Mostrando postagens com marcador Série Aventuras na terra do Pan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Série Aventuras na terra do Pan. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, agosto 13, 2007

Dois adendos

Depois que eu coloquei este texto aí de baixo me vieram à cabeça duas coisas que eu esqueci de esclarecer. Uma delas é a resposta a uma pergunta que com certeza os meus três leitores estão se fazendo e que eu, como boa blogueira que se preze, faço questão de responder:
- Não, o Oscar Scmidit não tava em cima da mesa do refeitório do Melià da Barra na hora dessa foto. Ele estava com os pés colocados sobre o mesmo chão que o Marcelo.
E a outra é o porquê deste post (anterior) com as fotos estar aqui, sozinho, solto, esquecido, se eu já tinha falado neste assunto anteriormente, em outros textos.
Eu esclareço:
De fato as fotos tinham que ser colocadas nos seus respectivos posts. O que acontece é que eu não me animei a procurar o texto original. Ia dar muito trabalho.
Se por acaso eu tivesse me animado a procurar o texto, com certeza eu o encontraria e poria as fotos lá. O problema viria depois: os meus três leitores nunca veriam as fotos! Nunca teriam certeza de que o que falei sobre o Oscar e a altura da Tathy (que foi diminuída consideravelmente pelo Gustavo Borges) era verdade.
Justificada?
Ah, e acho que este post encerra a série!

Diferentes tamanhos

Gente, eu no alto "dos meus" 1 metro e sessenta e mínimos sei, ou melhor, sempre achei que soubesse reconhecer uma pessoa alta. A minha tia Birinha, por exemplo, é uma mulher pela qual eu sempre punha a mão no fogo: "É alta sim. E pronto".
Desde um mês atrás, porém, essa minha concepção mudou um pouco. Primeiro, no domingo do fim de semana que passei com Tathy e Marcelo na Terra do Pan... aquelas aventuras que renderam uma série de posts aqui, lembra? Pois é. Foi naquele domingo.
Logo no começo do dia, hora do café da manhã no Melià do lugar onde o vento faz a curva. Quem a gente encontra? O Oscar. É, eu digo "Oscar" porque vai ser fácil de todo mundo ligar o nome à pessoa, mas eu queria mesmo dizer "Camila". Não entende o porquê disso, não é? Eu explico em rápidas palavras: "Camila" porque conheci uma assessora de imprensa em Brasília que não tinha nenhuma expressão facial. Se alguém dissesse a ela: "Camila, você ganhou o maior prêmio que a Mega Sena já pagou em todos os tempos" e se alguém dissesse a ela (em outra ocasião, por favor! Seria indigno eu colocar as duas situações de comparação juntas): "Camila, seu pai morreu!". Sabe qual a mudança da expressão facial dela, ante as duas "informações" recebidas? Nenhuma! Ela ficava com a mesma cara de caneca (plagiando Ana Carolina).
Pois é. E com o Oscar é exatamente assim. Ele tem a mesma cara de caneca em todas as ocasiões. Se bem que o que me fez citá-lo neste texto não tem nada a ver com a cara sem expressão dele. Ele tá aqui porque é grande. Grande mesmo!
A foto pode comprovar isso. Eu dei uma cortadinha na origina, porque através dela não seria possível ter uma idéia do quão grande ele é.
Foi um custo pra eu convencer o Marcelo a ficar ao lado dele nesta foto. O Marcelo queria que eu tirasse uma foto do cara sozinho. Dá pra acreditar? Eu até poderia ter feito isso, inclusive essa era a minha intenção. Mas depois que o vi de pé pensei que se ele saísse sozinho na foto, os meus três leitores que nunca o viram pessoalmente não conseguiriam ter idéia do tamanho real dele.
Ao final, convenci o Marcelo, que pelo menos sorriu. O Oscar ficou com a mesma expressão que ele manteve durante os seus 50 e poucos anos de vida.
Pensando bem, eu querer que ele mudasse só por causa da foto com o Marcelo seria demais mesmo.... Como não bastasse a minha decepção ao café da manhã, à tarde, na volta ao hotel, vindo do passeio pela orla do bairro do Rio mais distante do resto do mundo, encontramos o nadador Gustavo Borges. E sabe qual foi a máscara que caiu desta vez? A da Tathy, que se acha tão, mas tão, mas tão alta que no orkut dela só tem comunidades do tipo: "Só acima de 1,70", "As lindas de quase 1,80", "Hortência? Que nada! Ela é baixinha"... e por aí vai. E vocês que estão lendo este post podem até não acreditar, mas ela disse isso pro Borges na hora da foto: "Puxa... eu me achava tã alta!", ao que ele respondeu: "Que isso, bonita!? Você é tão baixinha...".
Acho que ter ouvido isso de uma pessoa que não eu, fez a Tathy abandonar de vez a única sapatilha que ela tem (que por acaso so a tinha há três meses, desde que nós nos embrenhamos numa aventura por Sampa) e dar cabo de todas as rasteirinhas, chinelos e todos os sapatos com saltos menores de 11 centímetros!
A foto, pra provar!

E antes que eu me esqueça: este foi o último dia que a minha amiga usou uma sandália baixinha. Depois disso... mais nunca!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Vai estragar a simpatia!

