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sexta-feira, julho 06, 2018

Rápidas

Nada mudou

Como não poderia deixar de ser, após vários meses sem notícias por aqui, cá estou novamente, pra dar uma atualizada básica nos acontecimentos... e tentar voltar à rotina de postagens, notícias, novidades.... enfim. Meu desaparecimento, desta vez, ocorreu devido à falta de tempo, por causa de trabalho, e à falta de ânimo, por causa do frio. Sim, eu fico beeeem desanimada no frio. Pra tudo. E por aqui, o frio dura sete meses!

Aurora linda

Quem está comigo no instagram ou no facebook, vem acompanhando a evolução, as coisas engraçadas, as falas, as pérolas... e pra quem não está, informações: Aurora está cada dia mais linda, falante e cantante. Fica feliz em ir à igreja, ama as pessoas que estão mais próximas - chama a cada um pelo nome - e sabe a ordem de todos os aniversaários até fevereiro próximo, quando é o dela. 

Rachel linda

A Rachel é a sobrinha linda, "a melhor pessoa", como eu mesma a defino. Esperta, gulosa, divertida... ela nunca se abate - a não ser quando está com sono. Se alguém faz alguma coisa para deixá-la irritada, ela simplesmente desconsidera. Deixa pra lá. Procura outra companhia ou outra ocupação. Coisa mais linda da vida! Ah, e o próximo parabéns é dela, a Quel.


Inverno

Da última vez que fiz uma postagem aqui, o frio tava castigando. Ele sempre castiga... é desses. Agora, o verão acabou de começar oficialmente, mas os dias vem sendo quentes há um mês, mais ou menos. E os dias de verão estão beeeem quentes. Embora as temperaturas no termômetro fiquem na casa dos 30 graus, permanecer ao ar livre é tarefa complicada. 


Como assim, você pode se perguntar

Daí os meus três leitores podem se perguntar como eu ando sofrendo com 30 graus, se venho de terra muito mais quente que isso... e minha resposta é a única que consigo encontrar: o frio é tão intenso e dura tanto tempo, que a gente acaba se acostumando a ele. E este costume deixa a gente mais sensível às temperaturas mais altas. Não sei se isso procede... é coisa da minha cabeça.

Explicação

E essa explicação, eu encontrei ainda no inverno. Lembro de ter que sair de casa para ir ao médico com a Aurora. Não estava nevando, mas a temperatura era de 4 graus. Venho de uma terra que sofre com frio de 19 graus, gente! Pois muito bem... pra sair de casa, agasalhei a Aurora pro frio de 4 graus, Botei meia calça, calça comprida de flanela, body de manga comprida, blusa de frio por cima, outro casaco, gorro, cachecol, luva... e pronto. Rua! E para a minha surpresa, Aurora reclamou que tava calor. Sério! Tirei gorro, luva, cachecol e até o casaco mais pesado, e ela ficou bem. Inacreditável! Por causa disso, passei a achar que a gente se acostumou ao invernão...

Novidade do ano


A maioria dos meus amigos já sabe, mas provavelmente meus três leitores ainda não... porque só falei da maior novidade do ano no facebook e no instagram, not here. Então.... estamos à espera do segundo baby. Sim, no final de novembro teremos outro bebê em casa. A notícia nos pegou de surpresa, mas ficamos muito felizes. 

Sobre o pré natal

O assunto não faria sentido aqui, não fosse toda a diferença que existe do pré natal no Brasil para este feito aqui. Primeiro e bem curioso é o fato de que o obstetra só atende a paciente grávida após oito semanas de gestação. Achei isso bem estranho, já que no Brasil, os médicos pedem para a mulher procurar pelo obstetra tão logo descubra a gravidez. Como em qualquer especialidade, quem faz quase tudo durante uma consulta médica, é uma enfermeira. Afere pressão arterial, pergunta se ta tudo bem, informa sobre os próximos exames e ultrassom, coloca o aparelho pra gente escutar o coração do bebê e tal... ela anota tudo e depois vem o médico, só pra ter certeza de que tudo está bem. Reforça algumas perguntas e pronto. Acabou.

Ultrassom

Como eu não tenho mais 20 anos, os exames de imagem são mais regulares na gravidez. Antes dos 35 anos, as gestantes fazem três ou quatro exames destes durante toda a gravidez. Após esta idade, a mulher faz um por mês. To nessa média. E outro fato curioso é em relação a isso. Só é possível descobrir o sexo do bebê, na ultra das 20 semanas! Fiquei chocada! No Brasil, com 12 semanas, a médica arriscou que a Aurora era uma menina e com 15 semanas, ela confirmou! Aqui, só com 20... sabendo disso, marquei a ultra do mês para a próxima semana, quando estarei na casa das 20 semanas... difícil é segurar a ansiedade!

Novos textos

Como sempre faço depois de um tempo sem dar notícias, prometo passar sempre por aqui. O tempo anda apertado, os afazeres tomando bastante o meu tempo e a gravidez me deixando muito cansada e com sono a maior parte do tempo. Mas refaço a minha promessa de passar mais por aqui. Tenho novas ideias e preciso renovar as velhas... farei isso. Prometo!

