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sábado, novembro 16, 2019

Atualizando

Um ano!

Sim, em menos de dois meses, meu recorde de sumiço daqui seria batido. Um ano. Um inacreditável ano! To aqui tentando me lembrar quando fiquei tanto tempo sem escrever.... e acredito que este tenha sido o maior. Mas estou resguardada pelo motivo mais real de todos: ser mãe de duas. Gente, isso não é para amadores! Mas deixo pra outra postagem - que, espero, não demore tanto. Cá estou eu, pra tentar, em algumas poucas linhas, atualizar geral!

Catherine

Da última vez que eu passei por aqui, foi pra falar do meu 2018. Três dias depois, Catherine completou um mês de vida. Pois bem, falando assim, fica mais assustador esse tempo todo que eu passei fora... rsrsrs. E se faz quase um ano, Catherine está com quase um ano! Coisa mais rica da minha vida... um pouco mais adiantada que a Aurora, tem dez dentes, praticamente anda e sorri pra todo mundo... não, não pra todo mundo. Pra maioria das pessoas. Ou talvez não... mas tudo bem. Esta foto foi feita em julho, quando ela tinha 7 meses. É ou não é linda essa minha filha 2?



Aurora

Bem, Aurora tinha virado outra criança com a chegada da Catherine e permaneceu sendo outra por alguns meses. Mais ou menos quando a irmã começou a interagir, ela voltou a ser ela mesma. Só que aí ela estava com três anos e, dizem, tem esta idade uma fase bem difícil (como se as anteriores não fossem). Aí, Aurora que já tinha voltado a ser Aurora, virou outra Aurora... autoritária, faladeira (não, ela já era antes disso), mandona, respondona... mas continuava linda. Continua, aliás. E estamos conseguindo contornar bem os desmandos dela. Na maior parte do tempo, confesso.



Vida

A vida por aqui continua difícil, obrigada. Aquela mesma história de sempre, que eu não me lembro, mas provavelmente já falei aqui. Muito frio (que, inclusive, começou junto com o outono), idioma, cultura... enfim. Tudo é diferente e isso torna tudo mais difícil. Já são três anos e, teoricamente, é tempo suficiente para estarmos completamente adaptados e felizes. Adaptados estamos, felizes também... mas não é só isso. Provavelmente vamos sentir pra sempre as diferenças.E seguimos preferindo estar aqui. Deus tem nos sustentado e estamos na dispensação do Pai.

Família


Pode parecer clichê, e talvez seja mesmo, mas o fato é que as dificuldades nos unem. Sempre. Sejam quais dificuldades forem. Clima, cultura, idioma, filhos, morte, doença.... e como estarmos num país que não é o nosso não é moleza, nossa família está sempre muito unida. Nós aqui, que moramos sob o mesmo teto, e nossos amados parentes, que estão a milhares de quilômetros de distância. Deus tem sido tão bom conosco, que, depois de os meus pais virem juntos em dezembro (ele voltou em janeiro pro Brasil e minha mãe ficou até março), minha mãe voltou pra cá em julho e ficou até o final de outubro. Quer coisa melhor? Só se eles pudessem ficar aqui sempre...


Frio

Sobre o bendito frio eu já falei outras vezes com certeza. Estamos numa região bem próxima do Canadá (só pros meus três leitores - que eu nem sei se ainda existem - terem uma noção geográfica) e aqui faz bastante frio. O outono começou em setembro, quando a primavera chegou no Brasil. E em outubro já estava fazendo frio. Estamos no dia 16 de novembro e tivemos neve há quatro dias por aqui. Ou seja, é friaca mesmo! E ela dura oito meses. Só veremos dias quentes novamente em junho. E eles vão se repetir até agosto. Depois, em setembro, cabô!

Trabalho

O meu de jornalista continua, com força total. Não, não com tanta força assim... mas continua. Mesmo longe, continuo fazendo trabalhos de revisão textual e produção de texto para sites e redes sociais. Consultorias não existem mais. Além disso, estou mais cozinheira que nunca! Empadão, pães de mel, bolos, biscoitos.... vamos que vamos!

Amizades

Eu sou o exemplo vivo de que a distância não diminui a amizade. Pelo menos as minhas amizades, não diminuiu. As mais próximas e verdadeiras, permaneceram. Algumas outras, também verdadeiras, ainda estão aqui, embora um pouco sumidas. O fato é que contatos são mantidos, outros se vão... mas o que é a vida, além de um grande vir e ir de pessoas?

Igreja

Já falei aqui e repito o quanto eu sou grata a Deus por nos colocar em uma comunidade evangélica tão sincera. Pessoas sinceras, pastores sinceros, Palavra de Deus sincera e necessária... irmãos de fé que se tornaram irmãos de verdade. Pessoas com as quais convivemos, contamos e as quais amamos grandiosamente. Deus continue nos abençoando.