Estávamos sentados ali, falando sobre tudo. Tudo mesmo! E falar de tudo me fez cometer um erro grave. Infeliz, talvez.
Todos vimos um vendedor ambulante passando a uns 15 metros à nossa frente. Como quem pensa, mas não mede conseqüências, falei com os dois (a moça do lado da Tathy até pode ter ouvido, mas não falei pra ela): "O meu sonho é equilibrar um fardo de garrafinhas de água na minha cabeça, como aquele senhor tá fazendo. Olha a desenvoltura que ele tem pra andar!".
Era um comentário sem maldade. Porque eu tenho mesmo esse sonho. Claro que não é um sonho que me tire o sono, que me faça sofrer e buscar a sua realização diariamente, até porque ele é praticamente irrealizável, porque eu derrubo garrafas d'água só em olhá-las.
É, e foi um comentário sem maldade até eu ouvir da boca do Marcelo: "Ow! Ô Água! Ei! Homem da água! Você! Vem cá, por favor!".
O cara não entendeu nada, mas como o chamado daquele rapaz (que era o Marcelo) poderia lhe render a venda de uma garrafinha d'água (quente, porque ele tava caminhando pelo sol), ele veio em nossa direção. Tampouco nós entendemos.
Eu sussurrei pro Marcelo: "Você tá de sacanagem. Você só pode estar de sacanagem. Não tô acreditando nisso". E ele: "Não, ué! Você é minha amiga e a minha obrigação como bom amigo é fazer o seu sonho se realizar". Cara! Eu não acreditei!!!!!!

Em exatos seis segundos o vendedor de água postou-se à nossa frente, e descansou o fardo de garrafinhas d'água no chão. Provavelmente o chamado do Marcelo foi pra ele um alívio... seriam segundos para um descanso. Ele foi o primeiro quem falou.
- Olha, rapá, se quer água, eu posso trazer pra você em alguns minutos. Essas garrafas aqui eu só fui ali buscar pra colocar pra gelar. Tenho certeza de que nem vai querer uma dessas. Tão quentes pra cacete!
- Não, meu querido (o Marcelo tinha que ser amável até na hora de me sacanear???). É que essa minha amiga aqui é jornalista, sabe, e quando ela avistou o senhor vindo lá de longe ela me pediu que o abordasse para lhe pedir um favor.
Os olhos do homem se iluminaram: "Mas é claro! Em que posso ser útil? Quem quer água gelada é a senhora?". Mal sabia ele que se o favor ao qual o Marcelo estava se referindo fosse mesmo que eu quisesse água, poderia ser atendido ali... eu só tomo água quente mesmo!
É, mas eu nem precisei responder ao homem. O Marcelo o fez.
- Não. O senhor sabe o que é? É que o maior sonho da minha amiga é carregar um fardo de garrafinhas na cabeça, como o senhor estava fazendo.
Como fosse possível, os olhos do vendedor se iluminaram ainda mais. Provavelmente era o sol, até por nem ter motivos pra isso. Ele me olhou, olhou pro Marcelo e tornou a me olhar com os olhos dizendo algo do tipo "é cada doido que me aparece...eu devia mesmo era voltar pra Santarém e ser feliz lá. Nesse Rio só tem maluco!". E eu nem posso afirmar que foi isso o que ele pensou mesmo. Primeiro porque ainda não inventaram forma de ler o pensamento dos outros e segundo porque eu nem tenho certeza se o homem veio da Bahia.
- É só isso o que a senhora quer? Então tenha o seu sonho realizado.
Eu: - Não, senhor. Ele está só brincando. É que a gente....
Mas fui interrompida pelo movimento brusco do homem se abaixando e pegando o fardo de garrafinhas d'água. Eu não conseguia acreditar que o Marcelo tinha me aprontado essa...
O homem veio em minha direção, com o pacote na altura do colo pronto para pousá-lo sobre a minha cabeça. Foi aí que eu tive uma súbita idéia que já salvou uma amiga minha e que desde então eu aprendi.
Usei um tom de voz acima, pra mostrar que tava falando sério, embora não houvesse seriedade nenhuma no que eu ia dizer:
- Não ponha sobre a minha cabeça! Vai estragar a simpatia!
Ao ouvir isso, o homem parou como uma estátua. Ai, funcionou! Eu pensei. Ele afastou os braços para o lado para que pudesse olhar meu rosto e perguntou:
- Ah, era uma simpatia? Quer dizer que eu a ajudei numa simpatia? Eu acredito muito nisso, sabe?
- Puxa, que ótimo então. O senhor não coloca o fardo de água sobre a minha cabeça, não estraga a simpatia e a gente fica amigo. Pode ser?
- Mas é claro!
Trocamos apertos de mão e o homem se despediu, feliz da vida, por ter me ajudado numa simpatia.
Sabe que até hoje o Marcelo me deve essa? Preciso, inclusive, pensar num modo de fazê-lo pagar!