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Aqui é assim... Trânsito

Pra começar o assunto, nada mais propício que o Trânsito. Não, não é caótico ou curioso como em alguns lugares. Aonde moro, é até bem tranquilo, se eu comparar com cidades próximas. E, quando o assunto é trânsito, carros são o que há de mais interessante, como em qualquer lugar do mundo. O meu carro, o do vizinho, o da outra rua, o desconhecido. É sempre bom de falar.
Como a grande maioria dos bens, carro é, digamos, fácil de comprar. Fácil pelo preço, pelo menos. Um veículo considerado de luxo no Brasil, que custa em torno dos R$100 mil, pode ser retirado da agência, zero quilômetro, por menos de U$20 mil. Não, não é exagero.
Depois de pago o carro (ou financiado), é necessário pagar pela placa. Sim, o emplacamento é pago à parte. Normalmente, as agências e concessionárias cobram uma taxa de cerca para este fim. A placa então passa a pertencer àquela pessoa. Se o carro for vendido amanhã, o dono tira a placa e guarda em casa, ou coloca no outro veículo que comprar. Depois de dois anos com a placa, o proprietário precisa 'renovar' o direito de usar aquela placa. Tem um custo e vale sempre por dois anos. As placas traseiras dos carros têm um selo pequeno, adquirido em cada renovação, indicando o ano do vencimento.
Antes de sair da agência, o carro precisa estar segurado. Não é como no Brasil, onde o seguro não é obrigatório. Lembro que no Brasil, obrigatório mesmo eram só aqueles valores que vêm incluídos no IPVA, tipo Dpvat. Nos Estados Unidos não. Aqui, todos os carros só podem sair das lojas devidamente segurados. E isso não é barato. E o valor muda, dependendo de alguns fatores específicos, como no Brasil. Tempo de habilitação, acidentes anteriores... essas coisas.
Carros usados são bem baratos, se a gente usar como base o preço dos carros no Brasil (é este o meu referencial pra tudo... rsrsrsr). Com U$2 mil, é possível comprar um carro razoável, bom às vezes. Mesmo usado, o trâmite é o mesmo: placa, seguro, habilitação.
Outra coisa muito interessante, e curiosa, é quanto às marcas dos carros que rodam por aqui. Enquanto no Brasil, Fiat, Volkswagen, Ford e Chevrolet fabricam os carros mais vendidos, nos Estados Unidos, essas marcas têm pouca ou nenhuma visibilidade. Fiat, por exemplo, acho que não existe aqui. As outras três são um pouco mais comuns, mas não há muitos modelos disponíveis.
As marcas populares comuns aqui são Toyota, Nissan, Mazda e Honda. Além das comuns no mundo inteiro: BMW, Mercedes, BMW e outras de alto luxo. Ah, e quase não há veículos com câmbio manual. Praticamente todos são automáticos.
Motocicletas, a gente só vê nos meses de calor. E não são muitas.
Bicicletas, acho que só vi duas ou três.
Quem compra um carro novo, dificilmente se desfaz dele rapidamente. A grande maioria dos carros usados disponíveis para a venda em lojas especializadas estão com o odômetro nas alturas. Acredito que isso também seja cultural. No Brasil, conheço muita gente que troca de carro a cada ano ou, no máximo, dois. Aqui isso parece não acontecer muito.
E, como aqui faz muito frio por quase oito meses e temos neve por uns quatro meses, quase todo mundo tem no porta malas, uma pá pra rapar neve. Como no inverno passado, nós ainda não tínhamos carro, precisamos providenciar a nossa pá e fizemos isso há alguns dias. Pagamos uns U$ 10 na nossa. Essa pá vai ser usada quando a gente precisar tirar o carro depois de um ou vários dias de neve caindo. Se o volume de neve for grande, ela precisa ser retirada do redor do carro, pra que a gente consiga sair. Lembro de ter feito isso bastante no inverno passado.... quando ainda usávamos o carro da minha irmã.
Ah, e falando em neve, é infração grave andar com neve sobre o carro. Nos vidros, para brisa e teto.
Nos dias de muita neve, só é permitido estacionar do lado esquerdo das ruas. Isso, porque o carro que rapa a neve vai passar, retirar a neve do meio da via e jogar, necessariamente, do lado direito. Todo mundo já sabe disso, claro, e quando a previsão do tempo indica neve intensa, com acumulação, ninguém (ninguém mesmo) para o carro do lado direito.
Cadeirinha de bebê e/ou criança é outra regra importante. E ninguém (sendo redundante, ninguém mesmo) desrespeita. E todos têm cuidado com a idade e peso da criança, para que estejam usando a cadeira indicada.
Motoristas, invariavelmente, respeitam as regras. Sinais fechados, travessia de pedestres - em qualquer ponto do perímetro urbano e não somente em locais destacados para quem está a pé -, parada obrigatória em cruzamentos - mesmo que seja possível avistar que não haja outro carro vindo -, parada obrigatória atrás de veículos de transporte escolar (aqueles amarelos, como nos filmes) dos quais estejam desembarcando alunos...


Cinto de segurança, cadeirinhas para bebês e/ou crianças maiores... enfim, as regras são claras e cumpridas. A principal vantagem disso é o baixo número de acidentes. Quase não há atropelamentos, colisões ou simples abalroamentos. Nem preciso entrar em detalhes sobre a importância disso. Estamos acostumados a assistir reportagens de televisão no Brasil, com o repórter flagrando motoristas furando sinais fechados, falando ao celular, estacionando em locais proibidos.... e todos têm explicação para tentar justificar a própria infração. É lamentável que este tipo de comportamento seja tão comum e, pior, tão aceitável por todos (não penso assim porque estou fora do país. Passei mais de 35 anos morando no Brasil e conheci diversos estados. Sempre tive esta postura. Quem conviveu comigo, sabe exatamente do que estou falando).
Aonde moro, ainda não utilizei o transporte público, mas parece que o serviço é razoável. Eu passei boa parte da vida andando de ônibus, na cidade em que nasci e cresci, em outras que estudei, na capital do meu estado, na capital do estado vizinho, na capital do país. Em cidades onde fiz turismo. Sei do que estou falando. Acho que conheço o sistema de transporte público em, pelo menos, trinta cidades brasileiras. Em algumas, por utilizar muito. Em outras, nem tanto. Mas sei do que falo. E aqui onde moro, apenas vejo os ônibus circulando, mas não conheço trajeto, origem e destino, situação física dos veículos... nada. Sei que em cidades maiores bem perto de mim, como Boston e outras mais distantes, como Nova Iorque, ônibus, trens e metrôs são infinitamente mais estruturados e conseguem atender à população. Por aqui, não sei. O fato é que transporte - seja público ou não - é bem necessário. Poucas coisas a gente consegue fazer sem depender de carro. A cidade é ótima, o trânsito é organizado, as vias são bem sinalizadas. No calor, é mais "fácïl" viver sem carro. No inverno, porém....
Bem.... certamente há muito o que falar sobre trânsito... mas, pra inaugurar o marcador, acredito que tenha conseguido reunir algumas questões que considero bem curiosas.
E, agora, colocando mais informações no forno...

domingo, dezembro 10, 2017

Aqui é assim...

Não é de hoje que penso em falar aqui no brog sobre alguns fatos muito interessantes - ou simplesmente diferentes do que eu vi e vivi a vida inteira no Brasil - sobre o lugar em que estamos vivendo agora. Não são poucos... por isso eu acho que vai render mais de uma postagem. Trânsito, datas comemorativas, frio, família, natal, programas de televisão, bens, tecnologia, imigração..... a forma como o povo norte americano lida com tudo isso é muito peculiar. Talvez por isso pareça, pra mim, tão diferente, ao ponto de merecer estar aqui.
Cada dia que passa, eu vou descobrindo uma coisa mais interessante - ou bizarra - sobre a vida, a cultura e os costumes das pessoas que nasceram aqui. E também daquelas que, como eu, não nasceram, mas escolheram este país pra viver.
Tem determinados costumes que são bem engraçados, outros nem tanto. A verdade é que muitos deles, todos nós já vimos em algum filme. Sim, Hollywood retrata muito bem a cultura norte americana. Como? Gorjeta, café, rosquinhas do famoso Dunkin Donuts, vans pra todo lado, noites lindas, natal cheio de neve e com a musiquinha Jingle bells tocando o tempo todo, a tradição do Dia de Ação de Graças, a formatura do High School, aqueles casamentos doidos firmados em Las Vegas, a violência de certos estados, a comida e os fast foods.... e muitos outros assuntos, são tratados em muitos filmes e seriados que todos nós já vimos.
A primeira postagem, sobre Trânsito, já está quase pronta. E a seguinte, já está devidamente pensada e montada na minha cabeça. Quero colocar logo tudo aqui.... e compartilhar com os meus três leitores um pouquinho do que vou descobrindo aqui!

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Fraldas de pano, sim

Dia desses encontrei uma dessas artes que andam circulando pelo Facebook, da “Diferentona”. E eu me identifiquei. 