segunda-feira, dezembro 31, 2018

Ano velho X Ano novo

Bem clichê, uma postagem sobre o dia de hoje, né? Todo mundo fazendo, falando, se desejando coisas boas, fazendo retrospectivas.... e isso chega a ser meio chato. Sério... não sou muito ligada a esses desejos, tão comuns para o Natal e o Ano Novo. No Natal, eu simplesmente acho que não tem muito sentido a gente desejar "feliz natal", quando a real comemoração é o nascimento daquele que nos amou primeiro. Por isso eu deixo passar e não uso esses desejos para a data. E para o ano novo, eu acredito, sinceramente, que Deus está no controle de tudo e como eu O busco diariamente e confio no poder que Ele tem sobre a minha vida, eu me preocupo em orar pelos meus e, quando respondo a algum desejo de alguém, eu sempre digo "Deus o abençoe no próximo ano". Penso que isso é o mais sincero que eu posso dizer.
O caso é que hoje eu acordei e li a mensagem de uma grande amiga, que passou por situações bem difíceis em 2018, em várias áreas da vida, E depois, outra mensagem, de um amigo que não vejo há alguns anos, e ele expressava o quanto estava feliz pelas conquistas que tiveram início em 2018 e irão se concretizar em 2019. Foram duas mensagens emocionantes, que me fizeram pensar no meu ano, que acaba em poucas horas....
Pra começo de conversa, o meu ano, provavelmente, foi um dos mais difíceis da vida, não por um acontecimento específico, mas pelo fato de eu estar vivendo longe dos meus pais, parentes aos quais eu sempre fui muito ligada e amigos - que amo tanto que chega a doer. Isso, com toda certeza, faz tudo ficar mais difícil. Ter um problema e não poder sentar com a minha mãe, receber uma boa notícia e não poder fazer um jantar pra anunciar aos amigos, não ter como abraçar meu pai após um conselho.... essas e outras são dificuldades pra mim. Pra muitos, com toda certeza, não é.
Só que o meu ano não foi só isso. Eu passei 2018 bem, buscando a Deus, amando-O sobre todas as coisas e aprendendo com Ele a buscar, primeiro, as coisas do Reino. 
O 2018 foi o ano da segunda filha. E, como a gravidez dura muito tempo, foi praticamente todo o ano de preparação para a segunda filha. Descobrimos Catherine nos dias de neve e ela chegou nos dias de neve... ou seja, tivemos bons meses para nos preparar. E ela chegou lindamente, mas tirando do eixo aquilo que já estava encaminhado (e isso é assunto pra outra postagem). E a chegada dela foi a parte mais linda que Deus nos reservou para todo o ano. A chegada de um filho é a parte mais linda na vida de qualquer pessoa.
O 2018 foi o ano do aprendizado. Aprendi muito.... inclusive que ainda falta muito a aprender. Aprendi a viver um dia de cada vez, não sofrer com o que está reservado pra outro dia. Aprendi a amar muito mais as pessoas que me cercam. Minha família, meus amigos - mesmo os que estão longe, meus irmãos em Cristo - pessoas excepcionais, que Deus escolheu a dedo pra colocar ao meu lado. Algumas coisas, ainda não aprendi.... estão no processo. Mas eu chego lá. Em 2018, comecei a colocar isso em prática. Pedir mais, ajudar mais, doar mais.
Em 2018, senti saudade. De quem está longe e de quem já se foi. Acho que a gravidez e a chegada da Catherine me fizeram sentir essa saudade, ainda maior do que eu já sentia. Minha irmã Mônica e minha avó Raquel. Quem conviveu com elas, sabe do quanto as duas amavam crianças. A Mônica, que viveu a vida sonhando em ser mãe - e acabou sendo indiretamente - e a minha avó, que sonhava em ver um bisneto. Este ano, as duas seriam muito felizes.... Aurora, Israel e Rachel crescendo lindos, muito espertos e cheios de amor, e Catherine chegando.... isso me emociona e deixa meu coração em pedaços.... mas tenho consolo no Senhor, que sabe de todas as coisas.
Em 2018, aprendi que a paciência é a maior virtude do ser humano. Inclusive biblicamente falando. Passei o ano buscando essa paciência e sendo testada. Posso dizer que perdi a linha algumas vezes - a última delas, inclusive, foi ontem -, mas na maior parte do tempo, consegui me manter de pé, pacientemente.
Este ano foi de conquistas. Financeiras também. E tenho certeza de que foi só uma preparação para o próximo ano, para o qual as metas já estão mentalmente traçadas e incluem outras conquistas. Como Deus continuará à frente, sei que será outro ano de muitas colheitas.
Em 2018, buscamos a Deus junto com irmãos incríveis, e direcionados por líderes que, com toda certeza, foram chamados e capacitados por Deus. Agradeço a Ele por nos dar pastores tão comprometidos com a verdade, compromissados com ensinamentos que só visam à nossa vida com Deus. Inclusive, com estes pastores, aprendi que o mais importante na vida é a busca de ser menos eu e mais Deus.
Ah, e este finalzinho nos trouxe meus pais. Minha mãe, que eu não via há um ano, e meu pai, que não via há dois. Foi a primeira vez que ele veio a este país... conheceu a Catherine e a Rachel e reviu a Aurora. Tem sido dias emocionantes e muito bons... e sou muito grata a Deus por ter nos proporcionado este encontro em terras distantes da nossa. É a realização de um sonho pessoal do meu pai e, consequentemente, meu também.
E eu posso resumir meu ano em uma palavra neste momento: gratidão. Gratidão por cada momento que vivi, pelo trabalho, pela vida, pela família, pelos amigos, pelas lutas. Gratidão a Deus, pelo amor incondicional, gratidão a este país, que nos acolheu e nos trata como filhos. Gratidão por tudo o que vivemos, por cada livramento, por cada problema - mesmo os sem solução.
Obrigada, Deus. Obrigada por cada um, por tudo.
E continue sendo o centro do meu viver em 2019, direcionando a minha vida e a minha família.