Falando inglês

Caramba! Eu pensei que tivesse acabado com as histórias das nossas aventuras na Terra do Pan, mas ontem estava passeando pelo Shopping Leblon com a Tathy e o Carlos e aconteceu uma coisa que me fez lembrar da tarde de domingo do fatídico final de semana na Barra (aquela terra que fica lá onde Judas tropeçou e quebrou o dedo, lembra? É, porque a bota ele perdeu muuuuiiito antes de chegar na Barra! Pode ter certeza disso).
O motivo que fez voltar àquele dia lá na beira da praia não vem ao caso. Até porque se viesse iria estragar um futuro post aqui, sobre a viagem de ontem. O caso é que o caso me foi trazido à memória. E eu nem tenho foto dele pra ilustrar... e olha que merecia, viu?
Eu contei que a gente passou o domingo passeando pela Barra. Foi no dia em que eu me apaixonei pelo major Albucassys e que almoçamos com o Antônio Fagundes. É, mas o acontecimento que eu me lembrei ontem, tantos dias depois, foi antes desses dois últimos envolvendo os homens que melhor retratam o fato de que Deus pôs perfeição sobre a face da terra (não precisa fazer essa cara de "ah, já li isso", porque eu não me cansarei jamais de repetir...).
A gente tinha se cansado de andar pela praia. Já tínhamos caminhado a orla em uma direção e estávamos voltando. Olha que caminhar a orla da praia da Barra não é pra qualquer atletinha não... tem que ter preparo físico, força de vontade e principalmente disposição, porque é chão pá rái! A Tathy já tinha feito xixi três vezes, só pra ter uma vaga noção do tanto que a gente tinha andado.
Paramos pra tirar uma foto do Marcelo em frente à igreja Bola de Neve. Tá, isso de fato não tem nada a ver com o assunto do post, mas eu tinha que utilizar essa informação, afinal, o fato que tem a ver com o assunto deste post aconteceu num banquinho de tronco de árvore exatamente em frente ao templo da igreja Bola de Neve, só que não à beira do asfalto, mas à beira da praia, com os nossos pés, inclusive, na areia (ou na grama... porque lá tinha era grama! Se bem que embaixo... ah, mas deixa isso pra lá. É assunto pra outro post).
Nos sentamos ao lado de uma garota. De uns 20, 21 anos. Não mais que isso. Ela estava sentada no meio do tronco. A Tathy sentou-se à esquerda dela, eu ao lado de Tathy e o Marcelo ao meu lado (ah, gente, isso foi antes da água de coco, ok?). Nos entretemos em conversar. E olha que tá pra nascer dupla que tenha mais assunto que o Marcelo e eu. Com a Tathy junto então.... definitivamente Deus preferiu nos deixar únicos sobre a terra. Outro trio como esse iria ser demais e a face da terra dificilmente suportasse.
Voltando...
O dia estava lindo, a praia, mesmo sendo auge do inverno, tava lotada, e nós estávamos animados... era o primeiro passeio de fato e de direito que a gente fazia no fim de semana. E o fim de semana tinha tido coisas duvidáveis.
Antes de falar o que aconteceu, preciso esclarecer três coisas:
1ª- O Marcelo é professor de inglês, inclusive, estava trabalhando no Pan como intérprete e locutor das provas de tiro prático e tiro com arco. É meu amigo... nos formamos juntos na Graduação. Ah, e em breve nos formaremos na Pós também. Ele é meu padrinho na Comunicação Empresarial, mas isso é assunto pra outro post!
2ª- A Tathy foi aluna do Marcelo e de mais pelo menos dezessete professores. Não, não porque ela seja exigente e tenha ficado escolhendo profissional... mas porque ela já passou por dezessete fases do aprendizado da língua inglesa. É, pô! A mais pura verdade... com as dezessete fases do aprendizado, alguém tem dúvida de que o inglês dela seja pelo menos "fluentissíssimo"? Não, né? Pois é. Eu também não tenho. O fato é que mesmo mesmo assim ela continua freqüentando aulas (que não são mais ministradas pelo Marcelo) e estudando horrores pras provas. Dá pra crer? Pois é.
E 3ª - Eu e o meu inglês temos uma relação extremamente problemática. Ele não gosta de mim e isso me deixa muito triste, por isso eu nunca me dedico a ele como deveria.
Deu pra entender como cada um tem em si um pouco da língua inglesa, né? Que bom!
Agora posso prosseguir...
A gente falava de tudo. Em português, afinal, somos brasileiros e, mais importante, moramos no Brasil. Segundo ponto mais importante: estávamos passeando. Aquilo não era uma prova oral de língua inglesa do Wise Up!
De repente, não mais que de repente, o Marcelo olha para o mar, pensa alguns minutos (respeitados solenemente por mim, pela Tathy e pela garota que tava ao lado dela que a gente nunca tinha visto) e diz em inglês:
- .................gift.
A Tathy não se fez de rogada e disse:
- .................................., ...... . .....................
Ao que o Marcelo respondeum discordando:
- ............................
E a Tathy:
- ..........................! ..................? ............................, ...................
E ele:
- ...............................................................
Daí eu os interrompi dos devaneios ingleses e falei:
- Ah, gente. Presente de Deus ou bênção, o mar tá aí pra todo mundo. E é lindo mesmo! Não há como negar.
Eu tinha conseguido entender o que eles tinham dito. Mas só consegui entender. Participar da conversa, dando a minha opinião em inglês, eu não era capaz! Por isso interrompi e os participei da minha opinião em português mesmo.....
Os dois me olharam surpresos, com certeza pensando: "Se nós tivéssemos falado mal dela, chamado ela de gorda, estaríamos lascados, ela teria entendido....". "Ah, você entendeu?" Era a Tathy com um sorriso no rosto, expressando toda a supresa dela à minha participação na conversa que antes era só dos dois. E o Marcelo: "Aê, Flaviota....".
Tá. E se você pensa que eles se deram por vencidos e voltaram a falar normalmente, como todos os outros brasileiros normais, se engana redondamente (sem trocadilho ao gorda da frase anterior, por favor!).
Eles se puseram a falar novamente e agora eu não consegui entender mais nadaaaa!!!!! E o trem piorou consideravelmente!
Era um tal de:
- 可以查看我個人資料的 - era ele dizendo.
- 過時/俗氣派, 聰明/機智派, 好人派 性傾!!! 異性戀 穿著風格: 復古風, 名仕淑女風, 都市風 - ela respondendo.
- 人派 性傾看我個人 復古風, 名 - ele
Ela: 家用電話行動電話地址行.
Ele:내 홈페이지에 생일 알림 표시하기
Ela: 비밀번호를 변경하려면 페이지로 이동하십시오.
Ele: 傾看我個人
Os dois, em uníssino: "Сегодняшнее пр경하едсказание:Освобод性戀 穿итесь от своих забот и хорошенько 홈페이지에 생일 "
JURO!!!!!!!!
Se não foi isso o que eles disseram, que me desculpem! Foi exatamente isso o que eu entendi. Ou seja: nada!
Pior é que mesmo vendo a minha cara de paisagem lá, ouvindo e entendendo isso daí que todo mundo "leu", eles não tiveram dó da minha pessoa e continuaram a conversar.
Todo mundo que me conhece sabe que na minha vida o pior martírio que existe pra mim é... ficar quieta! E eu estava ali, à beira-mar, com os meus dois melhores amigos... quieta! Não, eu não podia permancer sofrendo desse jeito!
Foi aí que a minha cabeça pensou rápido (tá, nem tão rápido assim, eles conversaram bem que uns quatro minutos num idioma 話地址行!!!!!!!)
Olhei pra um lado e pro outro. A praia estava cheia e mesmo estando no Rio eu me senti solitária como em São Paulo, onde as pessoas andam nas ruas sem olhar pras outras, sem sequer percebê-las! A rua estava apinhada de veículos e de turistas. O calçadão cheio de gente correndo, caminhando, conversando e entendendo-se entre si.... eu ia entrar em depressão! Sério!!!! Seríssimo, na verdade.
Como não houvesse uma segunda opção, agarrei-me à primeira. Passei meu braço direito pelas costas de Tathiana (Tathiana sim. Eu tava P. da vida com ela e "Tathiana" reflete bem isso) e fiz uma coisa que eu odeio que façam e mim: cutuquei a garota (e sei que se ela tivesse chegado ali antes dos últimos dez minutos teria imaginado ser eu uma pessoa surda). Cutuquei mesmo. E não me envergonho disso.
Ela olhou pra mim como quem pergunta "que que é? Tô tentando entender esses seus dois amigos loucos". Eu disse: "Olá, o meu nome é Flávia, com éfe éle (eu sempre explico quando há a clara possibilidade de o meu interlocutor ser um framenguista...). E o seu?". Ela respondeu: "Ah, meu nome é Patrícia".
- Oi, Patrícia. Você vem sempre aqui?
- Ah, sim, eu venho. A minha cunhada mora bem ali, naquele prédio com janelas azuis.
Eu me virei pra trás e vi o prédio. E esse foi o começo de uma pequena conversa com a Patrícia. A Tathy (é, eu já tinha me acalmado) e o Marcelo pararam de falar grego, digo, inglês, e ficaram me olhando com caras de que não estavam entendendo nada.
Aí eu expliquei (pra Patrícia, claro):
- Pois é, Patrícia. Essa é a Tathy minha amiga e este é o Marcelo, meu amigo. Os dois são duas pessoas ótimas que eu amo profundamente. Quero dizer, amo até o momento em que eles decidem conversar numa língua que eu não domino e me deixam de fora da conversa.
Ela riu sem graça:
- É, Flávia com éfe éle Eu percebi que eles te excluíram. Mas eu concordo com eles. A praia é sim um presente de Deus. Mais que um presente, é uma bênção. Só não acho que o Marcelo tem razão no que ele disse sobre o perigo das lanchas na praia. De fato o que tem que haver é uma maior fiscalização por parte da Capitania dos Portos. É muito perigoso, mas é um assunto delicado. Cada vez que um jet sky ou uma lancha......
Eu não consegui acreditar e até agora eu não consigo.
A Patrícia tinha acompanhado todo o diálogo dos dois!
Sabe o que isso significa? Que eu sou a única cidadã do planeta que não entende, não fala inglês e que não faz nada a respeito. "Não faz?" Você deve estar dse perguntando. "Não fazia", eu respondo.
Preciso ir agora. Tenho uma entrevista pra tentar ingressar no período "verbo to be" em um curso aqui perto de casa. Tô até atrasada, falando nisso.
Preciso mesmo ir!