Claro que não tem nada a ver com a ironia, em sim, mas com o fato de eu estar diferente nessa situação. Sim, porque cada pessoa que me ouve falar que as minhas “calças plásticas” chegaram, pergunta o porquê de eu estar fazendo isso, se quero perder tempo lavando fraldas de pano, se eu não tenho mais o que fazer na vida ou se arrumei uma empregada. São tantas perguntas descabidas, que nem cabem respostas. A não ser às que eu quero responder.
Pra começo de conversa, não, as calças plásticas (que, na prática, nem são “plásticas”, como aquelas que o mundo usava 30 anos atrás) não são baratas. Ao contrário, cada jogo que eu comprei, com dois forros – no caso das diurnas – e com três – para as noturnas, foi bem caro. 
E estou falando com conhecimento de causa. Eu trabalho, ganho meu próprio dinheiro e sei o preço das coisas. E to destacando isso, porque já teve gente falando que eu não tenho noção de custo de nada.
Fiz chá de bebê, ou seja, ganhei muitos pacotes de fraldas descartáveis e sim, vou usar todas. Pelas minhas contas, porém, ainda faltam mais de 1,5 mil unidades de fraldas descartáveis para suprir toda a fase de fraldas da Aurora. Unindo este fato ao de que eu, com essa gestação, descobri o tamanho dos gastos que um bebê proporciona, cheguei à conclusão de que, de cara, me faltaria coragem para investir em fraldas. Faltaria coragem, disposição e grana.
Não sou como diz essa arte aí da Diferentona. Pelo menos em partes. Não sou desocupada nem me vejo como musa sustentável. Como incentivadora da maternidade consciente? Acho que também não... nem sou a única a optar por essa novidade que  já é tão velha... e ficou perdida nesses anos de tecnologia que a gente viveu.
É claro que a economia foi o principal atrativo, mesmo com plena consciência de que haverá gastos com outras coisas como água e energia (física e elétrica, porque sim, eu vou lavar tudo na máquina), sabão e tempo. Mas não só. Economia foi, sim, o meu principal atrativo, mas foi mais importante o fato de eu poder colaborar um pouquinho com a solução para todo esse problema infinito que o mundo está vivendo, ligado à falta de consciência das pessoas sobre a importância de cada um fazer a sua parte para que todos vivamos num mundo melhor, mais sustentável, menos poluído e menos autodestrutivo.
E com tudo isso em mente, foi mais fácil decidir.
Como eu já vinha pesquisando sobre o assunto há algum tempo, o choque de realidade dos gastos me fez tirar um tempo pra comparar, pensar, repensar, calcular, decidir e, finalmente, optar pela compra. Pela internet, como a maioria das compras que eu faço atualmente.
E alguns dias depois, eis que recebo, no conforto da minha casa, aquele pacote, com alguns jogos completos de calças e forros. Estampas lindas. Tudo, exatamente como eu queria.


Ainda é cedo pra saber como vou me sair, mas isso não tem a ver só com a rotina das fraldas de pano e calças plásticas. Tem a ver com tudo o que diz respeito à maternidade. Vou precisar de ajuda pra tudo. Algumas ajudas, inclusive, já estão prometidas e devem chegar logo nos primeiros dias da Aurora no mundo (e prometo falar sobre elas depois). Outras, podem nem vir e eu vou acabar tendo que me virar sozinha.
Mas eu não me importo. Quando decidi que queria um bebê, sabia que estava dando início à fase mais importante da minha vida, com todos os percalços que isso pode significar.
Então, com fraldas de pano ou sem, com ajuda ou sem, diferentona ou não, estou disposta. E só isso me importa. Se vai dar trabalho? Ah... alguém duvida?

quarta-feira, maio 27, 2015

Tudo o que vicia começa com "C"*

Há momentos na vida de um ser humano em que ele se vê sem nada realmente interessante pra fazer. Assim, sem companhia, computador ou iPod e com celular fora de serviço, numa viagem de ônibus para Cruz Alta, fui obrigado a me divertir com os meus próprios pensamentos.
Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.
Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C!De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.
Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.
Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também, adivinha, começa com a letra c.
Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein?
E o chocolate? Este dispensa comentários.
 Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.
Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade cinco.
Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.

Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos, pois a humanidade seria viciada em Cultura.

*Por Ricardo Mallet, embora andem dizendo por aí que o texto é de Veríssimo

domingo, dezembro 21, 2014

Quem morreu primeiro: a ternura ou cavalheirismo?

A mulher está mais agressiva. O homem, menos gentil. Quem começou isso primeiro ?
A noite está uma guerra – queixa-se a moça bonita e solteira. Agora nem preciso mais chegar junto – festeja o carinha de calça skinny e barba de oito dias. Vou meter o dedo no olho dela – ameaça a namoradinha, vendo uma periguete arrastando a asa pros seus domínios. Nós somos Constantinopla e elas são os turcos – comemora Marcos Palmeira na abertura do longa “E Aí, Comeu?”, de Felipe Joffily.

Já vem acontecendo faz tempo, não é novidade. Pode ser resquício da queima de sutiãs ou das primeiras CEOs, não sei. Fato é que elas estão se portando como iguais aos homens. Estão mais objetivas, mais focadas, com menos mimimi. Também vão pra cima, também xavecam, também derrubam. Fazem isso em plena luz do dia, no trabalho, nas aulas de Cross Fit, no trânsito. E repetem o comportamento durante a noite também, claro. Mordem e deixam roxo. O Alfa se ressente. Gosta da pegada varejo que a night se tornou, mas reclama: a mulherada perdeu a ternura. Perdeu mesmo, verdade. Há registros inclusive de uma moça que recusou flores, porque teria que pôr no vaso e eventualmente regar. Estão muito brutas – diz outro queixoso. Me atacaram como se eu fosse um objeto – acusa o gatinho, sorrindo dentes quebrados.
Ainda ganham menos, segundo pesquisas (coisa que daria outra crônica; se quiserem escrevo). Ganham menos até nos torneios de tênis.
Agora, se as mulheres perderam um pouco a ternura, os homens também deixaram de ser cavalheiros. Pararam de seguir a etiqueta das relações afetivas – para seguir o Bolsonaro no feice. Elas vieram pra cima, e eles deixaram de ser gentis. Coisa mais comum do mundo, hoje, é dividir a conta – algumas vezes até separando uma cerveja a mais num lado, uma caipirinha de saquê no outro. Vixe, nossa, uia. Não abrimos mais a porta do carro pra elas. Credo. Tem gente até que deixa a moça no ponto de táxi, depois do dois-vira-quatro-acaba. O homem, diante de um rebolado, parou de receber a verve de Fernando Pessoa para encarnar Compadre Washington.
Gente do céu ! Estamos tratando as mulheres como iguais ! Tudo bem que elas querem isso mesmo, mas não precisa tratar como igual o tempo todo. Se isso é bom para o ambiente corporativo, é no mínimo cegueira anatômica para a vida lá fora (que é onde as melhores coisas acontecem).
Mas quem começou primeiro? Os homens, que desencanaram da sedução protocolar básica – ou as mulheres, que desistiram do modelo de conduta consagrado desde Maria Madalena? Qual foi o primeiro pé que chutou as convenções? Quem começou com essa de ser igual até na sedução? Quem é ovo e quem é ave, aqui?
Eu não sei responder. Sei, isso sim, que ficou pálido, sem nenhuma cor. Ternura nunca fez mal a ninguém, pelo contrário. Não fosse a ternura não haveria o filho mais velho dela (o cafuné), nem o irmão caçula (o bolo de chocolate). E ser cavalheiro é tipo Stones, Michelangelo e jeans com camiseta branca. Básico. Moderno.