terça-feira, novembro 06, 2018

Países diferentes, gravidezes diferentes

Ta, todo mundo sabe - ou já ouviu falar - que uma gravidez nunca é igual a outra. Certo. Mesmo assim, existe uma certa expectativa.
E é assim em todos os sentidos. Comigo, foi diferente principalmente por causa do clima. Quando estava no Rio, a descoberta da gravidez foi no início do inverno, o que significa vontade - natural, por causa do friozinho - de comer o mundo. E ainda tive a felicidade de não sentir absolutamente nada. Nem um enjoinho, nem uma tonteirinha... nada. E isso facilita a vida de comilança. Desta vez, descobrimos a gravidez no finalzinho do inverno. Ainda estava bem frio, mas logo no início, tive enjoos, tonturas e tudo o mais que se pode ter no começo da gestação. 
Com a Aurora, a fase final da gravidez também foi diferente, e de novo essa diferença tem a ver com o clima. No Brasil, vivíamos o calor senegalês do Rio de Janeiro e, não há como me esquecer de que, no final de dezembro de 2015, era impossível sobreviver com aquela barriga imensa, em algum ambiente sem ar condicionado. Todas as compras que eu fazia estavam condicionadas a shoppings e hipermercados, porque tinham ambientes climatizados. Sair de casa, só de carro, com o ar condicionado devidamente ligado. Casa de amigos, havia pedidos de "por favor, ligue o ar"... incrível como chegava a ser divertido.
Hoje, estamos vivendo o contrário disso. O outono chegou aqui nos Estados Unidos, na mesma época em que a primavera chegou no Brasil. E enquanto por lá há chuvas e temperaturas subindo, aqui já está fazendo frio, as árvores já perderam a maioria das flores amarelas e, por isso, não tem como ser parecido. 
E, no meu caso, ter uma criança de quase 3 anos em casa, faz tudo ser muito diferente também. Lembro de viver meus dias de sono dedicados a dormir, descansar, ler, assistir a séries no Netflix, dormir de novo, comer a comidinha que a minha mãe preparava, dormir de novo.... enfim... eu consegui satisfazer a minha vontade de dormir, sem ser perturbada. Com uma criança em casa, isso não é possível. A Aurora dorme bem... de uns meses pra cá, passou a querer se deitar por volta das 9 e meia da noite e desperta por volta das 9 e meia da manhã. Isso é um bom tempo de sono, do qual eu posso desfrutar. Não me deito junto com ela. Quase sempre vou pra cama mais tarde.... mas poder acordar depois das 9 da manhã é muito bom. Apesar das dores desta fase da gravidez, que atrapalham os movimentos na cama, a vontade ininterrupta de fazer xixi, a dificuldade de deitar e levantar, de encontrar uma posição, o bebê grandão na barriga que desperta antes de mim e não para de se mexer.... de fato não é fácil. Mas tudo bem, está dando pra descansar e levar numa nice.
Só que não é só isso que faz uma gravidez ser diferente da outra. Comigo, a primeira gravidez foi muito mais romantizada. Era tudo lindo. Bebê mexendo, idas ao banheiro a noite toda, dificuldades naturais, fotografias..... eu aproveitei tudo. Fotografei tudo. Quis guardar tudo. E todo mundo à minha volta ajudava.... como as pessoas admiram a primeira gravidez, não é? Pois é.
Desta vez, eu já não vejo novidades... só quero que termine logo, que passe rápido... mesmo sabendo que depois que nasce, não dá pra 'desnascer' e o cansaço será grande. Só que não consigo ver tanto romantismo mais.... gosto de estar grávida, depois dos enjoos, não tive outros sintomas ruins, mas é tudo meio repetição. E a noção da realidade me deixa bem racional.
Aqui nos Estados Unidos, frequentamos uma igreja americana, da qual faz parte também uma comunidade de membros de língua portuguesa (portugueses, brasileiros, caboverdeanos). E nessa comunidade da nossa língua, não há muitas pessoas jovens ou casais mais novos, com filhos pequenos. Há, mas não muitos. Isso faz com que as pessoas se interessem pela gravidez, fiquem saudosas ao se lembrarem de filhos e netos que vivem longe e acabam vivendo esse nosso momento com a mesma intensidade que eu tive entre amigos e irmãos em Cristo no Brasil. Acontece também entre os da comunidade de língua inglesa que congrega na mesma igreja. Então, posso dizer que todo o carinho que tive na primeira gravidez - e que todos me diziam que não se repetiria na segunda - está se repetindo aqui. Isso, de certa forma, é a única coisa parecida com o que tive na gravidez da Aurora...
Vamos ver depois que a Catherine nascer....

quarta-feira, outubro 24, 2018

Carta à Catherine

Quase três anos depois, cá estou eu novamente, numa  postagem que não achei que se repetiria. Três anos atrás, a proximidade do parto da Aurora, toda expectativa, a forma como eu me sentia e tudo o mais que envolvia a data, me trouxeram a fazer a "Carta à Aurora", que pode ser relembrada aqui.
Hoje, a proximidade da chegada da Catherine, a segundinha, me traz a esta postagem.
Os sentimentos se misturam, mas são diferentes. O temor é parecido, afinal de contas, teremos um procedimento cirúrgico dentro de pouco mais de um mês e isso, por mais corriqueiro que seja, assusta um pouco. E o temor quase acaba aqui. O fato de a Aurora ter 'sobrevivido' à nossa inexperiência, aos nossos medos e a tudo com o que não sabíamos lidar, nos acalma.
Catherine, você está chegando em uma família que, de certa forma, sabe o que está por vir, conhece - mesmo que não exatamente - a rotina, os caminhos e a tranquilidade que, na prática, um bebê recém nascido representa. Mesmo que isso não seja a fiel realidade que nos aguarda.
O fato importante é que o sentimento pré nascimento que nós temos hoje é ligeiramente mais tranquilo do que o que tínhamos em fevereiro de 2016. Não sei o quanto mais traquilo, mas a palavra "ligeiramente" ajuda a sinalizar que, no fundo no fundo, há o eterno medinho, aquele que toma conta de toda mãe antes da chegada de um bebê, não importa se primeiro, terceiro ou quinto.
A parte mais importante dessa doce espera é que temos a certeza de que você, Catherine, vai chegar num lar que aguarda ansiosamente por você e já a ama como se a conhecesse. Temos convicção de que este amor que já sentimos, sem ter visto o seu rosto, vai aumentar a cada dia, até que a gente perceba que não há palavras para descrevê-lo. Não há como explicar. Só sabemos que é o amor que aprendemos com Deus, temos certeza de que é assim que Ele nos ama.
Esta carta tem só uma motivação: a vontade de externar o sentimento que nos move, e a (minha) necessidade de colocar no 'papel' aquilo que estou sentindo. Ta, são duas motivações, mas como tudo tem a ver com sentimento... fica como se fosse uma só. Estamos vivendo o segundo momento mais especial da nossa vida. Todos os outros ficaram aquém do que a vida está nos dando hoje. Namoro, casamento, viagens, momentos felizes, amigos... nada pode chegar perto do que sentimos quando vivemos a espera e chegada da Aurora e, agora, a espera pela sua chegada.
Estamos muito felizes e oramos a Deus para que essa felicidade seja constante. Pedimos a Ele todos os dias que nos supra de capacidade para criar você nos caminhos dEle, ensiná-la que a fidelidade dEle é o que de mais importante temos na vida e que a misericórdia dEle é a causa de não sermos consumidos. Você vai entender isso um dia. Buscamos sabedoria divina para que saibamos conduzir os seus dias, para que não nos acovardemos diante das dificuldades que surgirão e, principalmente, que a gente permaneça fiel aos caminhos dEle, o autor e consumador da nossa fé.
Catherine, querida, estamos ansiosos pela sua chegada, mas fica mais uns dias aí nesse forninho... logo logo você estará aqui conosco, na nossa casinha nova - que só existe pela sua chegada, no seu quartinho lindo e com a sua família de americanos e brasileiros (porque sim, você tem uma família linda de brasileiros aqui e no Brasil, e uma família linda de americanos aqui também).
Que Deus a abençoe, ainda no meu ventre, e na sua chegada.