Nós não tiramos nenhuma foto com a Patrícia, fato do qual eu peço desculpas a todos mundo! Eu tô muito arrependida. Como esse post ficou muito grande (só pra variar) eu achei que essa nossa foto combinava e resolvi colocá-la. E combina mesmo!!!!

sábado, agosto 04, 2007

Pra salvar, o domingo!

Depois de tanto sofrimento, cara... tudo o que a gente merecia era passear como gente normal (mesmo que não fosse!), na Barra, que era onde a gente estava. O domingo inteiro (pelo menos a partir do amanhecer, porque a madrugada não foi a melhor experiência de nossas vidas) foi sensacional!
Nós andamos o dia todo. Praia pela manhã, período em que eu passei apaixonada pelo Major Albucassys (é, aquele que "pegou" a Luma de Oliveira...). O cara é o mais claro e preciso exemplo de que Deus pôs perfeição sobre a terra e que essa perfeição corre de sunga branca pela praia da Barra. Pelo menos aos domingos.
A tarde começou com um almoço ótimo no Beco do Alemão em companhia do LINDÍSSIMO (de verdade) Antônio Fagundes e terminou no Melià, cochilando (na cama, a melhor parte) e rindo de tudo o que havia acontecido.
Ah, e o dia terminou na presença do nosso Pai, autor e consumador da nossa fé: Jesus Cristo, o Senhor dos Senhores, o Rei dos Reis, o Príncipe da Paz, o Leão de Judá, o Princípio e o Fim, o Alfa e o Omega. Aonde? Na Comunidade Internacional da Zona Sul, na Barra (óvio!).
Aqui nestas fotos, momentos especiais, como em todas as outras. Eu apontando alguma coisa no além, o Marcelo, a Tathy e eu juntos e separados posando de modelos, o Marcelo olhando o nada, nós e os cocos, os cocos e nós e nossas sombras, na foto que é "mais a nossa cara" que todas as outras!!!!!!
Agora........
Só no próximo evento que nos reunir novamente é que criarei outra série como essa. Não que não haja, ainda nesta viagem, assunto para outros posts, mas é melhor deixar pra nossa memória.
MIGOS!!! Amo vocês!