Digo tudo isso acima porque me parece ser assunto quente para esta semana pré-natal, quando as pessoas costumam se refugiar bastante em bar. Amigo secreto, encontros de escola aterradores, festa da firma, não falta mesa. Também não vai faltar menino querendo rachar conta e menina querendo conversar de homem pra homem. Me parece o ambiente adequado para discussões infindáveis como essa, apesar da ressaca que inapelavelmente virá em seguida. Então, aqueçam os argumentos e me digam: quem começou primeiro?

sábado, dezembro 13, 2014

Como o pombo-correio sabe para onde ele deve levar a mensagem?

O pombo-correio não leva uma mensagem espontaneamente a um determinado destino, como muita gente pensa. Ao invés disso, ele é transportado de seu local de origem até um certo ponto de partida, de onde ele saberá como retornar à sua casa. "É um mecanismo natural que ele tem. Trata-se de uma estratégia adaptativa, ou seja, um resultado da seleção natural. Alguns animais são nômades, outros, migratórios. Já os pombos-correio possuem uma moradia fixa e procuram sempre voltar para esse abrigo, onde encontram proteção, alimento e os membros de seu bando", diz o professor Ronald Ranvaud, que ministra as disciplinas de Neurofisiologia e Ciências Cognitivas no Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). "Na etologia, que engloba os estudos de comportamento, isso é chamado de fidelidade ao sítio de origem", complementa. Ele conta que, além dessa característica, esses animais apresentam também um comportamento gregário, o que significa que não são solitários e, por isso buscam estar sempre juntos a um bando.
Os pombos-correio são da mesma espécie dos pombos comuns que se veem nas ruas, mas pertencem a uma raça diferente. Seu porte é maior e possuem uma carúncula mais acentuada na base do bico. Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, eles foram bastante utilizados para o envio de mensagens, como um recurso alternativo de comunicação. "Documentos da época mostram caminhões que serviam como pombais móveis. Mesmo que eles fossem levados a lugares diferentes a cada dia, desde que não muito distantes do local de origem, os pombos conseguiam voltar", conta o professor. Ronald explica que as mensagens ou encomendas são geralmente amarradas na perna do animal, ou colocadas em um tipo de mochila especial. Hoje em dia, essas aves ainda são utilizadas como mensageiras. "Até recentemente, o exército russo mantinha uma 'divisão' para pombos-correio. Na Inglaterra, há cerca de dez anos, um hospital os usava para levar amostras ao seu laboratório, por ser um transporte mais rápido, que não precisa enfrentar o trânsito. E faz parte do folclore que elas também sejam usadas no contrabando de drogas e diamantes".
Mas não é qualquer pombo que se pode usar como mensageiro. Se pegássemos um exemplar na rua e o levássemos para um local desconhecido, ele provavelmente conseguiria voltar para casa - mas existe uma limitação. "Se o animal for afastado cerca de 15 km de onde vive, por exemplo, ele certamente saberia encontrar o caminho de volta. Mas se essa distância exceder uns 50 km, ele dificilmente voltaria, pois precisaria ter um porte de atleta", diz Ronald Ranvaud. Por isso, os pombos-correio são treinados desde pequenos a voar longas distâncias para ganhar resistência e não se perderem. O treinamento começa a ser realizado a partir do momento em que o animal aprende a voar, geralmente aos 30 a 45 dias de vida. "Inicialmente, ele faz voos livres todos os dias, não se afastando muito do pombal. A partir dos três meses de idade, já se pode afastá-lo uns 30 km de sua casa que ele saberá voltar", conta o professor. Aos poucos, as distâncias vão aumentando e as direções para onde é levado também são diversificadas. "Cada uma dessas ocasiões representa um aprendizado", explica o professor.
Para se guiar no caminho de volta, os pombos possuem três habilidades fundamentais: a visão, pela qual localiza o Sol e identifica sua posição (leste, oeste e norte); o relógio interno, por meio do qual identifica o período do dia (manhã, meio-dia, tarde, noite); e a memória, que ele utiliza para aprender a relação entre a posição do Sol e o horário. "O Sol muda de lugar ao longo do dia: de manhã, indica o leste; ao meio-dia, o norte (no hemisfério sul); de tarde, oeste. Funciona como uma bússola", diz Ronald. "Mas para usar o astro como bússola, é essencial ter um relógio para saber qual a sua posição a cada hora do dia". Para comprovar a importância dessa relação, o professor cita um experimento onde um pombal é colocado dentro de um laboratório sem janelas durante uma semana. A luz é ligada todos os dias na posição onde nasce o Sol, mas com seis horas de atraso, ou seja, ao meio-dia, e desligada também seis horas depois que ele se põe, à meia-noite. "Se depois disso, o pombo for levado a uma distância pequena e liberado ao meio-dia, a ave vai olhar para o Sol e achar que são seis da manhã, porque seu relógio interno está atrasado. Então interpretará que a posição indicada pela luz é o leste, quando na verdade é o norte. Então é como se ele virasse o mapa 90 graus para a esquerda", comenta. Apesar disso, alguns conseguem voltar, mesmo que levem alguns dias, pois, aos poucos, seu relógio e sua bússola internos vão se ajustando. "É como o jet lag, a gente leva uns dias para se adaptar", diz Ronald.
Atualmente, além de transportadores de mensagens e encomendas, os pombos-correio são usados em competições chamadas columbofilia. Esses torneios mostram que é muito difícil definir a distância máxima que esses animais conseguem percorrer no caminho de volta para seu abrigo. "Há uma prova na Europa em que eles partem de Barcelona e chegam à Bélgica, percorrendo quase mil quilômetros. No Brasil, há uma em que saem de Brasília e chegam a São Paulo, ou seja, são mais de 900 quilômetros e tem pombo que voltou no mesmo dia. Alguns deles voam direto, sem paradas. Outros até param para beber água, por exemplo, depende da condição de cada um". E muitos deles não voltam: ou porque se perdem, ou porque são capturados por predadores, como o gavião.
Além dos pombos, outros animais também possuem essa capacidade. "Praticamente todos eles conseguem encontrar o caminho de volta para casa, em maior ou menor grau", diz Ronald. "As abelhas fazem isso o tempo todo. Os gatos também conseguem. Se o seu dono tenta abandoná-lo levando-o para longe, depois de alguns dias ou semanas ele estará de volta em casa. Foi feita uma experiência com albatrozes no sul do Havaí, levando-os para regiões como Califórnia, Alaska e Japão, e a maioria retornou, de distância de 3 mil até 6 mil quilômetros".

sexta-feira, novembro 21, 2014

Ciência explica por que martelo de Thor não pode ser levantado*



Se você já assistiu algum filme da franquia "Thor" ou então viu "Os Vingadores", provavelmente se perguntou por que nenhuma personagem além de Thor consegue levantar o Mjolnir, martelo mágico do super-herói. Por incrível que pareça, existe uma suposta explicação científica para isso.
De acordo com o astrofísico e doutor Neil deGrasse Tyson, se o martelo fosse composto de nêutrons das estrelas, o material mais denso do universo fora de um buraco negro, ele pesaria mais de 3 bilhões de elefantes, isto é, algo em torno de 5,4 trilhões de kg.
Além do seu peso exorbitante, o professor de física na Universidade de Minnesotta, Jim Kakalios, explica que o martelo também estaria sujeito à Primeira Lei de Newton do Movimento. A lei diz um objeto em repouso permanecerá em repouso se não houver força atuante sobre ele. Deste modo, quando o martelo está em uma superfície, há uma força descendente sobre ele por meio da força gravitacional entre a massa do martelo e a massa da Terra (também conhecida como "peso gravitacional"), que faz com que ele fique imóvel.
Quando alguém tenta levantar o martelo de Thor, uma grande força está sendo exercida para cima e mesmo assim o Mjolnir permanece em repouso. O que a ciência supõe então é que o metal uru, que seria um dos componentes fictícios do martelo fabricado pelos Asgardianos, funciona com uma força para baixo que "cancela" a força para cima caso a pessoa não mereça levantar o Mjolnir.