sexta-feira, julho 06, 2018

Rápidas

Nada mudou

Como não poderia deixar de ser, após vários meses sem notícias por aqui, cá estou novamente, pra dar uma atualizada básica nos acontecimentos... e tentar voltar à rotina de postagens, notícias, novidades.... enfim. Meu desaparecimento, desta vez, ocorreu devido à falta de tempo, por causa de trabalho, e à falta de ânimo, por causa do frio. Sim, eu fico beeeem desanimada no frio. Pra tudo. E por aqui, o frio dura sete meses!

Aurora linda

Quem está comigo no instagram ou no facebook, vem acompanhando a evolução, as coisas engraçadas, as falas, as pérolas... e pra quem não está, informações: Aurora está cada dia mais linda, falante e cantante. Fica feliz em ir à igreja, ama as pessoas que estão mais próximas - chama a cada um pelo nome - e sabe a ordem de todos os aniversaários até fevereiro próximo, quando é o dela. 

Rachel linda

A Rachel é a sobrinha linda, "a melhor pessoa", como eu mesma a defino. Esperta, gulosa, divertida... ela nunca se abate - a não ser quando está com sono. Se alguém faz alguma coisa para deixá-la irritada, ela simplesmente desconsidera. Deixa pra lá. Procura outra companhia ou outra ocupação. Coisa mais linda da vida! Ah, e o próximo parabéns é dela, a Quel.


Inverno

Da última vez que fiz uma postagem aqui, o frio tava castigando. Ele sempre castiga... é desses. Agora, o verão acabou de começar oficialmente, mas os dias vem sendo quentes há um mês, mais ou menos. E os dias de verão estão beeeem quentes. Embora as temperaturas no termômetro fiquem na casa dos 30 graus, permanecer ao ar livre é tarefa complicada. 


Como assim, você pode se perguntar

Daí os meus três leitores podem se perguntar como eu ando sofrendo com 30 graus, se venho de terra muito mais quente que isso... e minha resposta é a única que consigo encontrar: o frio é tão intenso e dura tanto tempo, que a gente acaba se acostumando a ele. E este costume deixa a gente mais sensível às temperaturas mais altas. Não sei se isso procede... é coisa da minha cabeça.

Explicação

E essa explicação, eu encontrei ainda no inverno. Lembro de ter que sair de casa para ir ao médico com a Aurora. Não estava nevando, mas a temperatura era de 4 graus. Venho de uma terra que sofre com frio de 19 graus, gente! Pois muito bem... pra sair de casa, agasalhei a Aurora pro frio de 4 graus, Botei meia calça, calça comprida de flanela, body de manga comprida, blusa de frio por cima, outro casaco, gorro, cachecol, luva... e pronto. Rua! E para a minha surpresa, Aurora reclamou que tava calor. Sério! Tirei gorro, luva, cachecol e até o casaco mais pesado, e ela ficou bem. Inacreditável! Por causa disso, passei a achar que a gente se acostumou ao invernão...

Novidade do ano


A maioria dos meus amigos já sabe, mas provavelmente meus três leitores ainda não... porque só falei da maior novidade do ano no facebook e no instagram, not here. Então.... estamos à espera do segundo baby. Sim, no final de novembro teremos outro bebê em casa. A notícia nos pegou de surpresa, mas ficamos muito felizes. 

Sobre o pré natal

O assunto não faria sentido aqui, não fosse toda a diferença que existe do pré natal no Brasil para este feito aqui. Primeiro e bem curioso é o fato de que o obstetra só atende a paciente grávida após oito semanas de gestação. Achei isso bem estranho, já que no Brasil, os médicos pedem para a mulher procurar pelo obstetra tão logo descubra a gravidez. Como em qualquer especialidade, quem faz quase tudo durante uma consulta médica, é uma enfermeira. Afere pressão arterial, pergunta se ta tudo bem, informa sobre os próximos exames e ultrassom, coloca o aparelho pra gente escutar o coração do bebê e tal... ela anota tudo e depois vem o médico, só pra ter certeza de que tudo está bem. Reforça algumas perguntas e pronto. Acabou.

Ultrassom

Como eu não tenho mais 20 anos, os exames de imagem são mais regulares na gravidez. Antes dos 35 anos, as gestantes fazem três ou quatro exames destes durante toda a gravidez. Após esta idade, a mulher faz um por mês. To nessa média. E outro fato curioso é em relação a isso. Só é possível descobrir o sexo do bebê, na ultra das 20 semanas! Fiquei chocada! No Brasil, com 12 semanas, a médica arriscou que a Aurora era uma menina e com 15 semanas, ela confirmou! Aqui, só com 20... sabendo disso, marquei a ultra do mês para a próxima semana, quando estarei na casa das 20 semanas... difícil é segurar a ansiedade!

Novos textos

Como sempre faço depois de um tempo sem dar notícias, prometo passar sempre por aqui. O tempo anda apertado, os afazeres tomando bastante o meu tempo e a gravidez me deixando muito cansada e com sono a maior parte do tempo. Mas refaço a minha promessa de passar mais por aqui. Tenho novas ideias e preciso renovar as velhas... farei isso. Prometo!