Nós no Melià...

Essa é só pra constar mesmo. Depois daquele post todo que eu coloquei, nem precisava, eu sei, mas é que foi tão marcante que eu juro que não poderia deixar de colocar mais essa, ou melhor, essas.
Tem a gente de todo jeito... conversando, rindo, tirando sarro da cara do outro, recém acordada de um cochilo (essa sou eu) e aproveitando os últimos minutos de cama, essa, inclusive, muito bem ilustrada. Óvio (devo explicações sobre essa forma de escrever a palavra óbvio, mas faço isso logo... prometo!) que a outra, mais célebre, que retrata exatamente nosso desespero caberia aqui, mas eu não tinha o direito. Ela ficou muito melhor no texto original...

A primeira noite

Demorou muito, eu reconheço, pro Marcelo me passar as fotos que faltavam pra eu conseguir ilustrar os causos da série Aventuras na Terra do Pan. É... demorou tanto que eu já tô atrasadíssima com essas imagens que ilustram a nossa saga da Barra.
Mesmo assim eu vou colocar algumas pequenas montagens pra ajudar a galera a ter uma noção do que foi... com foto é sempre melhor! Que o digam os jornais impressos... eheheh
Essa primeira foto corresponde a momentos da nossa primeira noite. Ainda era só diversão!
A gente tava no OutBack da Barra...
O pior, a gente não tinha idéia, mas ainda estava por vir... (choro da Tathy, noite no "GM confortável de banco reclinável", conforme descrição do Marcelo e por aí vai, digo, foi...)

quinta-feira, julho 26, 2007

Café da manhã no Melià

Essa história nem é longa. Depois de tudo o que aconteceu na noite no carro e no quase-incêndio no quarto 6054 (segundo a Tathy, sem ponto) do Melià da Barra, tudo o que a gente menos queria era um café da manhã cheio de acontecimentos. Na verdade, só o que a gente queria era um café da manhã. Com tudo de civilizado que tivéssemos direito, se é que tínhamos. Ah, mas tínhamos sim! O Marcelo tava pagando. E se ele não tivesse feito isso, nós faríamos! Depois de economizar R$ 200 com a noite no carro... a gente tinha que ter dinheiro!
Mas isso nem vem ao caso.
O que vem ao caso nesse texto é que o nosso café foi civilizado, com direito a compartilhar o refeitório com estrelas do esporte brasileiro. Uma delas, que eu consigo definir como “impassível” e nada mais (porque grande todo mundo sabe que ele é) foi o Oscar Shmidt, a maior estrela do basquete que o Brasil já teve. O camarada tirou pelo menos quinze fotos, com quinze fãs diferentes, e saiu em todas elas com a mesma cara. Daí você pode se perguntar: “mas a Flávia queria que ele tivesse outra?”. E eu explico. Obviamente ele tem uma cara só, o caso é que ele é imperturbável. Não move um músculo da face. Por nada, por ninguém, por nenhum fã, por simpatia nenhuma desse mundo, por maior que seja! Caracoles!!!!! Inacreditável!!!! Pra provar isso, em breve eu vou colocar aqui a foto que eu tirei dele com o Marcelo. Todo mundo vai ver... Ele não consegue mover um músculo sequer da face e eu pude constatar isso pessoalmente, até porque estava lá e nem o “de nada” ao meu obrigada ele conseguiu dizer.
A outra estrela do esporte que tava por lá era a Hortência (ou seria Hortênsia??? Sei lá!... Só pra constar, gramaticalmente as duas formas são aceitáveis). E pior é que dele eu nem consegui ter uma impressão... ela entrou no refeitório ao celular, serviu-se ao celular, sentou-se com o prato ao celular, comeu ao celular, levantou-se ao celular, encaminhou-se para a porta ao celular, saiu ao celular e o desligou lá fora (e isso eu nem vi, mas uma hora ela tem que ter desligado o celular.... se não foi lá dentro, com certeza foi lá fora!). As más línguas da minha mesa (leia-se a Tathy e eu) até chegamos a pensar que aquilo era só pra ninguém interrompê-la na hora do café, mas como provar? Se bem que é provável que seja isso mesmo! Fica ao celular e ninguém pensaria em interromper uma conversa que poderia ser com qualquer pessoa ou com ninguém....
Ah, além dessas estrelas do esporte que tavam por lá, tinha também todas as estrelas do jornalismo televisivo do Brasil. Putz! Inacreditável! Todos os donos daquelas vozes sem rosto que a gente escuta na ESPN, nas SPORTVs e em todas as outras emissoras que têm algum locutor ou jornalista esportivo no país...
Graças a Deus isso acabou logo e deu lugar ao nosso dia de domingo. Esse por acaso começou logo depois, com a gente se perdendo pela Avenida das Américas afora.... mas isso eu conto em outro post!!!

quarta-feira, julho 25, 2007

Fogo!!!! 193!!!!!

