quarta-feira, julho 21, 2010

"MEU" dentista? Deus me livre!

Eu uso "meu" quando falo do meu pai, do meu travesseiro. Ah, do meu copo também. Do meu braço, do meu anel.
Não uso "meu" quando falo do cara que ta tratando dos meus dentes e me preparando para a morte (sim, pra mim colocar um monte de ferro na boca, apertando os dentes, é a morte. Pra você, eu não sei).
O meu pai é meu. O meu travesseiro é meu. O meu copo é meu, assim como meu braço, meu anel... mas o dentista não é meu. Aliás, não é nada meu. Nada mesmo. E se ele fosse meu irmão, seria meu irmão, mas não meu dentista. Como o Roger, posso dizer com certeza. É meu amigo. E eu o amo. Só que amo o meu amigo e não o meu amigo dentista. Até tentei fazê-lo entender esse meu pensamento (ou neurose, como ele chamou), mas ele não conseguir acompanhar o raciocínio... coisa de dentista, se é que meus três leitores me entendem.
Eu não quero ter um dentista meu. Assim como não quero ter um gato. Nem um rato. Odeio as três categorias: dentistas, gatos e ratos.
Muita gente fala: "o meu dentista me mandou...". E quem liga pro que mandou o SEU dentista?
Comigo é diferente: o cara que está tratando dos meus dentes pode dizer o que quiser... só vou levar em conta se eu concordar.
E que fique claro que isso nada tem a ver com beleza. O Roger é lindo, gente... e mesmo assim eu odeio meu amigo dentista Roger. Só amo meu amigo Roger.
Esse ódio é intrínseco no meu ser... não consigo rever este conceito. Parece nato. Vai ver é, já que desde que me lembro, é este o meu sentimento.
Odeio dentista e pronto!
E a profissão do Fabrício que acabe! Eu nem ligo... (isso também não tem a ver com necessidade - ou não - de diploma de jornalismo. Não mesmo. Não é nada pessoal).

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