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Aqui é assim... coisas incomuns (que fazem diferença)

Sabe aquelas coisas pequenas, gestos simples, mas que fazem uma super diferença na vida de todo mundo? Pois é.... parece chover no molhado, mas são questões meramente culturais, mas que pra nós, brasileiros, representam bem mais que isso: chegam a ser mostra de civilidade e até de honestidade.
Quem aí já esqueceu o telefone celular em um lugar público, bem movimentado? O celular, ou a carteira, ou algum documento, um par de óculos. Teve uma pessoa que esqueceu em uma loja, uma sacola de compras feitas antes, com roupas, óculos escuros e um relógio. Quem imagina que tudo pode ser recuperado facilmente? E é. Provavelmente, brasileiro nenhum consegue imaginar isso... mas é o que acontece em quase todos os casos. Sim, “quase”, porque honestidade e empatia não são qualidade de 100% das pessoas.
Esses exemplos que eu citei, são fatos que eu presenciei ou soube por alguém próximo. Se for relatar aquilo que eu já ouvi falar, de gente que eu não conheço, haverá, com certeza, outras situações que fogem completamente à realidade dos brasileiros.
Quando o assunto é gentileza no trânsito, são muitos exemplos de educação. E não estou falando de faixa de pedestres e acessibilidade. São outras situações. Motoristas que param para as pessoas atravessarem, mesmo que não sejam idosos ou pessoas com crianças, pessoas que passam pelas outras e dão bom dia, carros que mesmo na madrugada param nos cruzamentos por alguns segundos.... e por aí vai.
Gente educada é bonito. Educação cabe em qualquer espacinho... e sobre a gentileza... já dizia o profeta:


terça-feira, janeiro 09, 2018

Aqui é assim... compras

Se o assunto são compras, quaisquer que sejam elas, aí o assunto é bom. E se as compras forem nos Estados Unidos, aí o assunto é ainda melhor. Primeiro, porque a oferta de produtos é infinita, de todos os tipos. Depois, porque com moeda forte e impostos justos, comprar (ou pagar) não é sinônimo de sofrimento, como no Brasil.
Nos supermercados, a gente chega a ficar perdido. Sabores, marcas e produtos e sequer existem em outros lugares do mundo. Comida é barato. Frutas, legumes, leite, ovos. Nas lojas de roupa, faz-se enxovais inteiros, para adultos, crianças ou bebês, com relativamente pouco dinheiro.
Outro item do qual nós, brasileiros, chegamos a sonhar, é comum e muito acessível por aqui. Eletrodomésticos de última geração, que têm funções inacreditáveis (pelo menos para nós, meros mortais), televisões enormes, computadores, telefones celulares.... nada disso é luxo. Quem trabalha, pode comprar tranquilamente.
Produtos de marcas mundialmente famosas, que no Brasil precisam de anos de planejamento financeiro para serem adquiridos, nos Estados Unidos não chegam, jamais, a ser sonho de consumo. Exatamente por terem preços acessíveis. Um par de tênis “venerado” por jovens brasileiros, que pode custar 800 ou 1000 reais no Brasil, é facilmente comprado aqui por menos de 100 dólares. Convertendo, o que a gente aprende a não fazer mais, esse par de tênis custa 300, 320 reais...
E outra coisa... americano, ao contrário do que muita gente pensa, em sua maioria, não esbanja. Exemplo claro é uma rede de lojas chamada Dollar Tree. É como aquelas de 1,99 no Brasil, mas aqui, vendem absolutamente tudo por 1 dólar. E raramente a gente encontra uma loja dessas vazia. Produtos de limpeza, de festa, de escritório, beleza, alimentação, brinquedos, enfeite, doces, frios, ovos.... tem de tudo. Até camarão e salmão.


É o povo daqui, valorizando o próprio dinheiro. E sabendo onde e como gastar.

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Carta para 2017

Pra começo de conversa, to atrasada. É, aqui com essa carta, que foi um meio que eu encontrei de conversar com o ano que acabou de acabar. Na verdade, quando tive a ideia e comecei a conceber esse texto, ainda faltava algum tempo para o 2017 acabar... só que a vida não ta fácil, e eu nunca mais consegui terminar. Aliás, consegui sim. Agora, três dias depois do limite. E como eu não me dou bem com limites, vou postar assim mesmo.
2017, querido, você foi difícil pra caramba. Não todo, mas pelo modo como começou e andou por alguns meses, te coloco no nível 9, numa escala que vai até 10. E como esses alguns meses difíceis foram, tipo, bem difíceis, o ano inteiro pode ficar como difícil.
A nossa adaptação, aqui nos Estados Unidos, foi, de longe, o maior problema que enfrentamos. Chegamos no começo do inverno e quando nos mudamos para a nossa casa, em janeiro, éramos só dificuldade. Sério. Sem exagero. Se você queria ser difícil, se superou. Aurora foi um desafio a cada hora. Desaprendeu a comer e a dormir. Visto que essas duas coisas eram as únicas que ela sabia fazer aos 9 meses.... voltamos à estaca zero. Cada hora, literalmente, era algo diferente pra gente vencer. E fomos vivendo cada hora. E elas foram passando, passando. E passaram. Ó, digo sem medo de errar, que foi uma das maiores provas da minha vida. E nós conseguimos. Aurora, hoje, está adaptada. E nós, consequentemente, também. Ela dorme bem, come, deixou de mamar no peito no dia em que completou 19 meses, sem que eu fizesse absolutamente nada. Pensando bem, querido 2017, você pode não ter sido tão cruel assim.... vou pensar melhor se mudo essa palavra.
E como você foi nosso primeiro ano fora do nosso país e longe dos nossos amigos e familiares, a saudade foi outro grande mal vivido em todos os seus meses. Saudade de tudo. De andar na rua e cumprimentar as pessoas, de ir à casa da vizinha que virou amiga, de levar a Aurora no parque da rua, de encontrar as amigas íntimas, de conversar - em português - com um desconhecido no supermercado e reclamar do preço da batata, de ter o vovô e a vovó da Aurora ali, a uma porta de distância, de dirigir meu próprio carro, de ir almoçar na Birinha e ficar por lá a tarde toda sem fazer nada e comendo os doces mais gostosos do mundo, de tomar banho de piscina piscina da Neguinha.....
Mas nem só de saudade você foi feito, 2017. Os seus dias foram de descobertas também. Boas e ruins. Descobri que me desafiar é sempre bom. Vencer desafios é ainda melhor. Descobri que o maior bem que a gente tem na vida chama-se Família. A que mora na casa com a gente e a que mora longe também. Descobri que ter paz é o melhor que se pode ter. Descobri que dinheiro é necessário pra gente viver, mas não é o mais importante (muitas vezes, antes de você, 2017, eu cheguei a trocar a ordem na escala da importância).
Descobri que trabalho é mais que necessário, é fundamental, mas que ele não pode ocupar um lugar que não pertence a ele. Isso significa que família, filhos, amigos, risos e mais um monte de outras coisas também precisam ter lugar cativo no nosso tempo. Descobri que faço o melhor empadão do mundo, que tenho a filha mais linda, que cada sorriso dela me traz lágrimas aos olhos, e que cada conquista que ela faz me deixa lotada de alegria.
Descobri que por mais frio que faça por dias seguidos, o sol volta a brilhar. E, por mais que demore, o verão chega, trazendo dias de alegria infinita, parques lotados, praias cheias de gente feliz, cabelos ao vento..... e, como não falar do verão com a vovó? Sim, minha mãe veio e ficou por aqui por seis dos seus doze meses, fazendo a alegria das duas netas mais lindas do mundo! Pena que o verão se foi e ela precisou voltar pro meu pai...
Descobri, em épocas diferentes do seu decorrer, que casar uma grande amiga e não estar perto quando outra grande amiga tem um bebê, são dois acontecimentos importantes e que eu daria um dedo - ou dois - para estar com elas....
E você, 2017, também me trouxe decepções. A maior delas foi aquela, da família que foi embora pro sol e deixou pra trás o chamado de Deus, a obrigação espiritual com os filhos dEle. Essa decepção nos afastou do Pai por um curto período de tempo. E Ele, em sua infinita misericórdia, nos mostrou o caminho a seguir e colocou pessoas comprometidas na nossa vida. Hoje, eu O louvo e agradeço, de coração, por todo cuidado que nos dispensou durante todos os seus 365 dias.
Alguns dias foram amargos. Descobrimos de uma forma bem ruim, como é ser vítima de fofoca. É... não vem ao caso os detalhes do caso, mas foi bem chato. A parte boa é que a gente aprendeu que, para se confiar em alguém, é preciso cautela. E se esse alguém for da nossa terra, cuidado redobrado.
Pensando bem, 2017, você não foi tão ruim como eu pensei no começo desta carta. Agora, após lembrar das - muitas - coisas boas que vivemos me faz repensar mesmo. Você foi um ano de aprendizados. Sim, lutas muitas, mas vencidas. 
E em vez de agradecer a você e aos seus 365 dias, eu agradeço a Deus e O louvo por cada momento, cada lágrima, cada vontade de ir embora, cada hora de busca, cada alegria, cada sorriso...... cada movimento feito em 2017 foi minuciosamente planejado por Deus. E tenho absoluta certeza de que estamos no caminho certo e que este 2018 será infinitamente melhor. Infinitamente mesmo.