Pra quem pensou que dormir no carro fosse tudo de ruim, pensou isso porque não tem idéia do que nos aconteceu na manhã de domingo.
Pra variar, vou começar introduzindo o assunto com alguns questionamentos e explicações. A primeira delas é: quem consegue fazer uma viagem curta como essa que eu fiz no fim de semana (curtíssima, aliás!), colocar todas as roupas numa mala e chegar ao destino (o hotel, a casa do amigo, a casa do vizinho ou do pai, sei lá!) com todas as roupitchas passadinhas, sem nenhum amarrotadinho??? Hein? Você conhece alguém? Se conhecer, me apresenta!!! Sério....
Outro questionamento importante é sobre a “sacanagem” dos hotéis que não disponibilizam ferros elétricos para os hóspedes! É, é muita vontade de levar o povo à falência mesmo! Num dia queriam que a gente pagasse duas centenas de reais pra uma caminha, um edredon e meia dúzia de pedaços de pão de manhã. E no domingo, como não bastasse eu ter dormido dentro de um automóvel por culpa do preço altíssimo pela transformação da suíte do Marcelo em “quatro triplo”, me informaram que pra eu usar uma bata que tava dentro da minha mala, teria duas opções: a primeira, “comprar” o serviço de passadeira do hotel e desembolsar R$ 27. E a segunda, sair com a bata amarrotada! Alguém tem dúvida do que eu fiz???? Quem arrisca????
Pois é, mas quem disse que eu saí do hotel amarrotada, se enganou! De verdade... eu até pensei em sair amarrotada sim, afinal, se eu contratasse os serviços da passadeira, não teria dinheiro pra almoçar! É, porque como todo bom quase-desempregado, eu tava vendendo o café (que tava por conta do Marcelo no hotel) pra pagar o almoço. Quiçá não vender o almoço pra abastecer o carro e voltar (nossa! Peguei pesado nessa, eu reconheço... eheh). Mas voltando à questão do preço da passadeira...
Eu tava lá, reclamando por não ter colocado uma camisetinha de malha na bolsa, quase chorando como a minha amiga tinha feito no dia anterior... e de repente estranhei a calma da Tathy! Ela, sempre tão preocupada com a aparência... não era possível que tava calminha. Porque roupa passada, pronta pra ela vestir, duvido que tivesse! A mala dela era menor que a minha!
Estranhei a calma dela e perguntei se ela tinha trazido um ferrinho elétrico dentro da mala dela. E a minha estranheza aumentou consideravelmente quando ela disse que não, não tinha um ferrinho elétrico na mala, mas tinha o remédio pro “amarrotamento” da minha bata. “Ta bom, quero ver”, era eu dizendo.
E vi mesmo!
A Tathy abriu o armário do quarto, retirou um cabide. Foi até a cama onde eu estava esmurrando a bata e com toda a calma do mundo retirou das minhas mãos e a pendurou no cabide. Caminhou o metro e meio até o banheiro, entrou, colocou o cabide com a minha bata pendurado no toalheiro, entrou no box, abriu o chuveiro, saiu do banheiro e fechou a porta. Aí, agora, era a vez do questionamento que eu mais faço nessa vida, diante de uma situação semelhante (ou cômica, vá lá!): “Ow, isso é simpatia???”. Ela caiu na risada, pela primeira vez desde que tinha me visto esmurrar a bata e disse:” Que nada... eu sempre faço isso. Ligo o chuveiro na temperatura mais alta e o vapor vai umedecer a roupa. Em poucos minutos vai estar pronta pro uso, vai ver só”. Ta bom. Eu nem tinha opção que não acreditar nela.
O caso é que depois que ela fechou a porta do banheiro com a minha bata “ao vapor” lá dentro, nós nos entretemos tirando fotos na sacada do quarto que não era o nosso (até porque nós nem tínhamos quarto! Dormimos no Astra, ow!). E aí, lá pelas tantas, o telefone do quarto tocou. Vou transcrever aqui o que ouvimos no viva-voz do aparelho do quarto:
- Por favor, senhor, tem alguém fumando no quarto? – era a recepcionista do hotel (ou a capitão do Corpo de Bombeiros, até hoje não descobrimos).
- Não, não tem ninguém fumando aqui. – Era o Marcelo respondendo.
Nessa hora eu falei baixinho pra Tathy: “Estamos sim, fumando um baseado”. Caaalma, gente... era só pra descontrair o ambiente! Voltando ao diálogo entre o Marcelo e o Soldado:
- Senhor, então, por favor, verifique se há alguma fumaça na sua suíte ou se o chuveiro foi ligado no “muito quente”. O que quer que tenha ocorrido na suíte do senhor acionou o alarme de incêndio do prédio e em três minutos todos os quartos dos catorze andares do hotel serão evacuados. Além disso, em menos de dez minutos, o pessoal do Corpo de bombeiros deverá estar aqui para verificar o que houve nas nossas dependências.
Neste exato momento, sem exagero, a Tathy e eu nos lembramos da passadeira, digo, da bata no vapor!
- Caraca!!! O chuveiro ta ligado há cinqüenta minutos!!!!! – isso era ela falando baixinho, até porque ela se preocupou com a possibilidade de o sargento do Corpo de Bombeiros ouvir!
Quando entendeu o motivo da ligação da recepção, o Marcelo tratou de dispensar logo a mulher que estava ao telefone. E eu nem posso terminar de transcrever o diálogo, porque não sei mais o que foi dito! Eu tava quase asfixiada pela fumaça que invadiu o quarto! A Tathy tinha ido lá socorrer a minha bata, livrar o hotel da imprensa e evitar que a gente virasse o assunto do dia! Alguém consegue imaginar o que a gente ia virar??? Putz! Chacota na boca dos desocupados do Pan que estavam alojados no Melià da Barra. Ai, seria o mico do ano! Zilhares de vezes pior que dormir no carro...
Pois muito bem. Dez minutos depois que todas as janelas, persianas, venezianas, portas e acessos às sacadas da suíte – só do – Marcelo tinham sido abertas, nós já estávamos conseguindo respirar... pelo menos não estávamos respirando fumaça!!!
Bem, mas em suma, depois de quase a gente acionar o Corpo de Bombeiros Militar da Barra da Tijuca por um incêndio que não aconteceu, há uma boa notícia a se dizer ao final desse texto: a minha bata ficou como passada a ferro!!!! Sério... na moral! Tão boa ficou que eu até fui abordada na praia por gente querendo referência da minha passadeira! (ai, essa foi péssima, eu sei!, mas quando vi já tinha escrito! Eheheh). Agora sério: a tática da Tathy foi tão boa que à noite, na hora de nos aprontarmos pra ir à igreja, fizemos a mesma coisa. Pena que não deu pras nossas roupas ficarem outros cinqüenta minutos no vapor... acabou que fomos “amarrotadas” pra Comunidade da Zona Sul (na zona oeste, ta....)!