Mas afinal, se ele pesa tanto, como não quebraria a mesa de Tony Stark, o Homem de Ferro, no novo trailer da sequência de "Os Vingadores"? Isso infelizmente a ciência ainda não achou uma explicação. Confira abaixo o trailer e veja se concorda com a teoria:

*Fonte: Olhar Digital

quinta-feira, novembro 13, 2014

O que você mudaria em seu corpo?

Quem nunca foi questionado sobre isso por outras pessoas, certamente já se perguntou. Isso mesmo. Ninguém que chegou à fase adulta está nela sem ter se olhado no espelho, segurado uma ou outra ponta, levantado perna ou braço, apertado aqui, feito careta ali... e imaginado, ao fim de algum tempo de observação, que, sim, mudaria alguma coisa no próprio corpo. Essa mudança, que pra muita gente são mudanças, pode até não ser feita, por uma série de razões, mas que é desejada, ah, isso é.
Eu, quando era criança, queria ser mais alta, mais magra (jura?) e já chorei porque minhas orelhas eram de abano. Sim, elas eram. Hoje não são mais. Pelo menos não pra mim. Superei de tal forma essa visão que tinha delas, que nem me lembro que um dia elas foram meio "Dumbo".
E toda essa questão é tão vencida na minha vida (puxa! Que auto estima!), que eu nem penso muito nisso. Tenho metas pra daqui a cinco, seis anos... e por ainda faltar cinco, seis anos, não perco tempo com elas agora.
Aí, hoje, a querida Aline Franco compartilhou este vídeo. Sim, ele foi produzido e dirigido, mas é sensacional. Adultos e crianças foram perguntados sobre o que mudariam no próprio corpo? Testa, olhos, pés, orelhas, toda a pele foram citados pelos adultos. Gente comum, como eu e você, que pensa em mudar alguma coisinha. E, pior, pensa o tempo todo. Se olha no espelho, toma banho, dorme e acorda pensando. E por serem pensamentos tão comuns a todos, ninguém nem se vê exagerando. Não, eu também não.
Só que aí a gente ouve o que as crianças dizem. É tão ingênuo, tão fora da realidade e tão belo que chega a ser inacreditável. Primeiro, porque todas as crianças que participaram do vídeo, sem exceção, na hora de responderem à pergunta, pensam, pensam, pensam, fazem cara de "como assim, mudar alguma coisa?", até que começam as pérolas, ditas das formas mais lindas do mundo.
Uma quer ter orelhas super pontudas, outra, cauda de sereia. O menino lindo queria ter uma boca de tubarão para comer muita coisa. Poder de teletransporte, pernas de guepardo e asas. "Aí, com asas, eu poderia voar", diz uma daquelas belezas.
E, quase todas, ao final, dizem que estão satisfeitas, não querem mudar nada. A ruiva diz: "Não queria mudar nada, só ter a cauda de sereia".
É, é inacreditável a ingenuidade, a simplicidade e, mais importante, a verdade que existe nas respostas dadas por todas elas.
Sei que pode parecer demagogia... mas o vídeo mexeu comigo. Achei curioso, divertido e bonito. Por isso coloquei aqui, pra cada um poder ver e tirar sua conclusão.
E, claro, pensar sobre essa coisa de mudar aqui, mudar ali ou viver com o que está aí.



quarta-feira, setembro 03, 2014

9 Sinais de que você encontrou o homem com o qual deve casar*

Ah, o amor! É de longe o sentimento mais bonito que nos cerca. É uma força que supera tudo. E que, com toda certeza, nos faz enxergar o mundo ao redor de uma forma totalmente diferente.
Estar nos braços de quem você ama é silenciar tudo ao seu redor. De repente só está você e ele. E você poderia ficar ali pra sempre que tudo estaria bem.
Mas como saber que tudo o que você está vivendo é real?
Aí vão noves sinais de que você encontrou o homem da sua vida:

1- Com ele você pode ser apenas você
Nos dias bons e ruins ele entende quem você é e não espera que você seja nada além disso. Aos olhos dele, você é especial apenas por ser você. Não precisa de fingimento.
Quando tudo o que você quer é estar descabelada, com aquela roupa manchada e cheia de furos, parecendo mais uma moradora de rua e sem vontade de falar muito, ele entende perfeitamente e está ali com você.
Então, não importando como você esteja, ele sempre vai enxergá-la da melhor forma possível.

2- Sua felicidade é a dele, e vice-versa

Ele quer o melhor pra você, mesmo que isso implique em algum custo para ele. O homem certo pra você fará dos seus interesses os interesses dele também, afinal, tudo o que ele quer é vê-la feliz. E você com certeza irá fazer o mesmo.

3- Mesmo depois de um dia ruim, tudo o que você quer é estar com ele
Não importa o quão ruim possa estar o seu humor, ele sempre irá melhorar quando você estiver ao lado da pessoa que ama. Ele irá escutá-la pacientemente e trazer a calmaria que você não sentiu durante um dia inteiro de estresse.

4- A atração entre vocês é notável
Vocês dois são compatíveis em todos os níveis. A química entre vocês é tão forte, que às vezes parece que nada mais além disso importa. Até fazer coisas simples como ir ao supermercado, parece mais especial quando ele está por perto. Vocês não conseguem manter suas mãos longe um do outro por muito tempo.

5- Você quer compartilhar todas as experiências com ele
Imaginar o seu futuro com ele ao seu lado é algo totalmente natural pra você. E pensar nisso traz  um conforto indescritível.
Quando alguma coisa engraçada acontece, ou quando você recebe uma boa notícia,  sua vontade é pegar o celular e compartilhá-la com ele imediatamente. Quando escuta uma canção de amor, ele é a primeira pessoa que lhe vem a cabeça.

6- Vocês têm o mesmo ideal de romance
Seja qual for sua ideia de romance – jantares íntimos, viagens românticas, amassos na cama – ele compartilha dela, e vai se esforçar para que tudo se torne melhor.
7- O seu amor é maior do que o impulso de brigar
Nunca parece ser uma boa ideia brigar, porque você se importa demais com ele para magoá-lo. O relacionamento parece ser sempre a melhor opção, pois vocês dois estão felizes. No final das contas, vocês realmente não conseguem ficar com raiva um do outro por muito tempo.

8- Ele não ouve só o que você diz, mas também o que você não diz
Ele é tão atencioso que não há necessidade de você dizer a ele o tempo todo o que está sentindo. Sim, ele a conhece muito bem!

9- Ele aceita você como você é
Não importa o quão confusa, tagarela e desastrada você seja, ele ama cada detalhe seu. Ele faz você se sentir bem até com as coisas que você não gosta em si mesma.

