei. A trilha sonora é impecável. A fotografia também.
Por mais que Encontro Explosivo peque nos exageros, cabe não citá-los, já que a proposta é exagerada.
Roteiro e direção são bons. Conseguem vender bem a proposta e, melhor, não nos deixar com aquela sensação de ter gostado de uma comédia romântica.
Encontro Explosivo vale a pena. Por tudo, até pelos erros. Por tudo mesmo.
Pra mim, valeu por tudo, só não pelo cinema lotado. De adolescentes de férias, que transformaram uma sessão de 21horas e 30 minutos em uma matinê...

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