terça-feira, julho 24, 2007

A noite de sábado

Os nossos planos para o fim de semana eram simples. Hotel com o Marcelo, sair pra comer, aproveitar o domingo todo fazendo nada pelas ruas da Barra... e talvez algum programa além disso. Se é que seria possível, já que nós estávamos empenhadas em não fazer nada! Putz... eu sabia que a Barra era distante de tudo, mas eu tava um tanto sem noção. O lugar é longe do mundo! Não sei nem como a TV Globo e o Comitê Olímpico têm coragem de hospedar seus colaboradores num lugar como aquele. Acho que a coca light e o tetracampeonato do Brasil devem ter chegado lá há bem pouco tempo... Chegamos no Melià, o hotel onde íamos pernoitar, lá pelas 8 da noite. Pegamos o Marcelo e fomos começar a explorar as belezas incivilizadas do bairro. Paisagem bonita tem, ninguém pode falar o contrário. Postos de gasolina também (por acaso, váááários. Por certo, devido à distância do mundo). Destino no começo da noite de sábado: Outback. Que bom que a opção era boa, porque tivemos que esperar desocupar espaço lá dentro. Todo mundo sabe que a noite carioca é feita de estrelas e gente da mídia. Nós testemunhamos isso logo no começo da estada, com a Carla Marins saindo do restaurante. Mas isso nem vem ao caso, eu só quis fazer um adendo, porque estrelas mesmo, nós encontramos no domingo. Comemos bem, nos divertimos, divertimos a Adriana – a garçonete que nos atendeu – e pronto! Era hora de ir embora pro hotel. Tínhamos que dormir pra recarregar as baterias pro domingo. Teríamos o dia inteiro pra não fazer nada e isso sempre exige muita disposição. No caminho do hotel, a Tathy se lembrou de perguntar pro Marcelo quanto gastaríamos pra transformar a suíte dele em “tripla”. Isso pode ser feito em qualquer hotel do planeta por um preço irrisório (em SP, por exemplo, já passamos por situação parecida e o preço do quarto subiu apenas R$20) e achávamos que o Melià da Barra poderia ser comparado aos hotéis do resto do planeta. E a nossa surpresa fez a Tathy chorar. Literalmente. Passava de uma hora da manhã quando o Marcelo nos disse que pra transformar a suíte dele em quarto triplo nós teríamos que pagar quase R$200. Como assim, meu Deus??? Duzentos reais? Não... não é possível Mas era possível sim. Tanto que foi o que aconteceu. A pior parte era que nós duas não estávamos dispostas a desembolsar duzentinho só pra dormir e tomar café no dia seguinte. Definitivamente não. Ta bom, mas o que fazer então? A Barra é lá onde o vento faz a curva e tentar voltar pra dormir em qualquer outro lugar, àquela hora da madrugada, era fria. Foi nessa hora, exatamente, que a Tathy se pôs a chorar. Sério, ow! Ta bom, que foi uma conjunção de fatores, com perda de fonema. Nós já tínhamos nos perdido no trânsito pelo menos quatro vezes e numa delas quase entramos na Favela do João e ouvir que teríamos que desembolsar duas centenas de notas de um real, definitivamente, ao ver da Tathy, era motivo pra choro. Eu nem consegui consola-la, tamanha a graça que eu tava vendo na situação. Só sabia rir.... (como se em outras situações eu soubesse fazer outra coisa!) Ela chorou uns minutos, mas depois lembrou-se de que não ia adiantar nada, secou as lágrimas e pôs-se a pensar no que fazer. Isso, sim, demorou um tantão. Uns dez minutos, até alguém ter a brilhante idéia de que nós duas poderíamos pernoitar dentro do carro, no estacionamento do hotel. É, porque pelo menos a uma vaga de garagem o Marcelo tinha direito. Decisão tomada, risos incontroláveis, chegamos ao hotel. Nós até fomos pro quarto, fizemos uma horinha, mas o “medo” de a administração nos cobrar um quinto de mil reais nos fez descer loguinho pro nosso quarto: o interior do carro da Tathy. Nunca eu agradeci tanto a Deus por ela ter um carro confortável! Imagina se em vez do Astra, ela tivesse escolhido um Peugeot 206 de duas portas! Peeensa.... com certeza eu estaria presa lá dentro até hoje, sem conseguir me mover, tamanha dor no corpo que ia me atacar! Duas e meia da manhã: Tathy e eu nos recolhendo ao frio do carro. E quando eu digo que as coisas só acontecem comigo – e se a Tathy está as chances praticamente duplicam -, o povo não acredita. Mas é verdade... Das duas e meia até as 7 da manhã, hora que começamos a ensaiar a saída triunfal do quarto, digo, do carro, nós cochilamos por, no máximo, quarenta minutos. Por que? Como assim, por que? Porque bem na nossa frente, do lado de fora do veículo, tinham duas lâmpadas. Não, duas lâmpadas não... dois holofotes com lâmpadas de pelo menos 70 milhões de watts, capazes de iluminar todo o Marcanãzinho em dia de competição (tudo a ver... semana de Pan...). Ou seja, parecia que era dia e que o sol estava em pleno expediente. Ta bom, mas não foi só isso. Além das lâmpadas capazes de alumiar o Mineirão em dia de jogo do Cruzeiro contra o Atlético, a Tathy ainda queria relembrar todos os acontecimentos do dia e entender a mente masculina. Mas às 4 da manhã? Ah, não, Tathy... deixa pra amanhã. Pois o amanhã chegou rapidinho. Nós sofremos uma noite e agora tínhamos que sair do carro. A nossa única preocupação era despistar os porteiros, as recepcionistas, os manobristas, os seguranças e os hóspedes que a essa hora estavam todos no hall do hotel. O que eles iriam pensar? “Ah, não. Essas garotas não entraram no carro agora. Será que elas dormiram lá dentro?”, ou “Ei, esse carro está ali desde ontem. A que horas essas duas entraram?”... e por aí afora. E com essas preocupações e esses questionamentos, demoramos uns quarenta minutos pra sair do carro e eu tava vendo a hora que íamos ter que usar táticas policiais, pra que ninguém nos percebesse. Graças a Deus, algum tempo depois a galera decidiu que não ia ganhar nada ficando ali parada e cada um tomou um rumo... só assim conseguimos ter coragem pra sair do carro. As dores nos joelhos e nas costas eram detalhes. Se alguém perguntar, dormimos nas “dependências do Melià”. E não é mentira. Quando nos livramos de todo mundo, subimos pro quarto. Que glória! Cama, chuveiro quente...... E isso foi só o começo. Teve quase-incêndio e café com estrelas do esporte.
Esta foto serve para ilustrar dois momentos da série de posts "Aventuras na Terra do Pan". Pela ordem cronológica dos acontecimentos, ela pode ser usada no momento exato em que estávamos sendo obrigadas a deixar o calor do quarto de número 6-não-sei-que-lá. Dá pra entender o nosso desespero? Isso que a gente ta é um cama. E se você leu este texto enorme aí de cima, consegue ter idéia do que nos esperava.....
Bem o segundo momento não pode ser tão bem definido pela foto. Mas eu vou ajudá-lo a ter noção "geográfica" do ocorrido. Tá vendo, aos nossos pés, uma porta? Eu sei que ali é o banheiro, por isso pode ser que eu consiga ver isso na fotografia... mas isso nem vem ao caso. O fato é de que ali é o banheiro e pronto. E se você está se perguntando o que isso tem a ver com a geografia do fato, é só ler o post "Fogo! 193!". Foi bem ali que tudo aconteceu...eheheh