Vocês se completam. E, de repente, tudo se torna confortavelmente simples.

terça-feira, agosto 05, 2014

Qual foi a biblioteca mais importante que existiu?*

Para começar, "importância" é um critério bem subjetivo. Não dá para dizer, por exemplo, que a biblioteca mais importante é a maior. Se fosse assim, a campeã seria a biblioteca do Congresso Americano, em Washington, nos Estados Unidos. É lá que está o maior acervo do mundo: atualmente, são 119 milhões de livros espalhados em mais de 850 quilômetros de prateleiras! Claro que é um centro importante, mas nada que se compare àquela que muitos historiadores consideram a "mãe" das bibliotecas modernas, que reunia os maiores cérebros do mundo. Isso numa época em que quase ninguém sabia ler ou escrever, e que o conhecimento humano sobrevivia basicamente por relatos orais. Estamos falando da biblioteca de Alexandria. Erguida no século 3 a.C., a biblioteca almejava "abrigar todo o conhecimento produzido pelo homem". Quase chegou lá: o lugar chegou a ter 700 mil textos, uma enormidade para a época. Essa grandiosidade ruiu a partir do século 3, quando o imperador romano Aureliano invadiu Alexandria e, acredita-se, destruiu o lugar. Na época, os nobres egípcios salvaram boa parte dos textos. Mas no ano de 642, o general árabe Amr ibn al-As conquistou a cidade e perguntou a seu soberano, o califa Omar, o que fazer com os livros. O califa disse que o único livro indispensável era o livro de Alá - o Alcorão, obra sagrada dos muçulmanos. Amr, então, distribuiu os livros pelas 4 mil casas de banho de Alexandria para que eles fossem usados como combustível das caldeiras.

Relíquia egípcia
Biblioteca de Alexandria reunia o supra-sumo do saber na Antiguidade




O CATALOGADOR
A tarefa de ordenar os papiros de Alexandria por temas coube ao poeta grego Calímaco (300-240 a.C.). Usando ordem alfabética para classificar os textos — uma novidade para a época —, Calímaco organizou as obras em oito assuntos: teatro, oratória, poesia lírica, legislação, medicina, história, filosofia e miscelânea

O PÚBLICO
Apenas filósofos, matemáticos e nobres estrangeiros que recebessem a permissão do rei do Egito podiam frequentar a biblioteca. A situação só mudou quando os romanos conquistaram o país, em 30 a.C. A partir daí, a biblioteca virou instituição pública, aberta a todos

OS PAPIROS
Os "livros" da biblioteca eram os papiros, espécie de papel enrolado em que se escrevia. Cada um deles media 25 centímetros de largura e até 11 metros de comprimento. Calcula-se que a biblioteca começou com 200 papiros. No século 2 a.C., esse número pode ter aumentado para um total de 700 mil papiros

O LUGAR
Provavelmente, a biblioteca ocupava uma área grande no Museu Real de Alexandria — não dá para ter certeza porque o espaço foi destruído no século 3. Também há poucos detalhes sobre a decoração. Alguns relatos falam sobre uma placa pendurada na entrada do local. Nela estaria escrito "lugar de cura da alma"

OS BIBLIOTECÁRIOS
Além de classificar rolos de papiros, os bibliotecários organizavam textos antigos. Os poemas clássicos Ilíada e Odisséia, atribuídos ao grego Homero e feitos entre os séculos 9 e 8 a.C., foram estruturados na biblioteca nos capítulos que se conhece hoje pelo grego Zenódoto de Êfeso, no século 3 a.C.

AS ESTANTES
Em sua origem grega, um dos significados da palavra biblioteca é "estante". Em Alexandria, as estantes ficavam num longo corredor, em reentrâncias próximas à parede. Em algumas recriações, as prateleiras aparecem em forma de X, o que facilitava o armazenamento e o manuseio dos papiros

OS ESCRIBAS
A profissão deles era copiar manuscritos. Em Alexandria, os escribas tiveram trabalho de sobra. Durante o reinado de Ptolomeu III (246-221 a.C.), um decreto mandava confiscar livros encontrados com estrangeiros. Os escribas reproduziam os manuscritos e só então devolviam os textos a seus donos

O IDEALIZADOR
A biblioteca foi erguida no século 3 a.C. por ordem do general macedônio Ptolomeu I, a quem Alexandre, o Grande, entregou a administração de Alexandria após a conquista do Egito. Sob a dinastia ptolemaica, que durou até o ano 30, a biblioteca tornou-se a maior de toda a Antiguidade.


terça-feira, julho 15, 2014

Comer de 3 em 3 horas ajuda a emagrecer?*

Este é o sonho dourado de todo mundo que está acima do peso: passar o dia inteiro comendo e, mesmo assim, ver o ponteiro da balança baixar. Os que defendem a tese argumentam que, comendo de 3 em 3 horas, você chega à mesa com menos fome, ingere porções menores, mastiga mais devagar e ainda acelera o metabolismo - o que aumentaria a queima calórica, levando ao emagrecimento. Sim, fracionar a alimentação pode ajudar você a diminuir a quantidade de comida em seu prato. Mas não garante um metabolismo turbinado. Até porque não existe uma única forma de torná-lo menos ou mais acelerado. São vários fatores envolvidos, que devem ser considerados individualmente. "Peso, idade, sexo e atividade física contam muito na regulação do metabolismo", diz o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 
Ele não está sozinho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), faltam estudos que comprovem que comer de 3 em 3 horas contribua para a manutenção da boa forma. Pelo contrário: é preciso considerar que existe um grande risco de você perder o controle nas refeições intermediárias - ou seja, enfiar o pé na jaca. Pouco vai adiantar fracionar a dieta se você confundir lanches com guloseimas - o que acontece na maioria dos casos. "Salgadinhos, bolachas recheadas, bolos, chocolates definitivamente não são boas opções. Se seu objetivo é emagrecer, não se engane: essas beliscadinhas não são inocentes", diz Soares. Opções leves e saudáveis - como frutas, gelatina sem açúcar, barras de cereal (sem exagero), iogurte desnatado ou sanduíche de pão integral com queijo branco - sustentam e ajudam a manter seu nível de glicose estável, acalmando a gula. Não consegue resistir às tentações do açúcar? O endócrino dá a dica: eleja o "dia do doce" e libere geral. "O problema não é comer docinhos de vez em quando, e sim abusar todos os dias. A sacarose do açúcar comum faz o pâncreas liberar muita insulina, dificultando a queima de gordura." 
É claro que encher o prato no café da manhã, almoço e jantar também não é a saída. "A recomendação é comer menos, com mais qualidade e de maneira tranquila. Isso porque o cérebro demora pelo menos 15 minutos para liberar substâncias que agem sobre o centro da saciedade. Portanto, pegue leve e coma devagar", aconselha o especialista da Unifesp. Além do cardápio saudável, é recomendável se dedicar à prática de uma atividade física regularmente - essa, sim, capaz de ajudar o metabolismo a manter o ritmo mais acelerado.


quarta-feira, junho 11, 2014

O que é o "caxangá", que os escravos de Jó jogavam?