Tchau, 2017... até nunca mais!

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Aqui é assim... Trânsito

Pra começar o assunto, nada mais propício que o Trânsito. Não, não é caótico ou curioso como em alguns lugares. Aonde moro, é até bem tranquilo, se eu comparar com cidades próximas. E, quando o assunto é trânsito, carros são o que há de mais interessante, como em qualquer lugar do mundo. O meu carro, o do vizinho, o da outra rua, o desconhecido. É sempre bom de falar.
Como a grande maioria dos bens, carro é, digamos, fácil de comprar. Fácil pelo preço, pelo menos. Um veículo considerado de luxo no Brasil, que custa em torno dos R$100 mil, pode ser retirado da agência, zero quilômetro, por menos de U$20 mil. Não, não é exagero.
Depois de pago o carro (ou financiado), é necessário pagar pela placa. Sim, o emplacamento é pago à parte. Normalmente, as agências e concessionárias cobram uma taxa de cerca para este fim. A placa então passa a pertencer àquela pessoa. Se o carro for vendido amanhã, o dono tira a placa e guarda em casa, ou coloca no outro veículo que comprar. Depois de dois anos com a placa, o proprietário precisa 'renovar' o direito de usar aquela placa. Tem um custo e vale sempre por dois anos. As placas traseiras dos carros têm um selo pequeno, adquirido em cada renovação, indicando o ano do vencimento.
Antes de sair da agência, o carro precisa estar segurado. Não é como no Brasil, onde o seguro não é obrigatório. Lembro que no Brasil, obrigatório mesmo eram só aqueles valores que vêm incluídos no IPVA, tipo Dpvat. Nos Estados Unidos não. Aqui, todos os carros só podem sair das lojas devidamente segurados. E isso não é barato. E o valor muda, dependendo de alguns fatores específicos, como no Brasil. Tempo de habilitação, acidentes anteriores... essas coisas.
Carros usados são bem baratos, se a gente usar como base o preço dos carros no Brasil (é este o meu referencial pra tudo... rsrsrsr). Com U$2 mil, é possível comprar um carro razoável, bom às vezes. Mesmo usado, o trâmite é o mesmo: placa, seguro, habilitação.
Outra coisa muito interessante, e curiosa, é quanto às marcas dos carros que rodam por aqui. Enquanto no Brasil, Fiat, Volkswagen, Ford e Chevrolet fabricam os carros mais vendidos, nos Estados Unidos, essas marcas têm pouca ou nenhuma visibilidade. Fiat, por exemplo, acho que não existe aqui. As outras três são um pouco mais comuns, mas não há muitos modelos disponíveis.
As marcas populares comuns aqui são Toyota, Nissan, Mazda e Honda. Além das comuns no mundo inteiro: BMW, Mercedes, BMW e outras de alto luxo. Ah, e quase não há veículos com câmbio manual. Praticamente todos são automáticos.
Motocicletas, a gente só vê nos meses de calor. E não são muitas.
Bicicletas, acho que só vi duas ou três.
Quem compra um carro novo, dificilmente se desfaz dele rapidamente. A grande maioria dos carros usados disponíveis para a venda em lojas especializadas estão com o odômetro nas alturas. Acredito que isso também seja cultural. No Brasil, conheço muita gente que troca de carro a cada ano ou, no máximo, dois. Aqui isso parece não acontecer muito.
E, como aqui faz muito frio por quase oito meses e temos neve por uns quatro meses, quase todo mundo tem no porta malas, uma pá pra rapar neve. Como no inverno passado, nós ainda não tínhamos carro, precisamos providenciar a nossa pá e fizemos isso há alguns dias. Pagamos uns U$ 10 na nossa. Essa pá vai ser usada quando a gente precisar tirar o carro depois de um ou vários dias de neve caindo. Se o volume de neve for grande, ela precisa ser retirada do redor do carro, pra que a gente consiga sair. Lembro de ter feito isso bastante no inverno passado.... quando ainda usávamos o carro da minha irmã.
Ah, e falando em neve, é infração grave andar com neve sobre o carro. Nos vidros, para brisa e teto.
Nos dias de muita neve, só é permitido estacionar do lado esquerdo das ruas. Isso, porque o carro que rapa a neve vai passar, retirar a neve do meio da via e jogar, necessariamente, do lado direito. Todo mundo já sabe disso, claro, e quando a previsão do tempo indica neve intensa, com acumulação, ninguém (ninguém mesmo) para o carro do lado direito.
Cadeirinha de bebê e/ou criança é outra regra importante. E ninguém (sendo redundante, ninguém mesmo) desrespeita. E todos têm cuidado com a idade e peso da criança, para que estejam usando a cadeira indicada.
Motoristas, invariavelmente, respeitam as regras. Sinais fechados, travessia de pedestres - em qualquer ponto do perímetro urbano e não somente em locais destacados para quem está a pé -, parada obrigatória em cruzamentos - mesmo que seja possível avistar que não haja outro carro vindo -, parada obrigatória atrás de veículos de transporte escolar (aqueles amarelos, como nos filmes) dos quais estejam desembarcando alunos...