segunda-feira, julho 23, 2007

Apresentando "Aventuras na terra do Pan"



Geeente... eu falei em overdose de Pan. E continua sendo verdade. Pura verdade! O caso é que esse fim de semana eu tive que sucumbir à cidade do evento, que eu simplesmente AMO. Mas deixe-me explicar, pra que o do mundo não pense que eu fui assistir a algum jogo, alguma prova... ou alguma apresentação da polícia – que ta na rua sim! Nem tem como dizer que não...
Vou por partes.
O Marcelo, um grandíssimo amigo, é intérprete e locutor das provas de tiro prático e tiro com arco na competição. Na sexta passada, ele me chamou e à Tathy, uma amiga em comum, para irmos passar o fim de semana com ele lá. Como o sábado na minha vida é dia de Pós, só fomos ao finalzinho da tarde.
Chegamos à Barra da Tijuca, onde ele ta hospedado, por volta das 8 da noite. E aí começou a diversão! CARACA!!!! Ninguém, além de nós, tem noção de tudo o que aconteceu.
Foram tantas coisas que eu resolvi fazer aqui uma série de posts, com os acontecimentos. Passamos por situações das quais com certeza Deus duvidaria, se Ele não fosse Deus.
Só pra passar uma noção, quase colocamos fogo no hotel, quase xingamos o Oscar Schimidt e a Hortência, a Tathy tietou o Gustavo Borges e eu me apaixonei pelo –agora acho que – Major Albucassys, do Corpo de Bombeiros, dentre outras cositas más.
Quem ta curioso, vai ter que esperar eu ir colocando as histórias – com foto pra provar – aqui. Mas eu não vou demorar.... não mesmo, até porque ainda tá tudo fresquinho na minha memória e se eu ficar molengando, vai tudo se apagar! Eu sofro de desmemória, não posso brincar de deixar pra depois o que tenho que escrever hoje pra não esquecer!

Enquanto isso, a maravilha do Rio. Eita nóis...