Caxangá tem vários significados, mas nada de jogo. Pode ser um crustáceo (parecido com um siri), um chapéu usado por marinheiros, e há até uma definição indígena: segundo o Dicionário Tupi-Guarani-Português, de Francisco da Silveira Bueno, caxangá vem de caá-çangá, que significa "mata extensa". Mas nada disso tem a ver com jogo e menos ainda com Jó, o personagem bíblico que perdeu tudo o que tinha (inclusive os escravos), menos a fé. Isso deixa os especialistas intrigados. "Já procurei caxangá, caxengá e caxingá, com ‘x’ e ‘ch’, e não encontrei nada que fizesse sentido como um jogo", diz o etimologista Cláudio Moreno. "Se esse jogo existisse, seria quase impossível explicar como ele passou despercebido por todos os antropólogos e etnólogos que estudam nossas tradições populares." O que pode ter ocorrido é uma espécie de "telefone sem fio": se originalmente o verso fosse "juntavam caxangá" ao invés de "jogavam", poderíamos pensar em escravos pegando siris em vez de em um jogo. Outra hipótese é que caxangá seja uma expressão sem sentido, como "a tonga da mironga do kabuletê", da canção de Toquinho e Vinícius - as palavras separadas até têm sentido (são vocábulos africanos), mas não com o significado que elas têm na música.

Tão ta, ué.

sexta-feira, maio 09, 2014

A melhor equipe

Nós somos lindos.  
E competentes. E simpáticos. 
E amigos. E queridos. E amados. 
E líderes de audiência, claro!




sexta-feira, abril 25, 2014

Do que é feito? O que contém?*

Ketchup com ingredientes do cimento, insetos para dar cor à salsicha, gases bélicos no creme de barbear. Calma! Ao contrário do que se pensa, poucos aditivos químicos fazem mal e muitos são tão naturais quanto um alface. Conheça a ciência bizarra dos produtos mais comuns na sua casa.
KATCHUP - Ele é mais natural do que você imagina
COMPOSIÇÃO: polpa de tomate, vinagre, sal, espessantes (goma xantana e pectina) açúcar, conservantes (ácido sórbico e cloreto de cálcio).
Goma xantana
Trata-se de meleca de bactérias. Esse carboidrato gelatinoso vem das bactérias Xanthomonas, uma praga que ataca verduras e a cana-de-açúcar, vivendo de sacarose. Na indústria, elas são criadas para virar uma gosma, que dá consistência a sucos, sorvetes, xaropes, cremes dentais. Também é usada em tintas de parede e até para lubrificar brocas de perfuração de petróleo.
Ácido sórbico
Sem ele, o ketchup ficaria com uma camada branca ou cinza em poucos dias. O ácido sórbico evita que apareçam bolores e leveduras em alimentos ácidos, como refrigerantes, iogurtes e maionese. Extraído da tramazeira, uma árvore que dá frutinhos vermelhos, é um dos conservantes mais eficientes e menos tóxicos que existem – faz menos mal que o sal de cozinha ou o vinagre.
Cloreto de cálcio
Esconde do sabor a acidez do ketchup – mas não a elimina, já que a acidez inibe microorganismos. O cloreto de cálcio une os ingredientes, evitando que a água se separe da mistura. Fora da cozinha, aparece no extintor de incêndio e até em misturas de concreto, para reduzir o tempo de endurecimento do cimento. Na concentração usada em alimentos, não faz mal à saúde.
Pectina
Sabe aquela casca branca da laranja? Ela é cheia do polissacarídeo pectina, o principal componente da parede celular dos vegetais. Da casca da laranja e dos resíduos da polpa da maçã, se extrai o suco de pectina. Quando está em meios ácidos e doces, como o ketchup, esse suco deixa a massa cremosa, ajudando a goma xantana a tornar o resultado mais consistente.

CREME DE BARBEAR - Das bombas de guerra para o seu rosto.
COMPOSIÇÃO: gordura (ácido palmítico e ácido esteárico), estabilizantes (BHT , hidroxietilcelulose e sílica), base (trietanolamina), fragrâncias, corante CI 42090, gases propelentes (isopentano e isobutano), solventes (água e propileno glicol), óleo de Melaleuca alternifolia (anti-séptico), hidratantes (oleato de glicerila, sorbitol e PEG-90M.
Ácidos palmítico e esteárico
Os dois são gordura vegetal: o primeiro vem da palma e o segundo é extraído principal­mente da mamona. É a reação desses ácidos com uma base que forma o sabão. Por isso, os dois são usados para dar corpo a várias loções cremosas. O ácido palmítico também protege a pele dos efeitos irritantes das matérias-primas detergentes.
Trietanolamina
A espuma que sai do recipiente é, em grande parte, obra desse ingrediente. Em contato com o ar, ele reage com os ácidos e forma o sabão. É controlado pelo Exército, já que é um componente do nitrogênio mostarda, usado no tratamento de câncer e no gás mostarda, arma conhecida desde a 1a Guerra Mundial.
Isopentano e isobutano
Com a crise da camada de ozônio, as fábricas tiveram de trocar o CFC por gases menos nocivos, como esses dois. Inflamáveis, eles se expandem rapidamente e expulsam a espuma do frasco. Não são tóxicos, mas asfixiam em concentração alta, já que deslocam o oxigênio.
Sílica
A sílica em pó é vilã das doenças pulmonares, mas, no estado líquido, serve como um estabilizante. Dentro da embalagem, sob pressão, o produto precisa de agentes como a sílica para evitar que os gases, sob forma líquida, se misturem.
Oleato de Glicerila, sorbitol e PEG-90M
O rosto dos homens seria como o de um Frankenstein não fossem esses 3 amigos. Eles hidratam as células da pele, deixando-a escorregadia e protegida para que a lâmina de barbear deslize na boa.

SABONETE ESFOLIANTE - Tira gordura, repõe gordura.
COMPOSIÇÃO: polietileno, gordura (ácido esteárico, ácido de coco e cocoato de sódio), detergentes (isetionato de sódio e estearato de sódio), água, hidratantes (sebato de sódio e cocoilisetionato de sódio), dióxido de titânio, óleo de amêndoa, óleo de semente de girassol, sal, óxido de zinco e conservante EDTA.
Polietileno
Sabe aquela areia do sabonete esfoliante? Não é areia, mas plástico, o mesmo de qualquer saco de supermercado. A diferença é que, na fórmula cosmética, ele está no formato em que é comercializado como matéria-prima: em grânulos.
Isetionato de sódio
Um dos principais componentes do sabonete, o isetionato tem propriedades detergentes. Separa do corpo as partículas de gordura muito finas. Por ter baixo poder de irritação, é o queridinho na fabricação de produtos hidratantes.
Cocoilisetionato de sódio
Sua função é a oposta do item anterior: depositar na pele uma camada de gordura, repondo a proteção natural do corpo e deixando a pele menos exposta à agressão dos detergentes presentes na fórmula.
Dióxido de titânio
No sabonete, o dióxido é o agente que opacifica o produto, ou seja: dá ao sabonete aquele aspecto branco cremoso. Junto ao óxido de zinco, é muito utilizado em protetores solares, pois os dois são capazes de barrar a radiação solar.
Óleo de semente de girassol
Usado em cremes vegetais, como a maionese, entra na fórmula do sabonete porque nutre e hidrata as células da pele.
Estearato de sódio
É o componente que forma o sabão. O estearato é um tensoativo, ou seja, mistura e dissolve a sujeira, o sebo e o suor da superfície da pele, para que sejam todos arrastados pela água ralo abaixo.