Cinto de segurança, cadeirinhas para bebês e/ou crianças maiores... enfim, as regras são claras e cumpridas. A principal vantagem disso é o baixo número de acidentes. Quase não há atropelamentos, colisões ou simples abalroamentos. Nem preciso entrar em detalhes sobre a importância disso. Estamos acostumados a assistir reportagens de televisão no Brasil, com o repórter flagrando motoristas furando sinais fechados, falando ao celular, estacionando em locais proibidos.... e todos têm explicação para tentar justificar a própria infração. É lamentável que este tipo de comportamento seja tão comum e, pior, tão aceitável por todos (não penso assim porque estou fora do país. Passei mais de 35 anos morando no Brasil e conheci diversos estados. Sempre tive esta postura. Quem conviveu comigo, sabe exatamente do que estou falando).
Aonde moro, ainda não utilizei o transporte público, mas parece que o serviço é razoável. Eu passei boa parte da vida andando de ônibus, na cidade em que nasci e cresci, em outras que estudei, na capital do meu estado, na capital do estado vizinho, na capital do país. Em cidades onde fiz turismo. Sei do que estou falando. Acho que conheço o sistema de transporte público em, pelo menos, trinta cidades brasileiras. Em algumas, por utilizar muito. Em outras, nem tanto. Mas sei do que falo. E aqui onde moro, apenas vejo os ônibus circulando, mas não conheço trajeto, origem e destino, situação física dos veículos... nada. Sei que em cidades maiores bem perto de mim, como Boston e outras mais distantes, como Nova Iorque, ônibus, trens e metrôs são infinitamente mais estruturados e conseguem atender à população. Por aqui, não sei. O fato é que transporte - seja público ou não - é bem necessário. Poucas coisas a gente consegue fazer sem depender de carro. A cidade é ótima, o trânsito é organizado, as vias são bem sinalizadas. No calor, é mais "fácïl" viver sem carro. No inverno, porém....
Bem.... certamente há muito o que falar sobre trânsito... mas, pra inaugurar o marcador, acredito que tenha conseguido reunir algumas questões que considero bem curiosas.
E, agora, colocando mais informações no forno...

domingo, dezembro 10, 2017

Aqui é assim...

Não é de hoje que penso em falar aqui no brog sobre alguns fatos muito interessantes - ou simplesmente diferentes do que eu vi e vivi a vida inteira no Brasil - sobre o lugar em que estamos vivendo agora. Não são poucos... por isso eu acho que vai render mais de uma postagem. Trânsito, datas comemorativas, frio, família, natal, programas de televisão, bens, tecnologia, imigração..... a forma como o povo norte americano lida com tudo isso é muito peculiar. Talvez por isso pareça, pra mim, tão diferente, ao ponto de merecer estar aqui.
Cada dia que passa, eu vou descobrindo uma coisa mais interessante - ou bizarra - sobre a vida, a cultura e os costumes das pessoas que nasceram aqui. E também daquelas que, como eu, não nasceram, mas escolheram este país pra viver.
Tem determinados costumes que são bem engraçados, outros nem tanto. A verdade é que muitos deles, todos nós já vimos em algum filme. Sim, Hollywood retrata muito bem a cultura norte americana. Como? Gorjeta, café, rosquinhas do famoso Dunkin Donuts, vans pra todo lado, noites lindas, natal cheio de neve e com a musiquinha Jingle bells tocando o tempo todo, a tradição do Dia de Ação de Graças, a formatura do High School, aqueles casamentos doidos firmados em Las Vegas, a violência de certos estados, a comida e os fast foods.... e muitos outros assuntos, são tratados em muitos filmes e seriados que todos nós já vimos.
A primeira postagem, sobre Trânsito, já está quase pronta. E a seguinte, já está devidamente pensada e montada na minha cabeça. Quero colocar logo tudo aqui.... e compartilhar com os meus três leitores um pouquinho do que vou descobrindo aqui!

quinta-feira, novembro 23, 2017

Obesidade e produtos industrializados

O americano é um dos povos mais gordos do mundo. Por aqui, há alguns anos, a obesidade passou a ser questão de saúde pública.... isso é sempre lembrado pela imprensa mundo afora. Mas por que? O que eles fazem de tão diferente?
Pra começo de conversa, as redes de fast food, ou aquelas lanchonetes que nem fazem parte de uma grande rede, mas existem. Lembro-me de passar toda a minha infância e quase a adolescência, sem que houvesse um exemplar de uma dessas lojas na cidade onde morava. Algumas delas, muita gente só conhecia de propagandas de televisão. Aqui, não é assim. Por menor que seja a cidade, há ali uma loja do Mc Donalds ou outra qualquer... todo tipo de comida rápida, não só sanduíches, como a maioria das que existem no Brasil. Frango frito, frango empanado, carne no espeto, tacos, batatas, sorvetes, doces e, claro, sanduíches. Comida vinda de vários países, tudo feito para ser consumido rapidamente. Como uma pessoa gorda que sou – é, vim engordar as estatísticas, estou sempre experimentando um tipo e posso dizer com a mais absoluta certeza: é tudo muito saboroso (pelo menos pro meu paladar, que não é 100% saudável), muito mais do que os irmãos brasileiros. Muito mais mesmo, que fique destacado.
Mas não é só isso, não são só os fast foods.
Quem come em casa, começa o dia errado. Em todas as casas, o consumo de sucos artificiais vendidos em garrafas de 3 litros, manteiga de amendoim, biscoitos de todo jeito, cor e sabor, café com diferentes tipos de leite em pó (que, pasmem, tem sabores diferentes). No prato, nada de arroz com feijão (claro). Salsichas, bacon, muffins, bolos recheados. Tudo, comprado em caixas enormes, nos supermercados. Quase não se faz bolos em casa.
Hora do almoço. Carne de hamburguer, mais bacon e alguns legumes, além de purê de batata, que, inclusive, é vendido em pó, no pacote ou na lata. Basta misturar à água.
Nos supermercados, que quase sempre são super mesmo, corredores imensos oferecem um sem-número de congelados. Coisas que a gente nunca imaginaria encontrar num freezer: doces, pães, churros, sorvetes, milho verde, batata frita, mandioca, cupcakes, marshmallows.
Outro corredor, duplicado às vezes, mostra um mundo de cores chega a ofuscar a visão. Não são legumes coloridos. São biscoitos, vendidos em botijas. Isso mesmo, como na foto. Biscoitos recheados e bolos que não daria pra contar. Sucos, refrigerantes, chocolates, balas... tudo é vendido em “family size”. Ou seja, dá pra uma família inteira comer.... mas será que come?
Legumes e frutas, não tem preços baixos. Muitos, não são nem tão saborosos como os nossos brasileiros.
E pra completar, falta tempo e sobra trabalha. Sobra correria. E com isso, o cardápio se completa, infelizmente. No inverno, então... piora. Porque é muito mais difícil sair de casa para praticar um exercício físico ao ar livre. Crianças e adultos, cada vez mais gordos. E o governo, cada vez mais preocupado.

segunda-feira, novembro 20, 2017

O frio chegou

Definitivamente não tem mais jeito. Agora o frio chegou de vez. E veio pra ficar, afinal, os quase oito meses de temperaturas baixas que temos por aqui ainda vão demorar a terminar.
Até assustei um dia desses, quando acordei e olhei o aplicativo do celular que mostra a temperatura. Eram seis horas da manhã e estava marcando -4º. Não era possível... alguns dias atrás, estávamos curtindo 28º no parque, Aurora se divertindo nos brinquedos e um calor daqueles! Se bem que era possível sim, estamos em novembro. No ano passado, chegamos quase nessa época, e o frio já estava de lascar.
Depois desse susto de 4 negativos, as temperaturas máximas não passaram mais dos 12º. As mínimas ficam perto de zero todos os dias. Quando se afastam do zero, descem..... ou seja, negativo na certa.
Ao contrário do inverno passado, eu vou me esforçar pra sair mais de casa com a Aurora. Claro que na medida do possível, já que tem dias que isso é impensável, com as ruas cobertas de neve.
Nos meses frios do inverno (e outono e primavera... rsrsrs) passado, eu saí muito pouco. Primeiro, porque ainda estávamos sem carro. Depois, porque Aurora era muito bebê e me faltava coragem de colocar ela na rua com tanto frio. Agora, ela já ta maiorzinha... e, se eu tomar por base o tanto que ela gosta de sair de cada de luva e touca, com aquele 'fonezinho' de lã que protege os ouvidos, acredito que vamos ter diversão de sobra nos dias frios.
E já prometi pra mim mesma, que na primeira acumulada de neve, vou criar coragem e sair com ela. Quero que ela se divirta com as crianças fazem nesses dias. Só me resta esperar, pra ver se vou dar conta de cumprir a promessa.
Dias frios têm sol. Lindo, claro, num céu muito azul. Ta, mas que não esquenta. Aqui em casa, ele até ajuda o aquecedor a dar uma esquentada. Logo cedo, quando ele começa a brilhar, abro as persianas da sala e ele preenche todo o espaço possível, pela minha janela grande do ambiente. Tem dias que eu me arrumo pra sair e até esqueço das temperaturas baixas, de tão quentinha que fica a casa. Só que, como já nos acostumamos a checar os termômetros antes de sair, não dá pra esquecer de vez.
Estamos em novembro e os dias frios estão apenas começando. Vamos ver como será o começo de dezembro. No ano passado, a primeira neve do inverno foi no dia 6.
Aguardando ansiosamente....


sábado, novembro 18, 2017

Vivendo o sonho americano

O tal sonho, há muito tempo, tira o sono de muita gente, nos quatro cantos do mundo. Famílias querendo curtir o clima quase tropical da Florida, outras querendo os preços bons de Miami. Há quem prefira sonhar com o glamour de parte da California ou com o interior desenvolvido do Texas. E tem ainda Nova Iorque, desejada por dez entre dez dos que não dormem, pelo sonho americano.
A realidade, porém, vai além do que as pessoas pensam sobre cada região do país. Como em qualquer lugar do mundo, tem problemas e, a olho nu, se comparamos com a realidade do Brasil... hum.... melhor até deixar pra lá.
Eu sou jornalista, saí do estado do Rio de Janeiro, e vim morar em uma pequena cidade no estado de Massachusetts, distante 400 quilômetros de Nova Iorque. Vim estudar e trouxe, além dos objetivos, marido e filha, de, agora, quase dois anos.
As coisas ainda estão acontecendo, claro, mas muito já aconteceu. E é isso o que eu quero mostrar com esse marcador. Rotina, clima, moradores, as diferenças gritantes – outras nem tanto – daquilo que estamos acostumados a viver no Brasil.
Vamos nessa, porque tem muito o que falar!