XAMPU - Brincando com a energia elétrica do seu cabelo.
COMPOSIÇÃO: água, detergentes (lauril éter sulfato de sódio e cocoamidopropil betaína), reguladores de viscosidade (diestearato de etilenoglicol e carbômero), sal, fragrância, cloreto de guar hidroxipropiltrimônio, palmitato (pró-retinol A), BHT, formaldeído, dimethiconol, vitamina A, ceramida, corante CI 17200, hidróxido de sódio, ácido cítrico.
Ácido cítrico
Ele dá a sensação de frescor no refrigerante, mas na fórmula do xampu regula a acidez para deixá-la idêntica ao pH dos fios de cabelo. Assim, afasta a possibilidade de irritação.
Lauril éter sulfato de sódio
Correntes de internet volta e meia afirmam que o lauril é cancerígeno, mas a Anvisa já deu parecer favorável a esse superdetergente. Ele é carregado com íons que abrem a camada externa dos fios, tirando a sujeira do cabelo. Também é usado em cremes de limpeza da pele, amaciantes de roupas e sorvetes, misturando os ingredientes.
Cocoamidopropil betaína
Controla o tamanho das bolhas de espuma, ajudando a reduzi-las e deixando-as parecidas. Também abre as cutículas dos fios – e, quando faz isso, o cabelo perde o brilho.
Cloreto de guar hidroxipropiltrimônio
Esse aditivo impronunciável é um dos amigos do cabelo. Depois que os tensoativos abrem as cutículas dos fios e tiram a sujeira, o cloreto de guar etc., que tem carga elétrica contrária à do cabelo, neutraliza tudo. Fios fechados e superfícies lisas refletem melhor a luz, gerando brilho.
Formaldeído
Isso mesmo: o formol, usado para embalsamar cadáveres, também vai no xampu. Até 0,2% de concentração, ele não causa dano nenhum. Por volta de 4%, vira um poderoso alisante de cabelos (usado na ilegal escova progressiva), mas pode provocar câncer.
Hidróxido de sódio
Calma! A soda cáustica não vai queimar o cabelo. Sua função é só estabilizar a mistura e ser base para o sabão.

REFRIGERANTE - Água, gás carbônico e cor.
COMPOSIÇÃO: água gaseificada, açúcar, suco natural de laranja 10%, acidulante INS 330, conservante INS 211, estabilizantes INS 444 e INS 480, aroma sintético idêntico ao natural, corante artificial INS 110 (amarelo-crepúsculo), antioxidante INS 300.
Água gaseificada
Para que o refri tenha as famosas bolhas, água a gás carbônico são combinados no carbonizador – um aparelho que comprime e dissolve o CO2 na água. O resultado é um ácido líquido, o ácido carbônico, ou água gaseificada. Já dentro da embalagem, os refrigerantes recebem uma dose extra de gás carbônico para conservar a bebida. Quando você abre a garrafa, ele foge imediatamente.
Acidulante INS 330
A sigla INS vem de International Number System, o sistema numérico padrão para aditivos químicos. O 330 é o velho ácido cítrico. Ele deixa a bebida mais ácida, reduz os micróbios presentes ali e também é responsável pela sensação refrescante do refrigerante. O ácido cítrico é produzido por um fungo, o Aspergillus niger, durante a fermentação do melado de cana-de-açúcar.
Estabilizantes INS 444 e 480
Servem para que o refrigerante não separe a água dos óleos essenciais durante o prazo de validade, mantendo o gosto da bebida. Sem eles, a Fanta teria tudo, menos gosto de laranja. Bebidas energéticas e sucos também agradecem: com esses dois aditivos, cada gole é igual ao outro.
Corante artificial INS 110
Sintetizado a partir da tinta de alcatrão, o corante amarelo-crepúsculo está em quase tudo que é cor de laranja, como balas, cereais, xaropes. Pessoas com asma ou hipersensibilidade à aspirina podem ter reações adversas, como rinite – por isso, o INS 110 foi proibido na Finlândia e na Noruega.
Antioxidante INS 300
Um nome difícil para o ácido ascórbico, também conhecido como vitamina C. Serve para evitar que a bebida sofra oxidação e o aroma permaneça igual.

SALSICHA - Tem besouros em pó, fumaça em pó e até carne.
COMPOSIÇÃO: carne mecanicamente separada de ave, pele e miúdos suínos (fígado, rins, coração), carne suína, gordura de ave, água, proteína texturizada de soja, amido (máx. 2%), sal, açúcar, alho. Estabilizante tripolifosfato de sódio, aroma de fumaça, glutamato monossódico, conservante nitrito de sódio, antioxidante eritorbato de sódio, corantes urucum e carmim de cochonilha.
Carne mecanicamente separada
No início, é o frango. Depois que a desossa manual tira o peito, a coxa e a sobrecoxa, o que sobrou vai para a prensagem mecânica. Ali é extraída a carne dentre os ossos, que sai da peneira em forma de pasta. Sem esse processo, boa parte da carne iria para o lixo. É nojento – e mais barato.
Pele e miúdos suínos
Se só tivesse carne, a salsicha seria dura e cara. A pele de porco cozida é fonte de proteína de gordura e de colágeno (uma gelatina que deixa a mistura macia). O coração dá cor à massa, já que é rico em mioglobina (o pigmento vermelho da carne). Já os outros componentes (fígado e rins) não têm função certa: servem mesmo para encher lingüiça, ou melhor, salsicha.
Água, proteína de soja e amido
Uma invenção brasileira. Para substituir parte da gordura, as indústrias nacionais usam água. Para reter essa água, é preciso adicionar proteína de soja e amido (fécula de mandioca). Essa soma reduz a quantidade de gordura – enquanto as salsichas estrangeiras têm até 30% de gordura, as nacionais levam de 20% a 22%.
Tripolifosfato de sódio
Coadjuvante do sal, ajuda a manter a gordura misturada à massa. A salsicha poderia passar sem o tripolifosfato: ele é prescindível do ponto de vista tecnológico e tem muito sódio – um problema para hipertensos. Por isso, é evitado na Alemanha e na Suíça.
Aroma de fumaça
É como comer fumaça em pó. A fábrica destila a fumaça na água, filtra as impurezas e seca a solução. O pó restante é acrescentado à massa, dando aquele sabor de defumado à lingüiça.
Corante de urucum
Usado como maquiagem por índios brasileiros, o urucum dá a cor da capa da salsicha. O Brasil usa urucum na salsicha porque, aqui, ela só vende se for colorida. Mas a lei proíbe urucum na parte interna – que poderia mascarar uma possível falta de carne.
Carmim de cochonilha (INS 120)
Parece piada, mas esse corante é extraído da fêmea do Dactylopius coccus, um inseto que não mede mais de 5 milímetros. Secado ao sol e depois triturado, o besouro vira um corante vermelho usado em iogurtes, sorvetes, recheios de bolachas. O problema é juntar tantos insetos: para cada quilo do pigmento, vão 150 000 bichos!

PRECAUÇÕES
• Nos desodorantes antitranspirantes, o cloreto e o sulfato de alumínio bloqueiam a produção do suor. Os cientistas ainda não têm certeza se esse bloqueio traz problemas. Na dúvida, melhor preferir os desodorantes que não impedem a transpiração.
• A salsicha pode não ser um primor, já que mistura ave, porco e miúdos de ambos na composição. Mas jornal, definitivamente, ainda não entrou para a fórmula, como as correntes na internet propagam.
• O leite longa-vida não tem conservantes: ele passa por um processo de esterilização a alta temperatura. É fervido a 144 oC por cerca de 3 segundos.